01/04/2016

Burquina Faso



Burquina Faso é um país no interior ocidental de África, com cerca de 274.200 Km2. Está rodeado por seis países: Mali, no norte; Níger a este; Benim a sudeste; Togo e Gana a sul e Costa do Marfim a Sudoeste. A capital de Burquina é Ouagadougou e em 2010 a população estava estimada em 15,75 Milhões de habitantes.
Anteriormente chamada República do Alto Volta, o país foi renomeado para "Burquina Faso" a 4 de Agosto de 1984 pelo então Presidente Thomas Sankara, usando uma palavra de uma das duas maiores línguas do país, mòoré e Dioula. Burquina pode ser traduzido do Mòoré como "homens de integridade", e Faso significa "pátria" em Dioula. Assim, Burquina Faso" pode ser traduzina como "Terra de gente integra". Os residentes de Burquina são conhecidos como burkinabè. O francês é a língua oficial do governo e usado no comércio.
Entre 14.000 e 5.000 a.C, a região a noroeste hoje pertencente a Burquina Faso era povoada por caçadores recolectores. Os primeiros assentamentos agrícolas apareceram entre 3.600 a 2.600 a.C.  O que é actualmente Burquina Faso era um território essencialmente composto por reinos Mossi. Em 1896 a França estabeleceu um protectorado sobre os reinos deste território.
Após ter obtido a independência de França em 1960, o país sofreu muitas mudanças de governo. Hoje em dia é um República Semi-Presidencial. Burquina é membro da União Africana, da Comunidade dos Estados do Sahel-Saara, da Francofonia, da Organização de Cooperação Islâmica e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.


História Inicial

A parte noroeste da atual Burkina Faso foi povoada por caçadores-recolectores entre 14.000 e 5.000 a.C. As suas ferramentas incluíam raspadores, cinzeis e pontas de flechas, foram descobertas em 1973 através de escavações arqueológicas. Esta foi a base para o conhecimento à maioria da informação das populações indígenas antigas. Foram estabelecidas povoações agrícolas entre 3.600 e 2.600 a.C. As pessoas começaram a usar o ferro, cerâmica e pedra polida entre 1.500 e 1.000 a.C. Por esta altura já tinham um sistema religioso desenvolvido, como mostrado pelos enterros.
Os Dogon viveram nas regiões norte e nordeste de Burkina até cerca dos século XV e XVI, quando migraram para os penhascos de Bandiagara. 
As ruínas de grandes muros, existentes no sudeste de Burkina, foram construídas por uma cultura desconhecida. 
Loropeni é uma ruína de pedra pré-Europeia que estava relacionada às rotas comerciais de ouro. À medida que se tem aprendido mais sobre este local, a sua importância aumentou e em 2009 foi designado como Património da Humanidade pela UNESCO, o primeiro em Burquina Faso.
A parte central de Burquina Faso incluiu vários  reinos Mossi, sendo que os mais poderosos de todos eram Wagadogo (Ouagadougou) e Yatenga. Os académicos acreditam que estes reinos provavelmente surgiram no início do século XVI. Não se conhecem as suas origens, que estão envoltas numa lenda de um conjunto heterogéneo de figuras guerreiras.

