08/03/2016

Argélia







A Argélia é um país no Norte de África, na costa mediterrânica. A capital do país e cidade com mais população é Argel. A Argélia é uma républica semi-presidencial , consistindo em 48 provícias e 1541 comunas. Com uma população superior a 37 milhões de habitantes, é o 34º país mais populacional do mundo. Com uma economia baseada nos recursos petrolíferos, a industria sofreu aquilo que se designa por "a doença holandesa". Sonatrach, a companhia nacional de petróleo, é a maior empresa em África. A Argélia tem o segundo maior exército, com o maior orçamento de defesa do continente.
Com uma área total de 2.381.741 km2, a Argélia é o décimo maior país do mundo, e o maior de África e do Mediterrâneo. O país faz fronteira a nordeste pela Tunísia, a este com a Líbia, a oeste com Marrocos, a sudoeste com o Saara Ocidental, com a Mauritânia e com o Mali, no sudeste pelo Níger, e no norte pelo Mar Mediterrânico.
A Argélia é um membro da União Africana, da Liga Árabe, da OPEP e das Nações Unidas, e é um membro fundador da União do Magrebe Árabe.
O território atual da Argélia foi o lar de muitas culturas pré-históricas, incluindo as Ateriana e Capsense.
Esta região tem conhecido muitos impérios e dinastias, como os Númidas Berberes, os Cartaginenses líbio-Púnicos, os Romanos, os Vândalos, os Bizantinos, os Omíadas Árabes, os Fatimidas, Almorávidas e Almóadas Berberes, os Otomanos Turcos e o Império colonial Francês.

História

Foram encontrados vestigios de ocupação de antigos hominídeos (cerca de 200.000 a.C.) na região de Ain Hanech (província de Saïda), no norte de África. O Homo Neanderthal, cerca de 43.000 a.C, produziu pequenos machados nos estilos Levallois e Mousteriano, idênticos aos do Levante.
A região da Argélia foi a que apresentou um maior desenvolvimento nas técnicas de ferramentas de Lâminas do Paleolítico Médio. As ferramentas desta era, com início cerca de 30.000 a.C., são designadas de Aterianas (a partir do nome do local arqueológico de Bir el-Ater, a sul de Tébessa.
A industria inicial de lâminas no Norte de África designa-se por Ibero-maurisiana (localizada principalmente na região de Orã). Aparentemente esta industria espalhou-se através das regiões costeiras do Magrebe, entre 15.000 e 10.000 a.C. As civilizações Neolitícas (agricultura e domesticação animal) desenvolveram-se no Saara e no Magrebe Mediterrânico entre 6.000 e 2.000 a.C. Esta vida, ricamente ilustrada nas pinturas de Tassili n'Ajjer, predominou na Argélia até ao período clássico.
A amálgama de povos veio, com o tempo, a fundir-se num grupo muito distinto que veio a ser designado de Berbere - indigenas do norte de África.
A partir do seu ponto central de poder, em Cártago, os cartaginenses expandiram-se e estabeleceram pequenas colónias ao longo da costa do norte de África. Cerca de 600 A.C., já se sentia a presença fenícia em Tipasa, em Hippo, Regius (atual Annaba) e Rusicade (atual Skikda). Estas colónias serviram tanto como cidades mercantis como pontos de fixação.
À medida que o poder cartaginense crescia, o impacto deste nas populaçãoes indigenas aumentou substancialmente.A civilizaão Berbere encontrava-se já num ponto em que a agricultura, a manufacturação, o comércio e a organização política apoiavam diversos estados. As ligações comerciais entre os Cartaginenses e os Berberes cresceram para o interior do território, mas a expansão do território resultou igualmente na escravidão ou no recrutamento militar de parte dos Berberes, e na extração de tributo de outras partes.
Pelo início do quarto século a.C., os Berberes formavam a maior parte do exército Cartaginense. Na Revolta dos Mercenários, os soldados Berberes revoltaram-se, entre 241a 238 a.C., pois não haviam recebido após a Primeira Guerra Púnica. Conseguiram obter o controle da maior parte do território cartaginense do norte de África, e cunharam moedas com o nome de Líbio, usado em grego para descrever os nativos do norte de África. O Império Cartaginense acabou por enfraquecer devido às sucessivas derrotas nas Guerras Púnicas, pelos Romanos.




No ano 146 a.C. a cidade de Cártago foi destruída. À medida que o poder cartaginense diminuiu, a influência dos líderes berberes no interior do território aumentou. Cerca do segundo século a.C., emergiram vários reinos berberes, de dimensões consideráveis, mas mal administrados.Dois deles estabeleceram-se na Numídia, para além das áreas costeiras controladas por Cártago. O ponto mais elevado da civilização Berbere, sem igual até à vinda dos Almóadas e Almorávidas mais de um milénio depois, foi alcanado durante o reinado de Massinissa no século II a.C.
Após a morte de Massinissa em 148 a.C., os reinos berbéres foi divididos e reunidos por diversas vezes. A linha de Massinissa sobreviveu até 24 d.C., quando o resto do território berbére foi anexado ao Império Romano.
A Argélia foi governada pelos romanos durante vários séculos, os quais fundaram várias colónias na região. Tal como o resto do norte de África, a Argélia era um dos "cestos de pão" do Império, exportando cereais e outros produtos agricolas. Os Vandâlos de Geiserico chegaram ao norte de África em 429, e pelo ano de 435 controlavam a costa da Numídia, embora não tenham feito nenhuma colonização de relevancia. A região foi, mais tarde, recapturada pelo Império Romano do Oriente, que governaram o território até à conquista por parte dos muçulmanos no século VII.


