31/07/2014

Liberdade no mundo (1)

Para quem vive numa democracia, ainda que com todos os seus problemas e injustiças, esquece-se muitas vezes (ou nem pesa no assunto, só quando vê algumas notícias de algumas revoluções em países exteriores, mas sempre com o sentimento "de lá", de longinquidade), que mais de metade dos países do mundo vivem sob regimes não democráticos ou semi-democráticos. E lembramos-nos ainda menos, de quão difícil é a manutenção dessa mesma democracia e que uma vez ganha, não significa que seja para sempre.

Os dados que se seguem são retirados do relatório anual da Freedom House.

Para ir directamente ao relatório de 2013: Freedom in the World (em inglês)

Foram analisados 95 países e 14 territórios.

Números de países nos quais aumentou /diminuiu a liberdade


Neste gráfico podemos analisar a diminuição e aumento de liberdade ocorrida ao longo dos vários anos. Note-se que contrariamente ao que seria expectável, a evolução do número dos países em que a liberdade tem vindo a diminuir. Há que lembrar que essa diminuição deve-se em parte pela manutenção da situação em que os países já tinham conseguido, e só uma pequena parte devido à perda da mesma. De qualquer forma, é visível que a linha da "diminuição" cresceu, o que é preocupante.

Mesmo o grau de liberdade flutua dentro do mesmo Estado, na tabela abaixo é possível ver os 20 melhores/piores em relação às mudanças médias de liberdade durante quatro anos.


A liberdade está directamente relacionada com a democracia, com o poder dado aos próprios cidadãos do Estados. O gráfico seguinte poderá ser comparado com o primeiro, o qual ajuda grandemente a compreender a descida da linha do "aumento", pois por aqui se compreende que desde 1998 que não houve uma subida significativa do número de países com democracia, mais uma manutenção do seu número.





22/07/2014

História

Não consigo deixar de ficar fascinada sempre que leio ou vejo algo sobre a história da vida e da Terra. Pensamos na nossa própria História como sendo rica e longa, mas na verdade é bem curta. O mundo maravilhoso que conhecemos hoje em dia, é apenas uma ínfima parte, quase imperceptível na História Completa. 
E mesmo os animais. Quando pensamos em animais, imaginamos mamíferos, aves, alguns peixes e répteis (pode ser que lá nos lembremos dos anfíbios... e se "puxarmos" bem pelo cérebro, lá dizemos... "ahhh, e as bactérias")...Pensamos em nós como os colonizadores, como os "donos" do mundo, mas quão infeliz é esta nossa visão...

Algumas imagens para nos fazer pensar



E quem é que se lembra das Archaea?! Eu não!!!

03/07/2014

Cassandra - A insana


Quem foi a mulher que tentou impedir, em vão, a entrada do Cavalo de Tróia para dentro das muralhas, mas que ninguém ouviu?


Cassandra era filha do rei de Tróia, Príamo, e da rainha Hécuba, era sacerdotisa no templo de Apolo.. Devido à sua enorme beleza, despertou o amor do deus Apolo, que era o deus da Luz, mas também da Adivinhação. Apolo concebeu à princesa o dom da profecia, na condição de que esta se unisse a ele.Nalgumas versões, Cassandra recusou-se a ter sexo com o deus, e despeitado, o deus olímpico, condenou a jovem a que ninguém jamais acreditasse nela e a ser tratada como louca. Noutra versão, inicialmente Cassandra consentiu unir-se a Apolo em troca do dom da profecia, mas então quebrou a sua promessa.
Em vão tentou dissuadir o irmão Páris de ir a Esparta, onde vivia Helena, prevenindo-o de que tal viagem viria a causar a desgraça da sua pátria e mais tarde opôs-se à entrada do cavalo de madeira em Tróia, pois havia visto a destruição da cidade.

De acordo com a lenda, Cassandra instruiu o irmão com o poder da profecia, de forma a este vir a tornar-se profeta. Tal como acontecia com a irmã, as profecias dele eram sempre certas, mas ao contrário com que acontecia com a princesa, as pessoas acreditavam nele.

