02/05/2016

Chade

O Chade, oficialmente a República do Chade, é um país interior, na África Central. Faz fronteira com a Líbia a norte, com o Sudão a este, com a República Centro-Africana a sul, Camarões e Nigéria a sudoeste e com o Níger a oeste. 
É o quinto maior país de África em termos geográficos.
O Chade está dividido em múltiplas regiões: uma zona desértica no norte, uma faixa árida saheliana no centro e uma savana sudanesa mais fértil no sul. O lago Chade, a partir do qual provém o nome do país, é a maior zona húmida do país e a segunda maior do continente africano. N'Djamena, a capital, é a maior cidade. O Chade é o lar de mais de 200 grupos étnicos e linguísticos diferentes. o árabe e o francês são as línguas oficiais. O Islão e o cristianismo são as religiões com maior número de praticantes.
 No 7º milénio a. C. as populações humanas começaram a deslocar-se para a bacia do Chade em grande número. Pelo final do primeiro milénio a. C., surgiu uma série de Estados e Impérios na faixa saheliana do Chade, cada uma focalizada em tentar controlar as rotas comerciais trans-saharianas que passavam nesta região.
A França conquistou o território em 1920 e incorporou-o na África Equatorial Francesa. Em 1960 o Chade obteve a independência sob a liderança de François Tombalbaye. O ressentimento relativamente à política deste surgiu no norte muçulmano e culminou numa longa guerra civil em 1965. Em 1979 os rebeldes conquistaram a capital e puseram um fim na hegemonia do sul. No entanto, os comandantes rebeldes começaram a lutar entre si, até que Hissène Habré derrotou os seus rivais. Foi destituído em 1990 pelo seu general Idriss Déby. Desde 2003 que a crise de Darfur, que surgiu no Sudão, se alastrou para além de fronteiras e desestabilizou a nação, com centenas de milhar de refugiados sudaneses a viver nos, e à volta, campos no leste do Chade.
Apesar de haver vários partidos políticos ativos, o poder encontra-se firme nas mãos do presidente Déby e do seu partido político, o Movimento de Salvação Patriótico.
O Chade continua assolado pela violência política e recorrentes tentativas de golpes de Estado. É um dos países mais pobres do mundo; a maioria dos habitantes vive na pobreza como pastores e agricultores de subsistência. Desde 2003 que o petróleo se tornou a principal fonte de receitas de exportação do país, superando a tradicional indústria do algodão.


