White e a sua equipa deram o nome de Ardipithecus ramidus em que "Ardi" significa solo, "pithecus", em grego, macaco e "ramid" significa raíz na língua amhárica da zona onde foram encontrados os fósseis, referindo-se à proximidade desta espécie com as raízes da humanidade.
Aquando da época desta descoberta o género Australopithecus encontrava-se cientificamente bem estabelecido, então White concebeu o nome Ardipithecus para distinguir este novo género do anterior.
Os primeiros vestígios do Ardipithecus ramidus remontam ao ano de 1994 (mas foi só no ano de 2009, os cientistas fizeram o anúncio formal e publicaram a descoberta de um esqueleto parcial, denominado "Ardi"), embora esta espécie já tivesse sido descrita por White em 1983, a partir de da descoberta de maxilares de 9 indivíduos no ano de 1983, pela equipa da Universidade de Indiana dirigida por Sileshi Seaslug. Uma equipa liderada pelo paleoantropólogo Tim White descobriu o primeiro Ardipithecus ramidus no Awash Central, no que é a atual Etiópia, entre 1992 e 1994. Desde essa altura que a equipa de White descobriu mais de 100 fósseis do Ardipithecus ramidus. Estes estudos somavam 36 indivíduos, incluindo um esqueleto incompleto (cerca de 45% do total do esqueleto) que foi denominado de Ardi, com 125 ossos individuais (fragmentos do crânio, todos os tipos de dentes superiores e inferiores, ossos do braço, mão e punho, pélvis, pernas e pés, membro anterior quase completo, úmero semelhante a outros hominídeos, formato da cabeça do úmero diferente dos macacos atuais, fragmento do osso que são do antebraço, do braço, os metacarpos, diferentes daqueles dos macacos atuais, por outro lado as falanges são mais longas que a dos outros hominídeos, com uma dimensão intermédia entre a dos chimpanzés e a dos gorilas. A pelve é idêntica à dos outros hominídeos, com um ílio que, deslocando os músculos glúteos mais para o exterior do corpo, permitia que o peso fosse suportado sobre um pé durante a marcha bípede. A forma e o tamanho do ísquio sugerem que os músculos estavam bem desenvolvidos, indicativo de uma boa capacidade de escalação). Estes achados fazem do Ardipithecus ramidus o hominídeo anterior ao Australopithecus melhor documentado.







