13/11/2015

Cancro

«Apesar de as doenças mais comuns resultarem de interacções complexas entre hereditariedade  e o meio ambiente, os produtos da natureza através dos factores ambientais, há uma patologia que está sempre intrinsecamente ligada à genética. Aliás, não se trata apenas de uma doença , mas de um conjunto de mais de 200 doenças , ou seja, os vários tipos de cancro. Tumores cerebrais, cancros da mama, carcinomas do pulmão e do fígado, melanomas e leucemias têm uma característica em comum, pois em última instância, são todos doenças de origem genética.

Esta afirmação pode parecer surpreendente, uma vez que se pensa com frequência que o cancro é uma doença ambiental. Quer se trate de bronzeamento artificial e melanoma, do vírus do papiloma humano e cancro do colo do útero, asbestos e mesotelioma, ou tabagismo e qualquer tipo de cancro, há sempre fortes evidências que apontam para o contributo decisivo de fatcores ambientais na formação de tumores. Todos estes agentes carcinogéneos destroem o ADN, podendo afectar seriamente a saúde.
O aparecimento do cancro decorre de uma falha de origem genética. Na divisão celular, cada célula copia com sucesso o seu próprio ADN. Calcula-se que ocorrem 100 milhões de milhão de divisões celulares ao longo da vida de um individuo com uma esperança de vida média. Teoricamente, qualquer célula-mãe pode introduzir um erro no código genético de uma célula-filha que, por sua vez, pode tornar-se cancerígena.
Em tecido saudável, a divisão celular é um processo controlado, comandado por sinais genéticos que asseguram a sua ocorrência só quando é suposto que aconteça. O cancro aparece quando essa divisão celular ocorre descontroladamente. Para todos os efeitos, este processo é espoletado por um erro de replicação no decurso da divisão celular, ocorrendo com frequência ao nível de uma única letra do ADN. Muitos erros desta ordem são inofensivos e não alteram em nada as funções do genoma, mas quando as mutações acontecem no local errado o resultado pode ser desastroso.


Oncogenes e supressores tumorais

Os erros genéticos que dão origem ao cancro podem ser herdados ou surgirem pela exposição à radiação ou a substâncias cancerígenas. Mas para que esses erros desencadeiem os processos que levam à génese de um tumor maligno terão de afectar duas categorias gerais dos genes. A primeira são os oncogenes, ou seja, os genes que quando defeituosos atribuem novas propriedades às células, transformando-as em malignas. A segunda são os genes supressores de tumores, a "polícia" do genoma, cuja tarefa é descobrir mutações de oncogenes e dar instruções às células cancerígenas para se autodestruírem.
A maioria das células que sofre mutações oncogénicas é inibida pelos seus genes supressores tumorais, autodestruindo-se através de um processo denominado apoptose. No entanto, uma célula com mutações nos dois tipos de genes pode escapar a esta morte programada e tornar-se cancerígena, embora para que isso ocorra seja necessário que haja danos sequênciais em muitos tipos de genes. A divisão celular far-se-á de maneira descontrolada e os alelos mutantes serão transmitidos à sua progenia que, ao disseminar-se, cria tecido mutante, podendo vir a metastizar-se, afectando órgãos e tornando-se letal.
Muitos dos oncogenes que levam ao desenvolvimento do cancro estão relacionados com tumores que surgem em diferentes partes do organismo. As mutações no gene BRAF , por exemplo, são comuns tanto nos melanomas malignos, causados com frequência pelos raios ultravioleta, como no cancro do cólon. De igual modo, os mesmos genes supressores de tumores são também afectados - o gene p53 é mutado em quase 50% de todos os tipos de cancro presentes em seres humanos. A maioria das mutações hereditárias que contribuem para o cancro afecta igualmente os genes supressores de tumores - tanto os genes BRCA1 como os BRCA2 desempenham esta função. Estes defeitos aumentam exponencialmente o risco de contrair cancro porque reduzem em um o número de ataques genéticos que as células necessitam para se tornarem malignas.

