10/11/2016

Homo cepranensis

O Homo cepranensis (Homem de Ceprano) é o nome proposto para uma espécie para uma espécie do género Homo, conhecida através de uma única calota craniana descoberta em 1994. O fóssil foi desenterrado acidentalmente num projeto de construção de uma autoestrada. Apesar de danificada por uma retroescavadora, foi reconhecida, documentada e descrita pelo arqueólogo Italo Bidditu, que por acaso se encontrava perto do local quando a caveira quase completa do hominídeo apareceu, alcunhado de Argila pelo seu descobridor  e Homem Ceprano, em consequência da cidade próxima de Ceprano na província de Frosine, a 89 km a sudeste de Roma, na Itália.
A morfologia geral robusta encontrada no fóssil mostra características peculiares, especialmente no osso frontal, e até à data não se encontrou equivalente, seja na Europa ou fora desta. O seu estatuto taxonómico. Tem sido um assunto controverso uma vez que se mostra diferente de outras espécies de hominídeos como o H. ergaster, o H. erectus e o H. heidelbergensis. Os resultados das análises morfométricas e cladisticas e as comparações com outros fósseis, levaram à conclusão que este fóssil é uma espécie hominídea distinta.
O holótipo do Homo cepranensis tem uma combinação única de características:
  • O sulco supraorbital incompleto;
  • O tubéculo frontal é fracamente desenvolvido e deslocado medialmente;
  • A região supraorbital apresenta-se medialmente concava;
  • Uma posição intermediária do meato auditivo externo em relação à apófise zigomática temporal;
  • Por um lado mostra traços derivados: visíveis no toro ocipital transverso e na concavidade médio lateral do tubéculo auricular
  • Por outro lado, ainda mantém traços primitivos, como são os casos das características da crista petrotimpânica orientada para baixo, o opistocrânio coincidente com o ínion, a apófise retro-mastoide e no torus angularis parietalis.
Inicialmente estimou-se que o fóssil tivesse entre 700.000 a 900.000 anos, usando como base as correlações regionais e uma série de datas absolutas. Após esclarecimento de sua relação geoestratégica, bioestratigráfica e arqueológica com o local próximo  bastante conhecido Acheulean de Fontana Ranuccio, datado de 487.000 +/-6.000 anos, Muttoni sugeriu qye Ceprano teria, mais provavelmente, cerca de 450.000 anos, pertencendo ao Pleistocenio Médio. Levando em consideração as circunstâncias da recuperação do fóssil, A. Ascenzi declarou em 2001: «... Dada a ausência nos sedimentos que contêm o crânio de quaisquer remanescentes leuciosos da atividade vulcânica mais recente conhecida na região - que se referem à faixa entre 100 e 700 ka e a presença acima do próprio crânio de uma clara discordância estratigráfica que marca o limite mais baixo dos piroclastos leuciosos arenosos, uma idade entre 800 e 900 ka é actualmente a nossa melhor estimativa cronológica.»

As características cranianas dos ossos parecem ser intermédias entre as que se encontram no Homo erectus e as da espécie mais tardia, Homo heidelbergensis, que dominou a Europa muito antes do Homo neanderthalensis, como foi demonstrado após a reconstrução dos fragmentos pelo geólogo Aldo Segre e pela paleantóloga Eugénia Naldini, estimou-se que a capacidade craniana deste hominídeo seria de cerca de 1200 milímetros cúbicos, o que o tornava possuidor de um cérebro maior do que os Homo ergaster e Homo erectus.
Estima-se que pesasse cerca de 70 quilogramas e medisse 1,70 metros de altura.

Um estudo de 2011 sugeriu que este fóssil pertencesse a um ancestral do Homo neanderthalensis.
 


Fontes:
https://en.wikipedia.org/wiki/Homo_cepranensis
http://www.avph.com.br/homocepranensis.htm

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...