Desde a colonização até à independência

Na altura da colonização europeia no final do século XIX, as pessoas nos reinos Mossi viviam principalmente em vilas desenvolvidas a partir de relações de parentesco: baseadas em clãs, estendendo relações entre os diversos bandos tribais. Cultivavam uma variedade de culturas alimentares para se sustentarem, assim como também dependiam da pesca e caça e domesticavam diversos animais como cabras. Tal como outros africanos ocidentais, após séculos de comércio com os europeus, que incluía produtos importados das Américas, já tinham introduzido toda uma nova variedade de novos alimentos na sua gastronomia, assim como usavam roupa europeia, ferramentas e outros itens após séculos de comércio entre os continentes. As suas culturas agrícolas e produtos também entraram noutros mercados.
Nos finais do século XIX, após uma década de rivalidade intensa e competição entre a Grã-Bretanha e a França, travadas através da elaboração de expedições para a elaboração de tratados comerciais e militares, o reino Mossi de Ouagedougou foi derrotado pelas forças coloniais francesas. Em 1896 tornou-se um protectorado francês. as regiões ocidentais e orientais, que eram um impasse contra as forças do poderoso governante Samori Ture, complicaram a situação, vieram sob a ocupação francesa em 1897. Pelo ano de 1898, a maior parte do território que corresponde à actual Burquina Faso estava formalmente ocupada, no entanto, o controle francês de muitas das partes continuou incerta.
A Convenção britânica e francesa a 14 de Junho de 1898 acabou com as disputas entre as duas potências coloniais e definiu as fronteiras entre as colónias dos países. Do lado francês, uma guerra de conquista contra comunidades locais e poderes políticos continuou a decorrer durante mais cinco anos. Em 1904, os territórios mais vastamente pacificados da bacia do Volta foram integrados nas colónias do Senegal Superior e Níger, da África Francesa Ocidental como parte da reorganização do Império Colonial da África Ocidental Francesa. A colónia tinha a sua capital em Bamako.
Os franceses impuseram o seu idioma como língua oficial da administração da colónia, e que na sua generalidade colocou colonistas ou nacionais para as posições de destque. Iniciou algumas escolas e seleccionou estudantes de topo para terem uma educação adicional em França.
Foi recrutado pessoal do território para participar na Primeira Guerra Mundial nos Batalhões  de Infantaria Senegaleses. Entre 1915 e 1916, os distritos da parte ocidental do que é hoje Burquina Faso e a margem da fronteira oriental do Mali tornaram-se o palco de uma das mais importantes oposições armadas para o governo colonial. Conhecido como a Guerra do Volta-Bani. O governo francês finalmente suprimiu o movimento, mas só depois de sofrer derrotas. Também teve de organizar a sua maior força expedicionária da sua história colonial.
A oposição armada também destruiu o norte Saheliano quando os tuaregues e os grupos aliados da região de Dori terminaram as tréguas com o governo.
O Volta Superior Francês foi estabelecido a 1 de Março de 1919. Os franceses temeram uma reincidência da revolta armada e teve considerações económicas. Para reforçar a sua administração, o governo colonial separou o atual território de Burkina Faso do Senegal Superior e Níger.
O novo território foi nomeado de Haute Volta, e François Charles Édouard Heslin tornou-se o seu primeiro governador. Hesling iniciou um projecto ambicioso de estradas, de forma a melhorar as infraestruturas e promoveu o crescimento da produção de algodão para exportação. A política do algodão - baseada na coersão - falhou, e as receitas geradas pela colónia estagnaram. A colónia teve um fim a 5 de Setembro de 1932, sendo separada e com os territórios divididos entre as colónias francesas de Côte d'Ivoire, o Sudão Francês e o Níger. Côte d'Ivoire recebeu a parte maior, a qual continha a maior parte da população assim como as cidades do Ouagadougou e Bobo-Dioulasso.
A França reverteu esta mudança durante o período de intensa agitação anti-colonial que se seguiu à Segunda Guerra Mundial. A 4 de Setembro de 1947, recuperou a colónia do Volta Superior, com as fronteiras anteriores, como parte da União Francesa. 
A 11 de Dezembro de 1958 a colónia conseguiu o auto-governo como República do Volta Superior. Juntou-se à Comunidade Franco-Africana. A revisão na organização dos Territórios Ultramarinos Franceses tinha começado com a passagem da Lei do Báltico (Loi Cadre) a 23 de julho de 1956. Seguiu-se a este acto por medidas reorganizativas aprovadas pelo Parlamento Francês no início de 1957 para assegurar um grau elevado de auto-governo para os territórios individuais. A independência completa da França foi obtida em 1960.