Terapia genética

O tratamento do cancro requer que se eliminem, por meio de fármacos, radiação ou cirurgia, as células geneticamente anómalas que estão na sua origem. Qualquer um destes métodos pode revelar-se bastante agressivo. As mastectomias são cirurgias desfigurantes e a quimioterapia e radioterapia envenenam e queimam tecido saudável juntamente com os tumores que pretendem eliminar. Para além disso, existem inúmeros efeitos secundários.
Contudo, estes métodos invasivos começam a ser complementados por outros mais inteligentes, apoiados em descobertas da genética. Se é possível identificar com precisão as mutações genéticas que propiciam o desenvolvimento de determinado tipo de cancro, então também se pode atuar sobre elas por meio de fármacos. Um excelente exemplo é o caso do Hercepin, prescrito a mulheres com cancro da mama com mutações no gene para um receptor chamado HER-2. O fármaco liga-se a este receptor e destrói o tumor maligno. Também pode reduzir para metade a percentagem de ocorrência de recaída, mas apenas nas doentes com cancro que, do ponto de vista genético, são susceptíveis, não surtindo qualquer efeito noutros casos. Se tivesse sido testado na população em geral e não num grupo alvo, este fármaco nunca teria chegado à fase dos ensaios clínicos.
O tratamento do cancro passa pela investigação e já existe um projecto, o International Cancer Genome Project (Consórcio Internacional do Genoma do Cancro) que se propõe a concretizar esse desígnio. A iniciativa, orçada em mil milhões de dólares, tem por objectivo identificar todas as mutações que levam ao desenvolvimento de 50 tipos de cancros diferentes, para que os médicos possam saber com rigor quais os factores genéticos responsáveis pelo crescimento e disseminação dos tumores malignos. O cancro poderia então ser tratado não tanto de acordo com o local onde ocorre no organismo mas antes com base na constituição genética das células mutantes. Num futuro não muito distante, em vez de se falar de cancro dos intestinos ou do estômago, pensar-se-à em termos de tumores BRAF-positivo ou p53-positivo.
Mike Stratton, chefe de equipa do consórcio Wellcome Trust Sanger Institute, já começou a tentar desenvolver estratégias terapêuticas com base nesta abordagem. Os seus colaboradores estão actualmente a estudar, através da utilização de fármacos que actuam sobre os alvos do ADN que se encontram nas células reprodutivas do doente, uma vez que estas são especialmente vulneráveis aos tratamentos existentes que, com frequência, provocam esterilidade.

O paradoxo do cancro

Embora a esperança e a qualidade de vida tenham aumentado de maneira significativa no mundo ocidental no último século, as percentagens de ocorrência de cancro continuam a subir. Entre 1979 e 2003, a incidência de cancro no Reino Unido cresceu 8% nos homens e 26% nas mulheres. Por vezes, atribui-se este aumento à poluição  a outros factores ambientais, mas, na realidade, a causa principal reside no sucesso da medicina moderna.
Os antibióticos, o saneamento, uma alimentação mais cuidada e outras melhorias na saúde pública contribuem para um menor número de mortes por doenças infecciosas, em idade jovem, mas uma maior longevidade permite a acumulação de danos no ADN, levando ao crescimento de tumores. À medida que vence outros inimigos, a medicina aumenta a longevidade dos seres humanos, o que significa que terão tempo suficiente para vir a sofrer de cancro. O desafio que a genética ajudará a enfrentar passa por fazer do canro uma doença crónica e não mortal.»


Este artigo é retirado do portal da saúde e é bom como informação geral ao público

O que é o cancro?
A palavra cancro é utilizada genericamente para identificar um vasto conjunto de doenças que são os tumores malignos.
Os tumores malignos são muito diversos, havendo causas, formas de evolução e tratamentos diferentes para cada tipo. Há, porém, uma característica comum a todos eles: a divisão e o crescimento descontrolado das células.