História

No 7º milénio a. C. as condições ecológicas na parte norte do território do atual Chade favoreceram a instalação de grupos humanos. Alguns dos sítios arqueológicos africanos mais importantes encontram-se no Chade, principalmente na região Borku-Ennedi-Tibesti, alguns com data anterior a 2.000 a.C.
Durante mais de 2.000 anos a Bacia Chadiana tem sido habitada por povos agrícolas e sedentários. A região tornou-se um cruzamento entre civilizações. As primeira destas foram os legendários Sao, conhecidos através de artefatos e de estórias orais. Os Sao cairam pelas mãos do Império Kanem, o primeiro e mais duradouro dos impérios que se desenvolveu na faixa do Chade Saheliano, no final do primeiro milénio d.C. O poder de Kanem e dos seus sucessores encontrava a sua base no controle das rotas comerciais trans-saharianas que passavam na região. Estes estados, pelo menos os muçulmanos, nunca estenderam o seu controle às pastagens do sul, com exceção de quando faziam raides em busca de escravos. Um terço da população de Kanem era escrava.
A expansão colonial francesa provocou a criação do Territoire Militaire des Pys et Protectorats du Tchad em 1900. Aquando de 1920, a França tinha assegurado controlo absoluto da colónia e incorporou-a como parte da África Equatorial Francesa. O governo francês no Chade era caracterizado por uma ausência de políticos que unificassem o território e uma modernização lenta, comparando com outras colónias francesas. Inicialmente a França viu a colónia como uma fonte pouco importante de trabalho sem experiência e de algodão em rama. Mas em 1929, introduziu a produção em larga escala de algodão. A administração colonial no Chade foi criticamente escassa em pessoal e teve de contar com os mais ineficazes da função pública francesa. Só o sul do Sara é que foi governado de forma eficaz. O sistema educacional veio a sofrer bastante devido a esta negligência.
Após a Segunda Guerra Mundial, a França concedeu ao Chade o status de Território Ultramarino. O maior partido político era o Partido Progressivo Chadiano (PPT), com base na metade sul da colónia. Foi concedida a independência ao Chade a 11 de Agosto de 1960 com o líder do PPT, um natural do Sara, François Tombalbaye, como primeiro presidente.
Dois anos mais tarde, Tombalbaye baniu os partidos políticos da oposição e estabeleceu um sistema de partido único. O governo autocrático de Tombalbaye e a má administração insensível exacerbou as tensões interétnicas. Em 1965, os muçulmanos começaram uma guerra civil. Tombalbaye foi destituído e morto em 1975, mas a insurgência continuou.
Em 1979, as facções rebeldes conquistaram a capital, e toda a autoridade central no país colapsou. Facções armadas, muitas provenientes dos rebeldes do norte, lutaram pelo poder.
A desintegração do Chade causou a queda da posição francesa no país. A Líbia moveu-se para preencher o vazio de poder e envolveu-se na guerra civil do Chade. A aventura libiana acabou em desastre em 1987. O presidente, apoiado pelos franceses, Hissène Habré, evocou uma resposta conjunta dos chadianos, como nunca se tinha visto, e forçou o exército libio a deixar o Chade.
Habré consolidou a sua ditadura através de um sistema de poder que se baseava na corrupção e violência, com estimativas de milhares de pessoas a serem mortas sob o seu governo. O presidente favoreceu o seu próprio grupo étnico, Daza, e descriminou os seus antigos aliados, os Zaghawa. O general do presidente Habré, Idriss Débry, destituiu-o em 1990. As tentativas de julgar Habré levaram a que este fosse colocado em prisão domiciliária, no Senegal, em 2005. Em 2013 Habré foi acusado formalmente de crimes de guerra cometidos durante o seu governo.
Déby tentou reconciliar os grupos rebeldes e reintroduziu a política multipartidarista. Os chadianos aprovaram uma nova constituição por referendo em 1996. Déby ganhou com facilidade as eleições presidenciais, e vi o seu mandato a ser renovado cinco anos depois. A exploração de petróleo teve início em 2003, trazendo alguma esperança de que os chadianos viriam a ter alguma paz e prosperidade. No entanto, as dissidências internas ainda aumentaram mais, e teve início uma nova guerra civil. Déby modificou a constituição unilateralmente, de forma a remover o limite de dois termos para a presidência, o que causou tumultos entre a sociedade civil e partidos da oposição.
Em 2006, Déby ganhou um terceiro mandato nas eleições, que a operação boicotou. A violência no Chade oriental aumentou. 
Em 2006 e 2008 as forças rebeldes tentaram invadir a capital, mas falharam em ambas as ocasiões. Um acordo para a restauração da harmonia entre o Chade e o Sudão, assinado a 15 de janeiro de 2010, marcou o fim de uma guerra de cinco anos. A resolução nas relações fez com que os rebeldes chadianos que se encontravam no Sudão, voltassem ao seu país, se desse a abertura das fronteiras entre os dois países (após estarem fechadas durante sete anos), e o envio de uma força conjunta para proteger a fronteira. Em maio de 2013, as forças de segurança no Chade frustraram um golpe contra o presidente Idriss Déby, que tinha sido preparado durante meses.

Geografia e clima

O Chade encontra-se dividido em três zonas distintas, a savana sudanesa no sul, o deserto do Saara no norte e o cinto de Sahel no centro do país.
Com 1.284.000 km2, o Chade é o 21º maior país do mundo, sendo um pouco menor que o Perú e ligeiramente maior que a África do Sul. O Chade encontra-se situado no norte de África, entre as latitudes 7º e 24º N e 13º e 24º E.
O território chadiano está delimitado a norte pela Líbia, a leste pelo Sudão, a oeste pelo Níger, Nigéria e Camarões e a sul pela República Centro-Africana. A capital do país, N'Djamena, encontra-se a uma distância de 1.060 km do porto marítimo mais próximo, Douala, nos Camarões. Devido a esta distância do mar e, em grande parte devido ao seu clima desértico, o Chade é, por vezes, referido como o "Coração Morto de África".
A estrutura física dominante é uma grande bacia delimitada a norte e a leste pelo planalto e pelas Montanhas Tibesti Ennedi, que incluem Emi Koussi, um vulcão adormecido que atinge os 3.414 metros acima do nível do mar. O Lago Chade, a partir do qual o país recebeu a sua denominação, é o que resta de um imenso lago que ocupava 330 mil km2 da Bacia do Chade, há 7.000 anos atrás. Ainda assim, apesar de na atualidade abranger apenas 17.806 km2, e a sua área de superfície estar sujeita a fortes flutuações sazonais, o lago é a segunda maior área húmida de África.
As ervas altas da região e os extensos pântanos são favoráveis aos habitats de aves, répteis e mamíferos de grande porte. Os principais rios do Chade são o Chari, o Logone e os seus afluentes, que fluem através das savanas do sul a partir do sudeste do Lago Chade.

