06/11/2015

Multiverso


Para se ter uma ideia do que é a Teoria M (não se sabe de onde vem o M) é preciso ter em conta que esta teoria engloba toda uma família inteira de teorias, que se definem por defenderem:
  • o universo observável não é o único;
  • um grande número de universos foi criado a partir do nada;
  • os múltiplos universos derivam das leis da física;
  • cada universo tem muitos estados possíveis.
O conceito de multiverso tem raízes na moderna Cosmologia e na Teoria Quântica e engloba várias ideias da Teoria da Relatividade, de modo que pode ser possível a existência de inúmeros Universos onde acontecem todas as probabilidades quânticas de eventos, isto é, trata-se da teoria que defende a possibilidade de haver múltiplos universos, incluindo o Universo Histórico em que vivemos, que juntamente com os outros, compreendem tudo o que existe e o que pode existir, todo o espaço, tempo, matéria e energia, assim como as leis da física e constantes que as descrevem.
O termo foi dado, em 1895, pelo psicólogo e filósofo americano William James.
Os diversos universos incluídos no multiverso são, às vezes, chamados de universos paralelos.
A estrutura do multiverso, a natureza de cada universo e a relação entre eles, depende da hipótese específica do multiverso .
Os multiversos têm sido teorizados na cosmologia, na física, na astronomia, na religião, na filosofia, na psicologia transpessoal e na ficção, em particular na ficção científica e fantasia.

Teoria do Big Bang


Hoje pensa-se que estamos num Universo em expansão contínua, no entanto durante dois mil anos acreditou-se na teoria estática de Aristóteles. O Universo seria estático, invariável no tempo, eternamente o mesmo. Mas Hubble vem a contradizer esta teoria, demonstrando que as galáxias encontravam-se a afastar-se umas das outras.

O Universo estava em evolução.

Esta demonstração veio a resolver o problema que a  Albert Einstein havia causado tanto desgosto e que o havia obrigado a distorcer os seus próprios cálculos de forma a que o universo continuasse imutável.
Uma das conclusões que o afastamento das galáxias impôs foi uma das propriedades fundamentais do universo: a densidade da matéria cósmica, não é, pois constante - diminui. Com o decorrer das eras, o cosmos rarefaz-se.
A resistência de um universo em mudança (já sentida anteriormente por Einstein) foi sentida, igualmente, pelo próprio Edwin Hubble, entre outros. Foram, então,  apresentadas várias hipóteses em alternativa. Os franceses Jean-Claude Pecker e Jean-Pierre Vigier, propuseram a teoria da «fadiga de luz». Segundo esta teoria, no seu longo périplo os fotões perderiam energia.
No entanto, as evidências foram fortes  demais e surgiu uma nova teoria, interpretada no quadro da relatividade geral - o big bang.
Os seus fundadores são Alexander Friedman, Georges Lamaître e George Gamow.
Em 1922 Friedman demonstra que as equações de Einstein permitem a descrição de um universo em evolução. Em 1927 o abade Georges Lemaître vê nas observações de Hubble a prova da dinâmica do Universo.

Ciência - algumas medidas


MedidaSímbNomeSímbDefinição
comprimento
l, L
metro
m
o metro é o comprimento do trajecto percorrido pela luz, no vazio, durante um intervalo de tempo 1/299 792 458 do segundo.
massa
m
quilograma
kg
o quilograma é a massa do protótipo internacional do quilograma.
tempo
t
segundo
s
o segundo é a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo césio 133.
temperatura termodinâmica
T
kelvin
K
o kelvin, unidade de temperatura termodinâmica, é a fracção 1/273,16 da temperatura do ponto triplo da água. 
Kelvin T/K
Celsius T/ºC
Fahrenheit T/ºF
373 K
100 ºC    
212 ºF
273 K    
0 ºC
32 ºF
0 K
-273 ºC
-460 ºF
corrente elétrica
I
ampere
A
O ampere é a intensidade de uma corrente constante que, mantida em dois condutores paralelos, rectilíneos, de comprimento infinito, de secção circular desprezável e colocados à distância de 1 metro um do outro, no vazio, produziria entre estes condutores uma força igual a 2 x 10-7 N por metro de comprimento.
Quantidade de matéria
n
mole
mol
A mole é a quantidade da matéria de um sistema contendo tantas entidades elementares quanto os átomos que existem em 0,012 kg de carbono 12. Quando se utiliza a mole, as entidades elementares devem ser especificadas e podem ser átomos, iões, electrões, outras partículas ou agrupamentos especificados de tais partículas.
intensidade luminosa
lv
candela
cd
A candela é a intensidade luminosa, numa direcção dada, de uma fonte que emite uma radiação monocromática de frequência 540 x 1012 Hz e cuja intensidade nessa direcção é 1/683 W sr-1