Alto Volta

A República do Alto Volta foi estabelecida a 11 de Dezembro de 1958 como uma colónia auto-governativa, dentro da Comunidade Francesa. O nome Alto Volta estava relacionado com a localização do país ao longo do curso superior do rio Volta. Os três afluentes do rio são chamados de Volta Preto, Branco e Vermelho, que estão expressos nas três cores da bandeira nacional.
Antes de obter a autonomia, tinha sido o Alto Volta Francês e parte da União Francesa. A 5 de Agosto de 1960 obteve total independência da França. O primeiro presidente, Maurice Yaméogo, foi o líder da União Democrática Voltaica (UDV). 
A constituição de 1960 providenciou eleições por sufrágio universal de um presidente e assembleia nacional com termos de cinco anos de duração. Pouco depois de ter chegado ao poder, Yaméogo baniu todos os partidos políticos que não o UDV. O governo manteve-se até 1966. Depois de muita agitação, que incluíram manifestações populares e greves de estudantes, sindicatos, funcionários públicos, os militares intervieram.
O Coup d'état depôs Yaméogo, suspendeu a constituição, dissolveu a Assémbleia Nacional e coloco o Tenente Coronel Sangoulé Lamizana como líder de um governo composto por oficiais seniores do exército. Os militares ficaram no poder durante quatro anos. A 14 de Junho de 1970 os voltanos ratificaram uma nova constituição que estabeleceu um período de transição de quatro anos até se obter um governo totalmente civil. Lamizana continuou no poder durante a década de 1970 como presidente dos militares ou em governos mistos militares-civis. Depois dos conflitos que se deram sobre a constituição de 1970, esta foi finalmente escrita e aprovada em 1977. Lamizana perdeu nas eleições livres de 1978.
O governo de Lamizana enfrentou problemas com as poderosas uniões tradicionais do país, e a 25 de Novembro de 1980 o Coronel Saye Zerbo destuiu o Presidente Lamizana num sangrento golpe de Estado. O Coronel Zerbo estabeleceu o Comité Militar para a Recuperação do Progresso Nacional como a autoridade suprema nacional, erradicando assim a constituição de 1977.
O Coronel Zerbo veio, por sua vez, a enfrentar igualmente resistência pelas organizações sindicais e foi deposto dois anos depois, a 7 de Novembro de 1982 pelo Major Dr. Jean-Baptiste Ouédraogo e pelo Concelho de Salvação Popular (CSP). O CSP continuou a banir os partidos políticos e organizações, ainda que com a promessa de uma transição para um governo civil e uma nova constituição.
Desenvolveram-se lutas entre facções entre os moderados do CSP e os radicais, liderados pelo Capitão Thomas Sankara, que havia sido designado como primeiro-ministro em Janeiro de 1983. A luta interna política e a retórica de esquerda de Sankara levou à prisão deste e às posteriores tentativas de libertação deste, direccionadas pelo Capitão Blaise Compaoré. Estes esforços de libertação vieram a resultar em mais um golpe de estado militar a 4 de Agosto de 1983.
Após este golpe, Sankara formou o Concelho Nacional da Revolução (CDRs) para "mobilizar as massas" e implementar o programa revolucionário do CDR. O CNR, cujos membros exactos mantiveram-se secretos até ao fim, continham dois pequenos grupos intelectuais Marxista-Leninista. Sankara, Compaore, o Cap.Henri Zongo e o Maj. Jean-Baptiste Lingani - todos militares de esquerda - dominaram o regime.
A 4 de Agosto de 1984, como resultado final das atividades do Presidente Sankara, o nome do país veio eventualmente a ser mudado de Alto Volta para Burquina Faso. 

Burquina Faso

A 15 de Outubro de 1987, Sankara foi morto por um grupo armado com outros doze oficiais, num golpe de estado organizado pelos seus antigos companheiros e pelo presidente Blaise Compaoré. A deteoriazação nas relações com os países vizinhos foi uma das razões proclamadas., com Compaoré a afirmar que Sankara prejudicou as relações externas com a França e o vizinho Côte d'Ivoire. O Princípe Johnson, um ex-senhor de guerra da Libéria, aliado de Charles Taylor, disse à Comissão Liberiana da Reconciliação e Verdade (TRC) que o golpe foi projectado por Charles Taylor. Após o golpe, e apesar de se saber da morte de Sankara, alguns CDR montaram uma resistência armada ao exército durante vários dias.
O corpo de Sankara foi desmembrado e foi rapidamente enterrado numa sepultura desconhecida, enquanto que a viúva deste e os dois filhos fugiam do país. Compaoré reverteu imediatamente as nacionalizações, derrubou quase todas as polícias de Sankara, devolveu o país ao controlo do FMI, e, finalmente, rejeitou a maior parte do legado de Sankara. Aquando do ano 2010, Compaoré estava a entrar no seu 23º ano no poder. Havia-se "tornado imensamente rico", enquanto que Burquina Faso continuava um dos países menos desenvolvidos do mundo.
A última constituição aprovada por referendo a 2 de Junho de 1991, adoptada a 11 de Junho de 1991, com diversas emendas, a última em 2012. 
As últimas eleições, ocorridas a 21 de Novembro de 2010 elegeram o presidente Blaise Compaoré com uma maioria de 80,2% dos votos.

