08/03/2016

África do Sul







A África do Sul é o país localizado no extremo Sul do continente africano, com uma população de 48,6 milhões de habitantes, oferece uma grande. diversidade cultural, linguística e religiosa. E embora 79,2% da população sul africana seja negra, os habitantes são de grupos étnicos diferentes, (zulus, chosas, pedis, sotos, tsuanas, tsongas, suazis, nedebeles, vendas), brancos 8,9% (holandeses, alemães, franceses, ingleses), coloured, indianos/asiáticos 2,5%, outros 0,5%.
Detentora de uma uma costa de 2.798 km, encontra-se rodeado pelos oceanos Atlântico e Índico e faz fronteira a norte com a Namíbia, Bostswana e Zimbabwé; com Moçambique e Swazilândia a leste e tem Lesoto inserido dentro do seu território.
Com uma área de 1.221.037 km2, tem como capital legislativa a Cidade do Cabo, capital judiciária Bloemfontein e capital administrativa Pretória.
A África do Sul é caracterizada por uma alfabetização de 82,5% e por uma esperança média de vida de 49,3 anos.
A administração oficial encontra-se dispersa por Pretória (sede do Poder Executivo), Cidade do Cabo (sede do Poder Legislativo) e Bloemfontein (sede do Poder Judiciário).


História

A África do Sul contém alguns dos sítios arqueológicos e fósseis humanos mais antigos do mundo. Foram recuperados vários fósseis humanos numa série de cavernas na província de Gauteng. Esta área foi considerada Património Mundial pela UNESCO e denominada de "Berço da Humanidade". Outros locais com ossos de hominídeos incluem Sterkfontein, Swartkrans, Caverna de Gondolin, Krondraai, Caverna Coopers, Malapa, Makapansgat, Cornelia e Florisbad, Caverna Border, Elandsfontein e Die Kelders. Estes locais indicam que viveram diversas espécies de hominídeos na África do Sul, incluindo o Australopithecus africanus.
Em 1652 a Companhia Holandesa das Índias Orientais estabelecem um posto comercial, que mais tarde viria a tornar-se a Cidade do Cabo.
A Cidade do Cabo tornou-se uma colónia britânica em 1806. A colonização europeia expandiu-se na década de 1820 com os Bóeres (descendentes calvinistas dos Países Baixos, Alemanha e França) enquanto os colonos Britânicos se fixaram no norte e no leste do país. Durante este período surgiram conflitos entre os grupos Xhosa, Zulu e Afrikaners que competiam por território.
Durante a década de 1830, cerca de 12 mil bóeres partiram da Colónia do Cabo, onde tinham sido submetidos ao controle britânico. Migraram para as regiões que mais tarde viriam a ser Natal, Estado Livre de Orange e Transvaal. Os bóeres fundaram a República Sul-Africana e o Estado Livre de Orange.
A descoberta de diamantes, em 1867, e de ouro, em 1884, no interior do país iniciou a Revolução Mineral e o aumento do crescimento económico e da imigração. Isto intensificou a subjugação dos povos indígenas pelos sul-africanos europeus. A luta para controlar esses recursos económicos foi um factor decisivo nas relações entre os europeus e os nativos, assim como entre os bóeres e os britânicos.
As repúblicas bóeres resistiram com sucesso às invasões britânicas durante a Primeira Guerra dos Bóeres (1880 - 1881) através do uso de tácticas de guerrilha, que foram bem adaptadas às condições locais. Os britânicos voltaram com um número maior de homens, mais experientes e com uma estratégia na Segunda Guerra dos Bóeres (1892 - 1902), no entanto apesar de os britânicos terem saído vencedores, sofreram muitas baixas durante os conflitos. No interior do país, as políticas anti-britânicas entre brancos sul-africanos focavam na independência.
A 31 de Maio de 1910, uma lei do parlamento Britânico (Acto de África do Sul de 1909) criou a União Sul - Africana. A União era um domínio britânico que incluía as antigas colónias holandesas do Cabo e de Natal, bem como as repúblicas do Estado Livre de Orange e de Transval.
A Lei das Terras dos Nativos de 1913, restringiu severamente a propriedade de terra aos negros (na época os nativos controlavam apenas 7% do território do país). A quantidade de terra reservada aos povos indígenas foi, posteriormente, aumentada.
Em 1931, a União tornou-se efetivamente independente do Reino Unido, com a promulgação do Estatuto de Westiminster. Em 1934, o Partido Sul-Africano e o Partido Nacional fundem-se para formar o Partido Unido, numa tentativa de reconciliação entre os africanderes e os brancos anglófanos.
Em 1948, o Partido Nacional foi eleito e chegou ao poder. Este grupo político reforçou a segregação racial, que já tinha começado sob o domínio colonial holandês e britânico. O Governo Nacionalista classificou os povos em três raças, com direitos e limitações desenvolvidas para cada uma. A minoria branca controlava o grupo dos negros, em muito maior número. A segregação legalmente institucionalizada ficou conhecida como apartheid. Enquanto a minoria branca sul africana usufruía de um padrão de vida elevado (comparável aos de nações de países desenvolvidos ocidentais), a maioria negra ficou em desvantagem em quase todos os aspectos, como renda, educação, habitação e expectativa de vida. A Carta da Liberdade, adoptada em 1955 pela Aliança do Congresso, exigiu uma sociedade não racial e o fm da discriminação.
A África do Sul abandonou a Commonwealth em 1961, na sequência de um referendo (onde soi foi permitida a participação da comunidade branca) que ditou a proclamação da república. Apesar da oposição dentro e fora do país, o governo manteve o regime do apartheid. Após anos de protestos internos, activismo e revolta dos sul-africanos negros e dos seus aliados, finalmente, em 1990, o governo sul-africano iniciou negociações que levaram ao desmantelamento das leis discriminatórias e em Abril de 1994 são realizadas as primeiras eleições multirraciais multirraciais da história sul-africana e Nelson Mandela, formando um Governo de unidade nacional, torna-se o primeiro presidente sul-africano negro.



