24/02/2016

Australopithecus garhi

Não existe muita informação acerca desta espécie de hominídeo. O pouco que se sabe acerca do Australopithecus garhi é com base no fóssil de um crânio, outros quatro fragmentos de crânio. Assim como também de  foi encontrado perto destes fragmentos, na mesma camada, um esqueleto incompleto que é geralmente incluído como fazendo parte da amostra do Australopithecus garhi. O esqueleto fragmentado associado à espécie mostra um fémur longo (mesmo comparado com outras espécies de Australopithecus), mas que apesar do seu comprimento, os braços seriam fortes. O que sugere que dava passos mais largos na marcha bípede.

A espécie viveu na África Oriental, no local de Bouri, no Awash Central, na Etiópia ( Depressão de Afar), há cerca de 2,5 milhões de anos atrás., durante o Plioceno, à beira de lagos e cercados por planícies.

A pequena quantidade de material existente permite apenas saber que viveu entre 3 a 2 milhões de anos atrás, o que faz com que os achados do Awash Central sejam de particular importância. Primeiro em 1990, depois de 1996 a 1998, uma equipa de investigadores liderada pelo paleantropólogo Tim White, descobriu a parte de um crânio, e outros restos de esqueletos de hominídeos datando de há 2,5 milhões de anos, próximo da cidade de Bouri, no rio Awash.

17/02/2016

O trabalho e o desenvolvimento humano


O desenvolvimento humano significa alargar as escolhas humanas atribuindo maior destaque à riqueza da vida humana e não simplesmente à riqueza das economias. 



O trabalho é fundamental neste processo, na medida em que mobiliza, de formas diferentes, pessoas de todo o mundo e ocupa uma parte importante das suas vidas. Dos 7,3 mil milhões de pessoas de todo o mundo, 3,2 mil milhões têm emprego, outras dedicam-se ao trabalho de prestação de cuidados, a trabalho criativo, a trabalho voluntário ou a outros tipos de trabalho, ou ainda à sua preparação enquanto futuros trabalhadores. Alguns tipos de trabalho contribuem para o desenvolvimento humano, outros não e há, ainda, certos tipos de trabalho que prejudicam o desenvolvimento humano. 

16/02/2016

Australopithecus afarensis

Criança afarensis
O Australopithecus afarensis, cujo nome tem origem no local onde foi encontrado, na Depressão de Afar, é uma das espécies de hominídeos iniciais com um dos períodos mais longos de existência, assim como uma das mais conhecidas, tendo os paleontropólogos encontrado os restos de mais de 300 indivíduos. Viveram entre 3,85 a 2,95 milhões de anos atrás, durante o Plioceno, na África do Leste (Etiópia, Quénia, Tanzânia). Esta espécie sobreviveu durante mais de 900.000 anos, o que é cerca de quatro vezes mais do que o tempo da nossa própria espécie, mostrando que foi uma espécie de grande sucesso e adaptabilidade ao meio que a rodeava.
Conhece-se o Aust. afarensis  a partir dos locais da Hadar, na Etiópia ("Lucy" a a "Primeira Família"), Dikika (o esqueleto da "criança" de Dikika) e em Laetoli (fósseis desta espécie assim como o rasto de pegadas bipedes mais antigas de que se tem conhecimento).
Semelhantemente aos chimpanzés, as crianças do Australopithecus afarensis cresciam de forma rápida após o nascimento e chegavam à fase adulta mais cedo do que os humanos modernos. Isto significava que o Austr. afarensis tinha um período de crescimento mais curto do que os humanos modernos têm atualmente, deixando-lhes menos tempo para a orientação parental e socialização durante a infância.

