31/03/2016

Gravitação

Newton após ter-se interessado e debruçado pela causa da queda dos corpos, chegou à conclusão que estes caem devido a uma atração existente por parte da Terra, mas no seu estudo, chegou mais além, ao formular a teoria que todos os corpos se atraem com uma força proporcional ao quadrado da distância que os separa. Este enunciado da gravitação universal pressupõe que as dimensões dos corpos sejam muito pequena em relação às distâncias que os separam, pois, se não fosse dessa forma, não era possível saber se se teria de considerar a distância entre os pontos mais próximos de dois corpos, entre os mais afastados ou entre os intermédios. O cálculo demonstra que, se os corpos forem constituídos por uma distribuição de corpúsculos simétrica em relação a um ponto, a atração que exercem em pontos exteriores a eles é a mesma que exerceriam se toda a massa estivesse concentrada no seu centro de simetria, podendo-se substituir, para efeitos de cálculo, por um ponto material.
A lei da gravitação universal formula-se sob a forma



Onde F é a força de atração gravítica; os m's as massas dos dois corpos que se atraem; d a distância que os separa e G a constante universal que apenas depende do sistema adoptado.


Gravidade terrestre
Quando um dos corpos que se atraem é a Terra e o outro um corpo muito menor situado nas suas proximidades, a força de atração gravítica recebe o nome de peso do corpo, e a atração, o de gravidade terrestre. Na equação anterior, m(g2) será a massa da Terra (mg2=5,97x1024kg); dividindo a força F que se exerce sobre um corpo próximo pela sua massa m, teremos, em virtude da lei de Newton, a aceleração adquirida pelo corpo, a qual se representa por g e recebe o nome de aceleração da gravidade, que será:

sendo d a distância do corpo de massa m ao centro da Terra. Considera-se que a massa da Terra está distribuída simetricamente em torno do seu centro. Se o ponto estivesse próximo da superfície terrestre, d seria aproximadamente igual ao raio da Terra (6.371 km), e a aceleração da gravidade na superfície terrestre, g0 = Gm/R2, que vale aproximadamente 9,8 m/s2.
Quando um satélite artificial gira à volta Terra seguindo uma órbita circular de raio d, o seu peso é a força centrípeda v2/d, ou seja, v=√gd. Por esta razão, a velocidade que corresponde a um satélite que voa a baixa altitude ( d = R = 6.400 km; g = 9,8 s2) é de 7,9 km/s.
Dividindo as expressões obtidas para g e go: g/go = R2/d2
 o que indica que a aceleração da gravidade é inversamente proporcional ao quadrado da distância ao centro da Terra. Assim, a 6.400 km de altura, os corpos têm um peso igual à quarta parte daquele que têm na superfície terrestre, porque a sua massa é a mesma e em contrapartida g é a quarta parte de 9,8 m/s.
Também gpode sofrer pequenas variações sobre a superfície terrestre, sendo máxima nos pólos (9,83 m/s2) e mínima no equador (9,78 m/s2). Isto faz com que para definir o quilopôndio, ou quilograma-força, é preciso dizer que este é a força com que a Terra atrai uma massa de 1 kg situada ao nível do mar e a 45º de latitude.



Fonte
Atlas temático - Física, Marina Editores

Os profetas hebreus


A ideia generalizada de um profeta é a de alguém que prediz o futuro, no entanto os profetas bíblicos tinham uma característica especial - proclamavam verdades acerca de questões contemporâneas de cariz político, social e moral. Pregavam a virtude, sem nunca hesitar em anunciar calamidades caso a vontade de Deus fosse contrariada. As profecias do Antigo Testamento não deverão ser confundidas com adivinhação, prática geralmente desaprovada pelos Israelitas. Os profetas dos hebreus faziam a ponte entre Deus e os homens, anunciando e ensinando a vontade de Deus, e interpretando as Suas mensagens.
Para este povo, a profecia era o principal meio de educação espiritual. Os primeiros profetas hebreus foram os Naba'im, patriotas que incitavam os Israelitas a combater os seus inimigos pagãos. Foram os precursores dos profetas escritores, que podiam ser tanto gente do campo, como Amós, como estadistas aristocratas, como Isaías. As suas obras, datando do início da profecia escrita (c. 800-300 a.C.), representam um quarto do Antigo Testamento. Surgiram igualmente grupos conhecidos por »os filhos dos profetas» em várias cidades de Israel e Judá. Estas comunidades parecem ter tido objectivos teológicos, monásticos e de estudo - os seus membros recolheram e contaram das histórias dos profetas, até que chegou a altura de as passar a escrito.
Para  induzir acontecimentos fantásticos, os profetas utilizavam símbolos de autoridade, como o bastão ou o manto (como por exemplo quando Elias usou o seu manto para separar as águas do rio Jordão). Outros recorriam a técnicas pessoais - o trovador de Eliseu tocou até o fazer entrar em transe. 

30/03/2016

O destino nas estrelas


Os seres humanos sempre se interessaram por saber o que o futuro lhes reservava. Há pelo menos 50.000 anos atrás, o povo Cro-Magnon, que fazia entalhes em ossos para marcar as estações, pode ter tentado decifrar o que via no céu nocturno. Alguns dos historiadores da astrologia sugerem que os habitantes da antiga Suméria terão inventado a astrologia por volta de 3.000 a.C, enquanto estudavam os céus. Outros acreditam que a astrologia nasceu de um misterioso sistema destinado à compreensão do Universo que foi comunicado aos seres humanos por poderes mais elevados.
A astrologia terá tido início com o estudo dos presságios, ou omina. Na Babilónia, muito antes de 2.000 a.C., os adivinhos interpretavam os eclipses da Lua como sinais de infortúnio para o rei ou para o Estado. O texto de presságio mais antigo que chegou até à atualidade alerta o rei para olhar para sul e observar o eclipse, que aparentemente prediria  a destruição de Ur em 2.400 a.C. Por volta de 700 a.C., havia uma rede de observadores de tais presságios espalhada por todo o Império Assírio. Esses homens interpretavam os fenómenos naturais como provas dos movimentos das principais divindades - Sin (a Lua), Shamash (o Sol), Adad (o tempo) e Ishtar (o planeta Vénus).
Os adivinhos da Babilónia terão sido, provavelmente, os primeiros a observar os presságios relacionados com o nascimento, mas é aos antigos gregos que habitualmente se atribui a invenção da astrologia nata, ou helenístca, precursora do moderno sistema ocidental.. Na Grécia antiga, os horoscópos pessoais eram determinados pelas posições das estrelas, planetas, Sol e Lua no momento do nascimento - a palavra «horóscopo» deriva do grego «eu olho para a hora». Platão e Aristóteles, filósofos gregos do século IV a.C., associavam o Universo ao individuo, baseando-se no princípio de «tal como no alto, assim é em baixo», considerando a Terra o Centro do Universo. Com base nas suas teorias, o circulo dentro do qual o Sol parecia deslocar-se à volta da Terra estava dividido em 12 sectores, ou casas, cada um dos quais representado por um signo do zodíaco. Cada casa estava associada a um planeta e a um elemento. Acreditava-se que os planetas, de caracteristicas muito diversas, exerciam graus variáveis de influência sobre o recém-nascido, consoante a sua localização em cada casa no momento do nascimento.