Geografia

A África do Sul está localizada no extremo sul do continente africano, tem 5.800 km de fronteira e uma região costeira que se estende por 3.798 km, sendo também banhada por dois oceanos (Atlântico e Índico). Com uma extensão territorial de 1.219.912 km2, é o 25º maior país do mundo em área.
A paisagem deste país é variada. Na parte ocidental, estende-se um grande planalto composto em parte por deserto e em parte por pastagens e savanas, cortado pelo rio Orange e do seu principal afluente, o Vaal. A sul, erguem-se as cordilheiras do Karoo e, a leste, o Drakensberg, a maior cadeia montanhosa da África meridional, onde se situa o ponto mais elevado do país, no Mafadi, com 3.450 metros de altura, na fronteira África do Sul - Lesoto.
A norte, o curso do rio Limpopo serve de fronteira com o Botswana e o Zimbabué.
O clima varia entre uma pequena zona de clima mediterrânico, no extremo sul, na região do Cabo, a desértico a noroeste.
No Drakensberg existem áreas com clima de montanha e neve nos pontos mais elevados.
A maior cidade é Joanesburgo, seguida pela Cidade do Cabo e Durban.
Em 1998, através da Lei n.º 118, foi criado o Conselho Sul-africano de Nomes Geográficos, com o objectivo de propor a mudança dos nomes de cidades, províncias e acidentes geográficos, substituindo nomes em Inglês e em Africâner por nomes baseados em línguas africanas. Já foram aprovadas diversas alterações. Em breve, as grandes cidades do país poderão ser conhecidas como Tshwane (Pretória), Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth), KwaKhangela (Durban), Mangaung (Bloemfontein), eMonti (east London), Mbombela (Nelspruit e Polokwane (Pieterburg).