Cassandra também previu que o primo Eneias escaparia durante a queda de Tróia e viria a fundar uma nova
nação em Roma.

No dia em que a cidade foi tomada, refugiou-se no Templo de Atenas, onde foi violada pelo rei grego Agamémnon. Seduzido pela beleza da princesa, o rei tornou-a sua escrava, e apesar dos avisos desta, partiram juntos para Micenas, onde foram assassinados pela rainha Clitemnestra e pelo seu amante, Egisto.

Cassandra foi enviada para os Campos Elísios após a morte, uma vez que a sua alma foi julgada suficientemente digna pela sua dedicação aos deuses e à sua natureza religiosa.





Fontes: 
http://www.mundos-fantasticos.com/mitologia/grega/deuses-e-herois/
http://en.wikipedia.org/wiki/Cassandra



30/06/2014

Liberdade de Imprensa - Realidade ou Sonho?

A Imprensa é um bem essencial a qualquer sociedade, imprescindível para o pensamento das populações de um dado país, e para o desenvolvimento deste. Quem detém a imprensa detém um forte poder manipulativo.
No ocidente fala-se muito da liberdade política, dá-se como garantida, no entanto uma liberdade a quase 100% é muito rara, e extremamente frágil.
Nos últimos anos tem-se assistido a algumas alterações na Liberdade de Imprensa, enquanto que alguns locais, como o Canadá assistiram a um aumento desta, outros, como a China ou a Argentina perderam.


28/06/2014

Dadaísmo - Arte Anárquica


No início do século XX deu-se o surgimento de vários movimentos artísticos, e com o despoletar de uma guerra com as dimensões e características únicas, e inesperadas, da Grande Guerra, as artes ressentiram-se com as rápidas alterações que ocorreram e com o fim de uma época de certezas, por muitos considerada uma época de ouro.
Em 1915 surgiu o movimento dadaísta (também conhecido por Dada, do francês dada, que significa cavalo de madeira, na intenção de mostrar o non-sense, ou falta de sentido que pode ter a fala de um bebé). 
Tratou-se de um movimento artístico da vanguarda moderna, iniciado em Zurique em 1916, no Cabaret Voltaire, traduzindo a instabilidade social que se fazia sentir, e que rapidamente se espalhou pelo resto da Europa e Estados Unidos.

Tinha como característica principal a ruptura com as formas de arte tradicionais, com forte conteúdo anárquico. Foi formado por um grupo de escritores, poetas e artistas plásticos (sendo dois deles desertores do serviço militar alemão), liderados por Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp.


As principais características do dadaísmo são o uso de objectos comuns do
 Édipo Rei, 1922, Max Ernst
quotidiano com apresentação num contexto artísticos; a irreverência artística, o combate às formas artísticas institucionalizadas; a crítica ao capitalismo e ao consumismo; o ênfase no absurdo e nos temas com conteúdos que fogem à lógica; o uso de diversos formatos de expressão, através de objectos do quotidiano, dos sons, fotografias, poesias, músicas, jornais, etc, para a composição das obras de artes plásticas; e a apresentação de um forte carácter pessimista e irónico, principalmente em relação aos acontecimentos políticos do mundo.
Entre os diversos artistas dadaístas encontram-se Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Hans Arp, Julius Evola, Francis Picabia, Max Ernst, Man Ray, Raoul Hausmann, Guillaume Apollinaire, Hugo Ball, Johannes Baader, Arthur Cravan, Jean Crotti, George Grosz, Richard Huelsenbeck, Marcel Janco, Clement Pansaers, Hans, Richter e Sophie Täuber.

Ludwig Kassak, 
A Batalha

Berr... bum, bumbum, bum... 

Ssi... bum, papapa bum, bumm 
Zazzau... Dum, bum, bumbumbum 
Prã, prà, prã... ra, hã-hã, aa...
Hahol...


