07/01/2016

Ardipithecus ramidus


O Ardipithecus ramidus foi um primata que viveu na África Oriental, em Gona e Awash Central, há cerca de 4,8 a 4,1 milhões de anos atrás, durante o Plioceno. Na altura esta região era arborizada e húmida.
White e a sua equipa deram o nome de Ardipithecus ramidus em que "Ardi" significa solo, "pithecus", em grego, macaco e "ramid" significa raíz na língua amhárica da zona onde foram encontrados os fósseis, referindo-se à proximidade desta espécie com as raízes da humanidade.
Aquando da época desta descoberta o género Australopithecus encontrava-se cientificamente bem estabelecido, então White concebeu o nome Ardipithecus para distinguir este novo género do anterior.


Os primeiros vestígios do Ardipithecus ramidus remontam ao ano de 1994 (mas foi só no ano de 2009, os cientistas fizeram o anúncio formal e publicaram a descoberta de um esqueleto parcial, denominado "Ardi"), embora esta espécie já tivesse sido descrita por White em 1983, a partir de da descoberta de maxilares de 9 indivíduos no ano de 1983, pela equipa da Universidade de Indiana dirigida por Sileshi Seaslug. Uma equipa liderada pelo paleoantropólogo Tim White descobriu o primeiro Ardipithecus ramidus no Awash Central, no que é a atual Etiópia, entre 1992 e 1994. Desde essa altura que a equipa de White descobriu mais de 100 fósseis do Ardipithecus ramidus. Estes estudos somavam 36 indivíduos, incluindo um esqueleto incompleto (cerca de 45% do total do esqueleto) que foi denominado de Ardi, com 125 ossos individuais (fragmentos do crânio, todos os tipos de dentes superiores e inferiores, ossos do braço, mão e punho, pélvis, pernas e pés, membro anterior quase completo, úmero semelhante a outros hominídeos, formato da cabeça do úmero diferente dos macacos atuais, fragmento do osso que são do antebraço, do braço, os metacarpos, diferentes daqueles dos macacos atuais, por outro lado as falanges são mais longas que a dos outros hominídeos, com uma dimensão intermédia entre a dos chimpanzés e a dos gorilas. A pelve é idêntica à dos outros hominídeos, com um ílio que, deslocando os músculos glúteos mais para o exterior do corpo, permitia que o peso fosse suportado sobre um pé durante a marcha bípede. A forma e o tamanho do ísquio sugerem que os músculos estavam bem desenvolvidos, indicativo de uma boa capacidade de escalação). Estes achados fazem do Ardipithecus ramidus o hominídeo anterior ao Australopithecus melhor documentado.

21/12/2015

Ardipithecus kadabba


O Ardipithecus kadabba foi um primata que viveu há cerca de 5,2 a 5,8 milhões de anos atrás, na região do Vale Awash, no noroeste da atual Etiópia. O primeiro fóssil foi descoberto pelo paleoantropólogo etíope Yohannes Haile-Selassie, na depressão de Affar. Era bípede, muito provavelmente semelhante aos modernos chimpanzés a nível do tamanho do cérebro, e tinha caninos que se assemelhavam aos dos hominídeos posteriores, mas que ainda se projetavam para além da fileira de dentes, mais primitivos que os do Australopithecus afarensis, Australopithecus anamensis e Ardipithecus ramidus, que surgiu cerca de um milhão de anos depois. 
Esta espécie humana ancestral só é conhecida no registo fóssil através de alguns ossos pós-cranianos e conjuntos de dentes. Um osso do dedo grande do pé, com aspecto amplo e aparência robusta, sugere o seu uso na locomoção bípede.
A espécie viveu na África Oriental (Middle Awash Valley, na Etiópia) entre 5,8 e 5,2 milhões de anos atrás.