Todos os tumores são cancros?
Não.
Existem dois tipos de tumores: os benignos e os malignos. Neoplasia é também uma designação frequente para tumor.
Os tumores malignos, ao contrário dos tumores benignos, possuem duas características potenciais, que podem ou não estar expressas na altura em que a doença é diagnosticada:
  • Podem-se espalhar por metástases, isto é, aparecer tecido tumoral noutros órgãos diferentes daquele de onde se origina (por exemplo: fígado, pulmão, osso, etc);
  • Podem infiltrar outros tecidos circunvizinhos, incluindo órgãos que estão próximos.
Os tumores malignos são aqueles a que normalmente chamamos cancro. As doenças cancerosas são também designadas por oncológicas.

Como surge o cancro?
O cancro surge quando as células normais se transformam em células cancerosas ou malignas. Isto é, adquirem a capacidade de se multiplicarem e invadirem os tecidos e outros órgãos.
A carcinogénese, o processo de transformação de uma célula normal em célula cancerosa, passa por diferentes fases. As substâncias responsáveis por esta transformação designam-se agentes carcinogéneos. São exemplos de carcinogéneos as radiações ultravioletas do sol, os agentes químicos do tabaco, etc.
Para que se desenvolva um cancro é necessário que, de forma cumulativa e continuada, se produzam alterações celulares durante um largo período de tempo, geralmente durante anos.
Como resultado, cresce o número de células que apresentam alterações de forma, tamanho e função e que possuem a capacidade de invadir outras partes do organismo.

Como é que se diagnostica um cancro?
Um cancro pode ser suspeitado a partir de várias pistas: as queixas que o doente refere, a observação médica, diversos exames médicos (análises, TAC - tomografias axiais computorizadas e muitos outros – a definir consoante a circunstância) ou as achadas numa cirurgia.
Mas para confirmar o diagnóstico de um cancro é geralmente necessário uma amostra do tumor (biópsia). A análise dessa amostra permite determinar se a lesão é um cancro ou não. Este estudo dos tecidos (análise histológica) permite classificar e saber, na maioria dos casos, quais são os tecidos e as células das quais provém o tumor e quais são as características das mesmas. Por vezes é possível diagnosticar ou suspeitar de um cancro através da análise de células colhidas em locais de acesso superficial (citologia exfoliativa de, por exemplo, o colo do útero) ou por punção com aspiração das células (citologia aspirativa) Estes factores são fundamentais para determinar o tratamento mais adequado em cada caso.

Quais são os tipos de cancro?
Os cancros classificam-se de acordo com o tipo de células avaliado pela anatomia patológica, em:
  • Carcinoma - Tumor maligno que se origina em tecidos que são compostos por células epiteliais, ou seja, que estão em contacto umas com as outras, formando estruturas contínuas, como, por exemplo, a pele, as glândulas, as mucosas. Aproximadamente 80 por cento dos tumores malignos são carcinomas.
  • Sarcoma - Tumor maligno que tem origem em células que estão em tecidos de ligação, por exemplo ossos, ligamentos, músculos, etc. Nestes, as células estão unidas por substância intercelular e não são epitélios, são tecidos conjuntivos.
  • Leucemia - Vulgarmente conhecida como o cancro no sangue. As pessoas com leucemia apresentam um aumento considerável dos níveis de glóbulos brancos (leucócitos). Neste caso, as células cancerosas circulam no sangue e não há normalmente um tumor propriamente dito.
  • Linfoma - Cancro no sistema linfático. O sistema linfático é uma rede de gânglios e pequenos vasos que existem em todo o nosso corpo e cuja função é a de combater as infecções. O linfoma afecta um grupo de células chamadas linfócitos. Os dois tipos de linfomas principais são o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin.
É possível detectar o cancro precocemente?
Alguns tipos de cancro podem ser detectados precocemente.
A detecção precoce e o tratamento adequado imediato levam ao prolongamento do tempo de vida. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.

