04/08/2016

Os milagres do Islão

Os seguidores do profeta Maomé, fundador do islamismo, estavam tão convencidos dos seus poderes divinos que recolhiam a água em que ele se lavava, o cabelo que caía da sua cabeça e até a sua saliva, acreditando que tais «relíquias» operariam maravilhas.
Embora o próprio Maomé (c. 570-632) não afirmasse ser capaz de operar milagres, diz-se que realizou muitos prodígios durante a sua vida. Depois da sua morte, os fiéis afluíam ao seu túmulo em Medina, e muitos ainda consideram este local fonte de poderes miraculosos ilimitados. Algumas das lenas - como, por exemplo, a história de que o profeta  alimentou 1000 homens com a carne de um único carneiro - parecem reproduzir os milagres de Jesus da Nazaré. Diz-se também que quando Maomé nasceu, em Medina, a sua mãe brilhava tão intensamente que o seu esplendor foi visto na distante Síria, à semelhança da estrela de Belém.
Outros milagres referidos são mais estereotipados - Maomé fazia profecias que se tornavam realidade, sabia da morte de certas pessoas antes de receber a notícia do acontecimento e lia na mente dos inimigos judeus que planeavam envenená-lo. Abi Jahl, outro inimigo, que atirou  pedras ao profeta, ficou com a mão mirrada e inutilizada. O profeta foi saudado por uma pedra, e uma coluna de madeira  chorou até quase se partir ao meio quando Maomé, que se ali se encostara, se afastou.
Muitos milagres são atribuídos, a alguns dos discípulos de Maomé, sobretudo aos líderes espirituais de várias comunidades espalhadas pelo mundo islâmico. Maomé ben Isá, que morreu por volta de 1523 d.C, fundador da ordem Isáwiyyah, foi exilado pelo xeque de Meca. Quando os seus discípulos, esfomeados, lhe pediram ajuda para encontrar alimentos, ele disse-lhes que comesse de tudo o que encontrassem na estrada. Revelando confiança absoluta no mestre, eles apanharam pedras, serpentes e escorpiões - e o poder de Maomé ben Isá protegeu-os de qualquer mal. Em 1868, o alemão H. von Maltzan descobriu uma comunidade marroquina que conservara essa tradição. Depois de executar danças rituais, o povo engolia serpentes e escorpiões vivos, vidro partido, agulhas e folhas de cacto com um entusiasmo desenfreado e sem qualquer efeitos nocivos.
Durante o século XVI, missionários muçulmanos na Índia procuravam ativamente converter hindus para a sua fé. Reza a lenda que vários milagres os ajudaram na sua missão. Quando o imã de Pirana viu um grupo de peregrinos hindus que se dirigiam para Benares, ofereceu-se para os ajudar. Eles aceitaram e imediatamente se viram transportados para Benares. Banharam-se no rio sagrado, o Ganges, cumpriram os seus deveres religiosos e depois acordaram, verificando que ainda se encontravam em Pirana. Impressionados, converteram-se imediatamente ao islão.






Fonte:Viagem ao Desconhecido, Selecções do Reader's Digest
Imagem: Ascensão mística de Maomé, numa miniatura turca do Sya-Al-Nabi (Vida do Profeta)

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...