Clima
Todos os anos, um sistema meteorológico tropical conhecido como a frente intertropical, cruza o Chade do sul ao norte, levando uma estação das chuvas que vai de maio a outubro, no sul, e de junho a setembro no Sahel.. As variações na precipitação local, são responsáveis pela criação de três grandes zonas geográficas. O Sahara no terço norte do país. As precipitações anuais neste cinto são inferiores a 50 mm, em que apenas o ocasional palmeiral espontaneo sobrevive, e os únicos a fazê-lo encontram-se situados ao sul do Trópico de Câncer.
O Sahara dá lugar ao cinto de Sahel no centro do Chade, com precipitações que variam entre os 300-600 mm por ano.
No Sahel, uma estepe de arbustos espinhosos (principalmente acácias) dá, gradualmente, lugar à savana do Este Sudanês, com uma precipitação anual superior a 900 mm.


Vida Selvagem

A vida animal e vegetal do Chade corresponde às três zonas climáticas. Na região subsaariana, a única flora é a dos pomares de tamareiras dos oásis. Já na região do Sahel crescem palmeiras e acácias. A sul, ou na zona sudaneza, a área é caracterizada por pastagens amplas ou pradarias adequadas para pastagens. Em 2002 existiam, pelo menos, 134 espécies de mamíferos, 509 espécies de aves (354 espécies residentes e 155 migrantes), e mais de 1.600 espécies de plantas por todo o país.
São encontrados no país elefantes, leões, búfalos, hipopótamos, rinocerontes, girafas, antílopes, leopardos, chitas, hienas e muitas espécies de cobras, mas a população de carnívoros desceu drásdicamente desde o início do século XX. A caça ilegal dos elefantes, principalmente no sul do paí, em áreas como o Parque Nacional de Zakouma, continua a ser um problema grave
 Pelo lado da flora, a intensa desflorestação tem resultado na perda de árvores, como as acácias, as baobá, datas e palmeiras, assim como a perda de habitat natural dos animais selvagens. Uma das principais razões para esta desflorestação é a criação de gado e a caça pelo aumento das aglomerações humanas. Animais como os leões, os leopardos e os rinocerontes foram praticamente dizimados..
No entanto, tem sido feito um esforço pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura para melhorar as relações entre os agricultores, agro-pastores e pastores no Parque Nacional de Zakouma, Siniaka-Minia e reserva Aouk, no sudeste do Chade, para a promoção de um desenvolvimento sustentável. Como parte do esforço nacional de conservação, foram replantadas mais de 1,2 milhões de árvores para abrandar o avanço do deserto, tendo também benefícios económicos.


Demografia

A Julho de 2014 estimava-se a população do Chade em 11.412.107 habitantes (CIA). Com grupos:  Sara 27,7%, árabe 12,3%, Mayo-Kebbi 11,5%, Kanem-Bornou 9%, Ouaddai 8,7%, 6,7% Hadjarai, Tandjile 6,5%, 6,3% Gorane, Fitri-Batha 4,7%, outros 6,4%, desconhecido 0,3% (1993 censo).


A taxa de crescimento populacional é de 1,92% (est.2014). Neste mesmo ano estimava-se que a população urbana fosse 22,3%, cuja vida está praticamente restrita à vida na capital, cuja população é maioritariamente comerciante. Sendo que as outras cidade de relevo são Sarh, Moundou, Abéché e Doba, e que se encontram em pleno crescimento.
A expectativa de vida, em 2014, era de 49,44 (masculina 48,3 e feminina 50,63 anos), enquanto que a taxa de mortalidade infantil situava-se em 90,3 mortes/1000 nascimentos.
No censo de 1993 mostrava-se que haviam 53,1% muçulmanos, 20,1% católicos, 14,2% de protestantes, 7,3% animistas, outros 0,5%, desconhecido 1,7% e 3,1% ateus.
A poligamia é comum, com 39% das mulheres a viverem neste tipo de uniões. Esta pratica é sancionada pela lei, que permite automaticamente a poligamia, a menos que os conjugues especifiquem que tal é inaceitável na união. Apesar de a violência contra as mulheres ser proibida, a violência doméstica é comum. Da mesma forma, a mutilação genital também é proibida, mas a sua prática bastante generalizada, com uma forte tradição: 45% das mulheres chadianas submetem-se ao procedimento, com as taxas mais elevadas entre a população árabe, Hadjarai e Ouaddaians (90% ou mais). Foram relatadas percentagens mais baixas entre as populações do Saara (38%) e Toubou (2%). As mulheres sofrem de desigualdade nas oportunidades na educação e formação, o que faz com que seja mais dificil às mulheres obterem empregos. Outra descriminação a que se assiste, é que apesar das leis de propriedade e herança com base no código francês não descriminar as mulheres, os líderes locais decidem a maior parte dos casos de herança a favor dos homens, de acordo com a prática tradicional.
As línguas oficiais do Chade são o francês e o árabe, no entanto são falados mais de 100 idiomas diferentes no território.