Idade Média
Os Árabes Muçulmanos conquistaram a Argélia em meados do século VII e uma grande parte dos locais converteram-se à nova fé. Após a queda da Dinastia Omíada Árabe em 751, emergiram várias dinastias Berbéres, incluindo os Aglábidas, os Almóadas, os Almóadas, os Abdelwadidas, Ziridas, os Rustamidas, os Hammaditas, os Almorávidas e os Fatímidas. Tendo convertido o Berbere Kutama da Pequena Cabília para a sua causa, os Fatimidas Xiitas destronaram os Rustamidas e conquistaram o Egipto. deixaram então a Argélia e a Tunísia aos seus vassalos Ziridas.
Durante a Idade Média os Berberes ou Imazighen controlaram várias partes do Magrebe, tendo chegado algumas vezes, mesmo, a unificá-lo.
Os berberes consistem em várias tribos. Os dois ramos principais foram as tribos Botr e Barnès, as quais foram divididas e subdivididas. Cada região do Magrebe continha várias tribos, por exemplo Sanhadja, Houaras, Zenata, Masmouda, Kutama, Awarba e Berghwata. Estas tribos eram todas independentes e faziam as suas próprias decisões territoriais.
Emergiram diversas dinastias bérberes durante a época da Idade Média no Magrebe e territórios próximos.
No princípio do século XVI, a Espanha construiu postos fortificados na costa da Argélia e perto desta. A Espanha tomou o controle do Mer el Kebir em 1505, do Orão em 1509, e do Tlemecen, Mostaganem e TÉnès em 1510. No mesmo ano, os mercadores de Argel cederam uma das suas ilhotas rochosas no seu porto a Espanha, a qual construiu aí um forte. Os fortes no Norte de África acabaram por se mostrar um investimento extremamente caro e ineficaz, que no final não garantiam o acesso à frota espanhola.


Argélia Otomana




Em 1516 os irmãos corsários Aruj e Hayreddin Barbarossa, que operavam sob os Hafsidas, deslocaram a sua base para Argel. Quando Aruj morreu em 1518, durante a sua invasão a Tlemcen, Hayreddin sucedeu-lhe como o comandante militar de Argel. O sultão Otomano deu-lhe o título de Berlerbey (Comandante dos Comandantes) e um contigente de 2.000 janíziros. Com a ajuda desta força, Hayreddin subjugou a região costeira entre Constatinopla e Orão (embora Orão tenha permanecido espanhola até 1791).
O próximo berbeley foi o filho de Hayreddin, Hasan, que assumiu a posição em 1544. Até 1587 a região foi governada por oficiais que governavam por termos ilimitados. Posteriormente, ao instituir-se uma administração otomana, os governadores com o título de pasha passaram a ter termos de três anos.O pasha era assistido pelos janízaros, conhecidos na Argélia como ojaq e líderados por um agha. O descontentamento entre os ojaq deu-se em meados do século XVII, pois não eram pagos regularmente, tendo-se revoltado repetidamente contra o pasha. Como resultado, o agha acusou o pasha de corrupção e incompetência e tomou o poder em 1659.
A praga tinha surgido repetidamente nas cidades do norte de África. Argel perdeu entre 30.000 a 50.000 habitantes na praga de 1620-21, e sofreu as maiores fatalidades nos anos de 1654-57, 1665, 1691 e 1740-42.
Em 1671, o taifa rebelou-se, matou o agha e colocou um dos seus no poder. O novo líder recebeu o título de dey.
Após 1689, os direitos de escolher o dey passou para o Divan, um conselho de sessenta notáveis. Foi inicialmente dominado pelo ojaq, mas pelo século XVIII, tornara-se o instrumento do Dey. Em 1710, o Dey convenceu o sultão a reconhecê-lo a si e aos seus sucessores como regentes, substituindo o pasha naquela função. Embora Argel tenha permanecido parte do Império Otomano, o governo Otomano passou a deixar de ter influencia efectiva aí.
O Dey era na verdade uma instituição autocrata. Era elegido em termos vitalícios, mas nos 159 anos (1671-1830) que o sistema sobreviveu, catorze dos vinte e nove Dey foram assassinados. Apesar da usurpação, golpes de Estado militares, e governo do povo ocasionais, as operações governamentais quotidianas eram incrivelmente ordeiras. Embora a regência patrocinasse os chefes tribais, nunca teve uma lealdade unânime das zonas rurais, onde impostos altos provocavam frequentemente inquietação. Eram tolerados estados tribais autónomos, e a autoridades tribal raramente era aplicada na Kabylie.