29/03/2016

Um Supercontinente Fragmenta-se

O herói da revolução moderna foi  o cientista e visionário alemão Alfred Wegener, cuja visão só foi largamente aceite após a sua morte.
Wegener pertenceu a uma casta de exploradores-cientistas que misturaram investigação e aventura, não tendo deixado nada a meio.
Era fascinado pela meteorologia e estudou o clima da alta atmosfera a partir de uma cabina de um balão. Em 1906, ele e o seu irmão Kurt fizeram um voo de balão que durou cinquenta e duas horas, um recorde mundial. Passou vários Invernos extenuantes na Gronelândia fazendo observações meteorológicas («Nós sentimo-nos como tropas de choque da humanidade na batalha contra os poderes mortíferos da natureza» - escreveu Wegener) e em 1913 atravessou a sua capa de gelo com apenas um companheiro, usando trenós puxados por póneis. Para além da meteorologia, ensinou astronomia e geofísica, e ainda se embrenhou nos estudos da biologia, paleontologia entre outras coisas. No entanto, estava obcecado com uma única grande ideia, que desenvolvera quando jovem, enquanto recuperava de uma ferida no pescoço que sofrera na Primeira Guerra Mundial.
Como Wegener conta, a ideia ocorreu-lhe pela primeira vez quando reparou que as costas da América do Sul e de África, se se pudessem juntar, ajustar-se-iam tão bem como duas peças de um puzzle. Para explicar esta coincidência, propôs que os dois continentes pudessem ter sido apenas um, separando-se depois. Mais tarde, viu-os como parte de um único supercontinente, a Pangeia (pan significando «tudo» e gaia «Terra»).  A Pangeia começara a fragmentar-se na idade dos dinossauros, há uns 220 milhões de anos, «como pedaços de um campo de gelo quebrado». Os pedaços, dizia o cientista, ainda estão a afastar-se.
Wegener não foi o primeiro a especular nessa direção. Existiram outros, algumas figuras ilustres, outras obscuras, a terem pensamento semelhante antes dele. Trezentos anos antes, o cortesão e filósofo Sir Francis Bacon interrogara-se acerca desta coincidência entre as costas, e mencionou-a no seu Novum Organum. Em 1666, um monge francês, François Placet, cujo nome não é lembrado por mais nada, sugeriu que os continentes tinham sido fragmentados pelo Dilúvio (o título: A Fragmentação dos Maiores e dos Menos Importantes Mundos: ou, Mostra-se Que antes do dilúvio a América não Estava Separada das Outras Partes do Mundo). Na viragem deste século, um americano, Frank Taylor, sugeriu que a atração da Lua podia ter lançado os continentes à deriva pela superfície do planeta. Um outro americano, H. Baker, pensava que os continentes podiam ter sido postos em movimento pelo planeta Vénus. Baker argumentava que Vénus se tinha aproximado o suficiente para retirar  um pedaço do leito do Pacífico, que se tornou na Lua (uma ideia primeiramente defendida por George Darwin, astrónomo real da Grã-Bretanha e neto de Charles Darwin).

Ler o futuro

Entre as descobertas mais curiosas feitas nos locais arqueológicos da Mesopotâmia, atual Iraque, contam-se modelos de barro cozinhado de figados de carneiro que revelam conhecimentos anatómicos mais rigorosos do que os existêntes cerca de 4.000 anos mais tarde na Europa Medieval. Os dizeres que os cobrem sugerem que eram usados como uma espécie de auxiliar de ensino. Mas que poderiam os habitantes da Mesopotâmia de 3.000 a.C., os Sumérios, aprender a partir do fígado de um animal? A resposta é - o futuro.
Os Sumérios e os seus sucessores na Mesopotâmia, os Babilónios, acreditavam que o futuro já se encontrava escrito e que os deuses forneciam os meios para o ler. Estes presságios de acontecimentos futuros seriam interpretados por adivinhos profissionais, que deviam ser descendentes de homens livres, não escravos, e fisicamente perfeitos. Após anos de formação rigorosa, os leitores de presságios ficavam ligados ao palácio do rei como funcionários do Estado. 
Os métodos de adivinhação do futuro incluíam a leitura de presságios nas entranhas de animais, ou extispício. Durante uma cerimónia noturna, os adivinhos examinavam cuidadosamente o fígado, pulmões ou intestinos de um carneiro sacrificado. Quaisquer particularidades observadas eram consideradas sinais. 
O extispício transformar-se-ia em ciência, e no período babilónico (1950 a 1650 a.C.) já adquirira a sua própria linguagem técnica complexa.
Os estudantes de adivinhação aprendiam em modelos de terracota nos quais estavam gravadas interpretações das diversas particularidades com que poderiam deparar ao examinar as entranhas de um animal. Provavelmente por a maioria das pessoas utilizar a mão direita, o lado direito do fígado ou de outro órgão era associado à boa sorte, e o lado esquerdo, à má sorte. Para uma leitura completa, havia que considerar ambos os lados.
A adivinhação do futuro era fundamental para a tomada de decisões a nível nacional. Liam-se os sinais antes da construção de templos, antes de guerras e, como medida de segurança, antes da aparições públicas do rei. As pessoas comuns também consultavam adivinhos, apresentando-lhes muitas questões específicas: A colheita será boa? Qual é o melhor dia para casar?
A leitura das entranhas também era praticada pelos Gregos e pelos Etruscos em Itália a partir do século VII a.C., assim como pelos Romanos. Os adivinhos do povo Nyoro, do Uganda, ainda hoje examinam entranhas de galinha a fim de descobrir o que lhes reserva o futuro.