11/02/2016

Desenvolvimento Humano em 2014 (IDH)

A 14 de Dezembro de 2015 foi publicado os dados relativos ao Desenvolvimento Humano de 2014. Fazendo a comparação com os dados demonstrativos do ano 2013 poderão-se verificar, assim de relance,  que houve algumas melhorias, na América do Sul (Brasil e Venezuela). 
Já África é um caso de algumas subidas (ainda que não mostre resultados positivos, como é o caso da República Democrática do Congo, Moçambique, Burkina Faso, Guiné, mas também de descidas como é exemplo a Líbia. 
Também a Ásia mostrou algumas melhorias, como é o caso da Mongólia, do Irão, mas também de algumas quedas, caso da Coreia do Norte e da Síria. 
A América do Norte e Oceânia apresentam resultados semelhantes nos dois anos em questão e na Europa os países do Norte, designadamente o Reino Unido e a Suécia, pode-se verificar uma melhoria.
Haverão outros países em que haverá subidas e descidas (mesmo dentro do mesmo nível) mas que não é possível percepcionar nestes mapas, e que os dados das listas darão uma visão mais pormenorizada. Mas, em geral, o resultado parece ter sido positivo, principalmente se se tiver em conta a crise económica e monetária (e política) à qual nos últimos anos o Hemisfério Norte tem tentado sobreviver,  à pressão que a guerra no Norte de África tem exercido sobre as populações sobre os países diretamente atingidos, assim como a uma Europa que se encontra perante um desafio aos seus próprios princípios democráticos e humanitários.


20/01/2016

Australopithecus anamensis

O Australopithecus anamensis ("anam" significa lago na língua turkana e "Australopithecus" tem origem no latim australis - "do sul" e em macaco em grego, "pithekos"), apresenta uma mistura de traços encontrados tanto nos símios quanto nos humanos.  Viveu na África Oriental (Lago Turkana, Quénia e Awash Central, na Etiópia) há cerca de 4,2 a 3,9 milhões de anos atrás, durante o Plioceno.

Em 1965, uma equipe de investigação liderada por Bryan Patterson da Universidade de Harvard descobriu um único osso do braço de um humano inicial em Kanapoi, no norte do Quénia. Mas sem fósseis humanos adicionais, Patterson não conseguiu identificar a espécie a que pertencia com confiança. Os 21 fósseis que contêm a mandíbula e a maxila, os fragmentos craniais, as partes superior e inferior da tíbia, que viriam a identificar a espécie, foram descobertos pela equipe de investigação liderada pela paleoantropóloga Meave Leakey. A investigadora e os seus colegas determinaram que os fósseis pertenciam a um hominídeo primitivo e nomearam a nova espécie de Australopithecus anamensis.


O Aust. anamensis é de grande importância pois apresenta evidências indiscutíveis de bipedalismo, sendo os vestígios deste tipo de locomoção em hominídeos mais antigos já comprovados. A morfologia do crânio apresenta mudanças evolucionárias de transição entre hominídeos mais primitivos, como o Ardipithecus ramidus, e outros mais evoluídos, como o Australopithecus afarensis.
O Aust. anamensis encontra-se representado por restos de fósseis de crânios, que são constituídos por partes de mandíbulas, maxilas (compreendendo o maxilar superior e a maior parte da face), dentes (com pré-molares e molares com espessura de esmalte do dente parecido com outras espécies do género Australopithecus e outros hominideos posteriores como os do género Homo). A arcada dentária desta espécie possuía o formato em U, em contraste com o formato mais parabólico encontrado no Aust. afarensis e noutras espécies de hominídeos posteriores.  Outras características encontradas nos dentes do Aust. anamensis e que entretanto diferem de outras espécies de Australopithecus e Paranthropus, são o tamanho e o formato do terceiro pré-molar inferior, que apresentam dimensões maiores. Já o formato dos caninos superiores são simétricos, diferindo dos caninos assimétricos dos Australopithecus posteriores e o formato do primeiro molar não se assemelha a um molar permanente e sim a um "dente de leite". Contrariamente aos existentes nos outros Australopithecus, os caninos são menores do que no género Ardipithecus.

