14/01/2015

Índice de Desenvolvimento Humano 2013


O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar o grau de "desenvolvimento humano" dos países e de forma a ajudar a classificá-los como:

  • desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto)
  • em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto)
  • subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo)
Todos os anos, os países membros da ONU são classificados de acordo com estas medidas.

A partir de 2010, o IDH combina três dimensões:
  • Uma vida longa e saudável: expectativa de vida ao nascer;
  • Acesso ao conhecimento: anos médios de estudo e anos esperados de escolaridade
  • Um padrão de vida decente: PIB per capita.



Mapa Mundo do Índice do Desenvolvimento Humano (baseado nos dados de 2013, com publicação a 24/07/2014).


  0.900 ou superior
  0.850–0.899
  0.800–0.849
  0.750–0.799
  0.700–0.749
  0.650–0.699
  0.600–0.649
  0.550–0.599
  0.500–0.549
  0.450–0.499
  0.400–0.449
  0.350–0.399
  0.349 ou inferior
  Dados não acessíveis

Fonte: wikipédia

13/01/2015

Escravatura Moderna

A escravatura não é algo do passado. É uma realidade horrível para muitos em pleno século XXI.

Estima-se que 35,8 milhões de homens, mulheres e crianças estejam presas em actuais redes de escravatura modernas. Destes, 61% encontram-se em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Uzbequistão e Rússia.


Os dez primeiros

A prevalência da escravatura moderna é maior:
  1. Mauritânia
  2. Uzbequistão
  3. Haiti
  4. Catar
  5. Índia
  6. Paquistão
  7. República Democrática do Congo
  8. Sudão
  9. Síria
  10. República Centro-Africana
Em termos absolutos os países com um maior número de pessoas em estado de escravatura moderna:
  1. Índia
  2. China
  3. Paquistão
  4. Uzbequistão
  5. Rússia
  6. Nigéria
  7. República Democrática do Congo
  8. Indonésia
  9. Bangladesh
  10. Tailândia
Os países que estão a tomar menos medidas de combate à escravatura moderna
  1. Coreia do Norte
  2. Irão
  3. Síria
  4. Erítreia
  5. República Centro-Africana
  6. Líbia
  7. Guiné Equatorial
  8. Uzbequistão
  9. República do Congo
  10. Iraque
Os países que estão a tomar mais medidas de combate à escravatura moderna:
  1. Países Baixos
  2. Suécia
  3. EUA
  4.  Austrália
  5. Suiça
  6. Irlanda
  7. Noruega
  8. Reino Unido
  9. Georgia
  10. Áustria

08/01/2015

Caminhos-de-Ferro da Morte


«Espero  que se trate de um registo verídico», escreveu Dunlop, acerca da obra de Parkin, «do modo como o espiríto humano consegue erguer-se acima da vacuidade, do nada e do desespero, porque realmente nós tinhamos sido deixados sem nada».
Prisioneiros aguardando por assistência médica, por Ray Parkin

As viagens por mar dos prisioneiros. Por Ray Parkin

Um templo na selva Tamil, Hintok River, por Ray Parkin. Cerca de 90.000
rǒmusha morreram na construção dos caminhos de ferro Thai-Burma.


































Os Caminhos-de-Ferro da Birmânia, também conhecidos como os Caminhos-de-Ferro da Morte, Estrada de Ferro Thai-Burma, é uma ferrovia de 415 km de extensão entre Bangkok, Tailândia e Rangum, Birmânia (atual Myanmar), construída pelo Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, para dar suporte às suas tropas na Campanha da Birmânia.

Foram usados os trabalhos forçados de cerca de 180.000 trabalhadores asiáticos e 100.000 prisioneiros de guerra Aliados na construção dos caminhos de ferro. Destes, cerca de 90.000 asiáticos e 16.000 prisioneiros de guerra morreram como resultado direto do projeto. 





Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferrovia_da_Birm%C3%A2nia
http://hellfire-pass.commemoration.gov.au/
A Segunda Guerra Mundial, de Martin Gilbert



07/01/2015

Corrupção 2014

A Transparency International publicou os dados relativos à corrupção de 2014, em que são contabilizados os níveis de corrupção de 175 países.
A classificação é feita de (0), mais corrupto, a (100) menos corrupto. As pontuações mais baixas são um sinal de "subornos muito difundidos, falta de punição para corrupção e instituições públicas que não correspondem às necessidades dos cidadãos".
Nos extremos da lista encontram-se, a Somália e a Coreia do Norte com os piores valores e a Dinamarca e a Nova Zelândia com os melhores.

Portugal encontra-se na 31ª posição, com um resultado mais positivo que Israel, Espanha, Itália ou Coreia do Sul, mas atrás de países como o Qatar, Butão, França e EUA.

