11/12/2015

Manuscritos do Mar Morto


Os manuscritos do Mar Morto são vários conjuntos de escritos religiosos encontrados em diversos locais, sendo que os mais conhecidos são Os Manuscritos das Cavernas de Qumranb (981 textos), que foram encontrados em onze cavernas, entre 1946 e 1956, nas vizinhanças de um assentamento em Khirbet Qumran. As cavernas encontram-se localizadas a cerca de dois quilómetros do interior a partir da costa noroeste do Mar Morto.
Também foram descobertos outros manuscritos, escondidos por refugiados fugidos da guerra, constituídos principalmente por documentos e cartas em papiros, noutras cavernas.
Embora alguns destes manuscritos tenham sobrevivido relativamente intactos, a maior parte dos documentos é constituída por pequenos fragmentos em papiro ou pergaminho. 
Existe um consenso de que os Manuscritos das Cavernas de Qumran datem entre os três últimos séculos a.C e o primeiro século d.C. As moedas de bronze encontradas nos mesmos locais formam uma série que começa com João Hircano (135-104 a.C) e continuam até à Primeira Guerra Judaico-Romana (66-73 d.C), apoiando a datação radiocarbono e paleográfica dos pergaminhos.
Já os outros pergaminhos encontrados em vários locais do deserto da Judeia chegam até ao século VIII a.C até aos século XI d.C.
Os textos são de grande importância histórica, religiosa e linguística pois incluem o terceiro manuscrito mais antigo de que se tem conhecimento, de trabalhos que mais tarde viriam a ser incluídos no Cânone da Bíblia Hebraica, juntamente com manuscritos deuterocanónicos e outros manuscritos não incluídos na Bíblia e que preservam provas da diversidade do pensamento religioso durante a época do Segundo Templo Judeu. Existem apenas dois manuscritos de prata que contêm textos bíblicos e que são mais antigos que os Manuscritos do Mar Morto - os manuscritos de prata foram escavados em Jerusalém em Ketef Hinnom e datam de cerca de 600 a.C. Uma peça queimada do Levítico data do século V a.C foi analisado recentemente e quanto se sabe é a quarta peça mais antiga da Tora a existir.

A maior parte dos textos está escrita em hebraico, com algum aramaico (em dialetos diferentes, incluindo nabateu) e um pouco em grego. Quando se incluem as descobertas no deserto da Judeia, acrescenta-se o latim (de Masada) e o arábico (de Khirbet al-Mird). A maior parte dos textos está escrito em pergaminho, alguns em papiro e um em cobre.
Geralmente associam-se os manuscritos à facção judaica dos Essénios, no entanto algumas interpretações recentes têm mudado esta associação e argumentado que os manuscritos foram escritos pelos sacerdotes em Jerusalém, sadocitas ou outros grupos judeus desconhecidos..
Devido às fracas condições de alguns dos manuscritos, não se conseguiu identificar todos, sendo que os identificáveis estão geralmente divididos em três grupos:
  1. Cerca de 40% deles são cópias de textos da Bíblia Hebraica;
  2. à volta de 30% são textos do Período do Segundo Templo que não vieram a ser canonizados na Bíblia Hebraica, como por exemplo o Livro de Enoque, o Jubileu, o Livro de Tobias, o Eclesiástico, os Salmos, etc.
  3. outro (ou outros) grupos abrangendo uma forma mais vasta do Judaísmo, como a Regra da Comunidade, o Manuscrito da Guerra, o Pesher no Habakkuk e o Reino dos Abençoados.