Clima

A África do Sul tem, em geral, um clima temperado, em parte por estar rodeado pelos oceanos Atlântico e Índico em três lados, pela sua localização climaticamente mais leve no hemisfério sul e devido à altitude média, que sobe de forma constante em direcção ao norte (em direcção ao equador) e mais para o interior.
Devido a esta topografia variada e pela influência oceânica, o país apresenta uma grande variedade de zonas climáticas. Estas variam desde o deserto do Namibe no noroeste ao clima subtropical no leste, ao longo da fronteira com Moçambique e com o Oceano Índico. Do leste, a terra sobe rapidamente sobre uma escarpa montanhosa em direcção ao planalto interior conhecida como Highveld.
O extremo sudoeste tem um clima mediterrânico, com Invernos bastante húmidos e Verões quentes e secos, que acolhe o famoso bioma Fynbos de pastagem e mata. Esta área também é responsável pela maior parte da produção de vinho da África do Sul. Esta região também é conhecida pelo vento que sopra intermitente por quase todo o ano. A força deste vento torna o Cabo da Boa Esperança especialmente traiçoeiro para os marinheiro, causando muitos naufrágios. Mais a leste, na costa do sul, a precipitação é distribuída mais uniformemente ao longo do ano, produzindo uma paisagem verde. Esta área é conhecida popularmente como a Rota dos Jardins.
A província de Estado Livre é particularmente plana devido ao facto de estar centralizada no planalto. No norte do rio Vaal, o Highveld tem uma melhor irrigação e não experimenta os extremos do calor tropical. Joanesburgo, no centro do Highveld , está a 1.740 metros e recebe uma precipitação anual de 760 milímetros. Os Invernos nesta região são frios, no entanto a neve é rara.
As altas montanhas Drakensberg, que formam a escarpa sudeste do Highveld, oferecem oportunidades limitadas de esqui no Inverno. O lugar mais frio na África do Sul é Sutherland, no oeste das montanhas Roggeveld, onde as temperaturas podem chegar aos -15ºC no Inverno. O interior profundo tem a temperatura mais elevada (em 1948 foi foram registados 51,7 ºC no Cabo do Norte Kalahari, perto de Upington).




Biodiversidade

A África do Sul assinou a Convenção sobre Diversidade Biológica a 4 de Junho de 1994 e tornou-se uma parte da convenção a 2 de Novembro de 1995. O país produziu posteriormente uma Estratégia Nacional de Biodiversidade e um Plano de Ação, que foi recebido pela convenção a 7 de Junho de 2006.
Encontram-se inúmeros mamíferos na região das savanas, como leões, leopardos, rinocerontes-brancos, gnus-azuis, cudos, impalas, hienas, hipopótamos e girafas. A maior parte da área de savana localiza-se no nordeste do país, como o Parque Nacional Kruger e na Reserva Mala Mala, bem como no extremo norte da Biosfera Waterberg. A àfrica do Sul abriga muitas espécies endémicas, como o criticamente ameaçado coelaho-bosquímano (Bunolagus monticularis), do Karoo.
Não existe nenhuma estimativa recente sobre o número de espécies de fungo registadas na África do Sul. Até 1945, tinham sido registadas mais de 4.900 espécies de fungos (incluindo as espécies formadoras de líquen) e, após mais de 60 anos de exploração adicional, esse número tende a ser muito mais elevado. Em 2006, estimou-se que existiriam cerca de 200.000 espécies, mas esta estimativa não levou em conta os fungos associados a insectos. Pelo menos em alguns ecossistemas sul-africanos são muito específicos em relação às plantas nas quais ocorrem.
Com mais de 20 mil espécies de plantas diferentes, ou cerca de 10% de todas as espécies vegetais conhecidas na Terra, a África do Sul é particularmente rica em diversidade de plantas. O bioma predominante na África do Sul é a pradaria, onde a cobertura vegetal é dominada por diferentes gramíneas, arbustos baixos e árvores de acácia.A vegetação torna-se mais ainda mais escassa no noroeste, devido à baixa pluviosidade. Existem várias espécies de suculentas que armazenam água, como as aloes e euphorbias na área de Namaqualand.
As pradarias transformam-se lentamente em mato alto de cerrado no nordeste do país, com um crescimento mais denso. Há um número significativo de baobás nesta área, perto da extremidade norte do Parque Nacional Kruger.


Demografia

A África do Sul é uma nação com 48.375.645 habitantes (est.2014 CIA) de diversas origens, culturas, línguas e religiões. O último censo foi realizado em 201 3 o próximo será efectuado em 2021. O Statistics South Africa classifica a população em cinco categorias raciais pelas quais as pessoas de podem classificar. A África do Sul tem onze línguas oficiais: IsiZulu 22.7%, IsiXhosa 16%, Afrikaans 13.5%, inglês 9.6%, Sepedi 9.1%, Setswana 8%, Sesotho 7.6%, Xitsonga 4.5%, siSwati 2.5%, Tshivenda 2.4%, isiNdebele 2.1%, línguas gestuais 0.5%, outras 1.6% (2011 est.)




Fonte: CIA

A população é maioritariamente cristã.
Mesmo com o crescimento populacional da África do Sul na última década (principalmente devido à imigração), o país tinha uma taxa de crescimento populacional anual de -0,501% em 2008 (est.CIA) - para 2014 estima-se uma taxa de crescimento de -0,48%, incluindo a imigração.