Na lista de países de língua oficial portuguesa, destaque para a posição de Cabo Verde (42º lugar e um dos melhores classificados africanos) e, pela negativa, do Brasil (69ª lugar), São Tomé e Príncipe (76º), Moçambique (119ª), Timor-Leste (133ª) ou Angola e Guiné-Bissau (161º).




Abaixo pode aceder à Tabela Interactiva da agência, assim como à infografia:

Link (interativo): Tabela Índice Corrupção 2014



02/01/2015

Atlântida - a fábula

Aqui neste exemplo é possível ver como o simples deixa de ser simples com o tempo, e o conto passa quase a realidade.
Muitas vezes acontece que um acontecimento real, com o contar e recontar torna-se um mito, mas também acontece o oposto.

Falo especificamente de Atlântida. Atlântida, o continente perdido, a terra maravilhosa que devido à corrupção dos homens foi condenada a ser submersa pelas furiosas águas do oceano (ou do mar, dependendo das versões). Muitas são as investigações e expedições efectuadas à procura deste continente (ou ilha perdida). Desta grande civilização que se perdeu devido a se ter deixado corromper.

Os investigadores dão diversas hipóteses para esta civilização perdida, sendo que as principais hipóteses estão em torno de que Platão ter-se-à inspirado na desaparecida civilização minóica, que se viu a cair em pouco tempo aquando da erupção de Thera, enquanto que outros defendem que o filósofo (e político) terá ido buscar inspiração com a destruição de Helique em 373 a.C. ou à fracassada invasão ateniense da Sicília em 415 a.C - 413 a.C.

Mas há outros que realçam o facto de que a Atlântida só ganhou realce na Idade Moderna. Alan Cameron: "só nos tempos modernos é que as pessoas começaram a levar a sério a história da Atlântida; ninguém o fez na Antiguidade".



Terá de facto Platão ido buscar inspiração a um acontecimento, ou será que a explicação é mais simples? Tal como a alegoria que fez da Caverna, em que contou a estória do homem que se atreveu a ver mais so que a sua própria sombra, esta não será mais uma alegoria, em que Platão não se estava a basear em qualquer acontecimento real, ou fábula, e ele mesmo terá inventado? Em que o relato fazia uma "critica velada a Atenas, ao seu mercantilismo, aos seus costumes políticos decadentes"?

Certamente que ninguém iria à procura da ilha Utopia de Thomas Moro, pois é, tal como o título diz, uma utopia (uma fantasía, um delírio, uma quimera; um lugar que não existe), no entanto, a procura da outra Utopia (Atlântida) já moveu muito dinheiro (e continua a mover).

Qual a diferença? A antiguidade e a interpretação dos homens, que desconhecendo (ou não querendo conhecer) a realidade criam muitas vezes as suas realidades.

Atlântida existiu? Não acredito. Atlântida é uma fábula, e como todas as fábulas não são verdadeiras, mas a mensagem (ensinamento se se quiser) que carregam é que é verdadeira. Porque não interpretar a fábula de Platão, tão real na sua altura quanto agora? Trocam-se as armas (espadas por moeda) e ver-se-à o quão verdadeiros estavam a ser Platão, e Thomas Moro então e agora?



27/12/2014

"Ação crianças"

«Ainda a 27 [de Março de 1944], no ghetto de Kovno [Kaunas, centro da Lituânia], duzentas milhas para dentro das linhas alemãs, todas as crianças judias com menos de catorze anos ainda sobreviventes foram capturadas pelos SS e mandadas para a morte. Trinta e sete polícias judeus, entre os quais se contava o chefe da Polícia do ghetto judeu e dois dos seus ajudantes, recusaram-se a participar na prisão das crianças. Foram imediatamente executados.



A "ação crianças" de Kovno realizou-se em dois dias. Vários milhares de crianças foram metidas nos vagões da morte. Apenas uma pequena parte sobreviveria, contando-se entre os sobreviventes Zahar Kaplanas, então com cinco anos de idade. Este rapazinho foi salvo por um não judeu, um lituano, que o conseguiu fazer sair do ghetto dentro de um saco.»

A Segunda Guerra Mundial, Martin Gilbert






Mais informações sobre o Ghetto de Kovno:

http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005174

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gueto_de_Kovno

Histórias do ghetto e links:

http://www.eilatgordinlevitan.com/kovno/kovno_pages/kovno_stories_links.html

20/12/2014

O sorriso da fada



Este é o canto do riacho
Este é o canto dela
Este é o canto último
Benção e tragédia
Ouço-a, sigo-a, entro nas suas águas
Com prazer e dor
O frio do Estige leva-me.
Finalmente, ela sorri.
Fada triste do riacho, tu
A minha primeira e última,
Sorriste-me.

O sorriso da fada,  de Ana Paula Roldão

O Homens Fortes

Qual o fascinio pelos "homens fortes" (leia-se "ditadores"). Terá a história alguma influência na sua ascênsão? - pergun...