Regiões, províncias e departamentos

Burquina Faso está dividida em treze regiões, quarenta e cinco províncias e trezentos e um departamentos. As regiões são: Boucle du Mouhoun, Cascades, Centre, Centre-Est, Centre-Nord, Centre-Ouest, Centre-Sud, Est, Hauts-Bassins, Nord, Plateau-Central, Sahel, Sud-Ouest.


Geografia e Clima

Burquina Faso encontra-se sob as latitudes 9º e 15º N (com uma pequena área a norte de 15º) e entre as longitudes 6º O e 3º E.

É constituida por dois tipos principais de paisagem, sendo que a maior parte do país está coberto por peneplanície, que forma uma ondulação suave na paisagem com, em algumas áreas, alguns montes isolados, os últimos vestígios de um maciço pré-cambriano. O sul do país, por seu lado, forma um maciço de arenito, onde o pico mais elevado, Ténakourou, encontra-se numa elevação de 749 metros. O maciço é delimitado por penhascos que chegam aos 150 metros. A altitude média de Burquina é de 400 metros e a diferença entre os pontos mais elevados e o mais baixo não é superior a 600 metros. esta forma, Burquina é uma país relativamente plano.
O antigo nome Alto Volta devia-se aos três rios que atravessam o país: o Volta Negro (Mouhouri), o Volta Branco (Nakambé) e o Volta Vermelho (Nazinon). O Volta Negro é um dos únicos dois rios do país que fluem durante todo o ano, o outro é Komoé, que flui para o sudoeste. A bacia do Rio Níger também drena 27% da superfície do país.
Os afluentes do Niger - o Béli, o Gorouol, o Goudébo e o Dargol - são fluxos sazonais e fluem apenas durante quatro a seis meses por ano. Ainda assim podem causar inundações e transbordamentos. O país também contém numerosos lagos, sendo os principais Tingrela, Bam e Dem. Burquina também tem grandes lagoas, como Oursi, Béli, Yomboli e Markoye. A escassez de água é um problema constante, principalmente na parte norte do país.
O clima de Burquina Faso é principalmente tropical com duas estações bastante distintas. Na estação das chuvas o país recebe entre 600 a 900 milímetros de chuva; na estação seca sopra o Harmattan - um vento quente e seco vindo do Saara. A chuva das estações dura cerca de quatro meses, de Maio/Junho a Setembro, e é mais curta no norte. Podem ser definidas três zonas climáticas: o Sahel, o Sahel-Sudão e o Sudão-Guiné. O Sahel, no norte, geralmente recebe menos de 600 milímetros de chuva por ano e tem temperaturas elevadas.
Uma savana tropical relativamente seca estende-se para além das fronteiras de Burquina Faso, desde o Corno de África até ao Oceano Atlântico, e faz fronteira com o Saara no norte e na região fértil do Sudão. Situada entre as latitudes 11º3' e 13º5' norte, o Sahel-Sudão é uma zona de transição relativamente à chuva e temperaturas. Mais ao sul, a zona Sudão-Guiné recebe mais de 900 milímetros de chuva todos os anos e tem temperaturas médias mais baixas.

