30/11/2015

Deméter

Deméter ou Demetra, filha de Cronos e Reia, deusa da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano. É propiciadora do trigo, planta simbolizadora da civilização. Na qualidade de deusa da agricultura, fez várias viagens com Dionísio, ensinando os homens a cuidarem da terra e das plantações.
Em Roma, onde se chamava Ceres, o seu festival, Cerélia, era celebrado na primavera.
Teve uma filha de Zeus, Perséfone ("a de braços brancos"). É uma das deusas que teve filhos com mortais, do herói cretense Iásio gerou Ploutus. Um fragmento do Catálogo de Mulheres de Hesíodo, sugere que Deméter teve um outro amante mortal, Eetion, o qual foi fulminado por um raio de Zeus. No entanto, alguns críticos consideram Iásio e Eetion a mesma pessoa.
Quando Hades raptou Perséfone, levando-a para o seu reino, Deméter ficou desesperada e vagueou pela Terra, em busca da filha, sem comer e sem descansar, descurando as colheitas. Decidiu não voltar para o Olimpo enquanto a filha não lhe fosse devolvida, e culpando a terra por ter aberto a passagem para Hades levar a filha, proclamou: «... Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozarás dos meus favores!».
Durante o tempo que Deméter ficou fora do Olimpo a terra tornou-se estéril, o gado morreu, o arado quebrou, os grãos não germinaram. Sem alimento, as populações sofriam de fome e adoeciam. A fonte Aretusa (noutras versões, a ninfa Ciana metamorfoseada num rio) contou que a terra se havia aberto de má vontade, obedecendo às ordens de Hades e que Perséfone estava no Érebo, triste mas com pose de rainha, como esposa do monarca do mundo dos mortos.
Com a situação em estado caótico, pois a terra encontrava-se estéril, Zeus pediu a Hades que devolvesse Perséfone. O irmão concordou, no entanto, Perséfone havia ingerido um bago de romã, ficando presa para sempre ao mundo dos infernos, pois quem comesse qualquer alimento nessa região ficava obrigado a retornar.
Estabeleceu-se, então, que Perséfone passaria um período do ano com a mãe, e outro com Hades (altura em que é designada de Proserpina). O primeiro período corresponde à Primavera, altura em que os grãos germinam, saindo da terra tal como Proserpina. Durante este período Perséfone é chamada de Core, a jovem. O segundo corresponde à semeadura de outono, quando os grãos são enterrados, tal como Perséfone volta ao reino dos mortos.
Os mistérios Eulisios, celebrados no culto à deusa Deméter, na Grécia, interpretam esta lenda como um símbolo contínuo de morte e ressurreição.
Deméter pode ser representada:
  • sentada, com tochas ou uma serpente. São-lhe atribuidos a espiga e o narciso, e a ave gou;
  • tendo numa das mãos uma foice e na outra um punhado de espigas e papoilas, trazendo na cabeça uma coroa com esses elementos.

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...