Quais são os métodos de detecção precoce?
Consoante o tipo de tumor existem exames que podem permitir uma detecção precoce de alguns cancros. Para alguns tumores justifica-se a realização de exames de rotina a toda a população em risco para a detecção precoce de neoplasia. O tipo de exame varia consoante o tumor que se procura. Por exemplo, mamografia (radiografia das mamas) para o cancro da mama feminina ou citologia (exame das células) do colo do útero ou, ainda, pesquisa de sangue nas fezes para o cancro do intestino grosso (cólon). Nem todos os tumores justificam exames de rotina para a sua detecção em população sem sintomas ou sinais de suspeição. O seu médico saberá quais os exames indicados e os momentos adequados para os fazer.

Quais são os sintomas a que se deve estar atento?
Os sintomas que acompanham com maior frequência os diferentes tipos de cancro e para os quais deve estar atento são:
  • Nódulo (caroço) ou dureza anormal no corpo. A maioria dos nódulos ou úlceras pode dever-se a manifestações benignas, mas não deve descurar a hipótese de se tratar de uma lesão maligna.
  • Dor persistente no tempo (que não desaparece com analgésicos) e da qual deve informar o seu médico.
  • Sinal ou verruga que se modifica.
  • Perda anormal de sangue ou outros líquidos. Uma hemorragia vaginal, urinária, pelas fezes, na expectoração, etc., pode ser um sintoma de uma doença benigna, mas também pode ser sintoma de um tumor maligno que se origina no útero, vagina, cólon ou pulmão.
  • Tosse ou rouquidão persistente. Tosse ou rouquidão que persiste mais de duas semanas e que não desaparece com tratamento sintomático deve ser analisada por um otorrinolaringologista. Deve ter especial atenção se é fumador.
  • Alteração nos hábitos digestivos, urinários ou intestinais. Na maioria das ocasiões pode tratar-se de uma lesão benigna. A modificação dos hábitos intestinais, a alternância dos mesmos e a alteração da cor das fezes podem indicar a necessidade de um estudo para descartar a existência de um cancro colorectal.
  • Perda de peso não justificada. A perda de peso sem fazer dieta, mantendo os mesmos hábitos alimentares e sem aumentar a actividade física deve ser valorizada.

Que testes de rastreio devem ser feitos?
De acordo com uma Recomendação do Conselho da União Europeia à Comissão e aos Estados Membros, devem ser feitos os seguintes testes de rastreio:
  • Rastreio do cancro do colo do útero: realização do Teste de Papanicolau - a iniciar entre os 20 e os 30 anos;
  • Rastreio do cancro da mama: realização de mamografia nas mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos;
  • Rastreio do cancro colorectal: pesquisa de sangue oculto nas fezes em homens e mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos.
A ocorrência de determinadas doenças prévias no indivíduo e, especialmente, a ocorrência de determinadas doenças oncológicas em familiares próximos podem justificar um plano de rastreio diferente, a definir pelo médico

Factores de risco e formas de prevenção
De acordo com o código europeu contra o cancro (CECC).
  • Fumar. Não fume. Se é fumador, deixe de o ser o mais rapidamente possível. Não fume na presença de não fumadores.
  • Obesidade. Evite a obesidade.
  • Pratique, diariamente, exercício físico.
  • Aumente a ingestão diária de vegetais e frutos e limite a ingestão de alimentos contendo gorduras animais.
  • Modere o consumo de bebidas alcoólicas, tais como cerveja, vinho e bebidas espirituosas.
  • Evite a exposição demorada ou excessiva ao sol. É importante proteger as crianças, os adolescentes e os adultos com tendência para queimaduras solares.
  • Cumpra as instruções de segurança relativas a substâncias ou ambientes que possam causar cancro.
  • As mulheres devem participar no rastreio do cancro do colo do útero (Papanicolau).
  • As mulheres devem participar no rastreio do cancro da mama.
  • As mulheres e os homens devem participar no rastreio do cancro do cólon e do recto.
  • Participe em programas de vacinação contra a Hepatite B de acordo com as normas da Direcção-Geral da Saúde.