Os recursos naturais de Burquina incluem manganês, calcário, fosfatos, pedra-pomes, sal e pequenos depósitos de ouro. 
A fauna e flora do país estão protegidos por dois parques nacionais e diversas reservas, para além de diversas florestas protegidas:


  • Parques Nacionais:
Parque Nacional de Arli;
Parque Nacional de Deux Balés;
Parque Nacional Kaboré Tambi;
Parque Nacional W do Niger (parque transfronteiriço)
  • Reserva de Biosfera da Unesco
Mare aux Hippopotames
  • Sitios Ramsar
Mare d'Oursi
  • Reservas Completamente inseridas em Burquina
Reserva Bontioli, desde 1957 com 127 km2
Reserva Madjoari, desde 1970 com 170 km2
Reserva Singou, desde 1955 com 1926 km2
  • Reservas Parciais
Reserva parcial de Arly, desde 1954 com 900 km2
Reserva parcial de Kourtiagou, desde 1957 com 510 km2
Reserva parcial de Nakéré, desde 1957 com 365 km2
Reserva parcal de Pama, desde 1955 com 2237 km2
Sylvo-Pastoral e Reserva parcial de Fauna do Sahel, no norte.

Economia

Burquina Faso tem um dos PIB per capita mais baixos do mundo. A agricultura representa 32% do produto interno bruto (PIB) do país e dá trabalho a 80% da população activa. Consiste principalmente na criação de gado. Especialmente no sul e sudoeste. As populações produzem culturas de sorgo, melheto, milho, arroz e algodão, com algum suplemento para venda. Uma grande parte da actividade economica do país está fundada na ajuda internacional.
As remessas costumavam ser uma fonte de rendimento importante para Burquina Faso até à década de 1990 quando a agitação na Costa do Marfim, o principal destino dos emigrantes burquinenses, forçou muitos a voltarem para casa. Atualmente estas representam menos de 1% do PIB.
Burquina Faso é membro da União Monetária e Económica do Oeste Africano (UMEOA) e adoptou o Franco CFA. Esta moeda é emitida pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), situado em Dakar, Senegal. O BCEAO gere a política monetária e reservas dos Estados Membros e fornece regulação e supervisão do sector financeiro e da actividade monetária.

Há mineração de cobre, ferro, manganês, ouro, casseterita e fosfatos. As minas dão emprego e geram ajuda internacional. Em alguns casos, existem hospitais que são mantidos pelas companhias de mineração e que estão disponíveis às populações locais. A produção do ouro aumentou 32% em 2011 em seis locais, fazendo com que Burquina Faso se tornasse o quarto maior produtor de ouro da África, após o Sul de África, Mali e Gana.
O país também acolhe a Feira de Arte e Artesanato Internacional, em Ouagadougou, assim como de outras feiras de artesanato importantes de África.
Burquina Faso também é membro da Organização para a Harmonização do Direito Comercial em África (OHADA).
Apesar de os serviços permanecerem subdesenvolvidos, o Gabinete Nacional de Água e Saneamento (ONEA), uma empresa estatal, está a emergir como uma das empresas de serviços públicos com melhor desempenho em África.Altos níveis de autonomia e uma gestão qualificada e dedicada  tem impulsionado a capacidade da ONEA para melhorar a produção e o acesso a água potável.
No relatório de 2012, Burquina Faso encontrava-se com um HDI (Índice de Desenvolvimento Humano) baixo, em 183º lugar.

Demografia

Estima-se que para Julho de 2014 a população de Burquina Faso seja de 18.365.123 habitantes, cuja composição é de mais de 40% pertencente ao grupo étnico Mossi, e cerca de 60% a outros grupos em que estão incluidos os Gurundi, os Senufo, os Lobi, os Bobo, os Mande e os Fulani, com um crescimento populacional de 3,05%(est.Jul.2014).
A língua oficial é o francês, mas cerca de 90% da população falam idiomas da família Sudanesa, sendo as Mòoré, Mandinka e Bambara línguas regionais reconhecidas.
Na estimativa de 2006, 60,5% da população era muçulmana, com 19% de católicos, 15,3% animistas, 4,2% protestantes, 0,6% outros e 0,4% nenhuma.
Burquina Faso é um Estado secular, etnicamente integrado. A maior parte da população está concentrada no sul e centro do país, onde a sua densidade chega a exceder 48 hab/km2. Centenas de milhares de burquinenses migram regularmente para a Costa do Marfim e Gana, muitos para trabalho agrícola sazonal. Estes fluxos de trabalhadores são afectados por efeitos externos, como por exemplo o golpe de 2002 na Costa do Marfim e os constantes combates fizeram com que muitos burquinenses retornassem ao seu país. A economia regional sofreu quando estes se viram incapazes de arranjar trabalho.

