Tem uma carga eletrica de +1 e (+1.602176565(35)×10−19 C), uma massa de 9.10938356(11)×10−31 kg, 5.485799090(16)×10−4 u, 0.5109989461(13) MeV/c e um spin de 1/2.
Quando um positrão de baixa-energia colide com um eletrão também de baixa energia, dá-se uma aniquilação, resultando na produção de um ou mais fotões de raios gama.
Os positrões podem ser gerados pelo decaimento radioativo de emissões de positrões (através das interações fracas) ou pela produção de par de um fotão suficientemente energético que se encontre em interação com um átomo de um material
Teoria
Em 1928, Paul Dirac fez uma publicação em que propunha que os eletrões pudessem ter tanto uma carga positiva quanto negativa. Este documento introduziu a equação de Dirac, a unificação da mecânica quântica, a relatividade especial, e o então novo conceito de spin de eletrão, para explicar o efeito Zeeman. O estudo não predizia explicitamente uma nova partícula, mas permitia que os eletrões tivesse ou carga negativa ou carga positiva como solução. Então, Herman Weyl publicou "A Gravitação e o Eletrão" em que debatia as implicações matemáticas da solução de energia negativa. A solução de energia positiva era explicada por resultados experimentais, mas Dirac estava intrigado pela igualmente válida solução de energia negativa, que o modelo matemático permitia. A mecânica quântica não permitia que a solução de energia negativa fosse simplesmente ignorada, como a mecânica clássica fazia frequentemente em tais equações; a equação dupla implicava a possibilidade de um eletrão saltar espontaneamente entre estados de energia positiva e negativa. No entanto, tais transições ainda não tinham sido observadas experimentalmente. Dirac referiu-se aos assuntos levantados por este conflito entre a teoria e as observações como "dificuldades" que "não estavam resolvidas".
Por seu lado, Robert Oppenheimer argumentou contra o protão ser a solução de energia negativa eletrónica para a solução de Dirac. Afirmou que se assim fosse, o átomo de hidrogénio auto-destruir-se-ia rapidamente. Persuadido pelos argumentos de Oppenheimer, Dirac fez um publicação em 1931 em que predizia a existência de uma partícula ainda não observada que designou por "anti-eletrão", que teria a mesma massa de um eletrão e que se aniquilariam em contacto com um eletrão.
Feynman, e antes dele Stueckelberg, propuseram uma interpretação do positrão como um eletrão que se desloca para trás no tempo, reinterpretando as soluções de energia negativa da equação de Dirac. Os eletrões que se deslocassem para trás no tempo iriam ter uma carga elétrica positiva. Wheeler invocou este conceito para identificar as propriedades idênticas partilhadas pelos eletrões, sugerindo que "eles são todos o mesmo eletrão". com uma linha do universo complexa, auto-intersectada. Yoichiro Nambu referiu-se, mais tarde, a todo este processo de produção e aniquilação de pares de partículas e antipartículas, afirmando "a eventual criação e aniquilação de pares que podem acontecer agora e depois, não é criação e aniquilação, mas apenas uma mudança de direção de partículas em movimento, do passado para o futuro, ou do futuro para o passado".