Manuscritos das Cavernas de Qumran

Os manuscritos vão desde o terceiro século a.C. (Período Médio do Segundo Templo) até ao primeiro século da atual Era, pouco antes da destruição do Segundo Templo em 70 d.C.
Embora o hebreu seja o idioma mais utilizado, cerca de 15% dos manuscritos estão escritos em aramaico e outros em grego.
Os Manuscritos das Cavernas de Qumran contêm bastante literatura religiosa, a qual consiste em dois tipos:
  • manuscritos bíblicos (encontrados na Bíblia Hebraica atual) - cerca de 230 manuscritos estão considerados neste grupo, muitos dos quais pertencendo à Bíblia Hebraica atual. No Período do Segundo Templo já eram de importância significativa, sendo considerados fontes de comunicação divina. Estes manuscritos mostram que as comunidades da altura não tinham uma concepção unificada relativa a uma coleção autorizada de obras bíblicas. Entre estes encontram-se cópias completas ou parciais da Bíblia Hebraica (com exceção do Livro de Ester). Cerca de uma dúzia de cópias de alguns destes livros sagrados foram escritos em paleo-hebraico antigo. Muitos dos manuscritos bíblicos apresentam semelhanças com o Texto Massorético, o texto aceite pela Bíblia Hebraica, a partir da segunda metade do primeiro milénio d. C. até à atualidade. Esta semelhança é notável, uma vez que os Manuscritos de Qumran têm mais de mil anos do que os manuscritos bíblicos anteriormente identificados. Surpreendentemente, alguns manuscritos bíblicos apresentam diferenças em relação à linguagem e ortografia padrão Massorética. Acrescentos e exclusões  em certos textos é demonstrativo que os escritores sentiram liberdade para modificar os textos que copiavam.
  • manuscritos não-bíblicos (escritos que se encontravam em circulação na época do Segundo Templo, mas que não faziam parte da Bíblia. Alguns eram considerados sectários, pois descreviam as crenças e práticas de determinados grupos religiosos). Entre estes textos encontravam-se textos parabiblicais, textos exegéticos, hinos e orações, textos de sabedoria, textos apocalípticos, textos de calendário e outros. Já se tinha conhecimento de muitos destes textos, pois haviam sido preservadas traduções. Usou-se o termo Pseudepígrafo para muitos destes textos, como foi o caso do Livro dos Jubileus, que era conhecido nas versões Etíope e Grega. Outras obras eram completamente desconhecidas. Embora haja concordância entre os académicos de que esta literatura era de bastante valor entre largos segmentos da população judia, e que refletiam as crenças de sub-grupos específicos, existe desacordo, no entanto, sobre muitos aspetos destes documentos, incluindo a qual comunidade correspondia cada texto, ou se as comunidades interagiam ou não entre si. Um quarto dos documentos deste grupo são considerados "sectários", compostos por material que parece refletir a vida e filosofia de uma comunidade específica. Estes textos consistem fundamentalmente em comentários escatológicos bíblicos, litúrgicos e obras apocalípticas, assim como de regras com a finalidade de orientar o quotidiano da comunidade.


Manuscritos de Outros Locais

Os Manuscritos do Mar Morto encontrados fora das grutas de Qumran vão desde o Período do Primeiro Templo (sec. VIII a.C) até ao sec. Xi d.C. As coleções incluem o papiro Samaritano Aramaico do sec. IV de Wadi Daliyeh e os manuscritos arábicos de Khirbet Mird (secs. VII e VIII d.C.). A maioria dos escritos são textos judeus da época romana. Entre estes , encontram-se os documentos hebreus, aramaicos, nabateus e gregos da Revolta de Bar Kokhba, que são de particular interesse para os investigadores.

As Cavernas de Refúgio de Bar Kokhba
As Cavernas de Refúgio Bar Kokhba preservaram uma quantidade considerável de documentos, que incluem registos financeiros, militares, jurídicos, administrativos e pessoais, assim como textos religiosos, incluindo manuscritos bíblicos. Levados para as cavernas por refugiados que procuravam escapar do tumulto causado pela Revolta de Bar Kokhba  (132-135 d.C), contêm indícios das dificuldades económicas e pessoais sofridas pelos refugiados. Os textos das cavernas incluem cartas de e para o líder da revolta de Bar Kokhba. Uma vez que muitos documentos apresentam datação, estes são de grande importância para a arqueologia dos períodos romano e talmúdico.

