30/11/2015

Hebe


Deusa da Juventude e de todo o vigor com ela implicado, Hebe é filha de Hera e Zeus e herdeu da mãe o presídio sob o casamento: Hebe é a Deusa das noivas jovens. Por ter o privilégio da eterna juventude, representa a donzela consagrada aos trabalhos domésticos. Assim, cumpria no Olimpo diversas obrigações: preparava o banho de Ares depois das batalhas, ajudava Hera a atrelar o seu carro e servia o néctar e ambrósia aos deuses.

No entanto, inundada do fulgor da juventude, ela entornou acidentalmente um pouco de ambrósia sobre um Deus e foi imediatamente removida do cargo. Zeus viu nisto uma oportunidade e pôs o seu amante Ganimedes no lugar da filha, para assim o proteger da sua mulher, Hera. Outra versão, diz que a jovem deusa caiu de forma imprópria e, sendo alvo do gozo dos outros deuses do Olimpo, recusou-se a servi-los.

Como aquela que alimentava os Deuses, Hebe é vista também como a Deusa da Imortalidade, aquela que concede a força com que os Deuses não envelhecem e permaneçam na sua imagem arquétipa, que seja de adolescente, como em Eros, de jovem, como em Apolo ou Artémis, de adulto, como Deméter ou Héstia, ou de pessoa madura, como acontece com Zeus ou Poseidon. Para além disso, é também a ela que os mortais recorrem para obter juventude, quer seja para a manter quer para obter um rejuvenescimento, o que faz de Hebe, uma das Deusas da beleza. Devido a isto, Hebe era frequentemente associada a Afrodite, quer como sua companheira ou sua mensageira, que ao oferecer a juventude, espalha também as paixões associadas a ela e a beleza. Mas permanece também sempre associada à sua mãe, Hera, cuidando dela e dos seus filhos. Finalmente, encontramo-la ligada intimamente a Héracles, o seu marido. O seu culto é, na maioria das vezes, sempre misturado com o destes Deuses e raramente individual

Possuía, no entanto, um templo e culto só para ela em Flios, no Sul da Grécia. Aí era chamada com o epíteto de Ganymeda e não possuía qualquer imagem de culto, o que é bastante invulgar. Em Flios a Princesa era também venerada como a que perdoa os que suplicam por perdão: criminosos ou pessoas que procurassem expiação no seu templo eram perdoados pela Deusa e livres de todos os crimes.

É possível, segundo Aelian, que os seus animais sagrados fossem o galo e a galinha, que eram mantidos no templo em honra de Hebe e Héracles. Provavelmente o galo será sagrado a Heráclrs e a galinha a Hebe, já que o complexo sagrado era contituído por dois templos e as galinhas eram alimentadas no de Hebe, existindo uma corrente de água entre os dois templos para que não haja galinhas no de Héracles nem galos no de Hebe.

Um dos seus epítetos era Basileia, a Princesa, e a deusa era muitas vezes chamada assim, sem qualquer outra referência a quem se tratava, o que faz dela a Princesa dos Deuses. Outro título, Dia, a Brilhante, ou "a de Zeus", reforça isto, já que este título pertencia também a Zeus sob a forma de Dios. Outro título seu, Ganymeda, significa "a Princesa que faz felicidade" indica também a sua ascensão real.

Na peça de Euripides, Heracleidae, Hebe concede o desejo de Iolaus de se tornar novamente jovem, de forma a poder lutar contra Eurystheus.