História da descoberta

Quando o paleontropologista etíope Yohannes Haile-Selassie encontrou uma parte de uma mandíbula inferior no solo na região do Middle Awash, na Etiópia, em 1997, não se apercebeu de que tinha descoberto uma nova espécie. Mas 11 espécimes de, pelo menos, cinco indivíduos fizeram com que Haile-selassie ficasse convencido de que tinha encontrado um novo ancestral humano. Os fósseis - que também incluíam ossos das mãos e pés, ossos parciais do braço e uma clavícula - foram datados de há 5,6 a 5,8 milhões de anos atrás. Um dos fragmentos, um osso do dedo do pé, foi datado como tendo 5,2 milhões de anos (este osso mostra características de bipedismo). Os fósseis animais encontrado no local, mostram que estes primeiros humanos viviam numa mistura de florestas e pradarias, e tinham acesso a quantidades abundantes de água através dos lagos e fontes, em condições pantanosas, uma forte contraproposta à teoria que diz que o bipedismo surgiu em savanas.

Orrorin tugenensis

Tendo vivido há cerca de seis milhões de anos atrás, durante o Mioceno, o Orrorin tugenensis foi um dos ancestrais humanos mais antigos na árvore genealógico humana. Os indivíduos desta espécie tinham mais ou menos as dimensões de um chimpanzé e dentes pequenos com esmalte espesso, semelhantes aos dentes dos humanos modernos. O fóssil mais importante desta espécie é um fémur superior, que mostra uma acumulação de osso típica de um bípede - o que mostra que o Orrorin tugenensis trepava às árvores mas, muito provavelmente, caminhava ereto sobre duas pernas no solo. Mas de grande importância é igualmente um úmero direito, sugestivo de habilidades de escalador, mas não de braquiação, um osso da falange e dentes e fragmentos da mandíbula inferior que sugerem uma dieta parecida com a dos humanos modernos.
Nomeado Orrorin tugenensis em julho de 2001, viveu na África Oriental, no atual Quénia, em Cheboit, Kapsomi e Aragai. Os trinta fósseis encontrados foram datados de entre 6,2 e 5,8 milhões de anos atrás, através do uso dos métodos radioisótopos, paleomagnetismo e biocronologia, compondo um total de cinco individuos.
Apesar de alguns investigadores estarem convencidos de que as características desta espécie parecem ser indicadoras de que o Orrorin praticou o bipedalismo, outros permanecem céticos. Se o Orrorin tugenensis foi de facto um bípede, marcaria alguns dos primeiros indícios para esta forma de locomoção no registo fóssil humano e lançaria luz sobre as causas evolutivas da mudança para a bipedalidade. No entanto, as datas para o período de tempo em que se teria dado a divergência das linhagens evolutivas entre humanos e os macacos atuais, calculada com base em estudos moleculares, indica uma diferença de dois milhões de anos, com as defendidas acima.

Sahelanthropus tchadensis


Sahelanthropus tchadensis é uma das espécies conhecidas mais antigas na árvore da família dos humanos. Esta espécie viveu algures, entre 7 e 6 milhões de anos atrás, no Mioceno, na África Central Ocidental, atual Chade. Apelidada de "Toumai", pode ser o elo perdido que separou a linhagem humana da linhagem dos chimpanzés.
O bipedismo pode ter ajudado esta espécie a sobreviver em habitats diferentes, incluindo florestas e pradarias.
Apesar de só haver fósseis do crânio do Sahelanthropus, os estudos feitos até à atualidade mostram que esta espécie apresentava uma combinação de características simiescas e humanas. As primeiras incluem um cérebro pequeno, de 320 a 380 cm3 (um pouco menor do que o dos chimpanzés), uma face plana, arcadas supraorbitais bastante pronunciadas, o crânio alongado. Já as características humanas incluem caninos pequenos, uma parte central da face curta e uma abertura da medula espinhal por baixo do crânio.

Bipedismo

Algumas das evidências mais antigas das espécies tipo-humanas é o bipedismo, que vem do Sahelanthropus. O buraco occipital (grande abertura em que a medula espinal sai para fora do crânio a partir do cérebro) está localizado mais à frente (no lado inferior do crânio) do que nos macacos ou noutros primatas, com exceção dos seres humanos. Esta característica é indicadora de que a cabeça do Sahelanthropus pertencia a um corpo ereto, muito provavelmente associado ao caminhar sobre duas pernas.

