19/12/2015

Adolf Hitler - Biografia

Adolf Hitler nasceu a 20 de Abril de 1889 e morreu a 30 de Abril de 1945, era um político germano-austríaco e o líder do Partido Nacional Socialista Trabalhista Alemão (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP), referido geralmente como o Partido Nazi. Foi o chanceler da Alemanha entre 1933 e 1945 e ditador da Alemanha Nazi de 1934 a 1845. Hitler está associado à ascensão do fascismo na Europa.
Era um veterano condecorado da Primeira Guerra Mundial, juntou-se ao Partido Trabalhista Alemão, percursor do Partido Nazi, em 1919, vindo a tornar-se o líder do NSDAP em 1921.

Em 1923 fez uma tentativa de golpe de Estado, conhecido como o Putsch da Cervejaria, em Munique. O golpe falhou e resultou no encarceramento de Hitler, durante o qual ele escreveu as suas memórias, Mein Kampf (Minha Luta).
Após a sua libertação, em 1924, Hitler ganhou apoio ao promover o Pan-germanismo, anti-semitismo, e anti-comunismo com uma oratória carismática e propaganda Nazi.
Foi nomeado chanceler em 1933 e transformou a República de Weimer no Terceiro Reich, uma ditadura de um só partido, baseada no totalitarismo e na ideologia autocrática dos Nazis. O seu objetivo, declarado, era criar uma Nova Ordem de absoluta hegemonia do partido Nazi na Europa continental.
As políticas internas e externas de Hitler tinham como objetivo ganhar Lebensraum ("espaço vital") para o povo alemão. Supervisionou o rearmamento da Alemanha e a invasão da Polónia pela Wehrmacht em Setembro de 1939, a qual levou ao início da Segunda Guerra Mundial na Europa.
Sob a direção de Hitler, em 1941, as forças alemãs e os seus aliados, ocuparam a maior parte da Europa e do Norte de África. Estas conquistas foram perdidas gradualmente após 1941, e em 1945 os Aliados derrotaram o exército Alemão.
A supremacia de Hitler e as políticas raciais resultaram no homicídio de onze milhões de pessoas, incluindo quase seis milhões de judeus.
Nos últimos dias de guerra, durante a batalha de Berlim, em 1945, Hitler casou com a companheira de longa data, Eva Braun. A 30 de Abril de 1945 - pouco menos de dois dias depois - ambos cometeram suicídio para evitar a captura pelo Exército Vermelho, e os seus corpos foram queimados.


Ancestrais
Alois hitler
O pai de Hitler, Alois Hitler (1837-1903) era o filho ilegítimo de Maria Anna Schicklgruber. A certidão de nescimento de Alois não menciona o nome do pai, e a criança ficou com o sobrenome materno. Em 1842 Johann Georg Hiedler casou com Maria, e em 1876 Johann testemunhou num notário, com três testemunhas, que era o pai de Alois.
O oficial Nazi Hans Frank  sugeriu a existência de cartas que diziam que a mãe de Alois era empregada numa casa de uma família judaica em Graz e, que o filho da família, de 19 anos, Leopold Frankenberger, tinha engravidado Maria. No entanto, não havia registos de Frankenberger ou outra família judaica em Graz na época.

Quando tinha 39 anos, Alois assumiu o sobrenome de Hitler, também
Klara Hitler
pronunciado "Hiedler", "Hüttler" ou "Huettler". O nome final foi, provavelmente, regularizado por um clérigo. 
Os historiadores atuais duviadam da pretensão de que o pai de Alois fosse judeu; todos os judeus haviam sido expulsos de Graz por ordem de Maximiliano I, no século XV, e não foi permitido aos judeus assentarem na Estíria antes de serem aprovadas as Leis Básicas em 1849.

Infância

Adolf Hitler nasceu a 20 de Abril de 1889, cerca das 18h30 no Gasthof zum Pommer, uma estalagem em Ranshofen, uma vola anexada em 1938 ao munícipio de Braunau am Inn, na Áustria. Era o quarto de seis filhos de Alois Hitler e Klara Pöltz (1860-1907).
Os irmãos mais velhos de Hitler, Gustav, Ida e Otto, morreram na infância.
Quando Hitler tinha três anos, a família mudou-se para Passau, na Alemanha. Aqui viria a ganhar o dialecto da Bavária, invés o alemão austríaco, que veio a marcar os seus discursos para o resto da vida de Hitler.
Jovem Hitler