Hades

Deus do mundo inferior e dos mortos (equivalente ao deus romano Plutão, cujo significado era o rico). Hades tanto servia para designar o deus quanto o reino deste. Deus da segunda geração, filho de Cronos e Reia.
Muito conhecido pelo rapto de Perséfone, de quem se enamorou e que tinha sido prometida ao deus pelo irmão deste, Zeus, sem que a mãe de Perséfone, Deméter, fosse consultada. Terá sido fiel à deusa, no entanto, nunca tiveram filhos. A simbologia desta união coloca em comunicação duas das principais forças e recursos naturais. a riqueza do subsolo que fornece os minerais, e faz brotar as sementes - vida e morte. 
Como o senhor implacável e invencível da morte, Hades é o deus mais odiado pela humanidade, como registou Homero (Ilíada 9.158.159). Platão acentua que o medo de falarem o seu nome, fazia com que se usassem eufemismos como Plutão.
Segundo os antigos o mundo estava dividido em três partes, tendo Zeus feito a divisão por sorteio entre si e os seus irmãos. a Zeus coube a Terra e o Céu, a Poseidon coube os mares e os rios e Hades ficou com o domínio sobre o mundo subterrâneo e os seres das sombras.
Juntamente com Perséfone, Hades não governava apenas as almas dos mortos, tendo o casal igualmente um papel de juízes da humanidade depois da vida. Eram auxiliados por três heróis que foram, em vida, reconhecidos pelo seu sentido de justiça e sabedoria: Minos, o irmão deste, Radamanto e Éaco que, numa versão mais tardia, era o responsável pelas portas do mundo inferior.
Embora Hades fosse fiel à esposa, houve duas vezes em que se enamorou. Da primeira vez foi por Minta, ninfa que habitava o Submundo, e mantinha um relacionamento com Hades, apenas interrompido pelo casamento do deus com Perséfone. Numa tentativa de recuperar o amor do deus, a ninfa começou a vangloriar-se, dizendo que era mais bonita que a rival, Perséfone, despertando, assim, a fúria de Deméter, a qual, em punição, fez surgir em lugar da ninfa a menta. De outra vez apaixonou-se por Leuce, filha de Oceano, que foi transformada pela Rainha do Submundo no álamo prateado.
De acordo com o Dicionário da Biografia e Mitologia Grega e Romana, Hades seria o progenitor de Zegreu (segundo Ésquilo, era o próprio Zeus do Submundo e assemelhado a Hades), Macária, as Erínias e Melinoe.

Eneias

Este príncipe troiano era filho de Anquises, primo do rei Príamo, e da deusa Afrodite. Depois do nascimento, a mãe confiou-o às ninfas e ao centauro Quíron, com os quais viveu até aos cinco anos. Sensato e perspicaz, previu as consequências funestas do rapto de Helea. Valente, combateu corajosamente nas fileiras troianas, mas ficou a dever a vida às intervenções divinas de Apolo, de Poseidon e da sua mãe. Quando a cidade de Tróia caiu às mãos dos Aqueus, conseguiu fugir, levando o pai sobre os ombros e o filho, Ascânio, agarrado pela mão. Refugiado no monte Ida, manda construir embarcações e fez-se ao mar com os seus fiéis, pois os deuses ordenaram-lhe que erguesse uma nova Tróia em Itália.


Após muitos anos de viagem, uma terrível tempestade atira-o para a costa de Cartago, onde recebe a hospitalidade da rainha Dido, que se apaixona por ele. Não obstante os sentimentos que lhe dedicava, teve que partir de novo, levando a rainha ao suicídio.
Eneias acaba por lançar ferro perto da foz do Tibre, e, acolhido pelo rei Latino, casa com a filha deste, Lavínia.
Quando por sua vez, se torna rei, o seu sucessor é o seu filho Ascânio (Iulo, na tradição latina), cujos descendentes, na décima segunda geração, teriam sido - de acordo com a Eneida, do poeta Virgílio - Remo e seu irmão, Rómulo, fundador de Roma.

