Os dados que a Freedom House mostram para o ano corrente são alarmantes e deviam fazer com que cada um de nós refletisse sobre o seu papel, ou ausência dele, dentro do mesmo. A ausência de interesse, muitas vezes assistida pelas massas torna-se indesculpável perante todo os sinais gritantes que se têm vindo a assistir nos últimos anos.
2017 com todas as suas consequências tornou-se um ano
anti-democrático, onde se assistiu a uma diminuição da democracia a
nível mundial, a maior de há décadas. Onde se incluiu uma precariedade
nas eleições livres, nos direitos da minorias, na liberdade da imprensa e
na manutenção da lei.
Enquanto que 35 países
registaram um aumento de liberdade nas suas redes, 70 perderam viram a
liberdade política e direitos humanos em declínio. Sendo de sublinhar,
que este já é o 12º ano consecutivos em que se registam uma diminuição
destas liberdades e direitos.
Também é de registar o papel que os EUA tiveram, ao perderem o seu papel tradicional de exemplo a nível mundial como defensor das liberdades democráticas e direitos humanos. Por outro lado, a influencia anti-democrática da Rússia e China conheceram um aumento. Registou-se, igualmente, uma ameaça grave a nível global, por parte dos Estados corruptos e repressivos.
Esta é uma situação de inversão da democracia, à qual se assistiu a um notório aumento nas duas décadas entre 1987 e 2007, sendo que desde então se têm vindo a verificar os dados de reversão da mesma.
Fonte: Freedom House