A Era dos Corsários
Os piratas bérberes atacavam embarcações cristãs e outras não islâmicas no mar Mediterrânico ocidental. Os piratas levavam com frequencia a tripulação e passageiros e vendiam-nos, ou usavam-nos, depois como escravos. Também os usavam frequentemente para obter resgates. De acordo com Robert Davis, entre os séculos XVI e XIX, os piratas capturaram entre 1 milhão e 1,25 milhões de europeus e tornaram-nos escravos. Faziam raides, as chamadas Razzias, naas cidades costeiras da Europa para capturarem escravos cristãos para os venderem nos mercados de escravos do norte de África e do Império Otomano.
Em 1544, Hayreddin capturou a ilha de Ischia e levaram consigo 4.000 prisioneiros e escravizaram 9.000 habitantes de Lipari, a população quase toda. Em 1551, Turgut Reis escravizou toda a população da ilha de Malta de Gozo, entre cerca de 5.000 e 6.000 habitantes, enviando os captivos para a Libia. Em 1554, os piratas saquearam Vieste, no sul de Itália, e estima-se que tenham levado 7.000 captivos como escravos.
Em 1558 os corsários berberes capturaram a cidade de Ciutadella (Minorca), destruíram-na, chacinaram a população e levaram 3.000 sobreviventes como escravos para Istambul. Os piratas berberes atacavam com frequencia as Ilhas Baleares, e como resposta os residentes construiram muitas vigias e fortificaram as igrejas. A ameaça era tão elevada, que os habitantes abandonaram a ilha de Formentera.
Entre 1609 a 1616, a Inglaterra perdeu 466 navios mercantis para os piratas berberes. No século XIX, os piratas negociaram com o poder Caribeano, pagando uma "taxa de licença" em troca de porto seguro para os seus navios. Um escravo americano informou que os argelinos tinham escravizado 130 marinheiro americanos no Mediterrâneo e no Atlântico entre 1785 e 1793.
A pirataria contra os navios americanos no Mar Mediterrânico, fizeram com que os Estados Unidos começassem as Primeira (1801-1805) e Segunda (1815) Guerras Berberes. A Argélia ficou mais fraca após estas guerras, e os Europeus, com uma frota anglo-holandesa, comandada pelo britânico Lord Exmouth, atacou Argel. Após um bombardeamento de nove horas, obtiveram um tratado com o Dey que reafirmava as condições impostas por Decatur (marinha americana) relativo às exigências de imposto. Para além disso o Dey concordou em acabar com as práticas de escravatura dos cristãos.


A Argélia Francesa
Os franceses invadiram Argel em 1830. A conquista pelos franceses foi longa e resultou num banho de sangue considerável. A combinação de violência e doenças epidémicas causaram à população argelina um declinio para cerca de um terço entre 1830 e 1870. A política francesa estava pressuposta num "civilizamento" do país, embora o alfabetismo que chegava aos 50% em 1830 da Argélia, de acordo com alguns historiadores argelinos, fosse superior ao da França na mesma altura. A teia social argelina sofreu com a ocupação francesa tenha tido uma forte queda. Durante este período, formou-se uma pequena mas influente elite de indigenas francófonos, formados principalmente por berberes, a maioria de Cabília. Segundo a política francesa de "dividir para reinar", a França favoreceu os cabílas. Cerca de 80% das escolas indígenas foram construídas pelos cabilas.
Desde 1848 até à independência a França governou toda a zona mediterrânica da Argélia como uma parte integral e um departamento da nação. Um dos territórios ultramarinos franceses de maior duração, a Argélia tornou-se um destino para centenas de milhares de imigrantes europeus, que vieram a ser conhecidos como colonos, e mais tarde Pied-Noir. Entre 1825 e 1847, 50.000 franceses emigraram para a Argélia. Estes colonos beneficiaram da confiscação governamental francesa de terra aos povos tribais, e da aplicação de técnicas modernas de agricultura que aumentaram a quantidade de terra arável.
Gradualmente, a insatisfação entre a população muçulmana, que não tinha status político ou económico no sistema colonial, deram origem a exigências de uma maior autonomia política, e eventualmente à independência. As tensões entre os dois grupos populacionais tiveram um pico em 1854, quando os primeiros confrontos violentos daquilo que viria a ser chamado de Guerra da Argélia começaram. Os historiadores estimam que entre 30.000 a 150.000 Harkis e os seus dependentes foram mortos pela Front de Libération Nationale (FLN) ou por linchamentos na Argélia. A FLN usava ataques terroristas na Argélia e na França como parte da sua guerra, e a Frana respondeu com represálias severas e repressão. A guerra teve um final em 1962, quando a Argélia obteve a independência total após o acordo Evian de Março de 1962 e do referendo de Julho de 1962.





Independência
O primeiro presidente da Argélia foi o líder das FLN Ahmed Ben Bella. A reivindicação de Marrocos relativo a territórios da Argélia ocidental levaram à Guerra das Areias em 1963. Ben Bella foi destronado em 1965 por Houari Boumediene, o seu antigo aliado e ministro da defesa. Aquando a governação de Ben Bella o governo tinha-se tornado cada vez mais socialista e autoritário; Boumédienne continuou nesta linha, no entanto apoiou-se muito mais no exército, e reduziu o único partido a um papel simbólico. Colectivizou a agricultura e lançou um movimento de industrialização massivo. As instalações petrolíferas foram nacionalizadas. Isto foi especialmente benéfico para a liderança após a crise petrolífera de 1973.
Nas décadas de 1960 e 1970, na presidência de Houari Boumedienne, a Argélia seguiu um programa de industrialização dentro dos parâmetros de uma economia socialista. O sucessor de Boumediene, Chadli Bendjedid, introduziu algumas reformas liberais. Promoveu uma política de arabização na sociedade argelina e na vida pública. Os professores de árabe, trazidos de outros países muçulmanos, rapidamente espalharam uma mentalidade islâmica radical nas escolas e mostraram as sementes de um islamismo político.
A economia da Argélia tornou-se cada vez mais dependente do petróleo, levando a tempos difíceis quando o preço desta matéria-prima teve um colapso na década de 1980. A recessão económica devido a este crash do petróleo, levou a instabilidade social durante os anos de 1980 e no final da década, Benjedid introduziu um sistema multipartidário. Desenvolveram-se vários partidos políticos, tais como a Frente de Salvaão Islâmica (FIS), uma coligação de diversos grupos islâmicos.