A África do Sul é o lar de cerca de 5 milhões de imigrantes ilegais, incluindo cerca de 3 milhões de zimbabuanos. Ocorreram uma série de motins anti-imigrantes a 11 de Maio de 2008.
A África do Sul abriga um número considerável de refugiados e requerentes de asilo. Segundo o World Refugee Survey 2008.
Tal como tem acontecido noutros países africanos, a África do Sul tem vindo a sofrer uma "fuga de cérebros" nos últimos 20 anos. Acredita-se que tal facto tem sido prejudicial para a economia regional. A fuga de cérebros na África do Sul tende a demonstrar contornos raciais e tem, portanto, resultado em grandes comunidades de brancos sul-africanos no exterior.
A população urbana é composta por 62% do total e a expectativa de vida ao nascimento é de 49,56 anos (est.2014 CIA).


Religião

De acordo com o censo nacional de 2001, os cristãos representavam 79,7% da população do país, muçulmanos 1,5%, hindus cerca de 1,3% e judeus 0,2%. 15,1 não tinha qualquer afiliação religiosa, 2,3% tinha outra religião e 1,4% não estavam especificados.
As Igrejas Indígenas Africanas formavam os grupos maiores entre os grupos cristãos. Acredita-se que muitas das pessoas que alegaram não ter nenhuma afiliação com qualquer religião organizada, respeitam as religiões tradicionais indígenas. Muitos povos têm práticas religiosas sincréticas, combinando influências cristãs e indígenas.


Idiomas

A África do Sul tem onze línguas oficiais: africâner, inglês, ndebele, sesotho do norte, sesotho do sul, swazi, tswana, tsonga, venda, xhosa e zulu. Em número de línguas oficiais, o país é o terceiro, apenas atrás da Bolívia e da Índia. Apesar de todas as línguas serem formalmente iguais, algumas estão mais difundidas do que outras. De acordo com o Censo de 2001, as três línguas mais faladas em casa são o zulu (23,8%), o xhosa (17,6%) e o africâer (13,3%). Não obstante o facto de que o inglês é reconhecido como a língua do comércio e da ciência, só é falada em casa por 8,2%.
O país também reconhece oito outros idiomas não oficiais: fanagalo, khwe, lobedu, nama, ndebele do norte, phuthi, san e a língua gestual sul-africana. Estas línguas não oficiais podem ser utilizadas em determinadas situações oficiais, onde sejam predominantes. No entanto, as suas populações não são em número suficiente para serem reconhecidas como línguas oficiais.
Muitos sul-africanos brancos também falam outras línguas europeias, como o português, alemão e grego, embora alguns asiáticos e indianos na África do Sul utilizem idiomas asiáticos como o tamil, hindi, guzerate, urdu e telugu. O francês ainda é falado pelos franceses sul-africanos, especialmente em locais como a Franschhoek, onde existem muitos sul-africanos de origem francesa.

Composição étnica

O Statistics Soth Africa define cinco categorias pelas quais as pessoas se podem classificar no censo. As estimativas do censo de 2011 para estas categorias foram: 

  • negros africanos 79,2%;
  • brancos 8,9%;
  • coulored 8,9%;
  • indiano ou asiático 2,5%
  • e outros / não especificados 0,5%

O primeiro censo na África do Sul, feito em 1911, mostrou que os brancos representavam 22% da população, tendo caído para 16% da população em 1980.
De longe, a maior parte da própria população é classificada como "africana" ou "negra", mas esse grupo populacional não é cultural e/ou linguisticamente homogéneo. Os principais grupos étnicos negros incluem os zulus, xhosas, basothos (basotho do sul), bapedi (basotho do norte), vendas, tswanas, tsongas, suázis e ndebeles, os quais falam as línguas bantu.