19/12/2015

Batalha de Estalinegrado

A batalha de Estalinegrado (23 de Agosto de 1942 a 02 de Fevereiro de 143) foi uma das grandes batalhas da Segunda Guerra Mundial, na qual a Alemanha Nazi e os seus aliados lutaram contra a União Soviética pelo controlo da cidade de Estalinegrado (atual Volgogrado), no sudoeste da União Soviética.
Apesar da falta de recursos e efetivos do exército alemão, depois do fracasso da invasão da União Soviética em 1941, Hitler insistiu na estratégia de defesa, numa tentativa de consolidar os avanços que efetuara, tendo desistido de conquistar a vastidão territorial que era a URSS, mas criando uma linha defensiva natural do Báltico ao Mar Negro. Mas o problema da falta de recursos continuava a colocar-se, e assim, a investida no sul, nos campos de petróleo do Cáucaso era algo que se lhe mostrava natural, logo as divisões alemãs eram forçadas a atravessar o Volga.
A 28 de Junho, Bock fez o seu primeiro movimento, lançando o IV Exército Panzer contra Voronezh, importante cidade no sistema lateral de comunicação soviético, 
situada atrás da linha de frente. Dois dias depois, colocou o VI Exército em movimento, dirigindo-o para Nordeste, contra o mesmo alvo, visando formar um bolsão centralizado em Stary Oskol, onde os VI, XI e XXI exércitos soviéticos ficariam cercados.
No entanto,  o marechal Timoshenko, que comandava o setor, dificultou a vida aos alemães, até porque tinha acesso a informações privilegiadas sobre os planos nazis. De facto, a 19 de Junho, o oficial  de operações da XXII Divisão Panzer, major Reichel, fez uma aterragem forçada perto das linhas russas. Reichel tinha consigo alguns documentos, incluindo os objetivos para a primeira fase da ofensiva, que caíram nas mãos dos russos.
As forças soviéticas conseguiram travar a ofensiva de Bock, que foi demitido, enquanto as divisões de Timoshenko conseguiram recuar sem ser praticamente importunadas e aniquiladas, como pretendia o Alto Comando Nazi.

Adolf Hitler - Biografia

Adolf Hitler nasceu a 20 de Abril de 1889 e morreu a 30 de Abril de 1945, era um político germano-austríaco e o líder do Partido Nacional Socialista Trabalhista Alemão (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP), referido geralmente como o Partido Nazi. Foi o chanceler da Alemanha entre 1933 e 1945 e ditador da Alemanha Nazi de 1934 a 1845. Hitler está associado à ascensão do fascismo na Europa.
Era um veterano condecorado da Primeira Guerra Mundial, juntou-se ao Partido Trabalhista Alemão, percursor do Partido Nazi, em 1919, vindo a tornar-se o líder do NSDAP em 1921.

Em 1923 fez uma tentativa de golpe de Estado, conhecido como o Putsch da Cervejaria, em Munique. O golpe falhou e resultou no encarceramento de Hitler, durante o qual ele escreveu as suas memórias, Mein Kampf (Minha Luta).
Após a sua libertação, em 1924, Hitler ganhou apoio ao promover o Pan-germanismo, anti-semitismo, e anti-comunismo com uma oratória carismática e propaganda Nazi.
Foi nomeado chanceler em 1933 e transformou a República de Weimer no Terceiro Reich, uma ditadura de um só partido, baseada no totalitarismo e na ideologia autocrática dos Nazis. O seu objetivo, declarado, era criar uma Nova Ordem de absoluta hegemonia do partido Nazi na Europa continental.
As políticas internas e externas de Hitler tinham como objetivo ganhar Lebensraum ("espaço vital") para o povo alemão. Supervisionou o rearmamento da Alemanha e a invasão da Polónia pela Wehrmacht em Setembro de 1939, a qual levou ao início da Segunda Guerra Mundial na Europa.
Sob a direção de Hitler, em 1941, as forças alemãs e os seus aliados, ocuparam a maior parte da Europa e do Norte de África. Estas conquistas foram perdidas gradualmente após 1941, e em 1945 os Aliados derrotaram o exército Alemão.
A supremacia de Hitler e as políticas raciais resultaram no homicídio de onze milhões de pessoas, incluindo quase seis milhões de judeus.
Nos últimos dias de guerra, durante a batalha de Berlim, em 1945, Hitler casou com a companheira de longa data, Eva Braun. A 30 de Abril de 1945 - pouco menos de dois dias depois - ambos cometeram suicídio para evitar a captura pelo Exército Vermelho, e os seus corpos foram queimados.