Fonte:
Viagem ao Desconhecido, Selecções do Reader's Digest

Imagem: Modelo em barro de um fígado de carneiro, séculos XIX a XVIII a.C., Babilónia


O nascimento da religão

São-lhes dado o nome de Vénus e estão entre as esculturas mais antigas que jamais foram encontradas - tratam-se de pequenas estatuetas femininas nuas, muitas vezes grávidas, com seios, nádegas e coxas volumosos, mas com cabeça e pernas quase indefinidas. São feitas dos mais diversos materiais, desde marfim de mamute, mármore, chifres de veado, osso, pedra e argila. As mais antigas datam e há 23.000 anos e foram encontradas em locais pré-históricos de França até ao sul da Rússia.
Estas pequenas figuras dominaram a expressão artística nos 10.000 anos seguintes, oferecendo o testemunho de uma precoce tomada de consciência da importância da fertilidade para a sobrevivência.
Também existem indícios de que na região montanhosa do Altai, no norte da Ásia, surgiu um culto a uma deusa há 25.000 anos, e conhecem-se cultos semelhantes na região mediterrânica. Algumas das provas mais autorizadas provêm da Turquia, de Çatal Hüyük (6.300-5.500 a.C), onde o arquólogo James Mellaart descobriu muitos santuários a uma deusa-terra que é retratada frequentemente a dar à luz, tendo a seu lado animais; os frescos em Çatal Hüyük incluem abutres, cabeças de touros pintadas e misteriosos símbolos abstratos. Em a Linguagem da Deusa, a autora e investigadora Marija Gimbutas identifica essas imagens, assim como cobras, abelhas, luas em quarto crescente e outras, como parte de um simbolismo muito difundido que celebrava a unidade de todas as formas de vida na Natureza.
A sexualidade feminina também aparece em destaque em figuras da Idade do Bronze e das primeiras civilizações urbanas. Foram encontrados muitos desses artefatos, muitas vezes manchados de fumo em locais arqueológicos do vale do Indo, sugerindo alguma forma de culto doméstico. Muitos aldeãos indianos ainda prestam culto em santuários erigidos em honra de uma divindade feminina local.
De um modo geral, as deusas eram suplantadas pelas divindades masculinas. No entanto, mesmo na época do Império Romano, as pessoas continuavam a adorar deusas - nas ruínas de Pompeia existe um templo em honra da deusa egípcia Ísis. Além disso, na mitologia abundam poderosas figuras femininas. Muitos atributos das deusas - excepto a nudez e a sensualidade - foram transferidos para a Virgem Maria, embora a Igreja Católica não apoie a comparação. Mais recentemente, o feminismo, as preocupações ambientais e o movimento New Age contribuíram para um renovado interesse pela deusa-terra, cuja adoração pode ter sido a primeira forma de religião existente.


Fonte:
Viagem ao Desconhecido, Selecções do Reader's Digest

Imagem: Réplica de Vénus de Lespugue


28/03/2016

Botsuana

                       


Botsuana, Botswana, oficialmente a República de Botswana é um país interior localizado no Sul de África. Os cidadãos referem-se a si mesmos como «Batswana» (no singular, Motswana). Antigo protectorado britânico de Bechuanalândia, Botswana adoptou o seu novo nome após a independência da Commonwealth a 30 de Setembro de 1966. Desde a independência que teve eleições democráticas de forma ininterrupta.

Botsuana é plano e até 70% do território está coberto pelo Deserto do Kalahari. Faz fronteira com a África do Sul, a sul e sudeste, com a Namíbia a oeste e norte e com o Zimbabué a nordeste. A fronteira com a Zâmbia no norte perto de Kazungula é pouco definida sendo de apenas algumas centenas de metros.
Sendo um país de dimensões médias, mas com apenas cerca de dois milhões de habitantes, o Botsuana torna-se um dos países com uma das populações mais esparsas do mundo. O Botsuana era um dos países mais pobres do mundo quando conseguiu a independência em 1966, no entanto o país tem seguido diversas transformações, tornando-se uma das economias com um maior crescimento económico do mundo, com um rendimento nacional alto, um dos mais elevados de África.
Sendo um dos membros a União Africana, tem uma tradição forte, uma representação democrática assim como o segundo maior Índice do Desenvolvimento Humano dos países subsarianos.


História

Durante o século XIX surgiram hostilidades entre os habitantes tswana do Botswana e as tribos Ndebele, que estava a fazer incursões no território a partir da zona nordeste. As tensões escalaram com os colonos Boer Alemães do Transval do este. Após vários apelos dos líderes Batswana, KhamaIII, Bathoen e Sebele por assistência, o Governo Britânico colocou a Bechuanalândia sob a sua proteção a 31 de Março de 1885. A parte norte do território continuou sob a administração directa como Protectorado Bechuanalândia e é a moderna Botsuana enquanto que o território a sul tornou-se parte da Colónio do Cabo e é parte da provincia do noroeste da África do Sul. A maioria dos falantes setswana vivem atualmente na África do Sul.
Quando a União da África do Sul se formou em 1910, as regiões para além das colónias principais britânicas na região, o Protectorado Bechuanalândia, o Basutolândia (atual Lesoto) e a Suazilândia, não foram incluidos, mas providenciou-se a sua futura entrada. No entanto, os seus habitantes começaram a ser consultados pelo Reino Unido, e embora os governos sucessivos da África do Sul procurassem ver os territórios transferidos, o Reino Unido foi protelando e, consequentemente, nunca aconteceu. A eleição do governo Nacionalista em 1948, que instituiu o apartheid, e a saída da África do Sul da Commonwealth em 1961, acabaram com quaisquer perspectivas de incorporar os territórios à África do Sul. A expansão da autoridade central Britânica e a evolução do governo tribal na década de 1920, estabeleceram dois conselhos consultivos para representar tanto os Africanos quanto os Europeus. As Proclamações em 1934 regularam o Estado tribal e poderes. Um Conselho Africano-Europeu foi formado em 1951 e em 1961 estabeleceu-se uma constituição e um Conselho Legislativo Consultivo.
Em Junho de 1964, o Reino Unido aceitou a proposta de um governo autónomo democrático no Botsuana. A sede de governo foi mudada em 1965 de Mafikengin na África do Sul, para o recentemente estabelecido Gaborone, próxima da fronteira. A constituição de 1965 levou às primeiras eleições gerais e à independência a 30 de Setembro de 1966. Seretse Khama, um líder do movimento independente foi eleito como primeiro Presidente, vindo a ser reeleito duas vezes.

