12/11/2015

Extinção Triássico-Jurássico


O evento de extinção do Triássico-Jurássico marca a fronteira entre os períodos Triássico e Jurássico, há 201,3 milhões de anos atrás, e é um doas maiores eventos de extinção do Éon Fanerozóico, que afectou de forma profunda a vida na terra e nos oceanos. Nos mares, toda uma classe (conodontes) e 34% dos genera marinhos desapareceram. Em terra, todos os grandes crutarsi (arcossauros não-dinossauros) que não os crocodilos, alguns therapsida que ainda restavam e muitos dos grandes anfíbios extinguiram-se.

Impacto

Pelo menos metade das espécies conhecidas hoje terem existido na altura na Terra extinguiram-se. Este evento deixou livres diversos nichos ecológicos terrestres, o que permitiu aos dinossauros passarem a ser o grupo dominante durante o período Jurássico. Este evento deu-se em menos de 10.000 anos e ocorreu pouco antes da Pangaea começar a separar-se. Na região de Tübingen (Alemanha) pode ser encontrada uma camada de ossos, que é característica para este período.
As análises estatísticas para as perdas marinhas desta altura sugerem que a diminuição na diversidade foi causada mais por uma diminuição na especiação do que por um aumento nas extinções.

Teorias actuais

Foram dadas várias sugestões de explicação para este evento, mas todas apresentam questões desafiantes:
  • Uma mudança climática gradual, flutuações no nível marinho ou um pulso na acidificação oceânica durante o Triássico Superior chegando a um ponto de inflexão. No entanto, isto não explica a rapidez da extinção no meio marinho;
  • Impacto de um asteróide, mas até ao momento não se encontrou nenhuma cratera com dimensões suficientemente grandes com datação coincidente com a fronteira Triássico Jurássico. A cratera erodida Rochechouart na França foi datada recentemente de há 201 + 2 milhões de anos, com um diâmetro de 25Km (possivelmente chegando até aos 50 km originalmente), parece ser demasiado pequena (o impacto responsável pelo Lago Manicouagan deu-se cerca de 12 milhões de anos antes do evento de extinção - pensa-se actualmente que a cratera Rochechouart foi causada por um fragmento do mesmo impactor)
  • Erupções vulcânicas massivas, principalmente as inundações de basalto da Província Magmática do Atlântico Centro (PMAC), teriam libertado dióxido de carbono ou dióxido de enxofre e aerossóis, que poderiam causar tanto um aquecimento global (do primeiro) quanto um arrefecimento (dos aerossóis).
A composição isotópica dos solos fósseis do fim do Triássico e do Jurássico Inferior tem estado vinculada a uma grande excursão de isótopos de carbono negativo.
Os isótopos de carbono de lipídos (n-alcanos) derivados de folhas de cera  e lignina, e todo o carbono orgânico entre camadas de duas secções de sedimentos de lagos  do PMAC no leste da América do Norte têm mostrado excursões semelhantes às encontradas na secção maioritariamente marinha da Baía de St. Audrie, Somerset, Inglaterra. A relação entre os casos sugere que o evento do Fim do Triássico começou ao mesmo tempo nos ambientes marinhos e terrestres, um pouco antes dos basaltos mais antigos no leste do Norte da América mas ao mesmo tempo que a erupção dos fluxos mais antigos de Marrocos, ambos com um efeito de estufa de CO2 critico e uma crise marinha de biocalcificação.
Erupções PMAC contemporâneas, extinções em massa e excursões de isótopos de carbono são visíveis no mesmo local, fazendo do caso uma extinção em massa com causa devido a vulcanismo. 
A dissociação catastrófica de hidratos de gás (sugerida como uma causa possível para a maior extinção de todos os tempos, a chamada "Grande Morte", no final do Período Permeniano) pode ter agravado as condições do efeito de estufa.


BBC Nature - Triassic-Jurassic




Fonte

http://en.wikipedia.org/wiki/Triassic%E2%80%93Jurassic_extinction_event

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...