19/12/2015

Adolf Hitler - Biografia

Adolf Hitler nasceu a 20 de Abril de 1889 e morreu a 30 de Abril de 1945, era um político germano-austríaco e o líder do Partido Nacional Socialista Trabalhista Alemão (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP), referido geralmente como o Partido Nazi. Foi o chanceler da Alemanha entre 1933 e 1945 e ditador da Alemanha Nazi de 1934 a 1845. Hitler está associado à ascensão do fascismo na Europa.
Era um veterano condecorado da Primeira Guerra Mundial, juntou-se ao Partido Trabalhista Alemão, percursor do Partido Nazi, em 1919, vindo a tornar-se o líder do NSDAP em 1921.

Em 1923 fez uma tentativa de golpe de Estado, conhecido como o Putsch da Cervejaria, em Munique. O golpe falhou e resultou no encarceramento de Hitler, durante o qual ele escreveu as suas memórias, Mein Kampf (Minha Luta).
Após a sua libertação, em 1924, Hitler ganhou apoio ao promover o Pan-germanismo, anti-semitismo, e anti-comunismo com uma oratória carismática e propaganda Nazi.
Foi nomeado chanceler em 1933 e transformou a República de Weimer no Terceiro Reich, uma ditadura de um só partido, baseada no totalitarismo e na ideologia autocrática dos Nazis. O seu objetivo, declarado, era criar uma Nova Ordem de absoluta hegemonia do partido Nazi na Europa continental.
As políticas internas e externas de Hitler tinham como objetivo ganhar Lebensraum ("espaço vital") para o povo alemão. Supervisionou o rearmamento da Alemanha e a invasão da Polónia pela Wehrmacht em Setembro de 1939, a qual levou ao início da Segunda Guerra Mundial na Europa.
Sob a direção de Hitler, em 1941, as forças alemãs e os seus aliados, ocuparam a maior parte da Europa e do Norte de África. Estas conquistas foram perdidas gradualmente após 1941, e em 1945 os Aliados derrotaram o exército Alemão.
A supremacia de Hitler e as políticas raciais resultaram no homicídio de onze milhões de pessoas, incluindo quase seis milhões de judeus.
Nos últimos dias de guerra, durante a batalha de Berlim, em 1945, Hitler casou com a companheira de longa data, Eva Braun. A 30 de Abril de 1945 - pouco menos de dois dias depois - ambos cometeram suicídio para evitar a captura pelo Exército Vermelho, e os seus corpos foram queimados.

Mein Kampf - A minha luta



(Ebook-Portugues) Adolf Hitler - Minha Luta - Mein Kampf.pdf



O Mein Kampf é o título do livro constituído por dois volumes da autoria de Adolf Hitler, no qual ele expressa os seus ideais anti-semitas, racialistas e nacional-socialistas, então adoptados pelos partido Nazi.
O primeiro volume foi escrito na prisão e editado em 1925, o segundo, escrito já fora da prisão, foi editado em 1926.
A obra foi um guia ideológico para os nazis e, ainda hoje, influencia os neonazis, sendo denominado por alguns como a Bíblia Nazi.
É importante ressaltar que as ideias propostas no Mein Kampf não surgiram com Hitler, mas sim de teorias e argumentos então vigentes na Europa.
Na Alemanha nazi era uma exigência não oficial possuir o livro. Era um presente comum às crianças recém-nascidas ou como presente de casamento. Todos os estudantes o recebiam aquando da sua formatura.
Hitler começou a ditar o livro a Emil Maurice, enquanto estava preso em Landsberg, e depois de Julho de 1924 passou a ditar a Rudolf Hess que, posteriormente, com a ajuda de especialistas, aos poucos, editou o livro.
Devido à sua peculiar natureza verbal, a obra original mostrava-se repetitiva e de difícil leitura, pelo que precisou de ser escrita e rescrita, antes de chegar à editora.
A obra foi dedicada a Dietrich Eckart, membro da Sociedade de Thule.
O título original da obra era Viereinhalb Jahre [des kampfes] gegen Lüge, Dummheit und Feigheit (Quatro anos e meio de luta contra mentiras, estupidez e cobardia), mas Max Amann, o responsável pelas publicações nazis, achou que o título para além de confuso era longo, acabou por abreviá-lo para Mein Kampf (A minha luta). Amann ficou desapontado com o conteúdo da obra, pois esperava uma história pessoal detalhada de Hitler, com ênfase no Putch da Cervejaria, que acreditava, ser uma boa leitura. Hitler, no entanto, preferiu não entrar em demasiados detalhes acerca da sua vida pessoal e não escreveu nada acerca do Putch.