Adolf estudou na escola perto de Fischlham e nos seus tempos livres brincava aos Cowbóis e Indíos.
Em 1894, a família mudou-se novamente, para Leonding, perto de Linz, e em Junho de 1895, Alois retirou-se para uma pequena quinta em Hafael perto de Lambach onde tentou ser agricultor e cuidador de abelhas.
Hitler passou a ficar fixado pelos assuntos de guerra quando encontrou um livro de imagens acerca da Guerra Franco-Prussiana entre os pertences do pai.
A mudança para Hafeld parece aumentado os conflitos entre pai e filho, causados pela recusa de Adolf de aceitar as regras rígidas da escola.
As tentativas de Alois se tornar agricultor falharam , e em 1897, a família mudou-se para Lambach. Hitler passou a estudar numa escola Católica, pertencente a um mosteiro Beneditino do século XI. As paredes do mosteiro tinham gravadas a cruz suástica.
Em Lambach, o jovem Hitler de 8 anos, teve lições de canto no coro da Igreja e até chegou a pensar em tornar-se sacerdote. Em 1898 a família voltou, permanentemente, para Leonding. A morte do seu irmão mais novo, Edmund, provocada pelo sarampo, a 2 de Fevereiro de 1900, afetou profundamente Hitler. Passou de um confiante, extrovertido e excelente aluno para  um estudante taciturno, insociável e independente que lutava constantemente contra o pai e professores.
Alois tinha feito uma carreira de sucesso nos escritórios alfandegários e queria que o filho seguisse os seus passos. Mais tarde, Hitler dramatizou um episódio deste período, quando o seu pai o levou a uma visita aos escritórios alfandegários, marcando-o como um evento que lhe criou uma enorme angústia entre pai e filho, os quais tinham ambos uma forte força de vontade.
Ignorando os desejos do filho de ir para uma escola superior clássica e tornar-se artista, em Setembro de 1900, Alois enviou o filho para Realschule em Linz, uma escola superior técnica com cerca de 300 alunos (esta era a mesma escola superior que Adolf Eichmann viria a frequentar 17 anos depois). Hitler rebelou-se contra a vontade paterna, e no Mein Kampf revelou que teve resultados pobres na escola, esperando que o pai cedesse quando visse que ele estava a ter poucos progressos na escola técnica e o deixasse frequentar a escola clássica.
Hitler começou a estar obcecado pelo nacionalismo alemão desde tenra idade como forma de se rebelar contra o pai, que era um orgulhoso funcionário dos serviços austríacos. Embora muitos austríacos se considerassem alemães, eles eram leais à Áustria. Hitler expressou lealdade apenas à Alemanha, apesar do declínio da Monarquia dos Habsburgos e o seu reino sobre um império etnicamente variado.
Hitler e os amigos usavam o cumprimento alemão "Heil", e cantavam o hino alemão "Deutschland Über Alles" em vez do hino do Império Austríaco.
Após a morte repentina de Alois a 3 de Janeiro de 1903, o comportamento de Hitler na escola técnica tornou-se ainda mais indisciplinado, e foi-lhe pedido para sair em 1904. Inscreveu-se na Realschule em Steyr em Setembro de 1904, mas antes de completar o segundo ano, Hitler e os amigos saíram para celebrar e beberam demasiado. Bebedo, Hitler rasgou o certificado e usou os bocados como papel higiénico. O certificado sujo foi levado até ao director da escola, o qual «... lhe deu uma descompustura que o rapaz foi reduzido a gelatina a tremer. Foi provavelmente a experiência mais dolorosa e humilhane da sua vida". Hitler foi expulso, nunca regressando mais à escola.

Jovem adulto em Viena e Munique
A partir de 1905, Hitler teve uma vida boémica em Viena, financiada pelos benefícios de órfão e apoio da mãe. A Academia de Belas Artes de Viena rejeitou-o duas vezes em 1907 e 1908, devido à sua "incapacidade para a pintura", e o director recomendou que ele estudasse arquitectura. No entanto, faltavam-lhe as credenciais necessárias para entrar na escola de arquitectura.
A 21 de Dezembro de 1907, a mãe de Hitler morreu com a idade de 47 anos. Trabalhou ocasionalmente como um assalariado e como pintor, vendendo aguarelas. Depois de ter sido rejeitado pela Academia de artes pela segunda vez, Hitler ficou sem dinheiro. Em 1909 vivia num abrigo para os sem-abrigo, e em 1910 foi viver para uma casa para os homens pobres trabalhadores  em Meldemannstraße.
Hitler declarou que se tornou anti-semita em Viena, que tinha uma forte comunidade judaica, incluindo judeus Ortodoxos que tinham fugido da perseguição na Rússia.
Embora Hitler tenha afirmado o contrário, o amigo de infância August Kubizek, sugeriu que Hitler já era um anti-semita confirmado antes de sair de Linz para Viena. Brigitte Hamann desafiou a sentença de Kubizek, escrevendo que "de todas as testemunhas iniciais que podem ser levadas a sério, Kubizek é o único a trair o jovem Hitler como anti-semita e precisamente a este respeito ele não está a ser sincero." Se Hitler era anti-semita antes de se fixar em Viena, aparentemente, não agiu de acordo com a sua ideologia. Era um convidado frequente numa casa judaica, teve uma boa interação com comerciantes judeus e vendeu a maioria das suas pinturas a judeus.

Primeira Guerra Mundial
Hitler e companheiros na Primeira Guerra Mundial
Hitler serviu como mensageiro na linha da frente na França e na Bélgica no Regimento nr 16 de Infantaria da Reserva Bávara. Teve experiência nas maiores batalhas incluindo na Primeira Batalha de Yprés, a Batalha de Somme, a Batalha de Arras e a Batalha de Passchendaele.
Foi condecorado por bravura, recebendo a Cruz de Ferro, Segunda Classe, em 1914. Recomendado por Hugo Gutmann, recebeu a Cruz de Ferro, Primeira Classe, a 4 de Agosto de 1918, uma condecoração raramente dada a militares no posto de Hitler. A colocação de Hitler no estado-maior, onde lidava com regularidade com os oficiais, pode tê-lo ajudado a receber esta condecoração. No entanto, o pessoal do regimento achava que faltava habilidades de liderança a Hitler, fazendo com que nunca fosse promovido. Também recebeu o Distintivo de Ferido a 18 de Maio de 1918.
Durante o serviço no estado-maior, Hitler continuou a sua arte, desenhando cartoons e instruções para um jornal do exército. Durante a Batalha de Somme, a Outubro de 1916, foi ferido na virilha e na coxa esquerda por uma bomba. Passou dois meses no hospital da Cruz Vermelha em Beelitz, e regressou ao regimento a 5 de Março de 1917. A 15 de Outubro de 1918, Hitler foi cego temporariamente por um ataque com gás mostarda, sendo hospitalizado em Pasewalk (foi sugerido que a cegueira de Hitler foi o resultado de uma desordem mental quando se apercebeu da inevitável derrota alemã).
Hitler ficou amargurado com o resultado da guerra, e a sua ideologia começou a tomar forma. Descreveu a guerra como "a maior de todas as experiências" e foi elogiado pelos superiores pela sua coragem e bravura. A experiência tornou Hitler um verdadeiro apaixonado pelo patriotismo alemão e ficou chocado pela capitulação alemã em Novembro de 1918. Tal como outros nacionalistas alemães, acreditou no Dolchstoßlegende, que afirmava que o exército alemão, invencível no campo, tinha sido traído na terra materna pelos políticos civis e pelos Marxistas, mais tarde chamados de os "Criminosos de Novembro".
O Tratado de Versalhes estipulava que a Alemanha tinha de abdicar de vastos territórios e desmilitarizar a zona do reno. O Tratado impôs sanções económicas e cobrou altas indeminizações ao país. Muitos alemães perceberam o Tratado - especialmente o artigo 231, que declarava a Alemanha como responsável pela guerra - como uma humilhação.
As condições económicas, sociais e políticas da Alemanha afectadas pela guerra e pelo Tratado de Versalhes foram mais tarde exploradas por Hitler.