UnidadeSol                    Terra           Lua             
massakg1,99 x 10305,98 x 20247,36 x 1022
raio médiom6,96 x 1086,37 x 1061,74 x 106
densidade médiakg m-3141055203340
período de rotação
37 d (pólos)
26 d (equador)
23 h 56 min27,3 d
aceleração da gravidade (valor médio à superfície)
m s-22749,811,62









Algumas distâncias da Terra
à Lua (distãncia média)3,82 x108m
ao Sol (distância média)1,50 x 1011m
à estrela mais próxima (Próxima Centauro)4,04 x 1016m
ao centro da Galáxia2,2 x 1020m
à galáxia Andrómeda2,1 x 1022m
ao limite do Universo observávelc. 1026m
Para medir as distâncias entre as estrelas, recorrem-se a unidades mais convenientes: o ano-luz (a.l.) e o parserc (pc)
1 ano-luz é a distância que a luz percorre num ano.
A luz percorre cerca de 300 000 Km em cada segundo (3 x 108 m s-1)
Unidade astronómica (UA)Ano-luz (a.l.)Parsec (pc)Metro (m)
1,00 UA1,60 x 10-5 a.l.4,9 x 10-6 pc1,5 x 1011 m
6,31 x 104 UA1,00 a.l.0,31 pc9,47 x 1015 m
2,06 x 105 UA3,26 a.l.1,00 pc3,09 x 1016m

Alguns dados relativamente aos planetas do Sistema Solar e Plutão
Planeta
Distância Média
ao Sol                 
Período de revolução       Massa                    Raio Equatorial       Aceleração da gravidade (valor médio à superfície)Período da rotação  
Mercúrio57,9 x 106 km0,241 ano0,33 x 1024 kg2439 km0,38 g58,6 dia
Vénus108 x 106 km0,615 ano4,87 x 1024 kg6052 km0,91 g243 dia
Terra150 x 106 km1,00 ano5,98 x 1024 kg6378 km1,00 g0,997 dia
Marte228 x 10km1,88 ano0,642 x 1024 kg3397 km0,38 g1,026 dia
Júpiter778 x 106 km11,9 ano1900 x 1024kg71 397 km2,53 g0,41 dia
Saturno1430 x 106 km29,5 ano567 x 1024 kg60 000 km1,07 g0,43 dia
Urano2870 x 106 km84,0 ano87,0 x 1024 kg25 400 km0,92 g0,65 dia
Neptuno4500 x 106 km165 ano103 x 1024 kg24  300 km1,19 g0,77 dia
Plutão5890 x 106 km248 ano0,015 x 1024 kg1500 km0,045 g6,39 dia

Aqui poderá encontrar uma breve apresentação de alguns dos objectos estelares:


14/09/2015

Democracia em 2015

No ano de 2007 a ONU declarou o dia 15 de setembro como sendo o Dia Internacional da Democracia. A Democracia é algo frágil, pois pode desaparecer rapidamente se não for protegida, mas que se baseia em alguns princípios base da liberdade, direitos humanos, direito ao sufrágio universal, liberdade de expressão.


Segundo a ONU "A democracia é o valor universal baseado na vontade expressa livre do povo para determinar os seus próprios sistemas político, economico, social e cultural e a plena participação em todos os aspectos das suas vidas. Embora as democracias compartilhem características comuns, não existe um modelo único de democracia."

