07/03/2016

África


O continente africano é o segundo maior a nível populacional e geográfico do mundo.
Tem cerca de 30,2 milhões de km2, com inclusão das ilhas adjacentes, cobrindo cerca de &% da superfície terrestre e 20,4% da área total da Terra.
Com cerca de mil milhões de habitantes desde 2009, é responsável por cerca de 15% da população mundial.
O continente é cercado pelo Mar Mediterrânico a Norte, pelo Canal Suez e Mar Vermelho ao longo da península do Sinai a Nordeste, pelo Oceano Índico a sudeste e Oceano Atlântico a Oeste.
África incluí Madagáscar e vários arquipélagos. Tem 54 Estados soberanos reconhecidos ("países"), 9 territórios, e 2 Estados de facto independentes, mas com limitado ou nenhum reconhecimento.
O nome África é derivado de uma antiga área na atual Tunísia, conhecida como Ifriqiya, ou lugar ensolarado, na língua berbere (tamazight).




A Argélia é o maior país africano por área, e a Nigéria em população.
A África, em particular a África Central e Oriental, é amplamente reconhecida como o local de origem dos seres humanos e da clade hominidae.

O continente africano costuma ser regionalizado em duas categorias:

  • Localização geográfica:

África Setentrional - ou África do Norte, é constituída pelos países do Maghreb, os países do Saara e o
vale do Nilo. O clima da região é do tipo mediterrânico na vertente norte e do tipo desértico no sul. A população distribui-se de modo irregular, sendo mais densa nas zonas mais húmidas. A agropecuária é pouco desenvolvida, destacando-se a agricultura mediterrânica (vinhas, oliveiras, cítricos e tâmaras), uma pecuária extensiva nas áreas semi-áridas e pecuária nómada nas regiões desérticas. Zona rica em minérios, os países do Maghreb conseguiram implantar algumas indústrias de destaque; a Argélia é rica em petróleo e gás natural; Marrocos e Tunísia são grandes exportadores de fosfatos. O vasto deserto do Saara que se estende por diversos países não favorece as actividades económicas, no entanto o subsolo é rico em petróleo, gás natural e ferro. Apesar de o Egito e o Sudão também se encontrarem no Deserto do Saara, a presença do rio Nilo agrupa-os noutra sub-região, o qual proporciona as melhores condições de vida. O vale por onde corre o rio apresenta um solo extremamente fértil, zona rica em agricultura (algodão, milho, trigo e arroz) e devido à construção de barragens que possibilitam a irrigação de extensas áreas, a agricultura não se limita à margens do rio. A indústria encontra-se mais desenvolvida no Egito do que no Sudão, nomeadamente a siderurgia, a eléctrica, a têxtil, a de produtos químicos e a alimentar. O solo egípcio também contém reservas de petróleo, gás natural, ferro, fosfato e potássio.


África Ocidental - Região situada entre o deserto Saara e o golfo da Guiné. Os terrenos são antigos e,
consequentemente, bastante eroditos, verificando-se a presença de formações rochosas cristalinas. A região apresenta um clima equatorial, com áreas de savana a norte e densas florestas ao sul, onde os índices de pluviosidade são mais elevados. A África Ocidental possui uma densidade demográfica superior à região do Saara. 60% da população está concentrada na Nigéria. Todos os países desta região são subdesenvolvidos, sendo a agricultura a principal actividade económica. A lavoura de subsistência alterna-se com o cultivo de produtos tropicais destinados à exportação (café, cacau, amendoim, banana e borracha). A industrialização local, em expansão, depende em grande parte do capital estrangeiro. Os países mais desenvolvidos no sector são a Nigéria, Costa do Marfim e Senegal.


África Central - Esta região situa-se na zona equatorial do continente, sendo limitada pelo Atlântico a
Oeste e por altas escarpas montanhosas a Este, verificando-se no resto do território uma alternância de planaltos e planícies cortados por rios caudalosos. O clima é quente e húmido nos países a Norte, com a presença de florestas equatoriais. Na parte Sul predominam o clima tropical e a formação vegetal de savanas. Trata-se de uma região de baixa densidade populacional, cuja população pertence maioritariamente ao grupo banto. As principais concentrações humanas ocorrem no Zaire e em Angola. A agricultura assemelha-se à da África Ocidental. A exploração mineral é muito importante para o Zaire e para Angola, onde se encontram jazidas de cobre, cobalto, manganês e ferro. O extravio vegetal, nomeadamente de madeira, reforça a economia da região.