A alimentação e o cancro

Muitos dos alimentos encontrados nos supermercado ou mercado contêm propriedades anticancerígenas, desde os antioxidantes que neutralizam os danos causados ​​pelos radicais livres aos fitoquímicos poderosos que os cientistas estão apenas a começar a explorar.
Nenhum alimento em particular pode segurar a sua imunidade ao cancro, mas há mudanças simples que você pode fazer na sua dieta que irá reduzir drasticamente o risco de cancro e também pode ajudá-lo a viver mais tempo se você já tem cancro.
Alimentos diferentes trabalham para combater o cancro de maneiras diferentes, por isso a melhor coisa a fazer é comer uma variedade de alimentos. Alguns dos alimentos que previnem o cancro ajudam a remover substâncias cancerígenas do corpo e outros ainda ajudam a curar as áreas malignas no organismo.
Está comprovado que existem certos alimentos que combatem o cancro. Ou seja a alimentação e o cancro estão relacionados, por isso tudo depende da sua alimentação.
Os seguintes alimentos têm a capacidade de ajudar a prevenir o cancro e alguns até podem mesmo ajudar a inibir o crescimento de células cancerígenas ou reduzir o tamanho do tumor.
Aqui estão algumas mudanças saudáveis que você pode fazer na sua alimentação, para ajudá-lo a combater o cancro:

Reduzir a ingestão de gordura para combater o cancro

Você também deve limitar o consumo de carnes, especialmente aquelas ricas em gordura. Uma dieta rica em gorduras pode aumentar o risco de cancro de cólon, próstata e recto. Uma grande quantidade de evidências indica que a gordura saturada pode aumentar o risco de cancro, bem como doenças cardíacas.
Evitar gordura não só reduz o risco de cancro, como melhora a sua capacidade para gerir o seu peso.

Comer mais frutas e produtos hortícolas

As frutas e vegetais podem ajudar a combater o cancro. São alimentos naturais que previnem o cancro e estudos mostram que homens e mulheres que comem até oito ou nove porções de frutas e vegetais por dia têm menor risco de cancro.
Estudos têm demonstrado que a abundância de comer frutas e produtos hortícolas especificamente podem reduzir o risco de cancro de pulmão e estômago.

Chá verde no combate ao cancro

O chá verde apesar de assumir uma série de alterações metabólicas, uma vez que estão dentro do corpo, e muitas delas são passadas fora do sistema relativamente rápido, numerosos estudos demonstraram que têm um efeito preventivo em vários tipos diferentes de cancro.
O EGCG do chá verde, também é responsável por esses efeitos benéficos, mas não é só isso é também um antioxidante poderoso que protege o seu corpo contra o cancro, ele pode realmente ligar-se a uma proteína encontrada nas células do tumor e diminuir drasticamente o seu crescimento.
Estudos mostram que o chá verde seja benéfico para uma variedade de cancros, incluindo: o cancro de pulmão, cancro de cólon, cancro de ovário, de próstata e cancro de mama, embora os mecanismos exactos para estas sejam desconhecidas.

Soja na Prevenção do Cancro

Os alimentos de soja incluem tofu, leite de soja, soja, grãos de soja (soja), hambúrgueres de soja e manteiga de castanha de soja. Os ingredientes activos mais conhecidos da soja são as isoflavonas.
Estudos têm demonstrado um efeito protector contra o cancro nas células e tecidos da bexiga, colo do útero, pulmão e estômago. As Dietas abundantes em soja podem ajudar a impulsionar os efeitos da quimioterapia de certos tipos de cancro como de mama, colo do útero, ovário, cancro de cabeça e pescoço.
Não se esqueça que juntamente com uma alimentação saudável, é também importante um estilo de vida fisicamente activo na prevenção do cancro.