Guerra Civil e o Resultado
Dezembro de 1991 a Frente de Salvação Islâmica dominou a primeira das duas rondas das eleições legislativas. Receando a eleição de um governo islâmico, as autoridades intervieram a 11 de Janeiro de 1992, cancelando as eleições. Bendjedid apresentou a demissão e foi instalado um Alto Concelho de Estado para assumir a Presidencia. Baniu a FIS, o que levou a uma insurreição civil entre a Frente armada, o Grupo Islâmico Armado, e as forças armadas nacionais, na qual, pensasse terem morrido mais de 100.000 pessoas. Durante vários fases do conflito, a situação na Argélia tornou-se um ponto de preocupação internacional, especialmente durante a crise acerca da do Vôo 8969 da Air France, um hijacking efectuado pelo Grupo Armado Islâmico. O Grupo Armado Islâmico declarou cessar-fogo em Outubro de 1997.
Nss eleições da Argélia de 1999 foram ganhas pelo Presidente Abdelaziz Bouteflika. Trabalhou no sentido de restaurar a estabilidade do país e anunciou uma iniciativa, "Concórdia Civil", aprovada por referendo, na qual foram perdoados prisioneiros políticos e alguns milhares de membros dos grupos armados, que obtiveram isenção de acusação dentro de uma amnistia limitada, em força até 13 de Janeiro de 2000. O AIS dissolveu-se resultando numa rápida descida de violência. O Grupo Salafiste pour la Prédication et le Combat (GSPC), um grupo dissidente do Grupo Armado Islâmico, continuou a sua campanha terrorista contra o Governo.
Bouteflika foi reeleito em Abril de 2004 nas eleições presidenciais após a campanha de um programa de reconciliação nacional. O programa integrava reformas económicas, instituicionais, políticas e sociais, no sentido de modernizar o país, aumentando os níveis de padrão de vida, e combater as causas do afastamento. Incluiu igualmmente uma segunda Amnistia, a Carta para a Paz e Reconciliação Nacional, que foi aprovada em referendo em Setembro de 2005. Ofereceu uma amnistia à maior parte das guerrilhas e foras de segurança do Governo.
Em Novembro de 2008, a Constituição Argelina foi emendada após votação no Parlamento, removendo o limite de dois termos nos mandatos presidenciais. Esta mudança permitiu que Bouteflika fosse reeleito nas presidenciais de Abril 2009, continuando com a sua política de modernização do país.
A 28 de Dezembro de 2010 iniciou-se uma série de protestos ao longo de todo o país, inspirados por protestos semelhantes ocorridos ao longo de todo o Médio Oriente e Norte de África. A 24 de Fevereiro de 2011, o governo levantou o estado de emergência de 19 anos argelino.


Geografia

A Argélia é o maior país de África, do mundo árabe e da bacia mediterrânica. Grande parte do sul da Argélia é composto pelo deserto Saara. Ao norte, o Atlas do Tell forma, junto com o Saara Atlas, mais a sul, dois conjuntos de relevos que se aproximam no sentido leste, e entre os quais estão inseridas vastas planícies e planaltos. Ambos os Atlas tendem a emergir na Argélia oriental. As vastas cadeias montanhosas de Aures e Nememcha ocupam a parte nordeste da Argélia toda e são delineadas pela fronteira com a Tunísia. O ponto mais elevado é o Monte Tahat, com 3.003 m de altitude.
A Argélia encontra-se principalmente entre as latitudes 19º e 37ªN (com uma pequena área acima dos 37º), e entre as longitudes 9ºO e 12ºE. A maior parte da zona costeira é montanhosa, com alguns portos naturais. A área entre a costa e o Atlas do Tell é fértil. O Sul do Tell é uma estepe que acaba com o Atlas do Saara, mais a sul, é o deserto do Saara.
As Montanhas Ahaggar, também conhecidas como as Hoggar, são a zona mais elevada do Saara central, no sul da Argélia. Estão localizadas acerca de 1.500km a sul da capital, Argel, e a a oeste de Tamanghasset.
Alger, Orã, Constantina e Annaba são as principais cidades da Argélia.


Clima e hidrologia

Nesta região, as temperaturas a meio do dia são muito elevadas durante todo o ano, no entanto, após o pôr-do-sol, a atmosfera clara e ar seco permitem uma rápida caída das temperaturas, e as noites são frias. São registadas grandes variações de temperatura ao longo do dia.




