06/11/2014

Tempos



«O presente somente tem uma realidade na natureza; coisas passadas somente têm uma realidade na memória; coisas que ainda devem vir não têm realidade alguma. 
O futuro nada mais é que uma ficção da mente que aplica as consequências das ações passadas às ações presentes.»

Thomas Hobbes, Leviatã

02/10/2014

Água para todos?

Abrir uma torneira quando precisamos de água é algo de natural. Certo? Nem por isso, aquilo que nós nos
países industrializados damos por garantido e normal, é uma luta diária para muitos.

O acesso a água potável, ou mesmo a água, é muito desigual no mundo, como mostra o mapa abaixo.


Assim como o é a dispersão das populações que têm acesso a essa mesma água.

Alguns dados retirados de Unwater:

  • 85% da população mundial vive na metade mais seca do planeta;
  • 783 milhões de pessoas não têm acesso a água limpa e quase 2,5 mil milhões de pessoas não têm acesso a um saneamento adequado;
  • 6 a 8 milhões de pessoas morrem anualmente por consequência de desastres e doenças relacionadas com a água;
  • A irrigação e produção de alimentos constituem uma das maiores pressões nos recursos de água fresca, em que cerca de 70% desta água é utilizada na agricultura.

04/08/2014

O Menino Negro


Nas décadas de 1780 e 1790 a luta pela abolição do comércio de escravos (conseguido em 1807)  e da escravatura era uma luta que se fazia em toda a Inglaterra. Feita através de discursos, petições, cartas, manifestos... mas também através da literatura.

Um dos poemas muito conhecidos é "O Menino Negro" de William Blake, de 1789

«Eu nasci muito longe, lá pró Sul,
Eu sou negro, sim, mas minha alma é branca;
Branco como um anjo é o menino inglês, 
Mas eu, como o escuro, de negra tez.

Minha mãe, antes do sol abrasar,  
À sombra duma árvore se sentou
Aconchegou-me ao colo e, ao beijar-me
Apontando p'ra leste assim falou:

02/08/2014

Liberdade no Mundo (2)

No artigo anterior vimos como a democracia não é algo de estável, e muito menos de garantido, nos países. Os gráficos do artigo anterior também mostraram que tem havido uma deseleração no crescimento de novas democracias, e de liberdades para os povos que vivem em países sob regimes semi ou ditaroriais (tendo mesmo decaído pelo oitavo ano consecutivo artigo DN 23.Jan.2014).
Este artigo irá focar-se sob o ano de 2013, mais uma vez a informação é retirada do relatório anual da Freedom House.

Como é possível constatar, a população mundial que vive em regime de liberdade é inferior a 50%, com 60% da população a viver em Estados não democráticos ou semi-democráticos.


 Os gráficos seguintes mostram os dados por áreas geográficas.

Nos países que fazem que partilham a Ásia e a Europa como continentes, não se encontra nenhum cujas populações aufiram de liberdade, no máximo de alguma liberdade limitada em 5 países, os quais só perfazem 22% da população total desses 12 países.



O Médio Oriente e Norte de África são em muito semelhantes, se não mesmo numa limitação ainda maior em relação à liberdade, mas ganha-se em relação ao anterior caso por um caso.


Mais a sul encontramos uma maior diversificação, com 10 países a garantir a liberdade dos seus cidadãos, mas cuja população só conta com 12% do valor total. No entanto, começa a haver uma inversão, com a maioria da população a viver sob uma liberdade condicionada, mas não sob um regime totalitário absoluto (ainda que hajam 20 países sob essa condição).



Passando às Américas vemos praticamente uma inversão do Caso do Médio Oriente e Norte de África, com uma maioria populacional e de países a viver democraticamente, pouco menos de um terço com a liberdade restringida e apenas uma ditadura.





Já na Ásia-Pacífico, mais uma vez encontra-se diversidade, mas apesar de apenas 8 dos 39 países considerados ser não livre, abrange 40% da população total da área. Os países democráticos continuam a ser uma minoria.


Finalmente, a Europa apresenta uma maioria clara democrática, com apenas 12% dos países (que perfazem 14% da população) a viver em regimes de liberdade parcial.




Mapa de Freedom House report



31/07/2014

Liberdade no mundo (1)

Para quem vive numa democracia, ainda que com todos os seus problemas e injustiças, esquece-se muitas vezes (ou nem pesa no assunto, só quando vê algumas notícias de algumas revoluções em países exteriores, mas sempre com o sentimento "de lá", de longinquidade), que mais de metade dos países do mundo vivem sob regimes não democráticos ou semi-democráticos. E lembramos-nos ainda menos, de quão difícil é a manutenção dessa mesma democracia e que uma vez ganha, não significa que seja para sempre.