Lista de alimentos preventivos contra o cancro:
1) Algas- Kelp, clorela ou spirulina- Além de outros valiosos nutrientes contém clorofila, substância que segundo estudos recentes é anticancerigena.

2) Ácidos gordos essenciais: Omega3, EPA e DHA- Presentes no óleo de peixe azul e em algumas plantas. Muitos estudos demonstraram que os povos que os consomem em abundância, têm menos incidência de cancro na mama e outro tipo de tumores.

3) Soja- A soja e os seus derivados contém uma substância chamada genisteína, um estrogénio natural, que inibe a formação de alguns carcinogéneos.

4) Chá Verde- Contém uma grande quantidade de antioxidantes e polifenóis de reconhecida acção anticancerigena. Para um efeito protector tem que se beber pelo menos três copos de chá verde por dia.

5) Azeite virgem- o consumo de ácidos gordos moinsaturados, como os que contém o nosso azeite, reduz os riscos de cancro segundo muitos estudos.

6) Compostos Fenólicos- Destas fitosubstâncias, duas delas foram investigadas especialmente como protectoras do cancro. O reveratol (abundante na pele e nos bagos das uvas) e a quercitina (presente no cacau). Polifenóis protectores do cancro também se podem encontrar no alecrim, limão, vegetais, cereais, frutos secos e legumes.

7) Alho e Cebola- Segundo um instituto americano do cancro, ambos estes alimentos protegem contra o cancro pelo seu alto conteúdo em selénio (um mineral que estimula a produção dos glóbulos brancos e induz a morte das células más) e ou-tros compostos que estimulam a produção de enzimas que neutralizam os radicais livres relacionados com o cancro.

8) Fibra- Numerosos estudos demonstram que as pessoas que fazem uma dieta rica em fibras têm entre 21% a 47% menos risco de sofrer do cancro do cólon do que os que não tomam fibra. Há que consumir entre 20 a 35 gramas de fibras por dia. Consegue-se estas doses tomando diariamente um prato de salada, um prato de verduras cozidas (brócolos, couve, feijão verde), um prato de fruta, seis amêndoas, ou uma ração similar de outros frutos secos.

9) As Frutas e Verduras- especialmente as verduras de cor verde escuro (as couves, os espinafres, os brócolos) e frutas e verduras de cor laranja (cenouras, laranja, melão, alperce, etc) já que são especialmente ricas em fitosubstâncias anticancerigenas.

Notas
Telómero - Uma outra pista do cancro tem origem nos segmentos de ADN epetitivo localizados na extremidade dos cromossomas, chamados telómeros, que preservam a integridade do material genético. Sem os telómeros, haveria genes importantes afectados na divisão celular, uma vez que o ADN não consegue geralmente replicar-se até às extremidades dos cromossomas. Os terómeros reparam esta situação, encurtando-se progressivamente em cada divisão celular, acabando por perder a capacidade de se multiplicarem e levando geralmente à morte da célula. O encurtamento dos telómeros é uma das principais causas de envelhecimento.
Umadas razões pelas quais as células cancerígenas crescem descontroladamente é o facto de serem capazes de copiar os seus telómeros por mutações que lhes permitem produzir uma chamada telomerase. Esta enzima faz com que as células se dividam de forma descontrolada, mas também deu origem ao surgimento de aplicações clínicas para o combate do cancro, estando atualmente em curso ensaios clínicos sobre fármacos inibidores da telomerase.



Fontes

50 ideias genéticas que precisa mesmo de saber, Mark Henderson, Publicações D.Quixote, 2011
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/cancro/cancro.htm
http://www.saudeactual.com/home/01d5e8959700d1301/index.html
http://cuidadossaude.com/2010/05/alimentos-previnem-combatem-cancro/


Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...