Divisões Administrativas

Desde fevereiro de 2008 que o Chade se encontra dividido em 22 regiões. A subdivisão do Chade em várias regiões, surgiu em 2003 como parte do processo de descentralização, quando o governo aboliu as 14 prefeituras anteriores. Cada região é liderada por um governador nomeado pelo presidente. Os prefeitos administram 61 departamentos dentro das regiões. Os departamentos estão divididos em 200 sub-prefeituras, que por sua vez são constituídas por 446 cantões.



1.Batha  2.Chari-Baguimi  3.Hadjer-Lamis  4.Wadi Fira  5.Bahr el Gazel  6.Borkou  7.Ennedi  8.Guéra  9.Kanem  10.Lac  11.Logone Occidental  12.Logone Oriental  13.Mandoul  14.Mayo-Kebbi Est  15.Mayo-Kebbi Ouest  16.Moyen Chari 17.Ouaddai  18.Salamat  19.Sila  20.Tandjilé  21.Tibest  22.N'Djamena



Economia

O Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas classifica o Chade como o sétimo país mais pobre do mundo, com 80% da população a viver abaixo da linha da pobreza. O PIB per capita estimou-se em US$ 1.651, em 2009. O Chade faz parte do Banco dos Estados da África Central, da União Aduaneira e Económica da África Central (UDEAC) e da Organização para a Harmonização em África do Direito dos Negócios (OHADA).
A moeda chadiana é o franco CFA. Na década de 1960, a indústria  minéria no Chade produziu carbonato de sódio. Também houve relatos de quartzo aurífero na Prefeitura Biltine. No entanto, os anos de guerra civil assustaram os investidores estrangeiros. Aqueles que deixaram o Chade entre 1979 e 1982 só recentemente começaram a recuperar a confiança no futuro do país. Em 2000, grandes investimentos estrangeiro direto no sector do petróleo começou a aumentar as perspectivas económicas do país.
Mais de 80% da população do Chade depende da agricultura de subsistência e da pecuária para a sua sobrevivência. As culturas semeadas e as localizações dos rebanhos são determinadas pelo clima local. Nos 10% do território sul do país encontram-se as terras agrícolas mais férteis do Chade, com rendimentos proveitosos de sorgo e milheto. No Sahel, só as variedades mais resistentes de milho crescem, e estes com rendimentos muito mais baixos do que no sul. Por outro lado, as pastagens do Sahel são ideais para grandes rebanhos de gado comercial e de cabras, ovelhas, burros e cavalos. Os oásis espalhados pelo Saara suportam apenas alguns legumes e tamareiras. As cidades do Chade enfrentam problemas sérias dificuldades a nível de infra-estruturas municipais, em que apenas 48% dos residentes urbanos têm acesso a água potável e apenas 2% a saneamento básico.
Antes do desenvolvimento da indústria do petróleo, a indústria do algodão dominava o mercado de trabalho e correspondia a cerca de 80% das receitas de exportação. O algodão continua a ser uma indústria importante, embora não existam números exactos. No entanto, a base da economia é o petróleo.

Situação humanitária

De acordo com as Nações Unidas, o Chade tem sido afetado por uma crise humanitária, desde, pelo menos, 2001. A partir de 2008, que o país acolhe mais de 280 mil refugiados da região de Darfur do Sudão, mais de 55.000 da República centro-Africana, assim como mais de 170 mil deslocados internos.
Em fevereiro de 2008, no rescaldo da batalha de N'Djamena, o Sub-Secretário-Geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, John Holmes, expressou "extrema preocupação" que a crise pudesse ter um efeito negativo sobre a capacidade dos agentes humanitários para entregar a ajuda necessária ao meio milhão de beneficiários, a maioria dos quais, segundo Holmes "dependem fortemente da ajuda humanitária para a sua sobrevivência".

