Armistício e Capitulações
O colapso dos Poderes Centrais veio de forma rápida. A Bulgária foi a primeira a assinar o armistício a 29 de Setembro de 1918 em Salaniki. A 30 de Outubro o Império Otomano rendeu-se em Moudros, assinando o Armistício de Moudros.
A 24 de Outubro, os Italianos começaram a recuperar o território perdido na Batalha de Carporeto. Culminou na Batalha de Vittorio Veneto, que marcou o fim do Exército Austro-Húngaro como uma força efectiva de combate. A Ofensiva também desencadeou a desintegração do Império Austro-Húngaro. Durante a última semana de Outubro, foram feitas várias declarações de independência em Budapeste, Praga e Zagreb. A 29 de Outubro, as autoridades imperiais pediram um armistício à Itália, mas os italianos continuaram a avançar, chegando a Trento, Udine e Trieste. A 3 de Novembro a Áustria-Hungria enviou uma bandeira de tréguas a pedir novamente por armistício. Os termos, designados pelas Autoridades Aliadas em Paris, foram comunicadas ao comando austríaco e aceites. O Armistício com a Áustria foi assinado na Villa Giusti, perto de Padua, a 3 de Novembro. A Áustria e a Hungria assinaram armistícios separados, após a queda da Monarquia dos Habsburgos. Como consequência da revolução alemã de 1918-19, foi proclamada uma república a 9 de Novembro. O Kaiser fugiu para a Holanda.
Às cinco horas da manhã de 11 de Novembro, foi assinado um armistício numa carruagem de comboio em Campiègne. Às onze horas, de 11 de Novembro de 1918 - "às 11 horas, do dia 11 do mês 11" - entrou em vigor um cessar fogo. Durante as seis horas entre a assinatura do armistício e este entrar em vigor os exércitos inimigos começaram a retirar-se das suas posições, mas os combates continuaram em muitas áreas, pois muito comandantes queriam recuperar território antes que a guerra terminasse.
Em Novembro de 1918, os Aliados tinham homens e materiais em quantidade ampla para invadirem a Alemanha, no entanto à altura do armistício, nenhuma força Aliada atravessou a fronteira alemã, a Frente Ocidental encontrava-se a 720 km de distância de Berlim, e os exércitos do Kaiser tinham-se retirado do campo de batalha de forma ordeira. Estes factores permitiram que Hindenburg e outros líderes séniores alemães espalhassem a história que não era bem verdade que o exército alemão havia sido derrotado. Isto resultou na lenda de traição, que atribuiu a derrota alemã não à sua incapacidade de continuar a lutar, mas ao fracasso público em responder ao "chamamento patriótico" e à suposta sabotagem intencional ao esforço de guerra, particularmente por Judeus, Socialistas e Bolcheviques.