Mein Kampf - A minha luta



(Ebook-Portugues) Adolf Hitler - Minha Luta - Mein Kampf.pdf



O Mein Kampf é o título do livro constituído por dois volumes da autoria de Adolf Hitler, no qual ele expressa os seus ideais anti-semitas, racialistas e nacional-socialistas, então adoptados pelos partido Nazi.
O primeiro volume foi escrito na prisão e editado em 1925, o segundo, escrito já fora da prisão, foi editado em 1926.
A obra foi um guia ideológico para os nazis e, ainda hoje, influencia os neonazis, sendo denominado por alguns como a Bíblia Nazi.
É importante ressaltar que as ideias propostas no Mein Kampf não surgiram com Hitler, mas sim de teorias e argumentos então vigentes na Europa.
Na Alemanha nazi era uma exigência não oficial possuir o livro. Era um presente comum às crianças recém-nascidas ou como presente de casamento. Todos os estudantes o recebiam aquando da sua formatura.
Hitler começou a ditar o livro a Emil Maurice, enquanto estava preso em Landsberg, e depois de Julho de 1924 passou a ditar a Rudolf Hess que, posteriormente, com a ajuda de especialistas, aos poucos, editou o livro.
Devido à sua peculiar natureza verbal, a obra original mostrava-se repetitiva e de difícil leitura, pelo que precisou de ser escrita e rescrita, antes de chegar à editora.
A obra foi dedicada a Dietrich Eckart, membro da Sociedade de Thule.
O título original da obra era Viereinhalb Jahre [des kampfes] gegen Lüge, Dummheit und Feigheit (Quatro anos e meio de luta contra mentiras, estupidez e cobardia), mas Max Amann, o responsável pelas publicações nazis, achou que o título para além de confuso era longo, acabou por abreviá-lo para Mein Kampf (A minha luta). Amann ficou desapontado com o conteúdo da obra, pois esperava uma história pessoal detalhada de Hitler, com ênfase no Putch da Cervejaria, que acreditava, ser uma boa leitura. Hitler, no entanto, preferiu não entrar em demasiados detalhes acerca da sua vida pessoal e não escreveu nada acerca do Putch.

O primeiro volume, intitulado Eine Abrechnung, é essencialmente autobiográfico e foi publicado a 18 de Julho de 1925. Já o segundo volume, Die Nationalsozialistische Bewegung (O movimento nacional-socialista), expressa a doutrina nazi e foi publicado a 11 de Dezembro de 1926, no qual incluiu a dedicatória a Eckart.
É aqui que o autor esclarece quando é que se tornou um nacionalista, logo na infância, na época de estudante:
«Incomparavelmente melhores eram os meus trabalhos em geografia e, sobretudo, em história. Eram essas as duas matérias favoritas, nas quais eu fazia progressos na classe.
Quando, depois de muitos anos, examino o resultado daqueles tempos, vejo dois fatos de muita significação:
Tornei-me nacionalista.
Aprendi a entender a história pelo seu verdadeiro sentido.»

As primeiras ideias do livro são aquelas que mais tarde foram aplicadas durante a Alemanha Nazi, na Segunda Guerra Mundial.
Destaca-se o amor ao povo alemão de Hitler, o qual aceita, entre outras teorias, Os Protocolos dos Sábios de Sião.
Hitler desejava transformar a Alemanha num novo tipo de Estado, que se alicerçasse com o conceito de raças humanas e incluísse todos os alemães que viviam fora da Alemanha, estabelecendo o Führeprizip - conceito de líder -, em que Hitler dita que ele deveria deter grandes poderes, estabelecendo uma ideologia universal (Weltanshauung).

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...