O primeiro volume, intitulado Eine Abrechnung, é essencialmente autobiográfico e foi publicado a 18 de Julho de 1925. Já o segundo volume, Die Nationalsozialistische Bewegung (O movimento nacional-socialista), expressa a doutrina nazi e foi publicado a 11 de Dezembro de 1926, no qual incluiu a dedicatória a Eckart.
É aqui que o autor esclarece quando é que se tornou um nacionalista, logo na infância, na época de estudante:
«Incomparavelmente melhores eram os meus trabalhos em geografia e, sobretudo, em história. Eram essas as duas matérias favoritas, nas quais eu fazia progressos na classe.
Quando, depois de muitos anos, examino o resultado daqueles tempos, vejo dois fatos de muita significação:
Tornei-me nacionalista.
Aprendi a entender a história pelo seu verdadeiro sentido.»

As primeiras ideias do livro são aquelas que mais tarde foram aplicadas durante a Alemanha Nazi, na Segunda Guerra Mundial.
Destaca-se o amor ao povo alemão de Hitler, o qual aceita, entre outras teorias, Os Protocolos dos Sábios de Sião.
Hitler desejava transformar a Alemanha num novo tipo de Estado, que se alicerçasse com o conceito de raças humanas e incluísse todos os alemães que viviam fora da Alemanha, estabelecendo o Führeprizip - conceito de líder -, em que Hitler dita que ele deveria deter grandes poderes, estabelecendo uma ideologia universal (Weltanshauung).

17/12/2015

Primeira Guerra Mundial - As Consequências

Armistício e Capitulações




O colapso dos Poderes Centrais veio de forma rápida. A Bulgária foi a primeira a assinar o armistício a 29 de Setembro de 1918 em Salaniki. A 30 de Outubro o Império Otomano rendeu-se  em Moudros, assinando o Armistício de Moudros.
A 24 de Outubro, os Italianos começaram a recuperar o território perdido na Batalha de Carporeto. Culminou na Batalha de Vittorio Veneto, que marcou o fim do Exército Austro-Húngaro como uma força efectiva de combate. A Ofensiva também desencadeou a desintegração do Império Austro-Húngaro. Durante a última semana de Outubro, foram feitas várias declarações de independência em Budapeste, Praga e Zagreb. A 29 de Outubro, as autoridades imperiais pediram um armistício à Itália, mas os italianos continuaram a avançar, chegando a Trento, Udine e Trieste. A 3 de Novembro a Áustria-Hungria enviou uma bandeira de tréguas a pedir novamente por armistício. Os termos, designados pelas Autoridades Aliadas em Paris, foram comunicadas ao comando austríaco e aceites. O Armistício com a Áustria foi assinado na Villa Giusti, perto de Padua, a 3 de Novembro. A Áustria e a Hungria assinaram armistícios separados, após a queda da Monarquia dos Habsburgos. Como consequência  da revolução alemã de 1918-19, foi proclamada uma república a 9 de Novembro. O Kaiser fugiu para a Holanda.
Às cinco horas da manhã de 11 de Novembro, foi assinado um armistício numa carruagem de comboio em Campiègne. Às onze horas, de 11 de Novembro de 1918 - "às 11 horas, do dia 11 do mês 11" - entrou em vigor um cessar fogo. Durante as seis horas entre a assinatura do armistício e este entrar em vigor os exércitos inimigos começaram a retirar-se das suas posições, mas os combates continuaram em muitas áreas, pois muito comandantes queriam recuperar território antes que a guerra terminasse.
Em Novembro de 1918, os Aliados tinham homens e materiais em quantidade ampla para invadirem a Alemanha, no entanto à altura do armistício, nenhuma força Aliada atravessou a fronteira alemã, a Frente Ocidental encontrava-se a 720 km de distância de Berlim, e os exércitos do Kaiser tinham-se retirado do campo de batalha de forma ordeira. Estes factores permitiram que Hindenburg e outros líderes séniores alemães espalhassem a história que não era bem verdade que o exército alemão havia sido derrotado. Isto resultou na lenda de traição, que atribuiu a derrota alemã não à sua incapacidade de continuar a lutar, mas ao fracasso público em responder ao "chamamento patriótico" e à suposta sabotagem intencional ao esforço de guerra, particularmente por Judeus, Socialistas e Bolcheviques.