Os períodos da História dos Maias

Era Pré-Clássica: 2000 a.C. a 250 d.C.

O período Pré-Clássico (ou Formativo) na história da civilização Maia abrange o surgimento de algumas sociedades mais complexas que se subdivide, por sua vez, em três grandes subperíodos:

  1. Inicial (2000 a 1000 a.C.)
  2. Médio (1000 a 400 a.C)
  3. Recente (400 a. C. - 250 d.C)
A primeira grande civilização, a Olmeca, viveu o seu apogeu durante o segundo subperíodo, ao longo dos estuários pantanosos da costa do golfo do México. Considerada geralmente como a «cultura-mãe» da Mesoamérica, os conceitos e os estílos artisticos da Civilização Olmeca estenderam-se muito além do seu território-berço, tendo exercido grande influência nas sociedades Maia emergentes. Foi entre os Zapotecas, cuja civilização nasceu nas montanhas da região Oaxaca, que os retratos históricos se associaram pela primeira vez à escrita hiroglífica, por volta de 600 a.C. Já no terceiro subperíodo, desenvolveram-se os escritos por diversas zonas da Mesoamérica, sobretudo entre os sucessores dos Olmecas, os Epi-Olmecas e os Maias.
Foi por esta altura, que as sociedades distintas de Miraflores e Izapa nasceram, respetivamente, nas zonas montanhosas do Sul da região Maia e nos sopés costeiros. As estelas pictóricas descobertas na própria Izapa são notáveis por incluirem as primeiras cenas identificáveis da mitologia Maia. Ainda no ano 500 a.C., os Maias oriundos das florestas das terras baixas fundaram as suas primeiras cidades de grandes dimensões, erguendo no seu centro plataformas-templos pintados de vermelho e ornados com estátuas de deuses feitas de estuque decorado. Nakbe incluíra-se entre as primeiras, mas nos últimos tempos havia sido sumplantada por El Mirador, a maior concentração de arquitetura monumental alguma vez construída pelos Maias. Por razões ainda pouco claras, esta cultura exuberante observou o seu declínio por volta do século I d.C e a maior parte das suas cidades acabou por ser abandonada.

Força

A noção de força é dada através do esforço muscular. Através de um esforço muscular pode ser lançada uma bola ou segurar-se um copo pesado. Isto é, é através de um esforço muscular que é alterado o estado de repouso de um determinado objecto ou é evitada a sua queda. No exemplo da bola, também pode ser invertido o seu sentido de deslocação.
Toda a circunstância que posa ser substituída pela ação de um esforço muscular ou toda a circunstância cujo efeito possa ser contrariado por um esforço recebe o nome de força.

Pode-se definir força como toda a causa capaz de alterar o estado de repouso ou movimento de um corpo.

A aplicação de um esforço muscular contém uma direção e um sentido, para além da maior ou menor intensidade do esforço. Portanto, as forças são grandezas vetoriais. Como tais, quando num mesmo ponto são aplicadas várias forças, o seu efeito poderá ser contrariado realizando um esforço muscular equivalente a um outro que fosse capaz de se opor a uma força única à soma vetorial das forças aplicadas. Isto equivale a dizer que, quando sobre um ponto atuam simultaneamente várias forças, podemos substituí-las pela resultante da sua soma vetorial.

22/03/2016

Australophitecus africanus

O Australophitecus africanus cujo nome "Australophitecus" tem origem no latim australis "do sul" e no grego pithecus "macaco" e africanus é relativo ao local onde foi encontrado. Tratou-se de um primata  anatomicamente semelhante ao Australipithecus afarensis, embora com uma dimensão corporal ligeiramente superior. Este Australopithecus apresenta uma combinação de características tipo humanas com outras simiescas. Comparativamente ao Aust. afarensis, o Aust. africanus tinha um crânio mais redondo, que alojava um cérebro maior, talvez entre os 420 e os 450 cc (estas dimensões são ligeiramente superiores às dos chimpanzés, apesar da massa corporal semelhante, mas não suficientemente evolucionadas para permitirem o desenvolvimento da fala), e dentes mais pequenos. Mas apresentava igualmente traços mais primitivos que incluíam os braços relativamente longos e um rosto fortemente projetado debaixo de uma caixa craniana com uma mandíbula pronunciada. Tal como no Aust. afarensis, a pélvis, o fémur (parte superior da perna), e os ossos dos pés do Aust. africanus indicam que era bípede, mas os ombros e ossos das mãos indicam que também trepavam às árvores.
Apesar dos dentes e dos maxilares serem bastante maiores que os dos humanos, esta espécie encontra-se morfologicamente mais próxima dos humanos do que dos macacos.
Viveram na África do Sul há aproximadamente 3,3 a 2,1 milhões de anos atrás, durante o  Pleistoceno, nas florestas e savanas abertas da África.