Os dados que se seguem são retirados do relatório anual da Freedom House.

Para ir directamente ao relatório de 2013: Freedom in the World (em inglês)

Foram analisados 95 países e 14 territórios.

Números de países nos quais aumentou /diminuiu a liberdade


Neste gráfico podemos analisar a diminuição e aumento de liberdade ocorrida ao longo dos vários anos. Note-se que contrariamente ao que seria expectável, a evolução do número dos países em que a liberdade tem vindo a diminuir. Há que lembrar que essa diminuição deve-se em parte pela manutenção da situação em que os países já tinham conseguido, e só uma pequena parte devido à perda da mesma. De qualquer forma, é visível que a linha da "diminuição" cresceu, o que é preocupante.

Mesmo o grau de liberdade flutua dentro do mesmo Estado, na tabela abaixo é possível ver os 20 melhores/piores em relação às mudanças médias de liberdade durante quatro anos.


A liberdade está directamente relacionada com a democracia, com o poder dado aos próprios cidadãos do Estados. O gráfico seguinte poderá ser comparado com o primeiro, o qual ajuda grandemente a compreender a descida da linha do "aumento", pois por aqui se compreende que desde 1998 que não houve uma subida significativa do número de países com democracia, mais uma manutenção do seu número.





22/07/2014

História

Não consigo deixar de ficar fascinada sempre que leio ou vejo algo sobre a história da vida e da Terra. Pensamos na nossa própria História como sendo rica e longa, mas na verdade é bem curta. O mundo maravilhoso que conhecemos hoje em dia, é apenas uma ínfima parte, quase imperceptível na História Completa. 
E mesmo os animais. Quando pensamos em animais, imaginamos mamíferos, aves, alguns peixes e répteis (pode ser que lá nos lembremos dos anfíbios... e se "puxarmos" bem pelo cérebro, lá dizemos... "ahhh, e as bactérias")...Pensamos em nós como os colonizadores, como os "donos" do mundo, mas quão infeliz é esta nossa visão...

Algumas imagens para nos fazer pensar



E quem é que se lembra das Archaea?! Eu não!!!

03/07/2014

Cassandra - A insana


Quem foi a mulher que tentou impedir, em vão, a entrada do Cavalo de Tróia para dentro das muralhas, mas que ninguém ouviu?


Cassandra era filha do rei de Tróia, Príamo, e da rainha Hécuba, era sacerdotisa no templo de Apolo.. Devido à sua enorme beleza, despertou o amor do deus Apolo, que era o deus da Luz, mas também da Adivinhação. Apolo concebeu à princesa o dom da profecia, na condição de que esta se unisse a ele.Nalgumas versões, Cassandra recusou-se a ter sexo com o deus, e despeitado, o deus olímpico, condenou a jovem a que ninguém jamais acreditasse nela e a ser tratada como louca. Noutra versão, inicialmente Cassandra consentiu unir-se a Apolo em troca do dom da profecia, mas então quebrou a sua promessa.
Em vão tentou dissuadir o irmão Páris de ir a Esparta, onde vivia Helena, prevenindo-o de que tal viagem viria a causar a desgraça da sua pátria e mais tarde opôs-se à entrada do cavalo de madeira em Tróia, pois havia visto a destruição da cidade.

De acordo com a lenda, Cassandra instruiu o irmão com o poder da profecia, de forma a este vir a tornar-se profeta. Tal como acontecia com a irmã, as profecias dele eram sempre certas, mas ao contrário com que acontecia com a princesa, as pessoas acreditavam nele.

Cassandra também previu que o primo Eneias escaparia durante a queda de Tróia e viria a fundar uma nova
nação em Roma.

No dia em que a cidade foi tomada, refugiou-se no Templo de Atenas, onde foi violada pelo rei grego Agamémnon. Seduzido pela beleza da princesa, o rei tornou-a sua escrava, e apesar dos avisos desta, partiram juntos para Micenas, onde foram assassinados pela rainha Clitemnestra e pelo seu amante, Egisto.

Cassandra foi enviada para os Campos Elísios após a morte, uma vez que a sua alma foi julgada suficientemente digna pela sua dedicação aos deuses e à sua natureza religiosa.





Fontes: 
http://www.mundos-fantasticos.com/mitologia/grega/deuses-e-herois/
http://en.wikipedia.org/wiki/Cassandra



O Homens Fortes

Qual o fascinio pelos "homens fortes" (leia-se "ditadores"). Terá a história alguma influência na sua ascênsão? - pergun...