20/01/2016

Australopithecus anamensis

O Australopithecus anamensis ("anam" significa lago na língua turkana e "Australopithecus" tem origem no latim australis - "do sul" e em macaco em grego, "pithekos"), apresenta uma mistura de traços encontrados tanto nos símios quanto nos humanos.  Viveu na África Oriental (Lago Turkana, Quénia e Awash Central, na Etiópia) há cerca de 4,2 a 3,9 milhões de anos atrás, durante o Plioceno.

Em 1965, uma equipe de investigação liderada por Bryan Patterson da Universidade de Harvard descobriu um único osso do braço de um humano inicial em Kanapoi, no norte do Quénia. Mas sem fósseis humanos adicionais, Patterson não conseguiu identificar a espécie a que pertencia com confiança. Os 21 fósseis que contêm a mandíbula e a maxila, os fragmentos craniais, as partes superior e inferior da tíbia, que viriam a identificar a espécie, foram descobertos pela equipe de investigação liderada pela paleoantropóloga Meave Leakey. A investigadora e os seus colegas determinaram que os fósseis pertenciam a um hominídeo primitivo e nomearam a nova espécie de Australopithecus anamensis.


O Aust. anamensis é de grande importância pois apresenta evidências indiscutíveis de bipedalismo, sendo os vestígios deste tipo de locomoção em hominídeos mais antigos já comprovados. A morfologia do crânio apresenta mudanças evolucionárias de transição entre hominídeos mais primitivos, como o Ardipithecus ramidus, e outros mais evoluídos, como o Australopithecus afarensis.
O Aust. anamensis encontra-se representado por restos de fósseis de crânios, que são constituídos por partes de mandíbulas, maxilas (compreendendo o maxilar superior e a maior parte da face), dentes (com pré-molares e molares com espessura de esmalte do dente parecido com outras espécies do género Australopithecus e outros hominideos posteriores como os do género Homo). A arcada dentária desta espécie possuía o formato em U, em contraste com o formato mais parabólico encontrado no Aust. afarensis e noutras espécies de hominídeos posteriores.  Outras características encontradas nos dentes do Aust. anamensis e que entretanto diferem de outras espécies de Australopithecus e Paranthropus, são o tamanho e o formato do terceiro pré-molar inferior, que apresentam dimensões maiores. Já o formato dos caninos superiores são simétricos, diferindo dos caninos assimétricos dos Australopithecus posteriores e o formato do primeiro molar não se assemelha a um molar permanente e sim a um "dente de leite". Contrariamente aos existentes nos outros Australopithecus, os caninos são menores do que no género Ardipithecus.

07/01/2016

Antoine Watteau


Jean-Antoine Watteau, mais conhecido por Antoine Watteau ou simplesmente Watteau (10 de outubro de 1684, Valenciennes, França - 18 de julho de 1721, Nogent-sur-Marne, França), foi um pintor francês do precursor e maior artista do rococó. Nasceu no centro da região de Hainaut, recém-incorporada ao território francês pelas tropas de Luís XIV.
 Não se pode dizer que tenha nascido com grande sorte, mas apesar de ter sofrido bastante, quando se exprime na sua arte, a sua obra não é uma lamentação, mas um longo desejo. O riso, a alegria de viver o que o seu pincel capta, tempera-se sempre de inquietação e de melancolia. A sua arte é um sorriso que surge entre lágrimas.
Filho de um pobre operário de Valenciennes, Watteau teve uma juventude difícil; viveu quase na miséria, o que bem cedo afetou a sua saúde. Feio, timido, enfezado e sem um tostão, encontrou na arte tudo o que a vida lhe não queria dar. Quando Paris descobriu a sua obra, Watteau era decorador ao serviço de Gillot. Os seus motivos, duma graça inigualável, ia buscá-los diretamente à natureza.
Infatigável, Watteau soube, na sua curta vida, afastar todos os obstáculos que a doença opunha à sua necessidade de criação; soube dominar as formas, as cores e os motivos.

Ardipithecus ramidus


O Ardipithecus ramidus foi um primata que viveu na África Oriental, em Gona e Awash Central, há cerca de 4,8 a 4,1 milhões de anos atrás, durante o Plioceno. Na altura esta região era arborizada e húmida.
White e a sua equipa deram o nome de Ardipithecus ramidus em que "Ardi" significa solo, "pithecus", em grego, macaco e "ramid" significa raíz na língua amhárica da zona onde foram encontrados os fósseis, referindo-se à proximidade desta espécie com as raízes da humanidade.
Aquando da época desta descoberta o género Australopithecus encontrava-se cientificamente bem estabelecido, então White concebeu o nome Ardipithecus para distinguir este novo género do anterior.


Os primeiros vestígios do Ardipithecus ramidus remontam ao ano de 1994 (mas foi só no ano de 2009, os cientistas fizeram o anúncio formal e publicaram a descoberta de um esqueleto parcial, denominado "Ardi"), embora esta espécie já tivesse sido descrita por White em 1983, a partir de da descoberta de maxilares de 9 indivíduos no ano de 1983, pela equipa da Universidade de Indiana dirigida por Sileshi Seaslug. Uma equipa liderada pelo paleoantropólogo Tim White descobriu o primeiro Ardipithecus ramidus no Awash Central, no que é a atual Etiópia, entre 1992 e 1994. Desde essa altura que a equipa de White descobriu mais de 100 fósseis do Ardipithecus ramidus. Estes estudos somavam 36 indivíduos, incluindo um esqueleto incompleto (cerca de 45% do total do esqueleto) que foi denominado de Ardi, com 125 ossos individuais (fragmentos do crânio, todos os tipos de dentes superiores e inferiores, ossos do braço, mão e punho, pélvis, pernas e pés, membro anterior quase completo, úmero semelhante a outros hominídeos, formato da cabeça do úmero diferente dos macacos atuais, fragmento do osso que são do antebraço, do braço, os metacarpos, diferentes daqueles dos macacos atuais, por outro lado as falanges são mais longas que a dos outros hominídeos, com uma dimensão intermédia entre a dos chimpanzés e a dos gorilas. A pelve é idêntica à dos outros hominídeos, com um ílio que, deslocando os músculos glúteos mais para o exterior do corpo, permitia que o peso fosse suportado sobre um pé durante a marcha bípede. A forma e o tamanho do ísquio sugerem que os músculos estavam bem desenvolvidos, indicativo de uma boa capacidade de escalação). Estes achados fazem do Ardipithecus ramidus o hominídeo anterior ao Australopithecus melhor documentado.

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...