Primeira Guerra Mundial - O Conflito

A guerra, enquanto tribunal que decide o que é certo e o que é errado numa contenda, é um processo brutal, incerto e oneroso [...] e cujo custo é exorbitante. A morte de dez milhões de pessoas e a mutilação de vinte milhões de outras [...] são um preço terrível a pagar para determinar quem foram os autores  do assassínio de dois indivíduos e que pena lhe deve ser aplicada.

David Lloyd George, Memórias de Guerra



Impasse
Nenhum dos campos imaginava que o conflito duraria mais do que seis meses. Ambas as partes estavam mal preparadas para uma guerra prolongada e brutal. A Alemanha contava vencer de forma rápida a Bélgica e a França cercando as tropas francesas antes de concentrar as suas forças na frente leste, para então enfrentar o exército russo, cuja mobilização deveria ser mais lenta. Mas a decisão de manter as tropas de reserva nas regiões da Alsácia-Lorena e do Sarre limitou os efectivos alemães. Os alemães, fragilizados foram detidos no rio Marne pelas forças anglo-francesas entre 5 e 8 de Setembro. A partir de Novembro, as duas partes entrincheiraram-se ao longo de uma linha com mais de 650 km, desde a Mancha até à Suiça. Atrás do arame farpado, eriçado de metralhadoras e peças de artilharia, os dois campos entregaram-se a quase quatro anos de uma impiedosa guerra de desgaste.

A frente oriental
No Leste, a frente teve de início mais mobilidade. Os russos repeliram os alemães e austro-húngaros em Gumbinem e Lemberg. No final de Agosto, os alemães bateram os russos  em Tannenberg e nos lagos da Masúria. Mas a Alemanha, obrigada a lutar em duas frentes, não tinha recursos suficientes para explorar as suas vitórias no Leste. O mesmo aconteceu com as outras potências Centrais, que não conseguiram avanços decisivos. Quando a Itália abriu uma nova frente contra as potências do Centro, em 1915, as tropas austro-húngaras chegaram ao limite das suas forças, obrigando os alemães a interferirem e esmagando, em 1917, os italianos em Caporetto. A conquista da Roménia e da Sérvia pelas forças austríacas e alemãs, em 1916, com a ajuda da Bulgária, foi contrabalançada pela ofensiva russa de Brussilov, em Junho, que limitou o risco de novas perdas territoriais russas. O elemento decisivo para as potências centrais na frente leste foi a queda do regime czarista, em Fevereiro de 1917, que precipitou a retirada russa da guerra: em Março de 1918, o Tratado Brest-Litovsk pôs fim à guerra contra a Rússia e permitiu à Alemanha concentrar as suas forças na frente oeste.

Vitória na frente ocidental
A entrada dos EUA na guerra faz pender a balança a favor dos Aliados. Os americanos emprestam cerca de 10 biliões de dólares, além de enviarem ajuda material e víveres. Em Março de 1918 o general alemão Ludendorff desencadeia uma última ofensiva. As forças alemãs rompem a frente aliada e marcham em direcção a Paris até serem detidas, esgotadas e quase sem munições. Os Aliados repelem os alemães e os austríacos em França e na Itália. Em Setembro, Ludendorff pede o Armistício. Quando este é concedido, a 11 de Novembro, a Áustria, a Turquia e a Bulgária já tinham sido vencidas. A derrota alemã e a Revolução russa transformaram a paisagem europeia e abriram o caminho a violentos conflitos sociais.


