13/12/2016

Homo erectus

O Homo erectus viveu no norte, leste e sul de África, na Ásia Ocidental (Dmanasi, República da Geórgia) e  no leste  da Ásia (China e Indonésia), entre cerca de 1,89 milhões a 143.000 anos atrás.
Os primeiros fósseis do Homo erectus africano (algumas vezes designado de Homo ergaster) são os fósseis mais antigos de humanos primitivos detentores de um corpo com proporções tipo totalmente humanas, com pernas relativamente longas e braços mais curtos comparativamente ao tamanho do torso. Estas características são consideradas adaptações a uma vida passada no chão, indicando a perda das adaptações anteriores à trepação das árvores, com a habilidade de caminhar e, possivelmente, correr longas distâncias. Comparativamente aos fósseis anteriores, mais antigos, nota-se um aumento do tamanho da caixa craniana em relação às dimensões do rosto. Os fósseis conhecidos mais completos de um indivíduo desta espécie, são os do denominado Rapaz de Turkana - um esqueleto bem preservado (embora sem a maior parte dos ossos das mãos e dos pés), datado de há cerca de 1,6 milhões de anos.
O estudo microscópico dos dentes indicam que ele cresceu a um nível do chão idêntico ao dos grandes símios. Existem evidências fósseis de que esta espécie cuidou dos indivíduos mais fracos e velhos.
O aparecimento do Homo erectus no registo fóssil encontra-se, geralmente, associado aos primeiros machados de mão, a maior das inovações em tecnologia de pedra.

Os primeiros fósseis descobertos de Java (início da década de 1890) e na China (Homem de Pequim, com início na década de 1920), comprimem em si os exemplos clássicos desta espécie. Geralmente considerada como tendo sido a primeira espécie a expandir-se para além de África, o Homem erectus é considerado uma espécie altamente variada, espalhada ao longo de dois continentes (não existem certezas de que terá chegado à Europa) e, possivelmente, a espécie humana que viveu mais tempo - cerca de nove vezes mais do que a nossa própria espécie, Homo sapiens.



Eugene Dubois, um cirurgião holandês, encontrou o primeiro individuo Homo erectus na Indonésia, em 1891. Em 1894, Dubois nomeou esta espécie de Pithecanthropus erectus, ou "homem erecto". À altura, o Pithecanthropus (mais tarde alterado para Homo) era a espécie humana, conhecida, primitiva com o maior cérebro. Na altura ainda não havia sido encontrado nenhum fóssil de hominídeos primitivos em África.
Mediam entre 145 a 180 centímetros de altura e pesavam de 40 a 68 quilogramas.

Como viviam
Os corpos altos e cérebros grandes dos indivíduos Homo erectus requeriam um consumo regular de bastante energia, para funcionarem. Ao alimentavam-se de carne e de outros tipos de proteínas que pudessem digerir-se rapidamente, fez com que fosse possível absorver os nutrientes com um trato digestivo mais curto, tornando-se possível obter energia mais rapidamente. Também existe especulação se o mel e os tubérculos terão feito parte da sua dieta.
Ao mesmo tempo que se encontravam os primeiros registos fósseis dos primeiros  Homo erectus (com cerca de 1,9 milhões de anos), encontraram-se evidências de grandes inovações na tecnologia de pedra Acheuleana, consistindo na criação de grandes ferramentas de corte como os machados e cutelos.
O aumento de confiança num conjunto de ferramentas mais vasto pode ter ajudado o Homo erectus a sobreviver durante as épocas de alterações climáticas.
Os primeiros vestígios de fogueiras dão-se durante a época do Homo erectus. Embora estas primeiras fogueiras mostrem que foram usadas para cozinhar (e provavelmente para partilhar alimentos), também deveriam ser pontos de encontro para interacção social, assim como o seu uso teria como finalidade o aquecimento e para manter os predadores afastados.

Informações geneológicas
Alguns cientistas fazem distinção entre os fósseis taxonómicos africanos (H. ergaster) e o asiático (H. erectus sensu stricto), enquanto que outros incluem-nos a todos num só grupo (Homo erectus sensu lato). Em qualquer dos casos concorda-se, na sua generalidade, que descende do Homo habilis e representa uma das maiores dispersões de homens primitivos na história evolucionária do Homem. É provável que populações diferentes tenham dado origem a outras espécies de Homo, como o Homo heidelbergensis e, em último caso, à nossa própria espécie, Homo sapiens.
No início da sua existência, há cerca de 1,9 milhões de anos atrás, o Homo erectus coexistiu na África Oriental, com diversas outras espécies de hominídeos primitivos , como o Homo rudolfensis, o Homo habilis e o Paranthropus boisei. Em alguns casos, foram mesmo encontrados nos mesmos locais registos fósseis de várias espécies simultaneamente.
No final do seu intervalo temporal, há cerca de 143.000 anos atrás, coexistiu com o Homo sapiens e, possivelmente, com o Homo floresiensis, na indonésia.


Ainda existem muitas questões relativamente a esta espécie:
  1. Terá sido o Homo erectus o ancestral directo da nossa própria espécie, Homo sapiens?
  2. Os dados sugerem um aumento das dimensões do corpo, um maior suporte nas fontes alimentares animais e um aumento do alcance de uma rede de factores que facilitaram a dispersão inicial do Homo erectus de África. Terá sido algum destes factores mais importante do que os outros?
  3. Serão os fósseis dos períodos iniciais da África Oriental e da Geórgia, todos pertencentes a uma única espécie (Homo erectus), apenas com variações regionais no tamanho e forma? Ou existem de facto várias espécies de hominídeos representados pelo que é atualmente designado de Homo erectus?
  4.  Quão bem controlava o Homo erectus o fogo e quão espalhado estava o seu uso? O que isto significa quanto às mudanças na dieta desta espécie?
  5. Terá o Homo erectus crescido em padrões considerados mais humanos, ou apresentava um comportamento mais simiesco? Foi o Homo erectus a primeira espécie humana a experimentar um estado de crescimento de adolescência?

Fonte
http://humanorigins.si.edu/evidence/human-fossils/species/homo-erectus 


Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...