O Ardipithecus kadabba foi um primata que viveu há cerca de 5,2 a 5,8 milhões de anos atrás, na região do Vale Awash, no noroeste da atual Etiópia. O primeiro fóssil foi descoberto pelo paleoantropólogo etíope Yohannes Haile-Selassie, na depressão de Affar. Era bípede, muito provavelmente semelhante aos modernos chimpanzés a nível do tamanho do cérebro, e tinha caninos que se assemelhavam aos dos hominídeos posteriores, mas que ainda se projetavam para além da fileira de dentes, mais primitivos que os do Australopithecus afarensis, Australopithecus anamensis e Ardipithecus ramidus, que surgiu cerca de um milhão de anos depois.
Esta espécie humana ancestral só é conhecida no registo fóssil através de alguns ossos pós-cranianos e conjuntos de dentes. Um osso do dedo grande do pé, com aspecto amplo e aparência robusta, sugere o seu uso na locomoção bípede.
A espécie viveu na África Oriental (Middle Awash Valley, na Etiópia) entre 5,8 e 5,2 milhões de anos atrás.
História da descoberta
Quando o paleontropologista etíope Yohannes Haile-Selassie encontrou uma parte de uma mandíbula inferior no solo na região do Middle Awash, na Etiópia, em 1997, não se apercebeu de que tinha descoberto uma nova espécie. Mas 11 espécimes de, pelo menos, cinco indivíduos fizeram com que Haile-selassie ficasse convencido de que tinha encontrado um novo ancestral humano. Os fósseis - que também incluíam ossos das mãos e pés, ossos parciais do braço e uma clavícula - foram datados de há 5,6 a 5,8 milhões de anos atrás. Um dos fragmentos, um osso do dedo do pé, foi datado como tendo 5,2 milhões de anos (este osso mostra características de bipedismo). Os fósseis animais encontrado no local, mostram que estes primeiros humanos viviam numa mistura de florestas e pradarias, e tinham acesso a quantidades abundantes de água através dos lagos e fontes, em condições pantanosas, uma forte contraproposta à teoria que diz que o bipedismo surgiu em savanas.