20/03/2016

Batalha de Waterloo por Vitor Hugo

Enquanto que o historiador conta, o romancista denuncia. Este escritor mostra aquilo que apenas o pintor pode mostrar na tela, mas que está interdito ao outro, o lado humano, o desespero, a grandiosidade e a miséria. Esta passagem d'Os Miseráveis de Vitor Hugo é isso mesmo, mais do que números, de factos concretos onde a emoção não é permitida, há toda uma tela do que é uma batalha, da sua fealdade e da bravura que enche o coração dos homens (de alguns) nas situações mais aterrantes. 
A Batalha de Waterloo foi o final de um ciclo, o nascimento de outro, de um novo século, do século XIX... Se por um lado os novos ideais que se vinham a semear puderam florescer a partir dessa época, não foi certamente o final da atrocidade no campo de batalha, quase que se diria que foi o início das grandes atrocidades, dos grandes números.
Também não morreu o Imperialismo com a queda deste grande Imperador que foi Napoleão, não. Simplesmente ele foi o nascimento de uma nova ideia, que não ficou enterrada no Monte de S. João... a partir do sangue derramado naquela terra, nasceu uma nova ideia, um novo imperialismo, ensinado pelo Imperador. Uma década de Napoleão foi o quanto bastou para fazer tremer o mundo e transformá-lo. Francês, filho de italianos (natural de Córsega, que passou a ser francesa em 1768, tendo Napoleão nascido em 1769) foi, com certeza, o último dos Césares, que nele incarnaram o espírito dos grandes Augustos.

A Batalha de Waterloo, 1815 por Sir William Allan


«II

Hougomont

Foi um fúnebre lugar aquele de Hougomont; foi o primeiro obstáculo, a primeira resistência, que encontrou em Waterloo esse grande lenhador da Europa chamado Napoleão; foi o primeiro nó em que bateu, sem o abrir, o seu machado.
Aquilo era um castelo, hoje é apenas uma herdade. Aquela mansão de Hougomont, para o antiquário Hougomons, foi construída por Hugo, senhor de Somerel, o mesmo que dotou a Abadia de Villers com a sexta capela.
O viajante abriu a porta, empurrou uma caleça que pejava o alpendre e entrou no pátio.

16/03/2016

Benim

                                             


Oficialmente, a República de Benim, é um país na África Ocidental. Faz fronteira com o Togo a oeste, com a Nigéria a este e com a Burkina Faso e o Níger a norte.
A maior parte da população encontra-se concentrada na pequena costa a sul na Angra de Benim, parte do Golfo da Guiné na zona tropical mais a norte do Oceano Atlântico.
A capital de Benim é Porto Novo, mas a sede do governo encontra-se em Cotonou, a maior cidade do país e a capital económica.
Benim abrange uma área de cerca de 115.000 quilómetros quadrados e tem uma população de cerca de 9,98 milhões de habitantes.
Benim é um país tropical, sub-saariano, extremamente dependente da agricultura, com uma larga empregabilidade e um rendimento crescente proveniente da agricultura de subsistência.
A língua oficial de Benim é o francês, no entanto línguas indígenas como o Fon e o Yoruba são de uso comum.
O grupo religioso com maior presença no país é a Igreja Romana Católica, seguido de perto do Islão, Vodun e Protestantismo.
Benim é um dos membros das Nações Unidas, da União Africana, da Organização da Cooperação Islâmica, da Paz do Atlântico Sul e Zona de Cooperação, de La Francophonie, da Comunidade dos Estados Sahel-Saarianos, da Associação dos Produtores Africanos de Petróleo e da Autoridade da Bacia de Níger.


Do século XVII ao século XIX as principais entidades políticas da área eram o Reino de Daomé, a cidade-estado de Porto Novo e uma vasta área com tribos muito diferentes, no norte. Esta região era conhecida como a Costa dos Escravos desde o início do século XVII, devido ao imenso número de escravos que eram enviados daí para o Novo Mundo, durante a época do comércio de escravatura transatlântica. Após a abolição da escravatura, a França dominou o país e renomeou-o como Daomé Francês.
Em 1960, Daomé conseguiu obter a independência completa da França, ao que se seguiu um período tumultuoso, com vários governos democráticos, ocupações militares e governos militares.
Um Estado Marxista-Leninista designado de República do Povo de Benim existiu entre 1972 e 1990. Em 1991 foi substituído pela atual multi-partidarista República de Benim.

14/03/2016

Amadeo Modigliani

Amadeo Clemente Modigliani (12 de Julho de 1884 - 24 de Jeneiro de 1920) foi um pintor e escultor  italiano que trabalhou essencialmente em França. 
O artista é conhecido principalmente  pelos seus trabalhos de retratos e nus num estilo moderno onde usava a elongação nas faces e figuras, estilo que não teve uma aceitação positiva pelo público durante o tempo de vida do artista, só após a morte deste (a 11 de Novembro de de 2015 a segunda obra mais cara do mundo pertencia a Modigliani, o "Nu deitado" que foi leiloado na Casa Christies, em Nova Iorque, por  158,3 milhões de euros).
Nu deitado, 1917

Modigliani passou a maior parte da sua juventude na Itália, onde estudou a arte Clássica e Renascentista, até que se mudou para Paris em 1906. Nessa altura entrou em contacto com artistas proeminentes como Pablo Picasso e Constantin Brâncusi. Pertenceu à Escola Moderna de Paris (grupo de artistas que trabalhavam em
O violoncelista, 1909
Paris no período entre as duas guerras).
A obra de Modigliani inclui principalmente pinturas e desenho. No entanto, de 1909 a 1914, desenvolveu por si mesmo a escultura. O seu sujeito principal eram os retratos e as figuras humanas completas, tanto na imagem quanto na escultura. Durante a sua vida, Amadeo Modigliani teve pouco sucesso, mas após a morte a sua obra obteve grande popularidade, sendo que atualmente são das mais caras do mundo.
Morreu aos trinta e cinco anos com meningite tuberculosa.