Entrada na política
Depois da Primeira Guerra Mundial, Hitler continuou no Exército e voltou para Munique. Em Julho de 919 foi nomeado como Verbindungsmann (Serviços de Informação) num Comando de Reconhecimento no Reichswehr, para influenciar outros soldados e infiltrar-se o Partido Trabalhista Alemão (DAP). Enquanto estudava as actividades do DAP, Hitler ficou impressionado pelas ideias anti-semitas, anti-capitalistas e anti-comunistas do fundador Anton Drexler, o qual  defendia um governo forte e activo, uma versão "não-judaico" de socialismo e solidariedade entre os membros da sociedade.
Impressionado com a habilidade oratória de Hitler, Drexler convidou-o a juntar-se ao DAP. Hitler aceitou a 12 de Setembro de 1919, tornando-se o 55º membro do partido.
No DAP Hitler conheceu Dietrich Eckart, um dos fundadores do partido e membro da Sociedade de Oculto Thule. Eckart tornou-se o mentor de Hitler, trocando ideias com ele e apresentando-o a várias pessoas da sociedade de Munique (Hitler agradeceu e deu o tributo a Eckart no segundo volume de Mein Kampf).
Para aumentar a sua atração o partido mudou o nome para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemão - NSDAP). Hitler desenhou o símbolo do partido, uma cruz suástica num ciírculo com fundo vermelho.
Após a dispensa do Exército em Março de 1920, Hitler passou a trabalhar a tempo inteiro no Partido. A Fevereiro de 1920 - com um discurso já altamente efectivo perante as audiências - discursou perante uma audiência de cerca de 6000 pessoas em Munique. Para publicitar o encontro, dois camiões do partido conduziram à volta da multidão agitando bandeiras do partido ao mesmo tempo que atiravam panfletos.
Hitler rapidamente ganhou reputação como orador, com o seu discurso tumultuoso e polémico contra o Tratado de Versalhes, rivais políticos e especialmente contra os Marxcistas e Judeus.
Na altura o NSDAP estava concentrado em Munique, o núcleo maior de nacionalismo anti-governamental, determinado a deitar abaixo o marxcismo e finalizar a Republica de Weimer.
Em Junho de 1921, enquanto Hitler e Eckart estavam numa viagem de recolha de fundos a Berlim, surgiu um motim dentro do DAP em Munique. Os membros do comité executivo do DAP, alguns dos quais achavam Hitler demasiado autoritário, queriam fundir-se com o Partido Socialista Alemão (DSP).
Hitler voltou a Munique em 11 de Julho de 1921 e revoltado apresentou a demissão ao partido. Os membros do comité perceberam que a resignação de Hitler significaria o fim do partido.
Hitler anunciou que voltaria sob a condição de substituir o presidente Drexler, e que a sede do partido ficaria em Munique. O comité concordou. Hitler voltou ao partido como o membro nr 3.680. Ainda enfrentou alguma oposição dentro do partido. Hermann Esser e os seus aliados imprimiram 3.000
cópias de um panfleto a denunciar Hitler como um traidor do partido. Nos dias seguintes Hitler discursou nalgumas casa cheias de ouvintes e defendeu-se diante de aplausos. A sua estratégia provou ter resultados positivos: numa reunião geral do DAP, obteve poderes absolutos como presidente do partido, com apenas um voto negativo.
Os discursos de Hitler nas cervejarias começou a atrair cada vez mais audiência. Seguidores iniciais incluíam Rudolf Hess, o piloto da Força Aérea Hermann Göring e o capitão do Exército Ernst Röhm, que mais tarde veio a tornar-se o lider das forças paramilitares do partido, os Sturmabteilung (SA - Divisão Tempestade), que protegia os comícios e frequentemente atacava oponentes políticos. Uma influencia critica para o seu pensamento foi o Aufbau Vereinigung, um grupo conspiratório de exilados formados pela Rússia Branca e pelos primeiros Nacionais Socialistas. O grupo financiado por grandes ndustriais como Henry Ford, introduziram a Hitler a ideia da Compiração Judaica e a sua ligação financeira internacional e ao Bolchevismo.