A temperatura mais elevada registada foi de 50,6 ºC em Salah.
A chuva é bastante abundante ao longo da parte costeira do Atlas Tell, indo desde 400 a 670 mm anualmente, a quantidade de precipitação aumenta de oeste para este. A precipitação é mais forte na parte norte da Argélia oriental, onde chega até aos 1.000 mm nalguns anos.
Mais para o interior, a chuva escasseia. a Argélia também tem dunas de areia entre as montanhas.



Fauna e Flora
A variedade de vegetação na Argélia diversifica-se nas regiões montanhosas, costeiras e desérticas, sendo extremamente variadas. Muitos dos animais que compõem a vida selvagem do país encontram-se junto das populações humanas. Os animais mais vistos incluem javalis, chacais e gazelas, raposas e gerbos. A Argélia também tem algumas populaões de leopardos e chitas, mas estes raramente são vistos.


No norte, alguma da flora nativa inclui o matagal Macchia, oliveiras, carvalhos, cedros e outras conífereas. As montanhas têm florestas vastas de árvores de folha perene (pinheiro Aleppo, zimbro e carvalho de folha perene) e algumas árvores caducifólias. Nas áreas quentes também podem ser encontradas, figueiras, eucaliptos, e algumas variedades de palmeiras (estas encontram-se também nos oásis). A videira é uma das plantas indigenas da zona costeira.
Uma vasta variedade de espécies de aves fazem do país uma atração para os observadores de pássaros. O macaco berbere é o único desta espécie existente no país. Cobras, lagartos varanos e muitos outros répteis podem ser vistos junto com uma vasta gama de roedores nas semi-áridas regiões da Argélia. Muitos animais encontram-se extintos, entre os quais os leões e ursos bérberes.
Os camelos são muito usados pelas populações humanas.

Províncias e distritos

A Argélia está dividida em 48 províncias (wilayas), 553 distritos (daïras) e 1.542 município (baladiyahs). Cada província, distrito e município tem o nome da sua cidade, que geralmente é a cidade maior.
As divisões administrativas têm mudado ao longo dos tempos desde a independência. Quando são introduzidas novas provincias, permanece o número das antigas, daí a sua ordem não alfabética.


O seu número oficial, desde 1983, as províncias da Argélia são:
1. Adrar; 2. Ain Defla; 3. Ain Temouchent; 4. Argel; 5. Annaba; 6. Batna; 7. Bechar; 8. Bugia; 9. Biskra; 10. Blida; 11. Bordj Bou Arreridj; 12. Bouira; 13. Boumerdes; 14. Chlef; 15. Constantina; 16. Djelfa; 17. El Bayadh; 19. El Oued; 19. El Tarf; 20. Ghardaia; 21. Gulma; 22. Illizi; 23. Jijel; 24. Kenchela; 25. Laghouat; 26. Mascara; 27. Medea; 28. Mila; 29. Mostaganem; 30. M'Sila; 31. Naama; 32. Orã; 33.Ouargla; 34. Oum el Bouaghi; 35. Relizane; 36. Saida; 37. Setif; 38. Sidi Bel Abbes; 39. Skikda; 40. Souk Ahras; 41. Tamanghasset; 42. Tebessa; 43. Tiaret; 44. Tindouf; 45. Tipaza; 46. Tissemslit; 47. Tizi Ouzou; Tlemcen.






Economia

O Banco Mundial classifica a economia argelina como tendo um rendimento médio superior. A economia mantem-se essencialmente controlada pelo Estado, um legado da historia socialista do país. Nos anos recentes o governo argelino tem procedido à privatização de algumas empresas estatais e imposto restrições nas importações e no envolvimento estrangeiro nos assuntos internos da sua economia.
A Argélia tem lutado no sentido de desenvolver a industria de hidrocarbonetos fora de fronteiras, principalmente devido ao elevado custo e à burocracia interna.
A Argéli apresenta a sétima maior reserva de gás natural do mundo (2,37% do combustível mundial) e é o 15º país com maiores reservas de petróleo.
O sector dos hidrocarbonétos é, sem dúvida, o pilar da economia argelina, tendo em 2012, constituído cerca de 66% das receitas orçamentais do país, 55% do PIB e 97% das exportações.

Como exemplo, pode-se ver que em 2011, as exportaões argelinas foram constituídas principalmente por:
Combustíveis e óleos minerais - 98,3%
Produtos químicos inorgânicos - 0,6%
Açucares e produtos de confeitaria - 0,4%
Sal, enxofre, terras e pedras - 0,2%
Ferro fundido, ferro e aço - 0,1%


Enquanto que as importações, no mesmo ano:
Máquinas e aparelhos mecânicos - 17,4%
Veículos automóveis e partes - 10,7%
Cereais - 8,5%
Máquinas e aparelhos electricos - 7,4%
Ferro fundido, ferro e aço - 6,4%


O governo tem feito diversos esforços no sentido de atrair investimento estrangeiro e investimento nacional para além do sector energético, e reduzir a taxa de desemprego. Destacam-se os sectores da indústria petroquímica, siderúrgica, farmacêutica, automóvel, agroalimentar, produção de alumínio e construão de obras públicas entre aquelas que se tem investido mais para a obtenção de uma maior diversificação. O país tem enfrentado uma série de problemas a curto e médio prazos no sentido de diversificar a economia, fortalecer as reformas políticas e económicas, melhorar o clima de investimento e reduzir a desigualdade entre as regiões.
Apesar das dificuldades, tem-se, no entanto, verificado um aumento médio da economia, muito devido ao investimento público, nos últimos anos, como se pode verificar no quadro abaixo:


2008200920102011201220132014
Taxa de crescimento2,42,43,42,42,4E3,53,8P
Taxa desemprego11,310,210,010,0E10,29,89,4


O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2012 era de 0,713, elevado.