África Oriental - Situada entre a Bacia do rio Congo e as águas do mar Vermelho, a paisagem desta região mostra-se bastante diversificada, com a presença de maciços montanhosos no meio de planícies e planaltos elevados, com a presença de grandes falhas, vulcões e lagos. Predomina o clima tropical,

com atenuação das temperaturas devido à altitude. A vegetação também oferece um quadro variado: florestas equatoriais, savanas, estepes e formações típicas de áreas desérticas. A população é predominantemente do grupo banto na península da Somália ("Corno de África") e noutras áreas encontram-se um expressivo número de árabes, indianos e europeus. A população rural é superior à urbana. A economia regional baseia-se na agricultura que, organizada segundo o sistema de plantação, dedica-se aos produtos de exportação, como o café e o algodão. Os escassos recursos minerais consistem em pequenas jazidas de ouro, platina, cobre, estanho e tungsténio. A África Centro-oriental é uma das regiões mais pobres e com um maior número de conflitos no continente, com crises de seca e fome (Somália e Etiópia) e sangrentos conflitos étnicos, como entre hutus e tutsis no Ruanda e Burundi.


África Meridional - Esta região, atravessada pelo Trópico de Capricórnio, é composta por doze

estados independentes. No seu relevo predominam os planaltos circundados pelas baixas altitudes da faixa litoral. O clima varia entre o tropical húmido ao desértico ( na região do Calaari), passando pelo mediterrânico; encontra-se, igualmente, uma vegetação diversificada, com a presença de savanas, estepes e florestas (junto à costa do oceano Índico). O principal sustentáculo económico são as reservas minerais, com destaque das minas na África do Sul (ouro, diamantes, cromo e manganês) e na Zâmbia (cobre e cobalto) A agricultura está representada por produtos de clima mediterrânico (vinhas, oliveiras, frutas) e de clima tropical (cana-de-açúcar, café, tabaco e algodão), além da criação extensiva de gado bovino. No continente, as indústrias concentram-se nas regiões metropolitanas de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban.


2. Étnica e Cultural
África Branca ou Setentrional, formada pelos oito países do Norte, mais a Mauritânia e o Saara Ocidental;
África Negra ou Subsaariana, formada pelos restantes 44 países do continente.





Demografia

A população africana tem tido um crescimento exponencial ao longo do último século, mostrando uma população muito jovem, reforçada por uma baixa expectativa de vida (abaixo dos 50 anos).
Acredita-se que o continente tenha atingido os mil milhões de habitantes em 2010. O país dom uma maior população é a Nigéria, com 170.123.740 habitantes no ano de 2012, seguido da Etiópia com 91.195.675 e Egito com 83.688.164 habitantes (Fonte: CIA Word Factbook).

Vários países, como a Libéria, o Burundi, o Uganda, a República Democrática do Congo, Madagáscar e Burkina Faso apresentam taxas de crescimento anual superiores a 3%.

O continente apresenta uma baixa densidade demográfica, de cerca de 30h/km2, devendo-se tal a:
grande parte do continente não ser propício a concentrações humanas devido a desertos, florestas densas, etc;
índices de mortalidade muito elevados;
correntes migratórias, fazendo com que o continente tenha, e continue, perdido muitos habitantes.



A população africana apresenta uma distribuição muito irregular devido às características físicas do próprio continente, sendo poucos os países que apresentam uma população urbana superior à rural.
HDI 2009

 
A maior parte dos países africanos apresenta características de subdesenvolvimento, com 35 dos 54 países considerandos entre os "países menos desenvolvidos do mundo".
A maioria da população africana é constituída por povos negros, no entanto a presença branca também se regista, essencialmente no Norte do Saara (África Branca), formada principalmente por árabes e berberes, assim como tuaregues, judeus e descendentes de europeus. A África Negra é povoada por uma grande variedade de grupos negróides que se diferenciam entre si por diferenças culturais, religiosas e linguísticas. Os principais grupos são os bantos, os nilóticos, os pigmeus e os bosquímanos ou khoisan. Para além destes grupos, encontram-se ainda, em África, os malgares, indianos, portugueses e um pequeno número de chineses de origem europeia.
A religião em África demonstra-se por três grupos principais:
O Islão, que se manifesta principalmente na África Branca, mas também é professado por numerosos povos negros;
O Cristianismo, religião levado pelos missionários e professada em diversas regiões do continente;
Religiões tradicionais africanas, centradas no animismo e seguidas por toda a África negra.
Existem numerosos idiomas no continente, alguns de origem africana, outros introduzidos pelos colonizadores. Os principais são o árabe, o inglês, o francês, o português, o espanhol e o africanêr.