O Putch da Cervejaria
Hitler decidiu usar Ludendorff, em 1923, como testa de ferro numa tentativa de tomada do poder em Munique, a capital da Baviera, que na época gozava, bem como no Império Alemão, de certa autonomia política. O seu objetivo era imitar a famosa Marcha sobre Roma de Benito Mussolini, com uma "Marcha sobre Berlim" - mas o golpe, falhado, tornar-se-ia conhecido pelo nome de Putsch da Cervejaria. Hitler e Ludendorff conseguiram o apoio clandestino de Gustav von Kahr, o governador, de fato, da Baviera, de várias personalidades de destaque do exército alemão (Reichswehr) e da própria autoridade policial. Como pode ser verificado através de posters políticos da época, Luddendorff, Hitler, vários militares e os dirigentes da polícia bávara tinham como objetivo a formação de um novo governo.
Contudo, em 8 de Novembro de 1923, Kahr e alguns oficiais recuaram na sua posição e negaram-lhe apoio na cervejaria de Bürgerbräu. Hitler, surpreendido, mandou detê-los, ao mesmo tempo que decidiu prosseguir com o golpe de estado. Sem o conhecimento de Hitler, Kahr e os outros ex-apoiantes foram libertos por ordem de Ludendorff, sob o compromisso de não interferirem. Contudo, procederam aos esforços necessários para frustrar o golpe. De manhã, enquanto os nazis marchavam da cervejaria até à sede do Ministério de Guerra Bávaro, para derrubar o que consideravam ser o governo traidor da Baviera, de modo a iniciar a Marcha sobre Berlim, o exército procedeu rapidamente à sua dispersão. Ludendorff ficou ferido e vários Nazis foram mortos.
Hitler fugiu para a casa de Ernst Hanfstaengl e pensou seriamente em suicidar-se. Foi, então, preso por alta traição e, temendo que alguns membros "esquerdistas" do partido pudessem tentar apoderar-se da liderança do partido durante a sua prisão, Hitler rapidamente nomeou Alfred Rosenberg e, depois, Gregor Strasser como líderes temporários do partido. Ao contrário do que podia prever, encontrou-se, durante a sua prisão, num ambiente receptivo às suas idéias. Durante o julgamento, em abril de 1924, os magistrados responsáveis pelo caso conseguiram que Hitler transformasse esta derrota provisória numa proeza de propaganda. Foi-lhe concedida a possibilidade de se defender quase sem qualquer restrição de tempo, perante o tribunal e um vasto público que rapidamente se exaltou perante o seu discurso, baseado num forte sentimento nacionalista. Foi condenado a cinco anos de prisão na prisão de Landsberg, pelo crime de conspiração com intuito de traição. Na prisão, além de tratamento preferencial, teve a oportunidade de verificar a sua popularidade pelas cartas que recebia de diversos apoiantes.
O futuro ditador da Alemanha Nazi permaneceu apenas nove meses na prisão de Landsberg, escrevendo nesse período seu manifesto político, Mein Kampf. Ao deixar a prisão, Hitler terá tomado a decisão que orientaria seu futuro na política: não  voltaria a desafiar a autoridade de maneira direta, mas trilharia o seu caminho ao poder pela via legal. Tendo proferido famosa frase ("A democracia deve ser destruída pelas suas próprias forças"), Hitler alcançaria seu objetivo em pouco menos de 10 anos, com a complacência de militares e políticos mais conservadores, os quais desejavam pôr um fim à desordem provocada pela luta de poder entre nazis e comunistas.

Reorganização do NSDAP
Na altura que Hitler saiu da prisão, os políticos na Alemanha tinham tornado-se menos combativos e a economia tinha melhorado. Estes factores limitaram a acção política de Hitler através da agitação. Devido ao resultado negativo do Putch da Cervejaria, o NSDAP e as suas organizções afiliadas foram banidos da Bavária. Numa reunião com o Primeiro Ministro da Bavária Henrich Held, a 4 de Janeiro de 1925, Hitler concordou em respeitar as autoridades estatais: só procuraria poder político através de métodos democráticos. A reunião fez com que a expulsão da Bavária do Partido fosse anulada. No entanto, Hitler estava proibido de fazer discursos públicos, proibição que permaneceu até 1927. Para continuar o percurso das suas ambições políticas apesar da proibição, Hitler nomeou Gregor Strasser, Otto Strasser e Joseph Gobbels para organizarem e aumentarem o NSDAP no norte da Alemanha.

Hitler liderou o partido de forma autocrática ao determinar o Füherprinzip ("Princípio do Líder"). As posições no partido não eram preenchidas através de eleições, os militantes em posições acima faziam as nomeações, os quais exigiam obediencia inquestionável à vontade do líder.
Sendo um fantástico organizador, Gregor Strasser marcou um novo rumo para o partido, mais independente, e com enfase no elemento socialista do programa.
A 24 de Outubro de 1929 deu-se o crash na bolsa americana, que teve efeitos diretos na Alemanha: milhões de pessoas ficaram desempregadas e vários grandes bancos faliram. Hitler e o NSDAP prepararam-se para tirar partido desta situação de emergência de forma a ganhar apoio. Prometeram banir o Tratado de Versalhes, fortalecer a economia e dar empregos.

A ascensão para o poder
A Grande Depressão na Alemanha em 1930 providenciou uma oportunidade política para Hitler. Os alemães eram ambivalentes em relação à república parlamentar, que enfrentava grandes desafios tanto das alas esquerda direita extremistas. Os partidos políticos moderados mostravam-se incapazes de parar o crescente extremismo e o referendo alemão em 1929 ajudou a elevar a ideologia Nazi. As eleições de Setembro de 1930 resultou na separação da grande colisão política e o poder passou a estar nas mãos de um governo minoritário. O seu líder o chanceler Heinrich Brüning do Partido Central governou segundo os decretos do presidente Paul von Hindenburg. O governo por decreto tornou-se a norma e preparou o caminho para o governo de autoritarismo. O NSDAP saiu da obscuridade para ganhar 18,3% dos votos e 107 lugares parlamentares nas eleições de 1930, tornando-se o segundo maior partido.
No Outono de 1930 Hitler fez uma aparição proeminente no julgamento de dois oficiais do Reichswerh, os Tenentes Richard Scheringer e Hans Ludin. Ambos eram acusados de serem membros do NSDAP, o que era ilegal para o pessoal do Reichswerth. A acusação argumentou que o NSDAP era um partido extremista propondo que o advogado de defesa Hans Frank chamasse Hitler a testemunhar. Enquanto testemunhava a 25 de Setembro de 1930, Hitler afirmou que só iria lutar pelo poder através de métodos democráticos. O testemunho de Hitler fez com que ganhasse muitos apoiantes.
As medidas de austeridade de Brüning fizeram com que a economia melhorasse pouco e foram extremamente impopulares. Hitler explorou isto ao direccionar a sua mensagem politica directamente para aqueles que tinham sido afectados pela inflação de 1920 e pela Depressão, como os agricultores, os veteranos de guerra e a classe média.
Hitler renunciou oficialmente à sua cidadania austríaca a 7 de Abril de 1925, embora na altura não tenha conseguido a cidadania alemã. Por cerca de 7 anos Hitler foi um apátrida sem poder concorrer a lugares públicos, e correndo o risco de deportação. A 25 de Fevereiro de 1932 o ministro do interior de Brunswick, que era membro do NSDAP, nomeou Hitler como administrador pela delegação estatal no Reichsrat em Berlim, fazendo de Hitler um cidadão de Brunswick e, logo, da Alemanha.
Em 1932 Hitler concorreu às presidenciais contra Hindenburg. A viabilidade da sua candidatura foi afirmada pelo discurso que fez em 1932 no Clube Industrial de Düsseldorf, que fez com que ganhasse o apoio de muitos industriais poderosos da Alemanha. No entanto, Hindenburg tinha o apoio de muitos nacionalistas monárquicos, Partidos Católicos e Republicanos e ainda de alguns sociais democratas. Hitler usou o slogan "Hitler über Deutschland" ("Hitler sobre a Alemanha"), como referencia tanto às suas ambições políticas como à sua campanha com o uso da aviação. Hitler ficou em segundo lugar nas duas voltas da eleição, ficando com mais do que 35% dos votos na segunda volta. Embora tenha perdido para Hindenburg, estas eleições estabeleceram Hitler como uma forte força política no país.
ausência de um verdadeiro ponto governamental entre as duas forças políticas, fez com que Franz von Papen e Alfred Hugenberg, assim como outros varios industriais e homens de negócios, escrevessem a Hindenburg. Os signatários apelavam ao presidente para nomear Hitler como líder de um governo "independente dos partidos parlamentares", e que poderia tornar-se num movimento que iria "capturar milhões de pessoas".
Hindenburg, relutantemente, concordou em nomear Hitler como chanceler após mais duas eleições parlamentares - em Julho e Novembro de 1932 - que não haviam resultado num governo de maioria. Hitler esteve à frente de uma curta coligação feita entre o NSDAP e o partido de Hugenberg, o DNVP. A 30 de Janeiro de 1933 foi feito o juramento numa cerimónia simples, no gabinete de Hindenburg. O NSDAP ficou com três dos 11 ministérios: Hitler foi nomeado chanceler, Hermann Göring foi nomeado ministro sem pasta e Wilhelm Frick foi nomeado Ministro do Interior.