História

Antecedentes históricos
A maioria dos Manuscritos do Mar Morto foram escritos entre os secs. II a.C e o sec. d.C. Durante este tempo, diferentes grupos judeus lutavam por obter e manter uma liderança política e religiosa. Como fonte de origem, os Manuscritos do Mar Morto vieram a fornecer alguma luz sobre os eventos históricos da altura e explorar as maneiras que os diferentes judeus do Período do Segundo Templo se encontravam relacionados com o mundo que os rodeava. Estes textos vieram a fornecer um novo entendimento sobre a forma como o judaísmo rabínico e o cristianismo surgiram. 
Antes da descoberta dos Manuscritos, julgava-se que a Judeia do Segundo Templo era uma sociedade monolítica. Influenciados por ideias pré-concebidas, os académicos baseavam esta ideia errada de uniformidade com base em fontes como Josefo Flavius e outros autores gregos e romanos, nos evangelhos do Novo Testamento, e nos textos rabínicos. Na realidade, vendo estas fontes sob uma nova luz, percebe-se a sua diversidade e apoiam os textos do Mar Morto. Estas obras mostram principalmente que haviam várias secções de grupos judeus, como os Fariseus, os Saduceus e os Essénios. 
Qumran
Os Manuscritos mostram o contraste entre estes diversos grupos, seja nas crenças seja nas práticas. Os documentos também são de grande importância para a clarificação de eventos históricos, do quotidiano e das ideias da altura, assim como do calendário religioso, disputas filosóficas.
Estes debates sociais tiveram lugar numa época em que as ambições coloniais do Império Grego e Romano se encontrava no auge, desde a época de Alexandre o Grande até à Revolta de Bar Kokhba contra o Império Romano. Muitos dos manuscritos foram escritos durante os cem anos de independência da Judeia, sob o governo dos sumo sacerdotes judeus e reis da dinastia hasmoneana. A agitação política interna e internacional apoiavam a ideia da destruição iminente do mundo. Este é o contexto histórico sob o qual foram escritos o Manuscritos  e surgiu o cristianismo, assim como o judaísmo rabinico.