A população coloured (multirraciais) está concentrada principalmente na região do Cabo e vem de um combinação de origens étnicas, como os brancos, khois, sans, griquas, chineses e malaios.
Os sul-africanos brancos são principalemnte descendentes de holandeses, alemães, franceses huguenotes, britânicos e outros e outros colonos europeus e judeus. Cultural e linguisticamente estão divididos em afrincaderes e os grupos de brancos anglófanos. A população branca tem diminuído, devido à baixa taxa de natalidade e à emigração; entre os factores que influenciam na decisão destas populações de emigrar, muitos citam a elevada taxa de criminalidade e as políticas de acção afirmativa do governo. Desde 1994, aproximadamente 440 mil sul-africanos brancos emigraram permanentemente do país. Apesar dos elevados níveis de emigração do país, alguns emigrantes europeus instalaram-se no país durante esse período. Até 2005, estima-se que 212 mil cidadãos britânicos eram residentes na África do Sul. Até 2011, esse número pode ter crescido para 500 mil. Alguns zimbabwanos brancos emigraram para a África do Sul.
A população indiana chegou à África do Sul como trabalhadores contratados para trabalhar nas plantações de açúcar de Natal no final do século XIX e início do século XX. Vieram de diferentes partes do subcontinente indiano, com diferentes idiomas e religiões. Em 1949 ocorreu um grave distúrbio entre indianos e zulus na cidade de Durban. Existe igualmente um número significativo de sul africanos chineses ( cerca de 100 mil pessoas) e vietnamitas (cerca de 50 mil pessoas). Em 2008, o Superior Tribunal de Pretória determinou que os sul-africanos chineses que chegaram ao país antes de 1994 deviam ser reclassificados como mestiços. Como resultado desta decisão, cerca de 12 a 15 mil dos cidadãos etnicamente chineses que chegaram antes de 1994 (o que representa 3% a 5% do total da população chinesa do país), será capaz de se beneficiar de políticas de igualdade racial do governo.


Subdivisões

Desde 1994 que a África do Sul se encontra dividida em nove províncias. Estas encontram-se divididas em municípios metropolitanos e distritos municipais; estes últimos encontram-se subdivididos em municípios locais e zonas de gestão distrital. A delimitação dos municípios encontra-se inscrita na Constituição.
Código ISOPortuguêsInglêsAfricânerCapital
ZA-WCCabo OcidentalWestern CapeWes-KaapCidade do Cabo
ZA-ECCabo OrientalEastern CapeOos-Kaap   Bisho
ZA-NCCabo SetentrionalNorthern CapeNoord-KaapKimberley
ZA-FSEstado LivreFree StateVrystaatBloemfontein
ZA-GTGauteng--Joanesburgo
ZA-NLKwazulu-Natal--Pietermaritzburg
ZA-LPLimpopo--Polokwane
ZA-MPMpumalanga--Nelspruit
ZA-NWNoroesteNorth-WestNoord-WesMafikeng





Economia

Segundo a classificação da ONU a África do Sul é um país de renda média, com uma oferta abundante de recursos, com sectores financeiro, jurídico, de comunicação, energia e transportes bem desenvolvidos e uma bolsa de valores que está entre as melhores do mundo, assim como uma infra-estrutura moderna de apoio a uma distribuição eficiente das mercadorias a grandes centros urbanos em toda a região.
O avançado desenvolvimento do país está, no entanto, concentrado em torno de quatro áreas: Cidade do Cabo, Port Elizabeth, Durban e Pretória/Johannesburg. Fora destes quatro centros económicos, o desenvolvimento é limitado e a pobreza ainda é prevalente, apesar dos esforços do governo. No entanto, as principais zonas marginais têm tido um crescimento rápido nos últimos tempos. Essas áreas incluem Mossel Bay para Plettenberg Bay; área de Rustenburg, área de nelspruit, Bloemfontein, Cape wets Coast e o Litoral Norte de zwaZul-Natal.
O desemprego e a desigualdade de rendimentos são bastante elevados.
As políticas de ação afirmativa para a igualdade racial têm estimulado um aumento de riqueza económica dos negros e o nascimento de uma emergente classe média negra.Outros problemas são a criminalidade, a corrupção e a epidemia de HIV/AIDS. A África do Sul sofre com uma regulação global relativamente pesada, comparada com os países desenvolvidos. Regulamentações do trabalho restritivas têm contribuído para o mal estar dos desempregados.
O governo de 1994 herdou uma economia minada de longos anos de conflito interno e por sanções externas. O governo absteve-se de recorrer ao populismo económico. A inflação caiu, as finanças públicas estabilizadas e foram atraídos alguns capitais estrangeiros. No entanto, o crescimento mostrou-se baixo. No início de 2000, o então Presidente Thabo Mbeki prometeu promover o crescimento económico e o investimento estrangeiro através da flexibilização das leis laborais, acelerando o ritmo das privatizações e o corte dos gastos governamentais desnecessários. Estas politícas enfrentaram uma forte oposição sindical. Desde 2004 que o crescimento económico tem tido valores significativos, assim como a formação de emprego e aumento de capital.
A África do Sul é o maior produtor e consumidor de energia do continente africano. É um destino turístico popular, sendo que um receita substancial provém do turismo. Entre as principais estão a cultura variada e pitoresca, as reservas de caça e os vinhos locais.
Os principais parceiros comerciais internacionais da África do Sul, além de outros países africanos, incluem a Alemanha, Os Estados Unidos da América, a China, o Japão, o Reino Unido e a Espanha. As principais exportações do país incluem o milho, os diamantes, as frutas, o ouro, o açucar, os metais e os minerais e lã. As máquinas e equipamentos de transporte constituem mais de um terço do valor das importações do país. Outras importações incluem produtos químicos, manufacturados e petróleo.