O incêndio do Reichstag e as eleições de Março
Enquanto chanceler Hitler trabalhou contra as tentativas da oposição ao NSDAP de formarem um governo maioritário. Por causa do impasse político, Hitler pediu ao presidente Hindenburg de dissolver o Reichstag, sendo as eleições marcadas para Março.
A 27 de Fevereiro de 1933, houve um incêndio no edifício do Reichstag. Göring culpou uma conspiração comunista., porque o comunista alemão Marinus von der Lubbe foi encontrado em circunstancias incriminatórias dentro do edifício em chamas. Ao apelo urgente de Hitler, Hindenburg respondeu com o Decreto do Incêndio do Reichstag de 28 de Fevereiro, o qual suspendeu os direitos básicos, incluindo o habeas corpus. As actividades do Partido Comunista foram suprimidas, e foram presos cerca de 4.000 membros do Partido Comunista. Investigadores como William L.Shirer e Alan Bullock são da opinião de que o NSDAP foi o responsável pelo incêndio.
Como adição à campanha política, o NSDAP organizou a violência dos seus paramilitares e o aumento da propaganda anti-comunista nos dias que precederam as eleições. No dia de eleições, a 6 de Março de 1933, o NSDAP ficou com 43,9% dos votos, pasando a ter maioria parlamentar. No entanto, o partido de Hitler não conseguiu a maioria absoluta, precisando de fazer outra coligação com o DNVP.
A 21 de Março de 1933 o novo Reichstag foi constituído com uma cerimónia na Igreja Garrison em Postdam. Este "Dia de Postdam" foi feito para marcar a unidade entre o movimento Nazi e a elite prussiana e os militares.
Para conseguir o total controlo absoluto, apesar de não ter a maioria absoluta, o governo de Hitler trouxe o Ermächtigungsgesetz (Lei de aprovação do governo). A legislação deu a Hitler poderes legislativos, que lhe deu poderes ditatoriais (sendo assegurado pela expulsão dos comunistas e pela intimidação dos ministros do centro). Nos decretos que se seguiram foram promulgados uma série de decretos que proibiram toda e qualquer forma de oposição.

Regime nazi
A 2 de agosto de 1934, Hindenburg morreu. Hitler apoderou-se do seu lugar, fundindo as funções de Presidente e de Chanceler, passando a  auto-intitular-se de Líder (Führer) da Alemanha e requerendo um juramento de lealdade a cada membro das forças armadas. Esta fusão dos cargos, aprovada pelo parlamento poucas horas depois da morte de Hindenburg, foi mais tarde confirmada pela maioria de 89,9% do eleitorado no plebiscito de 19 de agosto de 1934.
Desde o início, o regime teve oposição interna, tanto civil quanto militar, individual ou coletiva. Hitler sofreu diversos atentados contra a sua vida. Como exemplo, em 8 de novembro de 1939, Georg Elser, numa ação solitária, tentou assassiná-lo. Os grupos oposicionistas organizados existentes no país eram pequenos, sem forças e carentes de coordenação central. Este movimento de resistência anti-nazi interno ficou conhecido genericamente como resistência alemã.
Após ter assegurado o poder político, sem ter ganho o apoio da maioria dos alemães, Hitler tratou de o conseguir, e na verdade, permaneceu fortemente popular até ao fim do seu regime. Com a sua oratória e com todos os meios de comunicação alemães sob o controle do  chefe de propaganda, o Joseph Goebbels, conseguiu convencer a maioria dos alemães de que ele era o salvador da Depressão, dos Comunistas, do tratado de Versalhes, e dos judeus.
Para todos aqueles que não ficaram convencidos, as SA, a SS e Gestapo (Polícia secreta do Estado) tinham mãos livres, e milhares desapareceram em campos de concentração, como o Campo de Concentração de Dachau, perto de Munique, criado em 1933, o primeiro de todos e um modelo para os demais. Muitos milhares de pessoas emigraram, incluindo cerca da metade dos judeus, que fugiram sobretudo para a Inglaterra, Israel (na época chamada de Palestina, sob domínio Inglês) e para os EUA. 
Na noite de 29 para 30 de junho de 1934, a chamada "Noite das facas longas", Hitler autorizou a ação contra Röhm, o líder das SA, que acabaria por ser assassinado. Himmler tinha conspirado contra Röhm, apresentando a Hitler "provas" manipuladas de que Röhm planeava o assassínio de Hitler.
Os judeus, com a promulgação das Leis de Nuremberg de 1935, perderam a condição de cidadãos alemães e foram expulsos de quaisquer lugares na função pública, de exercer profissões ou de tomar parte na atividade económica.  A isso foram ainda alvo de uma nova e violenta onda de propaganda difamatória. Poucos não-judeus alemães objetaram estas medidas. As Igrejas Cristãs, elas próprias impregnadas de séculos de anti-semitismo, permaneceram silenciosas. Mais tarde estas restrições foram apertadas mais estritamente, particularmente após a operação anti-semita de 1938 conhecida como Kristallnacht (Noite dos Cristais).
A partir de 1941, os judeus foram obrigados a usar a estrela amarela em público, para serem facilmente reconhecidos. Entre Novembro de 1938 e Setembro de 1939, mais de 180.000 judeus fugiram da Alemanha; os Nazis confiscaram toda a propriedade que ficara para trás.