Deméter

Deméter ou Demetra, filha de Cronos e Reia, deusa da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano. É propiciadora do trigo, planta simbolizadora da civilização. Na qualidade de deusa da agricultura, fez várias viagens com Dionísio, ensinando os homens a cuidarem da terra e das plantações.
Em Roma, onde se chamava Ceres, o seu festival, Cerélia, era celebrado na primavera.
Teve uma filha de Zeus, Perséfone ("a de braços brancos"). É uma das deusas que teve filhos com mortais, do herói cretense Iásio gerou Ploutus. Um fragmento do Catálogo de Mulheres de Hesíodo, sugere que Deméter teve um outro amante mortal, Eetion, o qual foi fulminado por um raio de Zeus. No entanto, alguns críticos consideram Iásio e Eetion a mesma pessoa.
Quando Hades raptou Perséfone, levando-a para o seu reino, Deméter ficou desesperada e vagueou pela Terra, em busca da filha, sem comer e sem descansar, descurando as colheitas. Decidiu não voltar para o Olimpo enquanto a filha não lhe fosse devolvida, e culpando a terra por ter aberto a passagem para Hades levar a filha, proclamou: «... Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozarás dos meus favores!».
Durante o tempo que Deméter ficou fora do Olimpo a terra tornou-se estéril, o gado morreu, o arado quebrou, os grãos não germinaram. Sem alimento, as populações sofriam de fome e adoeciam. A fonte Aretusa (noutras versões, a ninfa Ciana metamorfoseada num rio) contou que a terra se havia aberto de má vontade, obedecendo às ordens de Hades e que Perséfone estava no Érebo, triste mas com pose de rainha, como esposa do monarca do mundo dos mortos.
Com a situação em estado caótico, pois a terra encontrava-se estéril, Zeus pediu a Hades que devolvesse Perséfone. O irmão concordou, no entanto, Perséfone havia ingerido um bago de romã, ficando presa para sempre ao mundo dos infernos, pois quem comesse qualquer alimento nessa região ficava obrigado a retornar.
Estabeleceu-se, então, que Perséfone passaria um período do ano com a mãe, e outro com Hades (altura em que é designada de Proserpina). O primeiro período corresponde à Primavera, altura em que os grãos germinam, saindo da terra tal como Proserpina. Durante este período Perséfone é chamada de Core, a jovem. O segundo corresponde à semeadura de outono, quando os grãos são enterrados, tal como Perséfone volta ao reino dos mortos.
Os mistérios Eulisios, celebrados no culto à deusa Deméter, na Grécia, interpretam esta lenda como um símbolo contínuo de morte e ressurreição.
Deméter pode ser representada:
  • sentada, com tochas ou uma serpente. São-lhe atribuidos a espiga e o narciso, e a ave gou;
  • tendo numa das mãos uma foice e na outra um punhado de espigas e papoilas, trazendo na cabeça uma coroa com esses elementos.

Deusa Ate

Filha de Zeus e de Éris, a divindade da discórdia, é a inspiradora da noção latina de "fatum" (destino).
Ate personifica o erro do raciocínio e a cegueira mental.
Vivia ainda no Olimpo quando Zeus soube que teria em breve um filho de Alcmena, uma descendente de Perseu.


Hera, esposa de Zeus, sugeriu ao marido que oferecesse o reino de Argos ao primeiro herdeiro do sexo masculino daquela gloriosa linhagem. Zeus consultou a filha, Ate, que incitou o pai a aceitar a proposta. Mas quando Zeus percebeu, que devido a um sortilégio de Hera, fora Euristeu, filho de uma outra mulher daquela dinastia, o primeiro a nascer e não Herácles, o seu próprio filho, viu que tinha sido induzido em erro.
Encolerizado, agarrou a má conselheira pelos cabelos e arremessou-a para a Terra.
Desde então, Ate percorre a Terra a uma velocidade vertiginosa, e são as suas armadilhas que nos fazem errar tantas vezes.