08/03/2016

Argélia







A Argélia é um país no Norte de África, na costa mediterrânica. A capital do país e cidade com mais população é Argel. A Argélia é uma républica semi-presidencial , consistindo em 48 provícias e 1541 comunas. Com uma população superior a 37 milhões de habitantes, é o 34º país mais populacional do mundo. Com uma economia baseada nos recursos petrolíferos, a industria sofreu aquilo que se designa por "a doença holandesa". Sonatrach, a companhia nacional de petróleo, é a maior empresa em África. A Argélia tem o segundo maior exército, com o maior orçamento de defesa do continente.
Com uma área total de 2.381.741 km2, a Argélia é o décimo maior país do mundo, e o maior de África e do Mediterrâneo. O país faz fronteira a nordeste pela Tunísia, a este com a Líbia, a oeste com Marrocos, a sudoeste com o Saara Ocidental, com a Mauritânia e com o Mali, no sudeste pelo Níger, e no norte pelo Mar Mediterrânico.
A Argélia é um membro da União Africana, da Liga Árabe, da OPEP e das Nações Unidas, e é um membro fundador da União do Magrebe Árabe.
O território atual da Argélia foi o lar de muitas culturas pré-históricas, incluindo as Ateriana e Capsense.
Esta região tem conhecido muitos impérios e dinastias, como os Númidas Berberes, os Cartaginenses líbio-Púnicos, os Romanos, os Vândalos, os Bizantinos, os Omíadas Árabes, os Fatimidas, Almorávidas e Almóadas Berberes, os Otomanos Turcos e o Império colonial Francês.

História

Foram encontrados vestigios de ocupação de antigos hominídeos (cerca de 200.000 a.C.) na região de Ain Hanech (província de Saïda), no norte de África. O Homo Neanderthal, cerca de 43.000 a.C, produziu pequenos machados nos estilos Levallois e Mousteriano, idênticos aos do Levante.
A região da Argélia foi a que apresentou um maior desenvolvimento nas técnicas de ferramentas de Lâminas do Paleolítico Médio. As ferramentas desta era, com início cerca de 30.000 a.C., são designadas de Aterianas (a partir do nome do local arqueológico de Bir el-Ater, a sul de Tébessa.
A industria inicial de lâminas no Norte de África designa-se por Ibero-maurisiana (localizada principalmente na região de Orã). Aparentemente esta industria espalhou-se através das regiões costeiras do Magrebe, entre 15.000 e 10.000 a.C. As civilizações Neolitícas (agricultura e domesticação animal) desenvolveram-se no Saara e no Magrebe Mediterrânico entre 6.000 e 2.000 a.C. Esta vida, ricamente ilustrada nas pinturas de Tassili n'Ajjer, predominou na Argélia até ao período clássico.
A amálgama de povos veio, com o tempo, a fundir-se num grupo muito distinto que veio a ser designado de Berbere - indigenas do norte de África.
A partir do seu ponto central de poder, em Cártago, os cartaginenses expandiram-se e estabeleceram pequenas colónias ao longo da costa do norte de África. Cerca de 600 A.C., já se sentia a presença fenícia em Tipasa, em Hippo, Regius (atual Annaba) e Rusicade (atual Skikda). Estas colónias serviram tanto como cidades mercantis como pontos de fixação.
À medida que o poder cartaginense crescia, o impacto deste nas populaçãoes indigenas aumentou substancialmente.A civilizaão Berbere encontrava-se já num ponto em que a agricultura, a manufacturação, o comércio e a organização política apoiavam diversos estados. As ligações comerciais entre os Cartaginenses e os Berberes cresceram para o interior do território, mas a expansão do território resultou igualmente na escravidão ou no recrutamento militar de parte dos Berberes, e na extração de tributo de outras partes.

Angola


País situado na costa ocidental de África, com o território limitado a norte e a nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo oceano Atlântico. Também inclui o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo a norte.

Desde o século XV que o território angolano teve a presença portuguesa, tendo sido uma antiga colónia de Portugal até ao ano de 1975. O primeiro europeu à costa angolana foi o explorador português Diogo Cão.

O nome "Angola" é uma derivação portuguesa do termo bantu N'gola, título dos reis do Reino do Ngongo existente na altura em que os portugueses se estavam a estabelecer em Luanda, no século XVI.


A capital e maior cidade do país é Luanda.
Angola é o segundo maior produtor de petróleo e exportador de diamantes da África Subsariana.
A economia do país tem tido um crescimento substancial, no entanto o índice de corrupção é um dos mais elevados do mundo, e o seu desenvolvimento humano é muito baixo.
No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a FCLC, uma frente de guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda se encontra ativa. É da região de Cabinda que sai cerca de 65% do petróleo angolano.


História

Os habitantes originais do território atual de Angola foram caçadores-colectores Khoisan, dispersos e pouco numerosos. A expansão dos povos Bantu, chegados do Norte a partir do segundo milénio, forçou os Khoisan (quando não eram absorvidos) a recuar para o sul, onde existem ainda hoje grupos residuais, em Angola, na Namíbia e no Botswana.

Os bantu eram agricultores e caçadores. A sua expansão, a partir da África Centro-Ocidental, deu-se em pequenos grupos que se relocalizaram de acordo com as circunstâncias político-económicas e ecológicas. Entre os séculos XIV e XVII, foram estabelecidos uma série de reinos, sendo o principal o Reino do Congo o qual abrangeu o qual abrangeu o Noroeste da Angola de hoje e uma faixa adjacente da atual República Democrárica do Congo, da República do Congo e do Gabão; a sua capital situava-se em M'Banza Kongo e o seu 

apogeu deu-se durante os séculos XIII e XIV. Outro reino importante foi o Reino do Ndongo, cobrindo, na altura, o sul e sudeste do Reino do Congo. No nordeste da Angola atual, mas com o seu centro no sul da atual República Democrática do Congo, constitui-se, sem contacto com os reinos atrás referidos, o Reino da Lunda. 

Em 1482 chegou ao foz do rio Congo uma frota portuguesa, comandada pelo navegador Diogo Cão que de imediato estabeleceu relações com o Reino do Congo. Este foi o primeiro contacto de europeus com habitantes do território hoje abrangido por Angola, contacto este que viria a ser determinante para o futuro deste território e das suas populações.

