01/12/2015

Hecatônquiros

Os Hecatônquiros ou Centímanos eram figuras da mitologia grega arcaica. Estes três gigantes tinham uma força e ferocidade de tal forma incríveis que superavam todos os Titãs, que ajudaram a destronar. O seu nome deriva  do grego ἑκατόν (hekaton: "cem") e χείρ (kheir: "mão"), "cada um deles tendo cem mãos e cinquenta cabeças". A Teogonia de Hesíodo diz que os três Hecatônquiros tornaram-se os guardas dos portões do Tártaro.


Na Eneida de Virgílio, onde Virgílio é comparado a um dos Hecatônquiros, estes lutaram ao lado dos Titãs, em vez de serem aliados dos deuses do Olimpo. Nesta versão, Virgílio seguia a Titomaquia épica corintiana em vez da mais familiar de Hesíodo.
Outros relatos fazem de Briareos (ou Aegaeon) um dos assaltantes do Olimpo. Após a sua derrota, foi enterrado debaixo do Monte Etna (Calímaco, Hino a Delos, 141).

Mitologia

Hesíodo
De acordo com Hesíodo, os Hecatônquiros eram filhos de Gaia (Terra) e Urano (Céu). Eram, assim, parte do início das coisas na pré-história da mitologia grega, apesar de não se conhecer qualquer culto a estes. Os três gigantes eram:
  • Briareos / braɪˈɛri.ɒs/ (Βριάρεως) - o Vigoroso, também chamado de Aegaeon / ɨˈən / (Αἰγαίων), a "cabra do mar".
  • Cottus / 'kɒtə / (Κόττος) - o Atacante ou o Furioso.
  • Giges / ˈz / (Γύγης) - o de Grandes Membros
Alguns fenómenos naturais podem ser representados pelos Hecatonquiros, como forças gigantescas naturais de movimento, que aparecem nos terramotos e noutras convulsões, ou nas ondas do oceano.


Pouco depois de terem nascido, o pai destes, Urano, atirou-os para as profundezas do Tártaro pois via-os como monstros horríveis. Nalgumas versões, Urano ao ver quão horríveis eram os Hecatônquiros, no nascimento destes, que os empurrou de volta para o útero de Gaia, deixando Gaia bastante perturbada e causando-lhe grande dor, colocando em movimento o derrube deste do trono por Cronus, que mais tarde viria a prender o pai,  Uranos,  no Tártaro.
Os Hecatônquiros permaneceram no Tártaro, guardados pelo dragão Campe, até que Zeus os resgatou, avisado por Gaia de que estes serviriam como bons aliados contra Cronos e os Titãs. Durante a Guerra dos Titãs, os três gigantes atiraram rochas tão grandes quanto montanhas, cem de cada vez, contra os Titãs, subjugando-os. Após a Guerra dos Titãs, os Hecatônquiros tornaram-se guardas do Tártaro.

Pausânias
Num mito coríntio relatado no século II a.C a Pausânias (Descrição da Grécia ii. 1.6 e 4.7), Briareos foi o árbito numa disputa entre Poseidon e Hélio, entre o mar e o sol: decretou que o Istmo de Corínto pertenceria a Poseídon e a Acrópole de Corínto a Hélio.

Outros
Escólis no Apolónio de Rodes (i. 1165) representa Aegaeon como filho de Gaia e Ponto, o Mar, governando o mar Egeu em Eubéia, um inimigo de Poseídon e o inventor dos navios de guerra. Na Metamorfose de Ovídeo (ii. 10) e na Vida de Apolónio de Tiana de Filótrato  (iv. 6) é uma divindade marinha. Hesíodo reconcilia os Hecatônquiros arcaicos com o panteão olímpico ao tornar Briareos o genro de Poseídon, que lhe deu em casamento a filha Cimopoleia.
Por sua vez, depois da guerra, Coto e Giges estabeleceram-se em palácios no rio Oceano.




Fonte: wikipédia


Desejo

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