Descoberta
Os Manuscritos do Mar Morto foram descobertos numa série de onze cavernas à volta do local conhecido como Wadi Qumran, perto do Mar Morto na margem ocidental do rio Jordão, entre 1946 e 1956 por pastores beduínos e uma equipa de arqueólogos.
  • Descobertas iniciais (1946-1947) - As descobertas iniciais, pelos pastores beduínos Muhammed edh-Dhib, pelo primo deste Jum'a Muhammed e por Khalil Musa, tiveram lugar entre novembro de 1946 e fevereiro de 1947. Os pastores descobriram sete manuscritos alojados em jarras numa caverna perto do que é atualmente conhecido como o Local de Quamran. John C. Trever reconstruiu a história dos manuscritos a partir de diversas entrevistas com os beduínos. O primo de Edh-Dhib reparou nas cavernas, mas foi o próprio edh-Dhib o primeiro a entrar dentro destas. Recuperou uma série de manuscritos, que Trever identificou como sendo os Manuscrito de Isaías, o Comentário Habakkuk e a Regra da Comunidade, e levou-os para o acampamento para os mostrar à família. Nenhum dos manuscritos foi destruído neste processo, apesar dos rumores. O pastor manteve os manuscritos numa estaca da tenda enquanto tentava perceber o que fazer com estes, levando-os ocasionalmente para os mostrar a diversas pessoas. Durante alguma fase deste processo, a Regra da Comunidade ficou dividida em duas. Primeiramente o pastor beduíno levou os manuscritos a um negociante chamado Ibrahim 'Ijha em Belém. 'Ijha devolveu-os, dizendo que estes não tinham qualquer valor, após ter sido avisado de que estes podiam ter sido roubados de uma sinagoga. Sem desanimar, edh-Dhib levou os manuscritos a um mercado local, onde um cristão sírio se ofereceu para os comprar. Um xeque juntou-se à conversa e sugeriu que o pastor levasse os manuscritos a Khalil Eskander Shahin, "Kando", um sapateiro e comerciante de antiguidades em part-time. edh-Dhib e o comerciante voltaram ao lugar, deixando um manuscrito com Kando e venderam os outros três a outro comerciante. Os manuscritos originais continuaram a mudar de mãos após o pastor beduíno os ter deixado na posse de uma terceira parte até que se arranjasse uma venda. Em 1947 os sete manuscritos originais suscitaram o interesse do Dr. John C. Trever, da American Schools of Oriental Research (ASOR), o qual comparou os escritos dos manuscritos com os do Papiro Nash, o manuscrito mais antigo até então conhecido, e encontrou semelhanças entre os documentos. Em março de 1948 deu-se início à Guerra Árabe-Israelita o que fez com que alguns manuscritos fossem deslocados para Beirute, Líbano, para a segurança destes. A 11 de abril de 1947, Millar Burrows, chefe do ASOR, anunciou a descoberta dos manuscritos numa conferencia de imprensa.
  • Procura pelas cavernas de Qumran (1948-1949) - Logo no início de setembro de 1948 o bispo metropolita Mar Samuel trouxe alguns fragmentos de manuscritos adicionais que havia adquirido ao Professor Ovid R. Sellers, o novo diretor da ASOR. Pelos finais de 1948, cerca de dois anos após a sua descoberta, ainda faltava aos investigadores localizar as cavernas originais onde os fragmentos haviam sido encontrados. Devido aos distúrbios no país, não tinha sido possível fazer uma procura a larga escala de forma segura. Os comerciantes procuraram obter a ajuda dos sírios na busca, mas não conseguiam pagar o valor pedido. No início de 1948, o governo da Jordânia deu permissão à Legião Árabe para procurar na área a caverna original de Qumran, que se julgava ser a pretendida. Desta forma, a Caverna 1 foi redescoberta a 28 de janeiro de 1949, pelo observador belga das Nações Unidas Capitão Phillipe Lippens e o Capitão da Legião Árabe Akkash el-Zebn.
  • Redescoberta das cavernas de Qumran e novos manuscritos (1949-1951) - A redescoberta daquilo que veio a ser conhecido como "Caverna !" em Qumran levou às primeiras escavações no local de 15 de fevereiro a 5 de março de 1949 pelo Departamento de Antiguidades jordaniano, conduzidas por Gerald Lankester Harding e Roland de Vaux. O local da Caverna 1 forneceu descobertas de novos fragmentos Manuscritos do Mar Morto, de roupa de linho, jarras e outros artefactos.
  • Escavações de Qumran (1951-1956) - Em novembro de 1951, Roland de Vaux e a sua eqwuipa da ASOR começaram uma escavação completa de Qumran. Por volta de fevereiro de 1952, o povo beduíno descobriu 30 fragmentos naquela que ficou conhecida como "Caverna 2". A descoberta de um segundo local ofereceu 300 fragmentos de 33 manuscritos, incluindo fragmentos do Jubileu, da Sabedoria de Siraque, e escritos de Ben Sira em hebreu. No mês seguinte, a 14 de março de 1952, a equipa do ASOR descobriu uma terceira caverna com fragmentos do Jubileu e o Manuscrito de Cobre. Entre setembro e dezembro de 1952 vieram a ser descobertos os fragmentos e manuscritos das Cavernas 4, 5 e 6. à medida que o valor monetário dos manuscritos subia, devido à sua importância histórica, estes tornavam-se cada vez mais públicos, fazendo com que os beduínos e os arqueólogos do ASOR acelerassem a sua procura pelos manuscritos, separadamente, numa área que abrangia mais de um quilómetro de comprimento. Entre 1953 e 1956, Roland de Vaux conduziu mais quatro expedições arqueológicas nas áreas onde ainda faltava descobrir artefactos e manuscritos. A última caverna, a Caverna 11, foi descoberta em 1956 e obtiveram-se os últimos fragmentos nas vizinhanças de Qumran.

Origem

Tem havido muita controvérsia acerca da origem dos Manuscritos do Mar Morto, no entanto a teoria com uma maior aceitação é a de que estes pertenceram a uma facção de judeus que viviam nas imediações de Qumran, os Essénios.