Bibliografia
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica

Imagens: Google


04/03/2016

Paranthropus aethiopicus

Esta espécie é um dos exemplos que poderão representar a problemática na classificação e identificação da evolução paralela, quando várias espécies independentes desenvolvem traços semelhantes, neste caso no registo fóssil hominídeo.
O Paranthropus aethiopicus continua, em grande parte, a ser um mistério para os paleoantropólagos, parte porque foram descobertos muitos poucos fósseis desta espécie.
A Caveira Negra (escurecida devido a minérios de manganésio) descoberta em 1985 por Alan Walker e Richard Leakey, com 2,5 milhões de anos, no Lago Turkana, no Quénia,  África Oriental, ajudou a definir esta espécie como o primeiro australopitecinio robusto conhecido.
O Par. aethiopicus apresenta uma face muito projectada, dentes bastante largos, uma maxila forte e uma crista sagital muito desenvolvida no topo do crânio, indicando músculos de mastigação bastante fortes, com ênfase nos músculos que ligavam a parte de trás da crista, criando forças de mastigação fortes sobre os dentes da frente.

27/02/2016

A oração



"Que quer dizer a frase: orar a Deus?
Há ou não um infinito fora de nós? É ou não único, imanente, permanente, esse infinito, e que, se lhe faltasse a matéria, limitar-se-ia àquilo; necessariamente inteligente, pois que é infinito, e que, se lhe faltasse a inteligência, acabaria ali? Desperta ou não em nós esse infinito a ideia de essência, ao passo que nós não podemos atribuir a nós mesmos senão a ideia de existência? Por outras palavra, não é Ele o absoluto, cujo relativo somos nós?
Ao mesmo tempo que fora de nós há um infinito, não há outro dentro de nós? Esses dois infinitos (que horroroso plural!) não se sobrepõem um ao outro? Não é o segundo, para assim dizer, subjacente ao primeiro? Não é o seu espelho, o seu reflexo, o seu eco, um abismo concêntrico a outro abismo? Esse segundo infinito não é também inteligente? Não pensa? Não ama? Não tem vontade? Se os dois infinitos são inteligentes, cada um deles tem um princípio volante, há um eu no infinito de cima, do mesmo modo que o há no infinito de baixo. O eu de baixo é a alma; o eu de cima é Deus.
Pôr o infinito em contacto com o infinito de cima, por meio de pensamento, é o que se chama orar.
Não tiremos nada ao espírito humano; é mau suprimir. Devemos mas é reformar e transformar. Certas faculdades do homem dirigem-se para o incógnito, o pensamento, a meditação, a oração. O incógnito é um oceano. Que é a consciência? É a bússola do incógnito. O pensamento, a meditação, a oração são tudo grandes irradiações misteriosas. Respeitemo-las. Para onde vão essas majestosas irradiações da alma? Para a sombra, quer dizer, para a luz.
A grandeza da democracia consiste em não negar nem regenerar nada da humanidade. Ao pé do direito do homem, pelo menos ao lado, há o direito da alma.
A lei é esmagar os fanatismos e venerar o infinito. Não nos limitemos a prostrar-nos debaixo da árvore da criação e a contemplar os seus imensos ramos cheios de astros. Temos um dever: trabalhar para a alma humana, defender o mistério contra o milagre, adorar o incompreensível e rejeitar o absurdo, não admitindo em coisas inexplicáveis senão o necessário, tomando sã a crença, tirando as superstições de cima da religião, catando as lagartas de Deus."

Vitor Hugo, em Os Miseráveis


24/02/2016

Australopithecus garhi

Não existe muita informação acerca desta espécie de hominídeo. O pouco que se sabe acerca do Australopithecus garhi é com base no fóssil de um crânio, outros quatro fragmentos de crânio. Assim como também de  foi encontrado perto destes fragmentos, na mesma camada, um esqueleto incompleto que é geralmente incluído como fazendo parte da amostra do Australopithecus garhi. O esqueleto fragmentado associado à espécie mostra um fémur longo (mesmo comparado com outras espécies de Australopithecus), mas que apesar do seu comprimento, os braços seriam fortes. O que sugere que dava passos mais largos na marcha bípede.

A espécie viveu na África Oriental, no local de Bouri, no Awash Central, na Etiópia ( Depressão de Afar), há cerca de 2,5 milhões de anos atrás., durante o Plioceno, à beira de lagos e cercados por planícies.