Estima-se (Jul.2014) uma taxa de natalidade de 42,42  uma de mortalidade infantil de 76,8 por cada 1000 habitantes. Em 2011 a população urbana era de 26,5%.
Relativamente ao acesso à água potável, 96,4% da população urbana tem acesso contra 74,1% da população rural. No que diz respeito ao acesso a instalações de saneamento, em 2010 estimava-se que 50,1% da população urbana tivesse acesso e só 6,1% da população urbana. Já os dados da alfabetização apresentam um número igualmente preocupante, com um total de população alfabeta de 28,7% (est.2007).

Educação

A educação em Burquina está dividida em primária, secundária e superior. No entanto os custos são geralmente elevados para os rendimentos da maior parte dos burquinenses. Geralmente os rapazes têm prioridade, mas tem havido uma subida na literacia das raparigas devido aos esforços do governo em que tomaram medidas como tornar os custos mais baratos para as raparigas e dar mais bolsas de estudo a estas.

Cultura

A literatura em Burquina Faso é baseada na tradição oral, que continua a ser muito importante. Em 1934, durante a ocupação francesa, Dim-Dolobson Ouedraogo publicou o seu Maximes, pensées et devinettes mossi, um registo da história oral do povo Mossi. A tradição oral continuou a ter influencia nos escritores burquinenenses no pós-independência, na década de 1960, como Nazi Boní e Roger Nikiema. A década de 1960 assistiu a um crescimento no número de dramaturgos. Desde os anos de 1970 que a literatura se tem desenvolvido com cada vez um maior número de obras de escritores burquinenses a ser publicada.
O teatro de Burquina Faso combina a performance tradicional Burkinabè com a influencial colonial  e os esforços pós-coloniais para educar a população rural a criar um teatro nacional distinto. Os rituais cerimoniais tradicionais de muitos grupos étnicos em Burquina Faso usam a dança com máscaras. O estilo de teatro ocidental tornou-se comum durante a época colonial, com uma forte influencia do teatro francês. Com a independência surgiu um novo estilo inspirado pelo teatro fórum que visa educar e entreter as populações rurais do país.

Artes e Artesanato
Encontra-se igualmente uma larga comunidade de artistas em Burquina Faso, especialmente em Ouagadougou. Muito do artesanato produzido é para o turismo que se encontra em crescimento. O Tigoung Nonma foi criado por um grupo de artesãos com deficiência e vende artesanato para oferecer um rendimento sustentável a artesãos com deficiência em Burquina Faso.

Cozinha
A culinária típica do oeste de Burquina Faso é baseada nos alimentos básicos de sorgo, milheto, arroz, milho, amendoim, batata, feijão, inhame e dokra. As fontes de proteína animal mais comuns são a galinha, os ovos de galinha e o peixe de água fresca. Uma bebida típica é o Banji ou Vinho de Palma, que é seiva de palma fermentada.

Cinema
O cinema de Burquina Faso é uma parte importante da industria cinematográfica da África Ocidental. A contribuição burquinense para o cinema africano começou com o estabelecimento do festival de cinema FESPACO (Festival Panafricain du Cinéma et de la Télévision de Ouagadougou), que foi lançado como um filme de semana em 1969. Muitos dos cineatas nacionais são conhecidos internacionalmente e ganharam diversos prémios internacionais. Durante muitos anos a sede da Federação de Cineastas Panafricanos (FEPACI) foi em Ouagadougou, resgatada em 1983 de um período de inactividade pelo apoio entusiasta e financiamento do Presidente Sankara.
Entre os cineastas mais conhecidos de Burquina Faso  estão Gaston Kaboré, Idrissa Ouedraogo e Dani Kouyate. 


Fontes
http://en.wikipedia.org/wiki/Burkina_Faso
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/uv.html

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