Início de hostilidades

Confusão entre os Poderes Centrais
A estratégia dos Poderes Centrais sofreu devido a má comunicação. A Alemanha tinha prometido apoiar a invasão da Áustria-Hungria da Sérvia, mas houve várias interpretações do que isto significava. Os planos de implementação que haviam sido anteriormente testados foram substituídos no início de 1914, mas estes nunca haviam sido testados em exercícios. Os líderes austro-húngaros acreditavam que a Alemanha iria cobrir o flanco norte contra a Rússia. A Alemanha, por sua vez, estava convencida que a Áustria-Hungria iria direcionar a maior parte das suas tropas contra a Rússia, enquanto que a Alemanha lidava com a França. Esta confusão forçou a Áustria-Hungria a dividir as suas forças entre as frentes russas e sérvias.
A 9 de Setembro de 1914, o Chanceler Alemão Theobald von Bethmann-Hollweg esboçou o  Septemberprogramm, um plano detalhado que especificava os objectivos de guerra da Alemanha e as condições que a Alemanha procurava impôr aos Poderes Aliados. Nunca foi adoptado de forma oficial.

Primeira Guerra Mundial - O Início

A Primeira das Duas Grandes Guerras - Fim de uma época, início de outra.




"Quais são as razões que explicam as atuais rivalidades em matéria de armamento na Europa? Elas baseiam-se na hipótese [...] segundo a qual uma nação que quer encontrar escoamento para a sua população em crescimento e para a sua indústria em pleno desenvolvimento acaba necessariamente por recorrer à expansão territorial e ao uso da força política [...] Como as nações são unidades em concorrência [...] caberá às que forem militarmente mais fortes, com sacrifício das mais fracas".

Normal Angell, A Grande Ilusão, 1909

A Primeira Guerra Mundial foi uma guerra mundial centrada na Europa com início a 28 de Julho de 1914 e fim a 11 de Novembro de 1918. Desde a época da I GM até ao início da Segunda Guerra Mundial, foi apenas designada como Guerra Mundial ou Grande Guerra. Na América foi inicialmente designada de Guerra Europeia.
Morreram mais de 9 milhões de combatentes, um número causado pela nova tecnologia bélica, sofisticação industrial e novas tácticas.
Foi o 5º conflito mais mortal da História, abrindo o caminho para grandes mudanças políticas, incluindo revoluções, em muitas das nações envolvidas.
A guerra arrastou todas as maiores potências económicas mundiais da altura, que ficaram divididas em duas alianças opostas: os Aliados (com base na Triple Entente do Reino Unido, França e Império Russo) e os Poderes Centrais da Alemanha e Austro Hungria. Embora a Itália também tenha sido um membro da Triple Alliance juntamente com a Alemanha e Austro-Hungria, não se juntou aos Poderes Centrais, pois a Austro-Hungria tinha tomado medidas contrárias aos temos da Alliance. Ambas as alianças sofreram reorganizações e expansões à medida que o número de nações envolvidas na guerra aumentava: Itália, Japão e os Estados Unidos juntaram-se aos Aliados; o Império Otomano e Bulgária aos Poderes Centrais.
Ao todo foram mobilizadas mais de 70 milhões de militares, incluindo 60 milhões de europeus, para aquela que seria uma das maiores guerras da História da Humanidade.

16/12/2015

Japão na China


Sabe-se que o Japão sempre teve interesses no território chinês, e muito se fala da invasão deste de Xangai e Nanquim, com o desastre que foi (ver o 
Massacre de Nanquim), no entanto o que pouco se sabe é que estes não tinham intenção de invadir este território, pelo menos na altura, e não da forma efectuada. Pouco se conhece do papel e interesse, que os próprios chineses, das forças maoístas, tinham nesta invasão, pelo próprio interesse de invadirem o território chinês e de usarem as forças japonesas como um meio contra as forças nacionalistas de Chiang Kai-shek e do papel dos russos, que desejavam orientar a atenção dos japoneses para longe das suas fronteiras, e que para tal usava as forças de Mao (e este por sua vez usava Estaline para os seus próprios interesses). Também muito pouco conhecido são as "toupeiras adormecidas" que em momentos chaves "acordavam" e seguiam os interesses de Mao Tsé-Tung. Nem os nacionalistas queriam uma guerra aberta de grandes dimensões contra os japoneses.