Turismo



De notar igualmente o sector do turismo, antes a 2004 este sector caracterizava-se por uma falta de instalações, no entanto, a partir de 2004 houve investimento estratégico no turismo que resultaram na construção de muitos hotéis com instalações modernas, o que atraiu turistas.


Diversas cidades argelinas são consideradas Património Mundial pela UNESCO, em que se incluem, de interesse cultural, Al Qal'a of Beni dos Beni Hammad (1980), a primeira capital do Império Hamaditas; Tipasa (1982), uma cidade fenícia e mais tarde romana; Djémila (1982) e Timgad (1982), ambas ruínas romanas; o Vale M'Zab (1982), um vale calcário que contém vários oásis urbanizados; o Casbá de Argel (1992); e o local arequeológico de Tassili n'Ajjer.


Destaques de Pontos Turísticos da Argélia
Em Argel: Kasbah de Argel, Basílica Notre-Dame d'Afrique, Prédio dos Correios de Argel, Jamaa el-Jedid, Biblioteca Nacional da Argélia, Praça dos Mártires, Igreja de Santa Trindad, Mesquisa Kechaua, Porto de Argel.
Em Orã: Porta da Espanha, Mesquita de Hassan Basha, Forte Mers el-Kebir, A Grande Biblioteca, Museu Ahmed Zabana, Museu de Moudjahid.
Em Constantina: Ponte de Constantina, Prédio da Universidade Islâmica Émir Abdelkader, Museu Gustave Mercier, Teatro regional de Constantina, Monumento aos mortos, Ponte Sid Rached.
Em Annaba: Basílica de Santo Agostinho, Praça da Praia de Rizzi Amor, Ruínas de Hipona, Mesquita de El Bey.

Saúde

Em 2002 a Argélia tinha um número insuficiente de médicos (1,13 por 1.000 habitantes), enfermeiras (2,23 por 1.000 habitantes) e dentistas (0,31 por 1.000 habitantes). O acesso a recursos de água tratada era possível para 92% da população nas zonas urbanas e 80% da população rural.
Embora 99% dos argelinos viva nas zonas urbanas, dos que vivem nas zonas rurais apenas 82% tinha acesso a um saneamento melhorado. De acordo com O Banco Mundial, a Argélia tem feito progressos no seu objectivo de reduzir para metade o número de pessoas sem acesso a água tratada e a um saneamento básico até 2015.
Devido à população jovem do país, a política de saúde dá mais importancia a uma saúde preventiva e às clinicas sobre os hospitais. Ao continuar com este programa o governo mantém uma política de imunização. No entanto, um saneamento pobre e águas não tratadas continuam a provocar tuberculose, hepatites, sarampo, febre tifóide e disenteria.
Os pobres geralmente têm direito a tratamentos de saúde gratuitos.
A esperança média de vida é de 73 anos, sendo que a taxa de mortalidade infantil a 1 de Janeiro de 2012 era de 24,9 por 1000 nascimentos.


Educação

A partir da décade de 1970, num sistema centralizado com o objectivo de reduzir o analfabetismo, o governo argelino introduziu um decreto segundo o qual a escola tornou-se obrigatória para todas as crianças entre os 6 e os 15 anos. A taxa de alfabetização atual é de 78,7%.
Desde 1972, que o árabe é usado como a lingua de instrução durante os primeiros nove anos de escolaridade. A partir do terceiro ano o francês é ensinado, sendo também a lingua usada nas disciplinas de ciências. Os estudantes também podem aprender inglês, italiano, espanhol e alemão. Em 2008, foram introduzidos novos programas na escola elementar, em que foi alterada a idade de entrada para a escola dos seis para os cinco anos. Após os primeiros nove anos, o estudante pode escolher entre ir para a esola secundária ou para uma instituição educacional.. As escolas oferecem dois programas: o geral e o técnico. Após a conclusão do terceiro ano do secundário os estudantes que passem o exame podem prosseguir os seus estudos para o superior.
Para além das 122 escolas privadas, a universidade estatal é gratuita.
Em 2008 o analfabetismo para os habitantes com mais de dez anos era de 22,3%, sendo de 15,6% para os homens e de 29,0% para as mulheres. A província com a menor taxa de analfabetismo era Argel com um valor de 11,6%, enquanto que a província com o valor mais elevado era a de Djelfa com 35,5%.
Embora a instrução superior seja dada em árabe nalgumas áreas como Direito ou Economia, na maioria das áreas de ciências e medicina o ensino é feito em francês ou inglês. Entre as universidades mais importantes estão as Universidades de Ciências e Tecnologias Houari Boumediene, a Universidade de Mentouri Constantina, Universidade Orã Es-Senia, Universidade de Tlemcen e Batna Hadj Lakhdar.