Globalmente, o papel da sociedade civil nunca foi mais importante do que este ano, à medida que o mundo se prepara para implementar uma nova Agenda do Desenvolvimento, com a concordância de todos os Governos mundiais. No entanto, para os ativistas da sociedade civil e organizações num vasto leque de países que cobrem todos os continentes, o espaço está a diminuir - ou até mesmo a fechar-se - à medida que alguns Governs têm adotado restriç~es que limitam a capacidade das ONG's de trabalharem ou mesmo de se financiarem.

Os valores de liberdade, respeito pelos direitos humanos e o princípio base de eleições genuínas periódicas através do direito universal de voto, são elementos essenciais para a democracia. Por sua vez, a democracia oferece o ambiente natural para a proteção e realização efetiva dos direitos humanos,
Esta ligação entre os direitos humanos e a democracia encontra-se no artigo 21, alínea 3, da Declaração Universal dos Direitos Humanos:
"A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos, e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto."

Segundo a Freedom House, dos 195 países considerados no ano de 2015, 89 (46%) estão considerados como Livres, 55 (28%) apenas  Parcialmente Livres e 51 (26%) Não Livres.

30/05/2015

QUEM SOMOS NÓS - DOCUMENTÁRIO LEGENDADO

«O materialismo moderno isenta as pessoas de se sentirem responsáveis, assim como a religião. Mas eu acho que se  levar a mecânica quântica suficientemente a sério, verá que ela coloca a responsabilidade nas nossas mãos e não dá respostas reconfortantes. Só diz que o mundo é grande e cheio de mistérios.»

«É possível que estejamos tão condicionados no nosso dia a dia. Tão condicionados como criamos as nossas vidas, que acreditamos na ideia que não temos nenhum controle?
Fomos condicionados a acreditar que o mundo externo é mais real que o interno. Este novo modelo da ciência diz exatamente o oposto. Diz que o que acontece internamente connosco irá criar o que acontece connosco externamente.»



30/04/2015

As nossas ações

"Para cada ação que realizamos, experienciamos um resultado similar a ela. Se um jardineiro plantar a semente de uma planta medicinal, certamente o que vai brotar será uma planta medicinal, não uma planta venenosa. Se ele não plantar nada, nada crescerá. Do mesmo modo, se realizarmos ações positivas, certamente colheremos resultados felizes, se nossas ações forem negativas, experienciaremos resultados infelizes, e se forem neutras, experienciaremos resultados neutros.
Por exemplo, se sofremos de distúrbios mentais, isso indica que em algum momento do passado causámos dor aos outros - batemos ou atiramos neles, ministramos intencionalmente um remédio errado ou lhes demos comida envenenada. Se não tivéssemos criado a causa cármica para adoecer, seria impossível experienciar o sofrimento da doença física mesmo que nos encontrássemos no meio de uma epidemia e que todos à nossa volta estivessem a morrer. Aqueles que atingiram o nirvana, por exemplo, nunca sentem dores físicas ou mentais, uma vez que pararam de se envolver em ações prejudiciais e purificaram todas as potencialidades não-virtuosas, as causas principais da dor.
A causa principal do sofrimento da pobreza é uma ação de roubar. As causas principais de sofrer opressão são sentir-se superior aos outros ou maltratá-los, explorar pessoas em posições inferiores ou desprezar os outros invés de tratá-los com bondade amorosa. As causas principais dos sofrimentos de ser separado de amigos ou empregados de alguém.
Costumamos pensar que más experiências surgem unicamente da decorrência das condições nesta vida. Uma vez que não conseguimos explicar a maior parte das nossas experiências nesses termos, frequentemente achamos que elas são imerecidas e inexplicáveis e que não há justiça no mundo. Na realidade, a maior parte do que nos acontece nesta vida é causada por ações que cometemos em vidas passadas.
[...]
Contemplando que os resultados das nossas ações são definidos e que aumentam, devemos gerar a forte determinação de evitar até a mais leve não virtude e de cultivar até os mais ínfimos pensamentos positivos e ações construtivas. Meditaremos, então, sobre essa determinação para torná-la constante e estável. Se conseguirmos manter a nossa determinação o tempo todo e colocá-la em prática, as nossas ações de corpo, fala e mente vão-se tornar cada vez mais puras, até que não haja mais base para o sofrimento.
Se não realizarmos uma ação não poderemos experienciar os seus efeitos. Numa batalha, alguns soldados são mortos, enquanto outros sobrevivem. Os sobreviventes não se salvaram porque tiveram mais coragem que os outros, mas porque não haviam criado a causa para morrer naquela ocasião. podemos encontrar diariamente nos jornais muitos exemplos desse tipo. Quando um terrorista coloca uma bomba num edifício, algumas pessoas morrem, enquanto outras, a despeito de estarem no centro da explosão, se salvam. O mesmo pode acontecer num acidente de avião ou numa erupção vulcânica - há pessoas que morrem e outras que escapam por milagre. Em muitos acidentes, os próprios sobreviventes ficam atónitos por estarem vivos, quando outras pessoas ao seu lado morreram.
As ações dos seres vivos nunca se perdem, mesmo que transcorra muito tempo até que os seus efeitos sejam experienciados. Ações não podem simplesmente desaparecer, tampouco podemos dá-las aos outros, eximindo-nos, assim, da nossa responsabilidade. Embora as intenções mentais momentâneas que iniciaram as nossas ações passadas já tenham cessado, os potenciais que elas criaram na nossa mente não vão cessar até que os seus resultados tenham amadurecido. O único meio de destruir potenciais negativos antes que eles amadureçam é purificando-os.
Infelizmente, destruir as nossas potencialidades positivas é bem mais fácil. Podem ser completamente aniquiladas por um único instante de raiva caso não tenhamos dedicado as nossas ações virtuosas, como jóias; se não as protegermos por meio da dedicatória, sempre que ficarmos com raiva será como se tivéssemos colocado um ladrão no meio do nosso tesouro.» 



