24/08/2016

Aguardo


Em que canto fico?
Em que canto espero?
Pelo quê? Por quem?
Não sei.
Não sei se de ti, se de mim...
Se de mim é por quem espero, então o sono tomarme-á.
Se for por mim, não vou.
Sei que quero,
Sei que o meu coração deseja,
Mas há aquele arrebatamento do ficar
Que suplanta o de ir.

Mas é disso mesmo que espero?
E espero?
Que faço? Não sei.
Estou entre estados,
Entre sentires,
Entre emoções
E desilusões.

Sim aguardo...
Deixo-me a sentir esta lassidão triste
Esta prisão do espírito
Da vida.
Quero ir, mas há uma corrente que me aprisiona
E essa corrente sou eu.
Mas talvez não...
Não, não sou eu...
É este maldito sentir,
Que me faz sentir o outro sentir...

E fico...
E aguardo...
E fico porque aguardo, porque espero...



Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...