Economia

Com controle ditatorial, Hitler deu início a grandes mudanças económicas. Há uma certa controvérsia sobre os aspectos económicos do governo de Hitler, pois nem todas as suas medidas foram saudáveis a médio e longo prazo. As políticas económicas do governo de Brüning, cautelosas e fiscais, tinham vindo a sanear as contas públicas e a organizar o Estado. Hitler, pelo contrário, colocou em prática um largo programa de intervencionismo económico, baseado no keynesianismo, embora se distanciasse deste em muitos pontos.
O desemprego na Alemanha, em 1933, era de aproximadamente 6 milhões. Este número diminuiu para 300.000 em 1939. Esta diminuição fabulosa, no entanto, aconteceu por diversos motivos, e não só devido à política económica do Reich:
  • As mulheres que se casavam deixaram de ser contadas como desempregadas a partir de 1933;
  • Os judeus, a partir de 1935, perderam a condição de cidadãos do Reich, não contando mais como desempregados;
  • Ao desempregado eram dadas duas opções: ou trabalhar para o governo sob baixíssimos salários ou permanecer segregado da esfera governamental, longe de todas as suas obrigações, mas também vantagens, como saúde, lazer, etc.;
  • As convocações para o exército começaram a acelerar. Até 1939, 1,4 milhões de alemães haviam sido convocados. Para armar esse contingente, a produção industrial aumentou e a procura por mão-de-obra aumentou também;
  • Criação da Frente Alemã de Trabalho, dirigida por Robert Ley, que pôs em prática programas governamentais de trabalho que absorveram boa parte da mão-de-obra disponível, ora empregando-a no melhoramento da infra-estrutura do país, ora nas indústrias e na produção bélica.
Estas medidas ocorreram à custa de pesadíssimos investimentos por parte do Estado, comprometendo a longo prazo as finanças. O que se viu, em consequência disso, foi um déficit crescente. De 1928 até 1939, a arrecadação do Estado havia subido de 10 biliões de Reichsmarks para 15 biliões, no entanto os gastos, no mesmo período, subiram de 12 biliões de Reichsmarks para 30 biliões. Em 1939, o déficit acumulado era de 40 biliões de Reichsmarks.
A inflação, nesse período, cresceu tanto que em 1936 foi decretado o congelamento de preços. O governo alemão foi incapaz de lidar com o controle de preços e sua interferência constante apenas engessou a economia e dificultou o aumento gradual e equilibrado da produção. A partir de 1936, o dirigismo económico passou, gradualmente, a substituir a adaptação automática da produção pelo mercado, de maneira que a regulamentação económica passou a ser maior.

Política

Em Março de 1935 Hitler repudiou abertamente o Tratado de Versalhes ao reintroduzir o serviço militar obrigatório na Alemanha. O seu objetivo era o de construir uma enorme máquina militar, incluindo uma nova marinha (Kriegsmarine) e força aérea (Luftwaffe). Esta última seria colocada sob o comando de Göring. O alistamento em grandes números pareceu resolver o problema do desemprego, mas também distorceu a economia.
É por esta altura, em 1936 que, nas Olimpíadas de Berlim, o afro-americano Jesse Owens, venceu várias modalidades, e muitos defendem que tal vitória contradisse na prática a propaganda à raça ariana preconizada por Hitler para estes jogos. Tal dito vê-se errado, visto que o arianismo de Adolf Hitler não defende a superioridade ariana quanto à constituição física.
Em Março de 1936 volta a violar o Tratado de Versalhes ao reocupar a zona desmilitarizada na Renânia (zona do Rio Reno). Ingleses e franceses nada fazem, o que o encoraja. A Julho de 1936, começa a Guerra Civil Espanhola, com a rebelião dos militares, liderados pelo General Francisco Franco, contra o governo democraticamente eleito da Frente Popular, rebelião esta que contou com o apoio do Vaticano. Hitler enviou tropas em apoio de Franco. A Espanha tornou-se também um campo de teste para as novas tecnologias e métodos militares desenvolvidos na Alemanha. Em Abril de 1937, os aviões alemães da Legião Condor bombardeiam e destroem pela primeira vez na história uma cidade a partir do ar. Foi a cidade de Guernica, na província espanhola do País Basco.
China e Alemanha eram parceiros estratégicos desde antes da Primeira Guerra Mundial. Alguns fatores como o início da Segunda Guerra Sino-Japonesa e a aproximação entre Japão e Alemanha, abalaram esta parceria. Isto, somado ao fato de Hitler preferir aliar-se ao Japão, por considerá-lo mais capaz de defender-se do comunismo, provocou o fim da cooperação sino-germânica.A 25 de Outubro de 1936, Hitler assinou uma aliança com o ditador italiano fascista Benito Mussolini, denominada eixo Roma-Berlim. Esta aliança seria mais tarde expandida para incluir também o Japão, a Hungria, a Roménia e a Bulgária, bloco que tornou-se conhecido como Eixo. A 25 de novembro, Joachim von Ribbentrop e o embaixador japonês Kintomo Mushakoji assinam o Pacto Anticomintern, com o objetivo de garantir proteção mútua em caso de um ataque da URSS.