Trecho de Transforme sua vida, de Geshe Kelsang Gyatso, Editora Tharpa Brasil, reimpressão de 2012

27/04/2015

A enchente do Mar Mediterrâneo

O Mar Mediterrâneo, tal como o conhecemos, formou-se há cerca de 5,3 milhões de anos atrás quando as águas do Oceano Atlântico romperam o estreito de Gibraltar, enviando uma cheia massiva para a bacia mediterrânica.



Durante o início do período da crise de salinidade messiana (há cerca de 6 milhões de anos) um bocado da litosfera desprendeu-se da Ibéria (segundo proposta de Garcia-Castellanos y Villaseñor, Nature, 2011) e afundou-se no manto terrestre, o que provocou um levantamento do sul da Ibéria, fechando a ligação entre
o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. Uma vez fechado, o clima árido e quente da região, provocou um rápido declínio do nível das águas mediterrânicas, que chegaram a ter um quilómetro, em que 3/4 das águas do mediterrâneo se evaporaram.
Mas um movimento posterior das placas tectónicas fez com que o solo ao redor do Estreito de Gibraltar diminuísse, provavelmente abatendo o istmo que ligava África à Europa, o que permitiu que as águas do Oceano Atlântico abrissem caminho para a bacia do Mediterrâneo.
Inicialmente, segundo o estudo de Daniel Garcia-Castellanos (Nature,2009), a água fluíu lentamente durante um período que levou milhares de anos, mas o seu final abrupto, que encheu cerca de 90% do Mar Mediterrâneo, deu-se num curto espaço que foi de meses a dois anos, com um fluxo que chegou a ser mil vezes superior ao do atual rio Amazonas.
O desnível entre o Oceano Atlântic e o Mar Mediterrâneo era de uma média de 1500 metros e na fase final
da enchente (dos 90%), o Mediterrâneo enchia-se a um ritmo de cerca de 10 metros por dia. Este fluxo acabou por criar no fundo marinho uma erosão de 200 quilómetros de comprimento com vários de largura.
Do outro lado, calcula-se que o Oceano atlântico terá tido uma descida de 9,5 metros no seu nível.
Esta foi a maior e mais violenta inundação, que se saiba, que a Terra conheceu.






O Homens Fortes

Qual o fascinio pelos "homens fortes" (leia-se "ditadores"). Terá a história alguma influência na sua ascênsão? - pergun...