Transportes

A rede de estradas da Argélia é a mais densa do continente africano, com uma estimativa de 180.000 km de autoestrada, com mais de 3.756 infraestruturas e pavimentação na ordem dos 85%. De salientar a maior autoestrada, Este-Oeste de 1.216 km que liga a cidade de Annaba no extremo este à cidade de Tlemcen, no oeste. A Argélia também é atravessada pela autoestrada Trans-Saara, cujo investimento governamental teve o objectivo de aumentar o comércio entre os seis países desta forma ligados entre si, Argélia, Mali, Níger, Nigéria, Chade e Tunísia.


Demografia

Em Janeiro de 2013 estimava-se que a Argéia teria uma população de 37,9 milhões de habitantes, a maioria sendo da étnia Berbere-Árabes. No início do século XX, a população argelina não chegava aos cinco milhões, no entanto o país tem mostrado uma taxa de crescimento populacional constante.
Cerca de 90% da população vive no norte do país, na área costeira. Os habitantes do Saara estão principalmente concentrados nos oásis, embora continue a haver cerca de 1,5 milhões de nómadas, ou semi-nómadas.
Mais de 25% da população da Argélia tem menos de 15 anos.
As mulheres constituem cerca de 70% dos advogados e 60% dos juízes. Também dominam o campo da medicina e constituem cerca de 60% dos universitários. Cada vez mais mulheres argelinas contribuem com a fasquia superior do rendimento doméstico.
Entre 90.000 e 165.000 de saaráuis, do Saara ocidental, vivem nos campos de refugiados de Saharaui, no Saara ocidental argelino. Também existem cerca de 4.000 refugiados palestinianos, os quais encontram-se bem integrados e não pediram assistência ao Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas. Em 2009 viviam cerca de 35.000 trabalhadores chineses na Argélia.
A maior concentração de argelinos fora do país reside na França, em que foi registado mais de 1,7 milhões de argelinos até à segunda geração.


Grupos étnicos



Estima-se que os árabes argelinos constituam quase 80% da população da Argélia.
Os árabes urbanos estão mais predispostos a identificarem-se com a nação da Argélia, enquanto que nas zonas rurais a lealdade encontra-se mais diretamente ligada à tribo.
Os berberes são o grupo indígena da Argélia e acredita-se que são o stock ancestral sobre o qual fenícios, romanos, bizantinos, árabes, turcos e outros grupos étnicos contribuiram para a étnia argelina atual. Também se encontram descendentes de refugiados andalusos entre a população de Argel e de outras cidades.
A maioria dos argelinos são berberes de origem, mas a maioria identifica-se com uma cultura árabe. Os berberes dividem-se em muitos grupos com diversas línguas. O maior grupo são os cabilas, que das Montanhas Cabilia, na região leste de Alger, os Chaouia, da faixa de Aurès, a sul de Constantina. Grupos menores incluem os Mzab da região norte do Saara e os Tuaregues das terras altas do sul de Ahaggar.




Os camponeses berbere também podem ser encontrados nas montanhas do Atlas perto de Blida, e sobre os maciços de Dahra e Ouarsenis, em ambos os lados do vale do rio Chélif. No total, os Bérberes constituem cerca de 20 por cento da população.
Existe igualmente uma minoria de turcos-argelinos, entre 600.000 a 2 milhões, descendentes de turcos que foram para a região durante o reinado do Império Otomano. Hoje em dia os descendentes dos turcos são chamados de Kouloughlis, que significa descendentes de homens turcos e mulheres argelinas.
Durante a época colonial havia uma larga população europeia (cerca de 10% em 1960), que vieram a ser conhecidos como os Pied-Noir. Eram principalmente de origem francesa, mas também havia colonos espanhóis, italianos, malteses e outros europeus, como gregos, em números menores. A maior parte desta população deixou a Argélia durante a guerra de independência ou logo após o seu fim.


Línguas

O árabe moderno standard é a língua oficial da Argélia. O árabe argelino (Darja) é a língua usada pela maior parte da população. O árabe-argelino coloquial está bem difundido com empréstimos do francês e berbere, sendo falado por cerca de 72% da população.
O berbere é falado por um quarto da população, entre 27 a 30%, e foi reconhecido como a língua nacional pela emenda constituicional de 8 de Maio de 2002.
A língua cabila, o idioma berbere predominante, é ensinado e é parcialmente oficial (com algumas restrições) em algumas partes da Cabilia.
Embora o francês não tenha um status oficial, a Argélia é o segundo maior país francófano do mundo, em termos de falantes e o francês é largamente usado no governo, na cultura, pelos media e nos sistemas de educação (desde a escola primária) devido à historia colonial argelina. Pode ser considerada como sendo de facto uma língua co-oficial da Argélia. Em 2008, 11,2 milhões de argelinos falavam e escreviam francês.


Religião

O Islão é e religião principal, com cerca de 99% da população islâmica. Existem cerca de 150.000 Ibadis no Vale M'Zab na região de Ghardaia. Em 2008 estimava-se haverem cerca de 10.000 cristãos. Após a Revolução e Independência argelina, dos cerca de 140.000 judeus só ficaram 6.500 no país, dos quais cerca de 90% mudaram-se para França com os Pied-Noir e 10% para Israel.