África do Sul







A África do Sul é o país localizado no extremo Sul do continente africano, com uma população de 48,6 milhões de habitantes, oferece uma grande. diversidade cultural, linguística e religiosa. E embora 79,2% da população sul africana seja negra, os habitantes são de grupos étnicos diferentes, (zulus, chosas, pedis, sotos, tsuanas, tsongas, suazis, nedebeles, vendas), brancos 8,9% (holandeses, alemães, franceses, ingleses), coloured, indianos/asiáticos 2,5%, outros 0,5%.
Detentora de uma uma costa de 2.798 km, encontra-se rodeado pelos oceanos Atlântico e Índico e faz fronteira a norte com a Namíbia, Bostswana e Zimbabwé; com Moçambique e Swazilândia a leste e tem Lesoto inserido dentro do seu território.
Com uma área de 1.221.037 km2, tem como capital legislativa a Cidade do Cabo, capital judiciária Bloemfontein e capital administrativa Pretória.
A África do Sul é caracterizada por uma alfabetização de 82,5% e por uma esperança média de vida de 49,3 anos.
A administração oficial encontra-se dispersa por Pretória (sede do Poder Executivo), Cidade do Cabo (sede do Poder Legislativo) e Bloemfontein (sede do Poder Judiciário).


História

A África do Sul contém alguns dos sítios arqueológicos e fósseis humanos mais antigos do mundo. Foram recuperados vários fósseis humanos numa série de cavernas na província de Gauteng. Esta área foi considerada Património Mundial pela UNESCO e denominada de "Berço da Humanidade". Outros locais com ossos de hominídeos incluem Sterkfontein, Swartkrans, Caverna de Gondolin, Krondraai, Caverna Coopers, Malapa, Makapansgat, Cornelia e Florisbad, Caverna Border, Elandsfontein e Die Kelders. Estes locais indicam que viveram diversas espécies de hominídeos na África do Sul, incluindo o Australopithecus africanus.
Em 1652 a Companhia Holandesa das Índias Orientais estabelecem um posto comercial, que mais tarde viria a tornar-se a Cidade do Cabo.
A Cidade do Cabo tornou-se uma colónia britânica em 1806. A colonização europeia expandiu-se na década de 1820 com os Bóeres (descendentes calvinistas dos Países Baixos, Alemanha e França) enquanto os colonos Britânicos se fixaram no norte e no leste do país. Durante este período surgiram conflitos entre os grupos Xhosa, Zulu e Afrikaners que competiam por território.

07/03/2016

África


O continente africano é o segundo maior a nível populacional e geográfico do mundo.
Tem cerca de 30,2 milhões de km2, com inclusão das ilhas adjacentes, cobrindo cerca de &% da superfície terrestre e 20,4% da área total da Terra.
Com cerca de mil milhões de habitantes desde 2009, é responsável por cerca de 15% da população mundial.
O continente é cercado pelo Mar Mediterrânico a Norte, pelo Canal Suez e Mar Vermelho ao longo da península do Sinai a Nordeste, pelo Oceano Índico a sudeste e Oceano Atlântico a Oeste.
África incluí Madagáscar e vários arquipélagos. Tem 54 Estados soberanos reconhecidos ("países"), 9 territórios, e 2 Estados de facto independentes, mas com limitado ou nenhum reconhecimento.
O nome África é derivado de uma antiga área na atual Tunísia, conhecida como Ifriqiya, ou lugar ensolarado, na língua berbere (tamazight).




A Argélia é o maior país africano por área, e a Nigéria em população.
A África, em particular a África Central e Oriental, é amplamente reconhecida como o local de origem dos seres humanos e da clade hominidae.

O continente africano costuma ser regionalizado em duas categorias:

  • Localização geográfica:

África Setentrional - ou África do Norte, é constituída pelos países do Maghreb, os países do Saara e o
vale do Nilo. O clima da região é do tipo mediterrânico na vertente norte e do tipo desértico no sul. A população distribui-se de modo irregular, sendo mais densa nas zonas mais húmidas. A agropecuária é pouco desenvolvida, destacando-se a agricultura mediterrânica (vinhas, oliveiras, cítricos e tâmaras), uma pecuária extensiva nas áreas semi-áridas e pecuária nómada nas regiões desérticas. Zona rica em minérios, os países do Maghreb conseguiram implantar algumas indústrias de destaque; a Argélia é rica em petróleo e gás natural; Marrocos e Tunísia são grandes exportadores de fosfatos. O vasto deserto do Saara que se estende por diversos países não favorece as actividades económicas, no entanto o subsolo é rico em petróleo, gás natural e ferro. Apesar de o Egito e o Sudão também se encontrarem no Deserto do Saara, a presença do rio Nilo agrupa-os noutra sub-região, o qual proporciona as melhores condições de vida. O vale por onde corre o rio apresenta um solo extremamente fértil, zona rica em agricultura (algodão, milho, trigo e arroz) e devido à construção de barragens que possibilitam a irrigação de extensas áreas, a agricultura não se limita à margens do rio. A indústria encontra-se mais desenvolvida no Egito do que no Sudão, nomeadamente a siderurgia, a eléctrica, a têxtil, a de produtos químicos e a alimentar. O solo egípcio também contém reservas de petróleo, gás natural, ferro, fosfato e potássio.


África Ocidental - Região situada entre o deserto Saara e o golfo da Guiné. Os terrenos são antigos e,
consequentemente, bastante eroditos, verificando-se a presença de formações rochosas cristalinas. A região apresenta um clima equatorial, com áreas de savana a norte e densas florestas ao sul, onde os índices de pluviosidade são mais elevados. A África Ocidental possui uma densidade demográfica superior à região do Saara. 60% da população está concentrada na Nigéria. Todos os países desta região são subdesenvolvidos, sendo a agricultura a principal actividade económica. A lavoura de subsistência alterna-se com o cultivo de produtos tropicais destinados à exportação (café, cacau, amendoim, banana e borracha). A industrialização local, em expansão, depende em grande parte do capital estrangeiro. Os países mais desenvolvidos no sector são a Nigéria, Costa do Marfim e Senegal.


