26/07/2016

Paranthropus robustus

O Paranthropus robustus é um exemplo de um australopitecíneo robusto. Esta espécie era possuidora de pré-molares e molares bastante largos e esmalte bastante espesso, com foco na mastigação na parte anterior da mandíbula. Grandes arcos zigomáticos (ossos da face) permitiam a passagem de largos músculos de mastigação até à mandíbula  e deu as características de um rosto largo ao P. robustus. Uma crista sagital grande providenciava uma área ampla para ancorar estes músculos de mastigação para o crânio. Estas adaptações providenciaram ao P. robustus uma forte capacidade de trituração de alimentos fibrosos. O termo "robustus" refere-se apenas ao tamanho dos dentes e do rosto, e não ao tamanho do corpo.

Quando o cientista Robert Broom comprou um fragmento de mandíbula e de um molar em 1938, estes não se pareciam em nada com os fósseis dos Australopithecus africanus que ele havia encontrado durante a sua carreira. Soube logo que estava no rasto de algo novo. Após explorar Krondraai, na África do Sul, o local de onde os curiosos fósseis vieram, Broom recolheu muitos outros fósseis e dentes, convencendo-o que tinha entre mãos uma nova espécie, a qual denominou de Paranthropus robustus (em que Paranthropus significa "ao lado do Homem"). Foram encontrados fósseis do P. robustus nas regiões de Drimolen, Kromdrai, Swartkrans, gondolin e cavernas de Cooper, sendo todos os locais pertencentes à África do Sul.

Os machos tinham uma altura média de 1,20 metros e um peso médio de 54 quilogramas, já as fêmeas apresentavam uma altura média de 1 metro e um peso médio de 40 quilogramas. O tamanho cerebral médio desta espécie era de 410 a 530 centímetros cúbicos.



Ainda existem muitas questões por responder relativamente a esta espécie, entre as quais:

  • A partir de que espécie evoluiu o P. robustus? Terá o P. robustus evoluído a partir do P. aethipicus, ou eram espécies regionais distintas das linhagens de Australopithecus (o que significaria que o Paranthropus robustus teria evoluído de uma outra espécie, na atual África do Sul, talvez o Australopithecus africanus)?
  • Têm-se encontrado várias ferramentas de pedra para escavar os montes de térmita, as quais se pensam terem pertencido ao P. robustus, em diversos locais da África do Sul. Seria este comportamento, de fabricação destas ferramentas, partilhado por todas as populações desta espécie, ou tratava-se apenas de um comportamento regional?
As espécies robustas, como o Paranthtopus robustus tinham dentes largos, assim como uma crista sagital, onde se ligavam fortes músculos de mastigação. Estas características permitiam aos indivíduos esmagar e triturar alimentos duros como nozes, sementes, raízes e tubérculos na parte anterior da mandíbula. No entanto, o P. robustus não se sustentava apenas de alimentos duros. Este humano ancestral pode ter tido uma dieta variada, indo deste tipo de alimentos a outros mais moles como frutas e possivelmente folhas jovens, insetos e carne. 
Apesar de os cientistas não terem encontrado nenhuma ferramenta de pedra associada aos fósseis do Paranthropus robustus, os estudos experimentais microscópicos dos fragmentos dos ossos mostram que estes humanos primitivos terão usado, provavelmente, ferramentas de osso para escavar os montes de térmitas. Após o uso repetido, as pontas destas ferramentas tornaram-se redondas e polidas. As térmitas são ricas em proteínas e terão sido uma fonte alimentar nutritiva para o Paranthropus robustus.

Desde a década de 1940 até à de 1960, que tem havido imensos debates acerca se esta espécie representaria is machos do Australopithecus africanus. Eventualmente, os cientistas vieram a reconhecer que as formas "robustas" eram suficientemente distintas das outras para serem consideradas uma espécie, originalmente chamadas de Australopithecus robustus. Mais tarde, as três espécie de "robustus" (aethiopicus, robustus e boisei) foram reconhecidas como sendo diferentes o suficiente dos Australopithecus - e suficientemente parecidas entre si - para serem consideradas um género à parte, o Paranthropus.



Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...