Mitologia grega - romana


Lista da 1ª Geração dos deuses gregos:
  • Caos, Úrano, Gaia, Eros, Nix, Tártaro, Érebo, Ponto, Óreas, Hemera, Éter, Dóris.
Lista da 2ª Geração dos deuses gregos:
  • Titãs: Oceanus, Céos, Crio, Hipérion, Jápeto, Cronos, Téia, Réia, Mnemósina, Febe, Tétis.
  • Hecatônquiros: monstros de cem braços, que possuiam cinquenta rostos diferentes, mas uma só cabeça e presidiam aos terramotos - Coto, Egéon e Gias.
  • Ciclopes: forjavam os relâmpagos
Lista da 3ª Geração dos deuses gregos:
  • Zeus, Hera, Hades, Héstia, Deméter, Poseidon, Afrodite.
Lista da 4ª Geração dos deuses gregos:
  • Apolo, Ares, Ártemis, Atena, Hermes, Hefesto, Díonisio, Hebe.
  • Outros deuses: Hélio, Selene, Eros, Bóreas, Noto, Zéfiro, Nereu, Proteu, Ninfas, Éolo, Quione.
Lista dos deuses gregos com os correspondentes gregos:
  • Saturno - Cronos; Júpiter - Zeus; Juno - Hera; Plutão - Hades; Neptuno - Poseidon; Vesta - Héstia; Ceres - Deméter; Apolo - Apolo; Marte - Ares; Diana - Ártemis; Mercúrio - Hermes; Vulcano - Hefesto; Minerva - Atena; Baco - Dionísio; Vênus - Afrodite; Cupido - Eros; Latona - Leto; Hércules, - Herácles; Fauno - Sátiro; Somnus - Hipnos; Áquilo - Bóreas.
A mitologia grego-romana originou-se pela fusão das religiões gregas e romanas, aquando da conquista da Grécia por Roma, facilitado por ambas as religiões apresentarem aspetos semelhantes, como por exemplo as suas tradições. Isso deu origem a uma vasta série de entidades lendárias e mitológicas, nas quais se encontram os deuses.
Poetas como Homero narravam as estórias dos deuses representando-os com aspeto humano, mas possuidores de poderes, ligados à natureza e imortais.




Com o tempo a mitologia tornou-se única entre gregos e romanos, diferindo apenas o nome. Um bom exemplo disso, é o panteão dos deuses principais que é o mesmo, o do Olimpo.
As divindades eram considerados os senhores da natureza, cujas forças eram reguladas por fenómenos naturais e o aspeto era idêntico ao humano.
Para além dos sacrifícios e oferendas, cada deus tinha um período do ano para ser celebrado, como  por exemplo a bacante, festa dedicada a Baco, deus do vinho.

Mitos da Criação do Mundo



Egipto
A Terra Surgiu do Nilo
Havia no Egipto vários mitos sobre a Criação, às vezes muito diferentes, consoantes as províncias e as épocas (contam-se pelo menos 10 divindades criadoras). Mas estas diferentes versões da Criação assentam todas num mesmo esquema geral. Uma das versões mais antigas, a de Heliópolis, vem descrita no célebre Livro dos Mortos.
    Antes de todas as coisas não havia senão trevas e a «água primordial», o Nun. Este oceano inerte, também descrito como um pântano, continha já em si todos os germes da vida, à semelhança das cheias do Nilo, que todos os anos fertilizavam o Egipto.
    No princípio, o senhor todo poderoso Atum, criou-se a si próprio a partir do Nun, ao pronunciar o seu próprio nome. Atum teve depois dois gémeos: um filho, Chu, que representava o ar seco, e uma filha, Tefnut, o ar húmido. Estes gémeos separaram o céu das águas e geraram Geb, a Terra seca e Nut, o Céu. Quando as águas primordiais se retiraram, apareceu um montículo de terra (Geb) que constitui a primeira superfície de terra sólida, sobre a qual o deus Sol, Rá, pôde repousar.
    Segundo certas interpretações, as pirâmides são a representação deste primeiro ilhéu de terra surgido no Nilo.