Para tal, leiamos o que diz Chang Chung, autora de Cisnes Selvagens, no capítulo 19 de A História Desconhecida de Mao:
«A 7 de julho de 1937, deflagraram combates entre as tropas chinesas e japonesas num local, mesmo à saída de Pequim, chamado a Ponte Marco Polo. No final do mês, os japoneses tinham ocupado as duas principais cidades no Norte da China, Pequim e Tianjin. Chiang não declarou guerra. Não queria uma guerra em grande escala - não ainda, de qualquer forma. E os japoneses também não.
Neste ponto o Japão não tinha o objectivo de alargar os combates para além do Norte da China. Contudo, numa questão de semanas, a guerra aberta tinha deflagrado a mil quilómetros para sul, em Xangai, um local onde nem Chiang nem o Japão desejavam, ou planeavam ter uma guerra. O Japão tinha apenas cerca de 3.000 fuzileiros navais estacionados perto de Xangai, conforme o acordo de tréguas de 1932. O plano de Tóquio até meados de Agosto continuava a ser: "Exército para o norte da China apenas". Acrescentava especificamente: "Não há qualquer necessidade de enviar o Exército para Xangai."

O bem informado correspondente do New York Times, H.Abend, escreveu depois:
Foi um lugar-comum... declarar que os japoneses atacaram Xangai. Nada estava mais longe das suas intenções ou da verdade. Os japoneses não queriam e não esperavam hostilidades no vale Yangtze. Eles... tinham aí uma força tão pequena mesmo já a 13 de Agosto... que foram quase empurrados para o rio nos dias 18 e 19.

Massacre de Nanquim

O Massacre de Nanquim, também conhecido como a Violação de Nanquim, foi um episódio de homicídio em massa e violação em massa cometido pelas tropas japonesas contra Nanquim durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa em 1937. O massacre durante um período de seis semanas, com começo a 13 de Dezembro de 1937, o dia em que os Japoneses capturaram Nanquim, que era na altura a capital chinesa. Durante este período, dezenas de milhar, se não mais, civis chineses e combatentes desarmados foram mortos pelos soldados do Exército do Império Japonês. Também ocorreram saques e violações de uma forma generalizada. O número de mortos ainda é tema de discussão entre os estudiosos, que estimam um valor entre 40.000 e 200.000. No entanto, a posição do governo Chinês, e de uma minoria de historiadores, é de que foram mortos cerca de 300.000 ou mais, enquanto que no Japão, alguns ultranacionalistas negam o massacre por completo. Vários dos autores principais pelas atrocidades, na altura consideradas como crimes de guerra, foram mais tarde julgados e considerados culpados no Tribunal de Crimes de Guerra de Nanquim, e foram executados. Outro autor principal, o Príncipe Asaka, um dos membros da Família Imperial, escapou à execução por lhe ter sido aplicado anteriormente imunidade pelos Aliados.
O evento continua a ser um assunto político controverso, pelo facto de vários aspectos terem sido contestados por alguns revisionistas históricos e nacionalistas japoneses, que defendem que o massacre foi exagerado ou completamente fabricado com propósitos propagandistas. Como resultado dos esforços nacionalistas para negar ou racionalizar os crimes de guerra, a controvérsia à volta do massacre continua a ser um obstáculo nas relações Sino-Japonesas, assim como com as relações japonesas com outras nações da Ásia-Pacífico como a Coreia do Sul e Filipinas.
Não foi possível obter-se uma estimativa precisa dos números de mortos pois os registos militares japoneses das mortes foram destruídas propositadamente, ou tornadas secretas após a rendição do Japão em 1945. O Tribunal Militar Internacional do Extremo Oriente estima à volta de 200.000 baixas no incidente. Por outro lado, John Rabe, Presidente do Comité Internacional e da Zona de Segurança de Nanquim, estima que foram mortas entre 50.000 e 60.000 pessoas.
Embora o governo japonês tenha admitido as mortes de um grande número de não combatentes, de saques e outras violências perpetradas pelo Exército Imperial Japonês após a queda de Nanquim, uma pequena mas sonora minoria têm defendido que o número de mortos era por natureza militar e que tais crimes de guerra nunca aconteceram. A negação do massacre (ou divergência no número de mortos) tem-se tornado um selo no nacionalismo japonês. A opinião pública do massacre no Japão varia, e são poucos os que negam o massacre de forma aberta.

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...