Religião (2010) 
Islamismo 97,8% 
Nenhuma 1,8%
Outra 0,4%


Cultura

Arte
Os pintores argelinos, como Mohamed Racim e Baya, tentam reviver o passado prestigioso argelino anterior à colonização francesa, enquanto que ao mesmo tempo têm contribuído para a preservação dos valores argelinos. Dentro desta linha, Mohamed Temam, Abdelkhader Houamel , também têm trazido através desta arte cenas históricas do país, dos hábitos e dos costumes do passado da Argélia.
Outras correntes artísticas novas incluem a de M'hamed Issiakhem, Mohammed Khadda e Bachir Yelles, que abandonaram a pintura figurativa clássica para encontrarem novos caminhos entre a arte pictoral, de forma a adaptar as novas realidades, lutas e aspirações da Argélia.




Literatura
As raízes históricas da literatura argelina remontam à era Numidiana, quando Apuleius escreveu o Asno de Ouro, no século II d.C., sendo a única novela escrita em latim a sobreviver completa. Este período também conheceu Agostinho de Hipona, Nonius Marcellus e Martinus Capella, entre outros.
A Idade Média conheceu muitos escritores árabes que vieram a revolucionar o mundo literário árabe, com autores como Ahmad al-Buni, Ibn Manzur e Ibn Khaldoun, o qual escreveu a Muqaddimah enquanto se encontrava na Argélia.
Albert Camus era um francês Pied-Noir nascido na Argélia, que em 1957 ganhou o prémio Nobel da Literatura.
A literatura da Argélia atual possui grandes nomes não só como marcos da literatura argelina, mas como uma herança universal em árabe e francês.
Inicialmente a literatura argelina foi marcada por trabalhos que mostravam preocupação com a entidade nacional argelina, entre os quais estão a publicação da Triologia Argelina de Mohammed Dib, ou Nedjma de Kateb Yacine. Outros escritores conhecidos incluem os nomes de Mouloud Feraoun, Malek Bennabi, Malek Haddad, Moufdi Zakaria, Ibn Badis, Mohamed Laïd Al-Khalifa, Moulou Mammeri, Frantz Fanon e Assia Djebar.
Após a independência surgiram vários nomes, com o intuito de através da sua escrita exporem vários problemas sociais, como Rachid Boudjedra, Rachid Mimouni, Leila Sebbar, Tahar Djaout e Tahir Wattar.
Atualmente, uma parte dos escritores argelinos tendem a defenir-se numa literatura de expressão chocante, devido ao terrorismo dos anos de 1990; a outra parte define-se por ter permanecido numa concepção individualista da aventura humana. Entre os autores mais notados estão Yasmina Khadra, Boualem Sansal, Ahlam Mosteghanemi.


Música
A música chaâbi é um género de música tipíco argelino, caracterizado por ritmos específicos e por Qacidate (poemas populares) no dialecto árabe. O mestre incontestável do género é El Hadj M'Hamed El Anka. O estilo Constantinois Malouf é salvo por músicos como Mohamed Tahar Fergani.
A música tradicional inclui música beduína, caracterizada pelas canções poéticas baseadas em kacidas (poemas) longos; a música cabila, baseada num repertório que é tanto poesia quanto estórias antigas passadas através das gerações; a música shawiya, um tipo foclórico da região das Montanhas Aurès. ùnico da região de Aurès é a música rahaba. Geralmente a música Tergui é cantada em tuaregue.
Souad Massi é um cantor de música tradicional que tem vindo a tornar-se famoso, outros, na diápora, incluem Manel Filali na Alemanha e Kenza Farah na França.
O estilo tinariwen tem feito muito sucesso a nível internacional e a sta'ifi, nascida em Sétif, permanece como um estilo muito próprio.
A música moderna apresenta vários estilos, desde música raï, que é um estilo tipico da Argélia ocidental e o rap tem mostrado um crescimento significativo.


Cozinha
A gastronomia argelina é rica e diversivicada. O país foi considerado como o "celeiro de Roma". Oferece uma componente e variedade de pratos que dependem da região e das estações. A cozinha argelina usa os cereais como principal produto, uma vez que têm sido sempre produzidos com abundância no país.
Pode ser preparada sando carne, peixe e/ou vegetais. Entre os pratos estão os cuscus, a sorpa, a rechta, a chakhchoukha, os berkoukes, a shakshouka, a chtitha, mderbel, dolma, brik ou bourek, garantita , lham'hlou, etc. A salsicha merguez também é muito usada na Argélia, mas varia, dependendo de região para região.
Os bolos são vendidos e podem tanto ser encontrados nos mercados da Argélia quanto nos da Europa ou do Norte da América. No entanto os bolos tradicionais feitos em casa diferem de acordo com os hábitos de cada família. Entre estes bolos estão tamina, chrik, garn Iogzelles griouech, kalb el-Iouz, makroud, mbardja, mchewek, samsa, tcharak, baghrir, khfaf, zlabia, aarayech, ghroubiya, mghergchette. A pastelaria argelina também contém bolos franceses e tunisinos.
O pão pode ser cozinhado como kessra ou khmira.



Bibliografia


http://en.wikipedia.org/wiki/Algeria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prov%C3%ADncias_da_Arg%C3%A9lia
http://ind.millenniumbcp.pt/pt/negocios/internacional/Documents/Paises/Argelia.pdf
http://whc.unesco.org/en/statesparties/DZ/
http://countrystudies.us/algeria/51.htm
http://www.indexmundi.com/Map/?t=0&v=69&r=af&l=pt
http://www.suapesquisa.com/paises
Imagens: Google

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...