Luz, cor e visão


Em muitos contextos a luz comporta-se como uma onda, mas funciona também como uma partícula, como uma rajada de balas (é assim que funciona uma célula fotoelétrica - cada fotão recebido ejeta um eletrão de uma superfície sensível; muitos fotões geram muitos eletrões, um fluxo de corrente eletrica).
Como pode a luz ser ao mesmo tempo uma onda e uma partícula? Talvez o melhor seja não se pensar na luz como sendo uma onda ou uma partícula, mas outra coisa que não tem correspondência direta no mundo quotidiano das coisas palpáveis, algo que, em certas circunstâncias, partilha das propriedades das ondas e, noutras, de partícula.

As ondas de luz são tridimensionais, têm uma frequência, um comprimento de onda e uma velocidade. Mas, e ao contrário do que acontece com o som, não precisam de um meio para se propagar.
A luz visível - aquela que os olhos humanos são sensíveis -, tem uma frequência muito elevada, cerca de 600 triliões (6x1014) de ondas atingem o globo ocular a cada segundo. 
Do mesmo modo que diferentes frequências de som são percebidos pelos seres humanos como timbres musicais, também diferentes frequências de luz são percebidas como diferentes cores. A luz vermelha tem uma frequência de 460 triliões (4,6 x 1014) de ondas por segundo, a luz violeta cerca de 710 triliões (7,1 x 1014) de ondas por segundo. Entre as duas estão as conhecidas cores do arco-íris. A cada cor corresponde uma frequência.
Da mesma maneira que há sons demasiado agudos e demasiado graves para o ouvido humano, também há frequências de luz ou de cor, que estão fora do âmbito da visão humana.
Os objetos absorvem a luz de diferentes frequências, dependendo da sua química, embora haja algumas frequências, como os raios gama que são absorvidos indiscriminadamente por todos os materiais. Por outro lado, quase todos os materiais são fracos absorventes da luz visível, como é o caso do ar que geralmente é transparente à luz visível. Uma das razões pelas quais vemos a frequências visíveis: é esse o tipo de luz que atravessa a nossa atmosfera até ao sítio onde nos encontramos. A outra razão é que é na luz visível que o Sol põe a maior parte da sua energia.

Glossário de Astronomia

Abordagem ascendente ou de baixo para cima: em cosmologia, uma ideia que parte do pressuposto de que existe uma história única do universo, com um ponto de partida bem definido, e que o estado actual do universo é uma evolução a partir desse início.
Abordagem descendente ou de cima para baixo: abordagem à cosmologia em que se traçam as histórias do universo «de cima para baixo», ou seja, para trás a partir do momento presente.

Aceleração: Razão a que a velocidade de um objecto varia.

Acelerador de partículas: Máquina que, por meio de electromagnetos, pode acelerar partículas carregadas em movimento, comunicando-lhes maior energia.

Acontecimento: Ponto do espaço-tempo especificado pelas suas coordenadas de lugar e de tempo.

Aglomerado globular: Aglomerado muito denso de estrelas; alguns desses aglomerados globulares encontram-se  entre os objectos mais antigos do Universo e são tidos como contendo as estrelas mais velhas.

Amplitude de probabilidade: numa teoria quântica, um número complexo cujo quadrado do valor absoluto dá uma probabilidade.

Anã branca: É uma estrela fria, estável, mantida pela repulsão decorrente da aplicação do princípio de exclusão aos electrões.

Anã castanha: Objetco estelar de massa pequena demais para produzir uma fusão nuclear continua no seu núcleo central, parcialmente sustentado pela pressão de degenerescência.

Anã vermelha: Outro nome dado às estrelas de massa reduzida, com cerca de 10-40% da massa solar. As anãs vermelhas são as estrelas mais numerosas e de vida mais longa entre todas as estrelas possíveis.

Ano-luz: A distância que a luz percorre num ano, ou seja, aproximadamente 9,46 biliões de quilómetros. A estrela mais próxima está a cerca de quatro anos-luz de distância e a Via Láctea tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro.