Infraestruturas

Ciência e Tecnologias

Diversos desenvolvimentos científicos e tecnológicos ocorreram na África do Sul. O primeiro transplante de coração humano foi realizado pelo cirurgião cardíaco Christian Barnard no Hospital Groote Schuur em Dezembro de 1967; Max Theiler desenvolveu uma vacina contra a febre amarela; Allan McLeod Cormack foi pioneira da tomografia computorizada por raios X e Aaron Klug que desenvolveu técnicas cristalográficas de microscopia electrónica. Com exceção de Barnard, todos os avanços citados foram reconhecidos com Prémios Nobel. Sydney Brenner ganhou o Nobel, em 2002, pelo seu trabalho em biologia molecular. Mark Shuttleworth fundou uma das primeiras empresas de segurança na Internet, a Thawtw.
A África do Sul cultivou uma comunidade astronómica em expansão. O país abriga o Grande Telescópio Sul-Africano, o maior telescópio óptico no hemisfério sul, e contrando-se atualmente a construir o Telescópio de Array Karoo como parte do projeto de 1,5 biliões de euros Square Kilometre Array. A 25 de maio de 2012, foi anunciado que as sedes do Telescópio Square Kimometer Array serão divididas entre locais na África do Sul e na Austrália/Nova Zelândia.


Educação

A Educação na África do Sul é a segunda melhor do continente africano, atrás de Cabo Verde.
As principais universidades são: a Universidade do Cabo Ocidental, a Universidade da Cidade do Cabo, a Universidade do Estado Livre, a Universidade de Fort Hare, a Universidade do KwaZulu-Natal, a Universidade de Limpopo, a Universidade do Noroeste, a Universidade de Pretória, a Universidade de Rhodes, a Universidade de Stellenbosch e a Universidade do Witwatersrand.


Saúde

A expansão da SIDA é um problema alarmante no país, chegando a atingir 31% das mulheres grávidas em 2005 e uma taxa de infecção dos adultos estimada em 20%.
A África do Sul, mesmo com muitos problemas relativos à saúde pública, tem o maior hospital do mundo, o Hospital Chris Hani Baragwanath, com 173 hectares de área, 3.200 camas e 6.760 camas. Está localizado em Joanesburgo.