África Central - Esta região situa-se na zona equatorial do continente, sendo limitada pelo Atlântico a
Oeste e por altas escarpas montanhosas a Este, verificando-se no resto do território uma alternância de planaltos e planícies cortados por rios caudalosos. O clima é quente e húmido nos países a Norte, com a presença de florestas equatoriais. Na parte Sul predominam o clima tropical e a formação vegetal de savanas. Trata-se de uma região de baixa densidade populacional, cuja população pertence maioritariamente ao grupo banto. As principais concentrações humanas ocorrem no Zaire e em Angola. A agricultura assemelha-se à da África Ocidental. A exploração mineral é muito importante para o Zaire e para Angola, onde se encontram jazidas de cobre, cobalto, manganês e ferro. O extravio vegetal, nomeadamente de madeira, reforça a economia da região.


África Oriental - Situada entre a Bacia do rio Congo e as águas do mar Vermelho, a paisagem desta região mostra-se bastante diversificada, com a presença de maciços montanhosos no meio de planícies e planaltos elevados, com a presença de grandes falhas, vulcões e lagos. Predomina o clima tropical,

com atenuação das temperaturas devido à altitude. A vegetação também oferece um quadro variado: florestas equatoriais, savanas, estepes e formações típicas de áreas desérticas. A população é predominantemente do grupo banto na península da Somália ("Corno de África") e noutras áreas encontram-se um expressivo número de árabes, indianos e europeus. A população rural é superior à urbana. A economia regional baseia-se na agricultura que, organizada segundo o sistema de plantação, dedica-se aos produtos de exportação, como o café e o algodão. Os escassos recursos minerais consistem em pequenas jazidas de ouro, platina, cobre, estanho e tungsténio. A África Centro-oriental é uma das regiões mais pobres e com um maior número de conflitos no continente, com crises de seca e fome (Somália e Etiópia) e sangrentos conflitos étnicos, como entre hutus e tutsis no Ruanda e Burundi.


África Meridional - Esta região, atravessada pelo Trópico de Capricórnio, é composta por doze

estados independentes. No seu relevo predominam os planaltos circundados pelas baixas altitudes da faixa litoral. O clima varia entre o tropical húmido ao desértico ( na região do Calaari), passando pelo mediterrânico; encontra-se, igualmente, uma vegetação diversificada, com a presença de savanas, estepes e florestas (junto à costa do oceano Índico). O principal sustentáculo económico são as reservas minerais, com destaque das minas na África do Sul (ouro, diamantes, cromo e manganês) e na Zâmbia (cobre e cobalto) A agricultura está representada por produtos de clima mediterrânico (vinhas, oliveiras, frutas) e de clima tropical (cana-de-açúcar, café, tabaco e algodão), além da criação extensiva de gado bovino. No continente, as indústrias concentram-se nas regiões metropolitanas de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban.


2. Étnica e Cultural
África Branca ou Setentrional, formada pelos oito países do Norte, mais a Mauritânia e o Saara Ocidental;
África Negra ou Subsaariana, formada pelos restantes 44 países do continente.





Demografia

A população africana tem tido um crescimento exponencial ao longo do último século, mostrando uma população muito jovem, reforçada por uma baixa expectativa de vida (abaixo dos 50 anos).
Acredita-se que o continente tenha atingido os mil milhões de habitantes em 2010. O país dom uma maior população é a Nigéria, com 170.123.740 habitantes no ano de 2012, seguido da Etiópia com 91.195.675 e Egito com 83.688.164 habitantes (Fonte: CIA Word Factbook).

Vários países, como a Libéria, o Burundi, o Uganda, a República Democrática do Congo, Madagáscar e Burkina Faso apresentam taxas de crescimento anual superiores a 3%.

O continente apresenta uma baixa densidade demográfica, de cerca de 30h/km2, devendo-se tal a:
grande parte do continente não ser propício a concentrações humanas devido a desertos, florestas densas, etc;
índices de mortalidade muito elevados;
correntes migratórias, fazendo com que o continente tenha, e continue, perdido muitos habitantes.



A população africana apresenta uma distribuição muito irregular devido às características físicas do próprio continente, sendo poucos os países que apresentam uma população urbana superior à rural.
HDI 2009

 
A maior parte dos países africanos apresenta características de subdesenvolvimento, com 35 dos 54 países considerandos entre os "países menos desenvolvidos do mundo".
A maioria da população africana é constituída por povos negros, no entanto a presença branca também se regista, essencialmente no Norte do Saara (África Branca), formada principalmente por árabes e berberes, assim como tuaregues, judeus e descendentes de europeus. A África Negra é povoada por uma grande variedade de grupos negróides que se diferenciam entre si por diferenças culturais, religiosas e linguísticas. Os principais grupos são os bantos, os nilóticos, os pigmeus e os bosquímanos ou khoisan. Para além destes grupos, encontram-se ainda, em África, os malgares, indianos, portugueses e um pequeno número de chineses de origem europeia.
A religião em África demonstra-se por três grupos principais:
O Islão, que se manifesta principalmente na África Branca, mas também é professado por numerosos povos negros;
O Cristianismo, religião levado pelos missionários e professada em diversas regiões do continente;
Religiões tradicionais africanas, centradas no animismo e seguidas por toda a África negra.
Existem numerosos idiomas no continente, alguns de origem africana, outros introduzidos pelos colonizadores. Os principais são o árabe, o inglês, o francês, o português, o espanhol e o africanêr.







Bibliografia
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica

Imagens: Google


04/03/2016

Paranthropus aethiopicus

Esta espécie é um dos exemplos que poderão representar a problemática na classificação e identificação da evolução paralela, quando várias espécies independentes desenvolvem traços semelhantes, neste caso no registo fóssil hominídeo.
O Paranthropus aethiopicus continua, em grande parte, a ser um mistério para os paleoantropólagos, parte porque foram descobertos muitos poucos fósseis desta espécie.
A Caveira Negra (escurecida devido a minérios de manganésio) descoberta em 1985 por Alan Walker e Richard Leakey, com 2,5 milhões de anos, no Lago Turkana, no Quénia,  África Oriental, ajudou a definir esta espécie como o primeiro australopitecinio robusto conhecido.
O Par. aethiopicus apresenta uma face muito projectada, dentes bastante largos, uma maxila forte e uma crista sagital muito desenvolvida no topo do crânio, indicando músculos de mastigação bastante fortes, com ênfase nos músculos que ligavam a parte de trás da crista, criando forças de mastigação fortes sobre os dentes da frente.

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...