31/07/2016

Libertado por um anjo

 Inimigo visceral dos cristãos, o rei Herodes Agripa mandou prender o apóstolo Pedro, pretendendo executá-lo a seguir à Páscoa. O apóstolo estava fortemente guardado e, na noite anterior ao dia em que devia ser trazido à presença do povo, dormia acorrentado entre dois soldados, enquanto outros dois guardavam a porta. De súbito, uma luz invadiu a cela. Apareceu um anjo que acordou Pedro, cujos grilhões se soltaram. «Ergue-te depressa», disse o anjo, «... e segue-me.» Convencido de que estava a sonhar, Pedro seguiu o anjo, passando em silêncio pelos guardas, até ao portão de ferro que conduzia à cidade. O portão abriu-se sozinho, e os dois percorreram várias ruas até que o anjo desapareceu. Acordando como de um estado de transe, Pedro ficou muito admirado ao ver que estava livre.
Dirigiu-se imediatamente a casa de Maria, mãe de Marcos, onde estavam reunidas várias pessoas para rezar por ele.Uma criada ouviu-o bater à porta e reconheceu a sua voz, mas quando o anunciou aos outros, eles disseram que ela estava louca. Como ela insistia, eles concluíram: «É o seu anjo.» Mas Pedro continuava a bater, e quando finalmente o deixaram entrar, ficaram estupefactos ao escutar a narrativa de tudo o que acontecera. Pedro fugiu então da cidade para escapar à ira de Herodes.O rei, furioso, exigiu uma explicação daquilo que sucedera  ao seu prisioneiro - e como ninguém lhe soubesse responder, condenou à morte os infelizes soldados que naquela noite tinham estado de guarda ao apóstolo.







Fonte:Viagem ao Desconhecido, Selecções do Reader's Digest
Imagem: Libertação de St. Pedro, Bartolome Esteban Murillo, 1667


Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...