A 5 de Novembro de 1937, na Chancelaria do Reich, Hitler presidiu a um encontro secreto onde discutiu os seus planos para adquirir o "espaço vital" ao povo alemão.
A 12 de Março de 1938, Hitler pressionou a sua Áustria nativa à unificação com a Alemanha (o chamado "Anschluss"). As tropas de Hitler entraram na Áustria e o chanceler fez um discurso triunfal em Viena na Heldenplatz (Praça dos Heróis) onde foi saudado efusivamente por uma multidão de austríacos simpatizantes.
O próximo passo seria a intensificação da crise com a zona dos Sudetos, de língua alemã, situada na Checoslováquia. Isto levou ao acordo de Munique de setembro de 1938 onde França e Inglaterra de forma fraca deram vazão às exigências de Hitler, procurando evitar a guerra com este, mas entregando-lhe a Checoslováquia (Neville Chamberlain assinou o pacto, propondo ainda uma política de contenção a política de apaziguamento).
No seguimento do acordo de Munique, Hitler foi designado como Homem do Ano de 1938. Foi também alegado que a autora de origem judaica Gertrude Stein defendeu nesse ano a entrega do Prémio Nobel da Paz a Hitler.
A 10 de Março de 1939, Hitler ordenou a entrada do exército alemão em Praga. Nesta altura, os ingleses e franceses perceberam finalmente que deveriam resistir. Resistiram às próximas exigências de Hitler, que diziam agora respeito à Polónia. Hitler pretendia o regresso dos territórios cedidos à Polónia pelo Tratado de Versalhes.
As potências ocidentais não aceitaram as exigências de Hitler mas não conseguiram chegar a um acordo com a União Soviética para uma aliança contra a Alemanha e Hitler manobrou para uma posição de força.
A 22 de Maio de 1939 é firmado o Pacto de Aço entre a Itália e a Alemanha. Em 23 de Agosto, Hitler concluiu uma aliança com Stalin (pacto Molotov-Ribbentrop). A 1 de Setembro de 1939, a Alemanha invade a Polónia, no que foi seguida pela União Soviética. A Inglaterra e a França reagem desta vez, declarando guerra à Alemanha. A Segunda Guerra Mundial estava a começar.
Por fim, a 27 de Setembro de 1940, o Reino da Itália, o Império do Japão e o Terceiro Reich firmaram o Pacto Tripartite  (ou Pacto do Eixo) formalizando a aliança entre as potências do Eixo.

Segunda Guerra Mundial

Vitórias iniciais

Nos três anos seguintes, Hitler conheceria uma série quase inabalada de sucessos militares. A Polónia foi rapidamente derrotada e dividida com os soviéticos. A Abril de 1940, a Alemanha invadiu a Dinamarca e a Noruega. Em Maio, a Alemanha iniciou uma ofensiva relâmpago, conhecida por "Blitzkrieg", que rapidamente ocupou a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França, (esta última capitulou em seis semanas). Nesta altura, Aristides Sousa Mendes era o cônsul de Portugal em Bordeaux e salvou a vida de dezenas de milhares de refugiados, muitos dos quais judeus e que assim se salvaram do Holocausto. Contra as instruções expressas de Salazar, Aristides concedeu vistos de entrada para Portugal aos refugiados que o procuravam.
Em abril de 1941, a Jugoslávia e a Grécia foram invadidas por exércitos alemães. As forças ítalo-alemãs avançavam também pelo norte de África em direção ao Egipto.
Estas invasões foram acompanhadas pelo bombardeamento de cidades indefesas tais como Varsóvia, Roterdão e Belgrado.
A única derrota de Hitler nesta fase foi o fracasso do seu plano de bombardear e posteriormente invadir a Inglaterra. A Força Aérea Real (RAF) acabaria por vencer no ar a Batalha da Inglaterra. A incapacidade de adquirir supremacia nos céus britânicos significou que a "Operação Leão Marinho", o plano de invadir a Grã-Bretanha, foi cancelada.
A 22 de Junho de 1941 foi desencadeada a Operação Barbarossa. As forças de Hitler invadiram a União Soviética, que rapidamente se apoderou da terça-parte da Rússia Europeia, cercando Leningrado e ameaçando Moscovo. No Inverno, os exércitos alemães foram detidos às portas de Moscovo com o rompimento da frente pelos russos, mas no Verão seguinte, a ofensiva continuou. Em Julho de 1942, os exércitos de Hitler chegavam ao Volga. Aqui, eles foram derrotados a 2 de Fevereiro de 1943 na Batalha de Stalingrado, a primeira grande derrota alemã na Guerra e que se tornaria o marco decisivo do início da derrota do III Reich.
No norte de África, os ingleses derrotaram os alemães na batalha de El Alamein, destroçando o plano de Hitler de se apoderar do Canal do Suez e do Médio Oriente.

A partir de 1943, no entanto, a queda alemã tornou-se inevitável e o atentado de Julho de 1944 contra Hitler revelou a força da oposição interna. Nesta época a saúde de Hitler estava muito debilitada, possuía problemas cardíacos, era hipocondríaco, sofria de insónia, sofria também de  Parkinson e estava a envelhecer precocemente. Após uma última derrota (ofensiva das Ardenas, em Dezembro de 1944), Hitler refugiou-se num bunker  na cidade de Berlim, onde  a 30 de Abril de 1945  cometeria suicídio.
Uma maioria esmagadora dos relatos históricos sustenta a tese do suicídio de Hitler. No entanto, existem rumores na América Latina segundo os quais Hitler teria fugido para um país da América do Sul onde teria morrido com uma doença incurável, tendo sido um sósia a morrer no bunker em Berlim. O mesmo teria acontecido com Eva Braun,  com quem se casou pouco antes do suicídio. Segundo alguns historiadores, Braun teria se casado com ele somente depois de jurar "fidelidade" e prometer que se mataria junto com ele. Os seus corpos não foram encontrados, ele teria mandado sua guarda queimá-los, talvez para que não houvesse nenhum modo de o inimigo torturá-lo vivo, nem após sua morte.
Uma segunda corrente de historiadores, no entanto, acredita que o fim da vida de Adolf Hitler teria ocorrido com a destruição de seu bunker em Berlim, por um grande ataque aéreo dos aliados já no fim da grande guerra. Acreditam ainda que, após este ataque ao seu bunker, os corpos de Eva Braun e do braço direito de Hitler, Heinrich Himmler, também foram encontrados, mas em melhores condições que o do próprio Hitler: tinham os corpos queimados e marcas das ferragens, já o de Adolf estava carbonizado, sendo reconhecido apenas pela roupa e bigode. O reconhecimento do corpo de Hitler foi feito pelos seus próprios comandantes e soldados capturados. Pelo fato dos corpos terem sido encontrados carbonizados, os aliados teriam vinculado a notícia de que estes não foram encontrados, mas  sabe-se, através de relatos, que não fora a ordem de Hitler para cremar os seus corpos o real motivo para os mesmos terem sido encontrados desta forma, mas sim o da explosão de uma bomba que teria destruído o bunker onde ele e seus fiéis colaboradores se encontravam. As autópsias feitas nos corpos encontrados no bunker em Berlim revelaram que em um dos corpos havia uma bala de pistola Luger. Boatos dizem que era a arma com a qual Hitler havia se suicidado antes da bomba cair no  bunker, ou ainda que um dos seus colaboradores havia disparado contra Hitler para que o mesmo não fosse capturado vivo pelos aliados.