07/01/2016

Antoine Watteau


Jean-Antoine Watteau, mais conhecido por Antoine Watteau ou simplesmente Watteau (10 de outubro de 1684, Valenciennes, França - 18 de julho de 1721, Nogent-sur-Marne, França), foi um pintor francês do precursor e maior artista do rococó. Nasceu no centro da região de Hainaut, recém-incorporada ao território francês pelas tropas de Luís XIV.
 Não se pode dizer que tenha nascido com grande sorte, mas apesar de ter sofrido bastante, quando se exprime na sua arte, a sua obra não é uma lamentação, mas um longo desejo. O riso, a alegria de viver o que o seu pincel capta, tempera-se sempre de inquietação e de melancolia. A sua arte é um sorriso que surge entre lágrimas.
Filho de um pobre operário de Valenciennes, Watteau teve uma juventude difícil; viveu quase na miséria, o que bem cedo afetou a sua saúde. Feio, timido, enfezado e sem um tostão, encontrou na arte tudo o que a vida lhe não queria dar. Quando Paris descobriu a sua obra, Watteau era decorador ao serviço de Gillot. Os seus motivos, duma graça inigualável, ia buscá-los diretamente à natureza.
Infatigável, Watteau soube, na sua curta vida, afastar todos os obstáculos que a doença opunha à sua necessidade de criação; soube dominar as formas, as cores e os motivos.

Ardipithecus ramidus


O Ardipithecus ramidus foi um primata que viveu na África Oriental, em Gona e Awash Central, há cerca de 4,8 a 4,1 milhões de anos atrás, durante o Plioceno. Na altura esta região era arborizada e húmida.
White e a sua equipa deram o nome de Ardipithecus ramidus em que "Ardi" significa solo, "pithecus", em grego, macaco e "ramid" significa raíz na língua amhárica da zona onde foram encontrados os fósseis, referindo-se à proximidade desta espécie com as raízes da humanidade.
Aquando da época desta descoberta o género Australopithecus encontrava-se cientificamente bem estabelecido, então White concebeu o nome Ardipithecus para distinguir este novo género do anterior.


Os primeiros vestígios do Ardipithecus ramidus remontam ao ano de 1994 (mas foi só no ano de 2009, os cientistas fizeram o anúncio formal e publicaram a descoberta de um esqueleto parcial, denominado "Ardi"), embora esta espécie já tivesse sido descrita por White em 1983, a partir de da descoberta de maxilares de 9 indivíduos no ano de 1983, pela equipa da Universidade de Indiana dirigida por Sileshi Seaslug. Uma equipa liderada pelo paleoantropólogo Tim White descobriu o primeiro Ardipithecus ramidus no Awash Central, no que é a atual Etiópia, entre 1992 e 1994. Desde essa altura que a equipa de White descobriu mais de 100 fósseis do Ardipithecus ramidus. Estes estudos somavam 36 indivíduos, incluindo um esqueleto incompleto (cerca de 45% do total do esqueleto) que foi denominado de Ardi, com 125 ossos individuais (fragmentos do crânio, todos os tipos de dentes superiores e inferiores, ossos do braço, mão e punho, pélvis, pernas e pés, membro anterior quase completo, úmero semelhante a outros hominídeos, formato da cabeça do úmero diferente dos macacos atuais, fragmento do osso que são do antebraço, do braço, os metacarpos, diferentes daqueles dos macacos atuais, por outro lado as falanges são mais longas que a dos outros hominídeos, com uma dimensão intermédia entre a dos chimpanzés e a dos gorilas. A pelve é idêntica à dos outros hominídeos, com um ílio que, deslocando os músculos glúteos mais para o exterior do corpo, permitia que o peso fosse suportado sobre um pé durante a marcha bípede. A forma e o tamanho do ísquio sugerem que os músculos estavam bem desenvolvidos, indicativo de uma boa capacidade de escalação). Estes achados fazem do Ardipithecus ramidus o hominídeo anterior ao Australopithecus melhor documentado.

O Homens Fortes

Qual o fascinio pelos "homens fortes" (leia-se "ditadores"). Terá a história alguma influência na sua ascênsão? - pergun...