Teoria dos Essénios de Qumran
Durante a década de 1990, a maior parte dos académicos, defendiam a hipótese dos "Essénios de Qumran", dada inicialmente por Roland Guérin de Vaux e Józef Tadeusz Milik, apesar desta teoria já ter sido defendida anteriormente, de forma independente, tanto por Eliezer Sukenik e Butrus Sowmy do Mosteiro de São Marcos, que faziam a ligação aos manuscritos antes das escavações em Qumran. Esta teoria defende que os manuscritos foram escritos pelos Essénios, ou por outra facção judaica, que residiram em Khirbet Qumran. Escreveram os manuscritos e eventualmente viriam a escondê-los nas cavernas da vizinhança durante a Revolta Judaica entre 66 e 68 d.C. O local de Qumran foi destruído e os manuscritos nunca recuperados. Diversos argumentos suportam esta teoria:
  • Existem grandes semelhanças entre a descrição de uma cerimónia de iniciação dos novos membros na Regra da Comunidade e as descrições da cerimónia de iniciação dos Essénios, conforme mencionada nos trabalhos de Josefo Flavius, um historiador judeu-romano do Período do Segundo Templo.
  • Josefo menciona que os Essénios partilhavam a propriedade entre os membros da comunidade, tal como vem mencionado na Regra da Comunidade.
  • Durante as escavações em Khirbet Qumran, pensou-se que dois tinteiros e elementos rebocados seriam mesas, oferecendo evidencias de que a forma de escrita era a mesma. Foram, entretanto, descobertos mais tinteiros. De Vaux chamou a esta área "scriptorium" com base na descoberta;
  • Diversos rituais de banho judeus foram descobertos em Qumran, oferecendo indícios da presença judaica no local;
  • Plínio, o Velho (um geógrafo que escreveu depois da queda de Jerusalém em 70 d.C) descreveu um grupo de Essénios a viver em comunidade no deserto na costa noroeste do Mar Morto, perto das ruínas da cidade de 'Ein Gedi.
Apesar da teoria dos Essénios de Qumran ser a hipótese mais aceite desde que foi proposta, têm sido propostas outras hipóteses para a a origem dos manuscritos.





Teoria Qumran-Sectário
As teorias do Qumran-sectário são variações da teoria dos Essénios de Qumran. O ponto principal de discórdia entre as teorias é a hesitação em ligar os Manuscritos do Mar Morto especificamente aos Essénios.

Teoria de origem cristã
Em épocas recentes, Robert Eisenman avançou com a teoria de que alguns manuscritos descrevem a comunidade do cristianismo primitivo. Também defendeu que  as vidas de Tiago, o Justo e Paulo, o Apóstolo, correspondem aos eventos registados nalguns destes documentos.

Teoria de origem em Jerusalém
Alguns investigadores defendem que os manuscritos foram um produto dos judeus que viviam em Jerusalém, e que os esconderam nas cavernas perto de Qumran quando fugiam dos romanos depois da destruição de Jerusalém em 70 d.C. Karl Heinrich Rengstorf propôs inicialmente que os Manuscritos do Mar Morto tiveram a sua origem na Biblioteca do Templo de Jerusalém. Mais tarde, Norman Golb sugeriu que os manuscritos seriam o produto de diversas bibliotecas em Jerusalém, e não necessariamente da Biblioteca do Templo. Os defensores da Origem em Jerusalém apontam a diversidade de pensamento e escrita apresentada nos documentos como prova contra uma origem em Qumran. Diversos arqueólogos também aceitaram que os manuscritos possam ter outra origem que não Qumran, entre os quais se incluem Yizhar Hirschfeld, Yizhal Magen e Yuval Peleg, que pensam que os restos de Qumran seriam um forte asmoneu que viria a ser utilizado mais tarde.

Teoria Qumran-saducéia
Esta é uma variação específica da teoria Qumran-sectarianismo que tem ganho bastante popularidade recentemente com o trabalho de Lawrence H. Schiffman, o qual propõem que a comunidade era liderada por um grupo de sacerdotes zadoquitas (saduceus). O documento que oferece uma maior evidencia para este facto é o "miqsat Ma'ase Ha-Torah" (4QMMT), o qual cita as leis de pureza (como a transferência de impurezas) idênticas às encontradas nos escritos rabínicos dos saduceus. Este documento também reproduz um calendário festival que segue os princípios saduceus para os dias de determinados dias festivos.



Fontes:
https://en.wikipedia.org/wiki/Dead_Sea_Scrolls
http://www.deadseascrolls.org.il/

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...