O testamento de Hitler

No dia 29 de Dezembro de 1945, em Nuremberga, foi divulgado a existência de vários documentos secretos numa casa de campo, situada em Tegernsee, a 48 quilómetros ao sul de Munique, nas vizinhanças da residência do General Lucian Truscott (Comandante do Terceiro Exército dos Estados Unidos). Eram quatro documentos que foram denominados de testamento de Adolf Hitler. Foram considerados na época como prova definitiva da morte de Hitler, uma vez que os seus corpos foram queimados no bunker de Hitler e o local foi tomado pelas tropas soviéticas que dificultaram as investigações e isso causou dúvidas sobre a certeza de sua morte.
A descoberta fora feita por britânicos da contra-espionagem e norte-americanos. Os documentos estavam datados em 29 de Abril de 1945, data de pouco antes do colapso da resistência alemã, e contava com testemunho de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Reich, do secretário pessoal de Hitler e Reichsleiter Martin Bormann, do representante de Himmler na Tchecoslaváquia, Hans Krebs, e de Wilhelm Bergdorf.
No mesmo local foi encontrado o original do contrato de casamento de Hitler com Eva Braun, testemunhado por Martin Bormann e por Goebbels. Outro documento descoberto, além do chamado testamento político Hitler, foi o seu testamento particular dispondo da sua fortuna pessoal que tem como testemunhas Martin Bormann, Goebbels e Nikolaus von Below, ajudante de Martin Bormann.

Cronologia 
  • 1889 - 20 de Abril: Adolf Hitler nasce em Braunau am Inn, na Áustria.
  • 1907 - Setembro: Muda-se para Viena.
  • 1908 - Setembro: Não consegue ser admitido na Academia de Belas-Artes de Viena.
  • 1913 - 24 de Maio: Muda-se para Munique, na Alemanha.
  • 1914 - 1 de Agosto: A declaração de guerra da Alemanha contra a Rússia assinala a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
  • 16 de agosto: Hitler junta-se ao 16° Regimento de Infantaria da Reserva de Baviera.
  • 1918 - 11 de novembro: O armistício termina com a Primeira Guerra Mundial.
  • 1919 - Hitler participa do departamento de informações políticas do Reichswehr e torna-se membro do Partido dos Trabalhadores Alemães.
  • 1920 - O Partido dos Trabalhadores Alemães recebe o nome de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o partido nazi.
  • 1923 - 11 de Novembro: Hitler é preso por seu envolvimento no Golpe da Cervejaria. Na prisão, escreve Mein Kampf.
  • 1924 - 20 de Dezembro: Hitler sai da prisão.
  • 1926 - 22 de Maio: Hitler é indicado para ser líder supremo do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães e assume a responsabilidade pela ideologia e política partidárias.
  • 1930 - O Partido Nacional-Socialista obtém grande votação nas eleições nacionais, surgindo como o segundo maior partido do país.
Mein Kampf  transforma-se em livro de sucesso.
  • 1933 - 30 de Janeiro: Hitler é nomeado chanceler pelo presidente Hindenburg.
  • 1934 - Agosto: Hitler declara-se Führer e associa a chancelaria com a presidência.
  • Setembro: Hitler ordena crescentes aumentos nos gastos militares.
  • 1936 - 7 de Março: Efetivos alemães remilitarizam a Renânia.
  • 29 de Março: A política de Hitler é aprovada por 99% do eleitorado alemão.
  • Outubro: Hitler conclui aliança com a Itália fascista.
  • 1938 - A Alemanha incorpora a Áustria e a Tchecoslováquia ao Terceiro Reich.
  • 1939 - O nome de Adolf Hitler é indicado ao Prémio Nobel da Paz por E.G.C. Brandt, membro do Parlamento sueco.
  • 1939 - 1 de Setembro: A invasão alemã da Polónia assinala o início da Segunda Guerra Mundial.
  • 1940 - As forças alemãs invadem a Noruega, Dinamarca, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e França.
  • 1941 - 22 de Junho: As forças alemãs invadem a União Soviética.
  • 7 de Dezembro: o ataque japonês a Pearl Harbor, base naval norte-americana no Havai, leva os Estados Unidos a entrarem na guerra.
  • 1943 - 31 de Janeiro: O VI Exército alemão rende-se em Estalinegrado.
  • 7 de Setembro: A Itália anuncia a sua rendição.
  • 1944 - 6 de Junho: Os Aliados invadem a França ocupada pelos alemães.
  • 20 de Junho: Hitler escapa de ser assassinado por oficiais alemães dissidentes.
  • Dezembro: Fracasso da última grande ofensiva alemã no front ocidental.
  • 1945 - 30 de Abril: Hitler suicida-se, enquanto os exércitos soviéticos entram em Berlim.
  • 7 de Maio: A Alemanha apresenta a sua rendição incondicional.


Fonte: wikipédia


Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...