 Presente, 1922, Man Ray
Torse gerbe. Jean (Hans) Arp, 1958


Rapariga sentada de costas, 1926, Salvador Dali

Fontes: http://www.infopedia.pt/$dadaismo;jsessionid=uj-rNEmfvC6sD-2AigLa3w__
http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/dadaismo.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dada%C3%ADsmo

28/05/2014

Anaxágoras - o Fundador


Anaxágoras de Clazómenas (em grego antigo: Ἀναξαγόρας, Anaxagoras; c. 500 a.C. — 428 a.C.), foi um filósofo grego do período pré-socrático. Nascido em Clazómenas, na Jónia, foi o fundador da primeira escola de filosofia de Atenas, contribuindo assim para a expansão do pensamento filosófico e científico que era desenvolvido nas cidades gregas da Ásia. Era protegido de Péricles que também era seu discípulo. Em 431 a.C. foi acusado de impiedade e partiu para Lapseki, uma colónia de Mileto, situada igualmente na Jónia, onde fundou uma nova escola.


Escreveu um tratado aparentemente pequeno intitulado Sobre a Natureza ou Da Natureza, em que tentava conciliar a existência do múltiplo frente à crítica de Parménides e da sua escola, conhecida como "Eleatas". Parménides havia concebido o ser como o princípio absoluto de tudo o que é, identificando o ser com o Uno imutável.


Anaxágoras propôs, assim como os pluralistas, um princípio que atendesse tanto às exigências teóricas do "ser" imutável, princípio de tudo, quanto à contestação da existência das múltiplas manifestações da realidade. A este novo princípio, Anaxágoras chamou de homeomerias. As homeomerias seriam as sementes que dão origem à realidade na sua pluralidade de manifestações. Afirmava que o universo constitui-se pela acção do Nous (νοῦς), conceito que geralmente é traduzido por inteligência. Segundo o filósofo, o Nous actua sobre uma mistura inicial formada pelas homeomerias, sementes que contêm uma porção de cada coisa. Assim, o Nous, que é ilimitado, autónomo e não misturado com nada mais, age sobre estas sementes ordenando-as e constituindo o mundo sensível. Os fragmentos preservados versam sobre: cosmologia, biologia e percepção. Esta noção de causa inteligente, que estabelece uma finalidade na evolução universal, irá-se repercutir em filósofos posteriores, como Platão e Aristóteles e, mais tarde Leibniz, que aproveitará a ideia de homeomerias.


Anaxágoras aparece ao lado de Pitágoras no quadro Escola de Atenas de Rafael, segurando a tabuleta com o número triangular 1+2+3+4, a sagrada tetractys dos Pitagóricos.


Em 455 a.C., Anaxágoras teorizou que a Lua não passava de um pedaço da Terra que se desprendeu. A maioria de seus contemporâneos estavam convencidos de que a Lua era um deus, por isso sua ideia não teve muitos adeptos.

«De todos aqueles que consideramos felizes, não há um único que o seja.» - Anaxágoras

«Prefiro uma gota de sabedoria, a toneladas de riqueza.» - Anaxágoras


Fontes: wikipédia; kdfrases



23/05/2014

Charles-Pierre Baudelaire


Obsessão

Os bosques para mim são como catedrais
Com órgãos a ulular, incutindo pavor...
E os nossos corações, - jazidas sepulcrais, 
De profundis também soluçam n'um clamor.

Odeio do oceano as iras e os tumultos,
Que retratam minh'alma! O riso singular
E o amargo do infeliz, misto de pranto e insultos,
É um riso semelhante ao do soturno mar.
Ai! como eu te amaria, ó Noite, caso tu 
Pudesses alijar a luz que te constéia, 
Porque eu procuro o Nada, o Tenebroso, o Nu!

Que a própria escuridão é também uma téia,
Onde vejo fulgir, na luz dos meus olhares.
Os entes que perdi, - espectros familiares!

Charles Baudelaire, in "As flores do mal"

fonte: www.citador.pt


Charles-Pierre Baudelaire (Paris, 9 de abril de 1821 — Paris, 31 de agosto de 1867) foi um poeta boémio (dandi ou flâneur) e teórico da arte francesa. É considerado um dos precursores do Simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia, juntamente com Walt Whitman, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. A  obra teórica de Baudelaire também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX.

O Homens Fortes

Qual o fascinio pelos "homens fortes" (leia-se "ditadores"). Terá a história alguma influência na sua ascênsão? - pergun...