Antigravidade: O contrário de gravidade, que seria uma força repulsiva e não atractiva. Hoje, compreende-se que esta força de antigravidade existe, que provavelmente causou a inflação do Universo no começo do tempo e faz com que hoje ele esteja em aceleração. Esta força de antigravidade, contudo, é demasiado pequena para ser medida no laboratório, pelo que não tem implicações práticas. A antigravidade também é gerada pela matéria negativa (que nunca foi observada na natureza).

Difração


A difração é um fenómeno que se observa quando há interação entre as ondas e os objetos sólidos.
O italiano Francesco Maria Grimaldi foi o primeiro a registar este fenómeno, em 1665, dando-lhe o nome de difração, do latim diffringere.
A difração ocorre com todo o tipo de ondas incluindo as ondas de som, ondas de água, e as ondas eletromagnéticas como a luz visível, raios X e ondas de rádio.
Como os objetos físicos também têm propriedades do tipo de onda, a um nível atómico, também podem ser estudados de acordo com os princípios da Teoria da Mecânica Quântica.
Richard Feynman disse: «não foi encontrada nenhuma diferença entre interferência e difração. É só uma questão de tratamento, e não há nenhuma especifidade ou diferença física entre ambos».
Enquanto que a difração acontece sempre que a propagação de ondas encontra obstáculos, os seus efeitos são geralmente mais pronunciados quando o comprimendo de onda das ondas é similar às dimensões do objeto incidente. Se a obstrução do objeto providencia multiplas aberturas no espaço, pode resultar num complexo padrão de variadas intensidades. Isto é devido à sobreposição, ou interferência, de diferentes partes da onda que viajam através de caminhos diferentes.Quando as ondas passam através de uma abertura ou quando encontram um obstáculo, podem ser desviadas contornando os objetos, cujas dimensões são da mesma ordem de grandeza que o seu comprimento de onda.
Como este desvio na trajetória da onda, causado pela difração, depende diretamente do comprimento de onda, este fenómeno é usado para dividir, nos seus componentes, ondas vindas de fontes que produzem vários comprimentos de onda.
Por exemplo, para a luz visível, usa-se uma rede de difração, formada por uma superfície refletiva ou transparente em que se marcam vários sulcos, próximos uns dos outros (décimos ou centésimos de milímetro, pois o comprimento de onda da luz é da ordem de 5.10−7m ).
A difração acontece facilmente nas ondas sonoras, pois são ondas com comprimento de onda grande (variam de 2 cm a 20m). Conseguimos ouvir alguém falar mesmo que não possamos ver a pessoa, pois as ondas sonoras contornam as superfícies.
Como as ondas são caracterizadas por uma variação periódica de uma qualquer propriedade, podem interagir entre si quando duas ou mais ondas atravessam a mesma região do espaço. Pode acontecer também que uma onda tenha a sua velocidade e/ou direção alteradas, ao interagir com um objeto ou um meio material interposto no seu caminho.

Som e ouvido


A natureza das ondas sonoras

Qualquer objeto que vibra - por exemplo, o diagrama de um altifalante ou uma corda vocal humana - produz som. Quando a membrana em vibração se desloca para fora, comprime o ar que se encontra diretamente à sua frente; ao voltar para dentro rarefaz o ar, originando um vácuo parcial. As compressões e rarefações são transmitidas linearmente de uma molécula de ar para a seguinte, afastando a energia sonora da sua fonte. É a distância entre compressões adjacentes que fornece o comprimento de onda do som emitido e o número de compressões por segundo fornece a sua frequência, medida em hertz (Hz).
O som é transmitido pela vibração de qualquer meio - sólido, líquido ou gás -, por isso não pode passar através do vácuo. Desloca-se mais rapidamente através dos líquidos e dos sólidos, porque as suas partículas estão mais próximas e mais ligadas umas às outras.
A velocidade do som  no ar, nas condições de pressão atmosférica = 1.013 mb e humidade relativa de 50%, assume velocidades que vão de 325,79 m/s (a –9o C) a 363,13 m/s (a 49o C);  na água do mar, a 0o C, essa velocidade passa para 1.450 m/s; e no ferro ela passa a ser 4.480 m/s.