A pequena quantidade de material existente permite apenas saber que viveu entre 3 a 2 milhões de anos atrás, o que faz com que os achados do Awash Central sejam de particular importância. Primeiro em 1990, depois de 1996 a 1998, uma equipa de investigadores liderada pelo paleantropólogo Tim White, descobriu a parte de um crânio, e outros restos de esqueletos de hominídeos datando de há 2,5 milhões de anos, próximo da cidade de Bouri, no rio Awash.

17/02/2016

O trabalho e o desenvolvimento humano


O desenvolvimento humano significa alargar as escolhas humanas atribuindo maior destaque à riqueza da vida humana e não simplesmente à riqueza das economias. 



O trabalho é fundamental neste processo, na medida em que mobiliza, de formas diferentes, pessoas de todo o mundo e ocupa uma parte importante das suas vidas. Dos 7,3 mil milhões de pessoas de todo o mundo, 3,2 mil milhões têm emprego, outras dedicam-se ao trabalho de prestação de cuidados, a trabalho criativo, a trabalho voluntário ou a outros tipos de trabalho, ou ainda à sua preparação enquanto futuros trabalhadores. Alguns tipos de trabalho contribuem para o desenvolvimento humano, outros não e há, ainda, certos tipos de trabalho que prejudicam o desenvolvimento humano. 

16/02/2016

Australopithecus afarensis

Criança afarensis
O Australopithecus afarensis, cujo nome tem origem no local onde foi encontrado, na Depressão de Afar, é uma das espécies de hominídeos iniciais com um dos períodos mais longos de existência, assim como uma das mais conhecidas, tendo os paleontropólogos encontrado os restos de mais de 300 indivíduos. Viveram entre 3,85 a 2,95 milhões de anos atrás, durante o Plioceno, na África do Leste (Etiópia, Quénia, Tanzânia). Esta espécie sobreviveu durante mais de 900.000 anos, o que é cerca de quatro vezes mais do que o tempo da nossa própria espécie, mostrando que foi uma espécie de grande sucesso e adaptabilidade ao meio que a rodeava.
Conhece-se o Aust. afarensis  a partir dos locais da Hadar, na Etiópia ("Lucy" a a "Primeira Família"), Dikika (o esqueleto da "criança" de Dikika) e em Laetoli (fósseis desta espécie assim como o rasto de pegadas bipedes mais antigas de que se tem conhecimento).
Semelhantemente aos chimpanzés, as crianças do Australopithecus afarensis cresciam de forma rápida após o nascimento e chegavam à fase adulta mais cedo do que os humanos modernos. Isto significava que o Austr. afarensis tinha um período de crescimento mais curto do que os humanos modernos têm atualmente, deixando-lhes menos tempo para a orientação parental e socialização durante a infância.

11/02/2016

Desenvolvimento Humano em 2014 (IDH)

A 14 de Dezembro de 2015 foi publicado os dados relativos ao Desenvolvimento Humano de 2014. Fazendo a comparação com os dados demonstrativos do ano 2013 poderão-se verificar, assim de relance,  que houve algumas melhorias, na América do Sul (Brasil e Venezuela). 
Já África é um caso de algumas subidas (ainda que não mostre resultados positivos, como é o caso da República Democrática do Congo, Moçambique, Burkina Faso, Guiné, mas também de descidas como é exemplo a Líbia. 
Também a Ásia mostrou algumas melhorias, como é o caso da Mongólia, do Irão, mas também de algumas quedas, caso da Coreia do Norte e da Síria. 
A América do Norte e Oceânia apresentam resultados semelhantes nos dois anos em questão e na Europa os países do Norte, designadamente o Reino Unido e a Suécia, pode-se verificar uma melhoria.
Haverão outros países em que haverá subidas e descidas (mesmo dentro do mesmo nível) mas que não é possível percepcionar nestes mapas, e que os dados das listas darão uma visão mais pormenorizada. Mas, em geral, o resultado parece ter sido positivo, principalmente se se tiver em conta a crise económica e monetária (e política) à qual nos últimos anos o Hemisfério Norte tem tentado sobreviver,  à pressão que a guerra no Norte de África tem exercido sobre as populações sobre os países diretamente atingidos, assim como a uma Europa que se encontra perante um desafio aos seus próprios princípios democráticos e humanitários.


O Homens Fortes

Qual o fascinio pelos "homens fortes" (leia-se "ditadores"). Terá a história alguma influência na sua ascênsão? - pergun...