14/10/2016

A mulher que subiu ao trono papal

«Segundo a lenda, em 855 d. C., uma mulher sucedeu ao papa Leão IV no trono papal. Joana, que se diz ter sido filha de um missionário inglês, nasceu na Alemanha cerca 818. Era notada pela sua beleza, e o seu gosto pelo saber era evidente. Mais tarde, apaixonada por um monge de Fulda, passou a vestir trajes de monge para poder estar com ele, e juntos viajavam de um centro de cultura para outro.
 Eleita com o nome de João VIII, Joana desempenhou os seus deveres de forma capaz durante mais de dois anos, até que certo dia cedeu à sua condição de mulher. Estava longe de ser o único papa a ter um filho, mas a maternidade não se esconde facilmente. Joana teve um especial azar porque, não sabendo a data prevista para o nascimento da criança, provocou um escândalo, dando à luz um rapaz no meio da rua durante uma procissão solene entre o Coliseu e a Igreja de S. Clemente.
Uma revelação tão pública do sexo de Joana foi embaraçosa não só para ela, mas também para a Igreja, pelo que a sua morte, ocorrida pouco depois, foi bastante conveniente. O acontecimento foi abafado e o seu nome retirado das crónicas da Igreja. Ainda hoje, os papas evitam o percurso seguido por Joana até S. Clemente.
Embora a história da papisa Joana tenha sido posta a circular pela primeira vez no século IX por um historiador romano, parece haver poucas dúvidas de que se trata de uma invenção, presumivelmente destinada a desacreditar o papado na época medieval.»




Fonte:Viagem ao Desconhecido, Selecções do Reader's Digest


Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...