Infraestruturas

Transportes
A guerra civil paralisou o desenvolvimento das infra-estruturas dos transportes. Em 1987 o Chade tinha apenas 30 km de estradas pavimentadas. Os sucessivos projetos de reabilitação das estradas melhoraram a rede para 55 km em 2004. No entanto, a rede rodoviária é limitada, as estradas são com frequência intransitáveis durante vários dias do ano. O Chade tem uma forte dependência do sistema dos Camarões para a realização das suas exportações para este país e para as importações de e para o porto de Douala, embora um investimento do início do século entre o Chade e a Corporação de Engenharia Civil da China tenham assinado um contrato de 7 biliões de dólares para a construção de uma via férrea. Atualmente o Chade tem ligações férreas à Libia e ao Sudão.

Aeroporto
Um aeroporto internacional serve a capital com vôos para Paris e várias cidades de África.

Energia
O setor energético do Chade tem sofrido de vários anos de má gestão pela estatal Sociedade de Eletricidade e de Águas do Chade, que providencia 15% da energia à capital e apenas 1,5% da população nacional. A maioria dos chadianos queima biomassa para obter energia.


Educação

Os educadores enfrentam consideráveis desafios pelo facto de a população se encontrar dispersa e por uma certa relutância por parte dos pais em enviar os filhos para a escola. Embora a frequência escolar seja obrigatória, apenas 68% dos rapazes frequentam a escola primária, e mais de metade da população é analfabeta. O ensino superior é dado na Universidade de N'Djamena.
Em 2013, O Departamento dos EUA de Apreciação das Piores Formas de Trabalho Infantil no Chade, informou que a frequência escolar das crianças entre os 5 e os 14 anos era de apenas 39%. O que poderá estar relacionado com a questão do trabalho infantil, pois o mesmo relatório mostra que 53% das crianças entre os 5 e os 14 anos encontravam-se a trabalhar, e que 30% das crianças entre os 7 e os 14 anos era trabalhador-estudante.


Cultura

Devido à sua grande variedade de povos e línguas, o Chade é detentor de um rico património cultural. O governo do Chade tem promovido ativamente a cultura do país e das tradições nacionais, com a abertura do Museu Nacional do Chade e do Centro Cultural do Chade. Existem seis feriados nacionais e outros feriados móveis, como a Páscoa cristã e os feriados muçulmanos de Eid ul-Fitr, Eid el-Adha e Eid Milad Nnabi.

Música
A música do Chade inclui uma série de instrumentos invulgares, como o kinde, um tipo de harpa, o kakaki, um longo chifre de estanho e o hu hu, um instrumento de cordas que usa cabaças como alto-falantes. Outros instrumentos e as suas combinações estão mais ligadas a determinados grupos étnicos 
O grupo de música Chari Jazz, formado em 1964, foi o primeiro a iniciar a era da música moderna do Chade. Futuramente, grupos como African Melody e o International Challal tentaram misturar o moderno com o tradicional. Grupos populares como o Tibesti cingiram-se mais ao tradicional, com base no sai, um estilo tradicional de música do sul do Chade. O povo do Chade tem mostrado uma certa relutancia em aceitar tipos musicais novos. No entanto, em 1995 houve um aumento de interesse o que promoveu a distribuição de cassetes e cd's de audio com artistas do Chade.

Literatura
Tal como acontece noutros países do Sahel, a literatura sofreu com uma seca económica, política e espiritual, que tem afetado os seus escritores mais conhecidos. Os autores chadianos foram forçados a escrever a partir do exílio e têm gerado uma literatura dominada por temas de opressão política e discurso histórico.Desde 1962,  20 autores do Chade escreveram cerca de 60 obras de ficção. Entres os autores mais reconhecidos internacionalmente encontram-se Joseph Brahim Seid, Baba Moustapha, Antoine Bangui e Koulsy Lamko. Em 2003único crítico literário do Chade, Ahmat Taboye, publicou o seu Anthologie de la Littérature Tchadienne para aprofundar o conhecimento da literatura do Chade  entre os jovens e para compensar a falta de editoras e estrutura promocional do Chade, 





Bibliografia


http://en.wikipedia.org/wiki/Chad



Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...