Cultura

Não existe uma única cultura sul-africana, devido à diversidade étnica do país, e cada grupo racial tem a sua própria identidade cultural. Isto pode ser apreciado nas diferenças de alimentação, na música e na dança entre os diversos grupos. Há, no entanto, alguns traços unificadores.
  • Belas Artes - a arte sul-africana inclui os mais antigos objectos artísticos do mundo, que foram descobertos numa caverna do Sul de África, tendo sido datados de há 75 mil anos atrás. As tribos dispersas de povos khoisan que se deslocaram para a África do Sul cerca de 10.000 a.C. tinham a sua própria expressão artística, comparada hoje entre uma infinidade de pinturas rupestres. Estes povos foram substituídos pelos povos bantu/nguni com as suas próprias formas de arte. Nas cidades e vilas evoluíram novas formas artísticas: a arte dinâmica, que usa tiras de plástico a aros de bicicleta. A arte popular holandesa com influencia dos africanderes trekboers e os artistas brancos urbanos seguidas, mudaram as tradições europeias a partir de 1850 e também contribuíram para a mistura eclética, que continua a evoluir na atualidade.
  • Literatura - A literatura sul-africana surge a partir de uma historia social e política única. Um dos primeiros romances conhecidos escrito por uma autor negro, num idioma africano foi Mhudi, de Solomon Tshekisho Plaatje, escrito em 1930. Durante os anos de 1950, a revista Drum tornou-se num viveiro de sátiras políticas, ficção e ensaios, dando voz à cultura negra urbana. Entre os autores sul-africanos brancos mais notáveis estão Alan Paton, que publicou o romance Cry, the Beloved Country em 1948. Nadine Gordimer tornou-se a primeira sul-africana a ser premiada com o Prémio Nobel da Literatura de 1991. O seu romance mais famoso, July's People, foi lançado em 1981. J.M.Coetzee ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 2003. As peças de Athol Fugard estream-se com regularidade nos cinemas fringe da África do Sul, Londres e Nova York. A obra The Story of an African Farm (1883), de Olive Schreiner, foi uma revelação na literatura vitoriana: é anunciada por muitos como a introdução do feminismo na forma de romance.
  • Culinária - A culinária sul-africana é diversificada, utilizando bastante a carne grelhada num evento social sul-africano conhecido como um braai (ou churrasco). O país também se tornou um grande produtor de vinhos, sendo que alguns dos seus melhores vinhedos encontram-se en torno de Stellenbosch, Franschhoek, Paarl e Barrydale, no Cabo Ocidental.
  • Música - Existe uma grande diversidade na música da África do Sul. Muitos músicos negros que cantavam em africâner ou inglês durante o apartheid passaram a cantar em línguas africanas tradicionais, e desenvolveram um estilo único chamado kwaito. Digna de nota é Brenda Fassie, que alcançou fama graças às sua canção "Weekend Special", cantada em inglês. Músicos tradicionais famosos são os Ladysmith Black Mambazo, e o Quarteto de Cordas do Soweto executa música clássica com inspiração na música tradicional africana.
  • Desporto - os desportos mais populares na África do Sul são o futebol, o rugby e o críquete. Outros desportos com uma aderência significativa são a natação, o atletismo, o golfe, o boxe, o boxe e o netball. Apesar de o futebol ser mais popular entre os jovens, outros desportos como o basquetebol, o surf e o skate estão a tornar-se cada vez mais populares.

Principais Pontos Turísticos


Na Cidade do Cabo
Castelo da Boa Esperança, Table Montain, Jardim da Companhia, Districto Six Museum, Greenmarket Square, Waterfront, Robben Island, Jardim Botânico Kirstenbosch, Bo-Kaap, Cabo da Boa Esperança. 

Em Pretória
Strijdom Square, City Hall, Burgers Park, Princes Park, Sprink Bok Park, Jardim Botânico de Pretória, Museu de Arte, Church Square, Jardim Zoológico Nacional da África do Sul, National Cultural History and Open Air Museum, Voortrekker Monument, Merlyn Park, Fort Klapperkop (antiga base militar), Union Buildings, Estação Central (arquitetura colonial), Museu Transvaal, reserva Natural Wonderboom

Em Johanesburgo
Museu do Apartheid, Museu Hector Pieterson, Gold Reef City (parque de diversões), Zoológico de Johanesburgo, Galeria de Arte de Johanesburgo, Museu de África, Market Theatre, Museu de Nelson Mandela e Casa de Mandela, Sítio Arqueológico de Steerkfontein.

Em Durban
Reserva Donkin, Horse Memorial, Fort Frederick, Jardim Route, Galeria de Arte Rei Jorge VI, Museu Oceanográfico.

Em Bloemfontein
State President Swart Park, King's Park, Fresford House Museum, Museu Nacional, Museu da Guerra dos Boeres, Museu do Rugby, Museu do Batalhão de Serviço Especial, Museu Agrícola do estado Livre, Museu dos Bombeiros, Museu de Literatura nacional, old Presidency, First Raadsaal, catedral Anglicana, Casa Maphikela.

Em Rustenburgo
Pilanesberg Game Reserve (parque e reserva florestal), Adventurous Fun, Grrot Marico, Kgaswane Game Reserve (parque e reserva Florestal).

Em Nelspruit
Jardim Botânico de Nelspruit, Bly de River Canyon, Parque Nacional Kruger.



Bibliografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_do_Sul
http://www.suapesquisa.com/paises/africa_do_sul/
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/sf.html

Imagens: Google


Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...