08/07/2016

Sosípatra, filósofa e clarividente

Enquanto conduzia ao longo de uma estrada acidentada, Filometor, um jovem estudante aristocrata, virou o seu carro e foi atirado para debaixo do veículo. Filometor escapou milagrosamente, tendo sofrido apenas algumas escoriações insignificantes. Quando os criados o transportaram para casa, em Pérgamo, descobriram que já todos os habitantes da cidade sabiam o que acontecera. Sosípatra, a famosa filosofa e clarividente, «vira» o acidente durante uma das suas palestras, interrompendo-a subitamente para descrever a cena... precisamente à hora em que esta se desenrolava.
Sosípatra nasceu por volta de 340 d. C. no seio de uma família rica de Éfeso, na Turquia Ocidental. Quando ela tinha cinco anos, dois estrangeiros misteriosos vieram trabalhar numa das propriedades da família. Os dois homens produziram uma colheita tão abundante de uvas que se suspeitou da intervenção divina.
Os homens recusaram recompensas, pedindo em vez disso que Sosípatra lhes fosse confiada durante cinco anos. O pai da criança concordou, e os estrangeiros começaram-lhe a ensinar a sabedoria dos filósofos, a iniciá-la em rituais misticos e a usar os seus poderes psíquicos. No dia em que o pai de Sosípatra foi buscá-la, ela descreveu-lhe os pormenores exatos da sua viagem até à propriedade.
Os professores de Sosípatra admitiram ser muto versados na cultura dos Babilónios, conhecedores de astrologia, magia e sabedoria religiosa, e, recusando de novo qualquer pagamento, desapareceram sem deixar rasto.
Quando, mais tarde, Sosípatra se casou com o filósofo Eustácio, profetizou de antemão que lhe daria três filhos e que ele morreria cinco anos depois do casamento. Depois da morte do marido, tal como ela predissera, Sosípatra mudou-se para Pérgamo, onde  viria a tornar-se famosa como professora de filosofia. As suas visões clarividentes prosseguiram até ao fim da sua vida. Segundo o seu biógrafo, Eunápio, Sosípatra convencia toda a gente de que «nada acontecia sem que ela estivesse presente para ver».





Fonte:Viagem ao Desconhecido, Selecções do Reader's Digest


Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...