Ondas eletromagnéticas


A natureza da luz

O sentido da vista fornece-nos muita informação sobre o que está a acontecer no mundo exterior. Mas o olho humano só é sensível à luz, que é apenas uma pequena parte de toda a gama de radiação emitida e refletida pelos objetos. A existência de radiações de natureza semelhante à luz, mas indetetáveis pelos sentidos humanos, foi prevista pelo físico escocês James Clerk Maxwell em meados do século XIX. Maxwell deduziu também que a luz (e outras formas de radiação) se deslocava sob a forma de ondas eletromagnéticas. Estas ondas são criadas por uma carga elétrica em deslocação quando muda de velocidade ou de direção: isto verifica-se para qualquer tipo de carga - um relâmpago, por exemplo, produz ondas elecromagnéticas, tal como acontece quando uma corrente elétrica sobe e desce na antena de um emissor de rádio. A onda forma-se porque a carga em deslocação produz um campo elétrico variável que, por seu turno, produz um campo magnético variável. E, quando o campo magnético se altera, produz um campo elétrico variável. São estes campos que mutuamente se sustêm que constituem a onda eletromagnética, que se afasta em linha reta da fonte a uma velocidade de 300.000 m/s - o equivalente a mais de um bilião de km/h.
A radiação elecromagnética pode ser refratada e difratada, comportando-se de maneira semelhante às ondas sonoras e do mar. Mas alguns aspetos do seu comportamento só podem ser explicados considerando-a como um fluxo de partículas distintas ou quanta (um quantum de luz chama-se fotão) e não como ondas contínuas. Estas ideias sobre a natureza da radiação eletromagnética não se conciliam facilmente e é talvez mais útil dizer-se que, embora esta radiação se desloque como uma onda, a sua energia desloca-se em «pacotes» diferenciados.
Esta ideia aplica-se não só às ondas, que se sabe terem propriedades de partículas, mas também às partículas, como os eletrões, que em determinadas condições se comportam como ondas.
As ondas de luz são tridimensionais, têm uma frequência, um comprimento de onda e uma velocidade.

Ondas


Pode-se definir uma onda como uma perturbação oscilante, de alguma grandeza física no espaço, e periódica no tempo.
A oscilação espacial é caracterizada pelo comprimento de onda e o tempo decorrido para uma oscilação é medido pelo período da onda, que é o inverso da sua frequência. Estas duas grandezas estão relacionadas pela velocidade de propagação da onda.
Fisicamente, uma onda é um pulso energético que se propaga através do espaço ou através de um meio (líquido, sólido ou gasoso). Segundo alguns estudos e pelo observado até à atualidade, nada impede que uma onda magnética se propague no vácuo ou através da matéria, como é o caso das ondas eletromagnéticas no vácuo ou dos neutrinos através da matéria, onde as partículas do meio oscilam à volta de um ponto médio mas não se deslocam. Excepto pela radiação eletromagnética, e provavelmente pelas ondas gravitacionais, que se podem propagar através do vácuo, as ondas existem num meio cuja deformação é capaz de produzir forças de restauração, através das quais viajam, e podem transferir energia de um lugar para outro sem que qualquer das partículas do meio seja deslocada; isto é, a onda não transporta matéria. Há, no entanto, oscilações sempre associadas ao meio de propagação.
Uma onda pode ser longitudinal quando a oscilação ocorre na direção da propagação, ou transversal quando a oscilação ocorre na direção perpendicular à direção de propagação da onda.



Natureza das ondas
Há que fazer a distinção entre dois tipos de ondas:
  1. As ondas mecânicas - aquelas que têm um suporte para se propagarem, como por exemplo, as ondas na água, as ondas de uma mola, as de um fio esticado, as ondas sonoras e as ondas sísmicas, etc;
  2. As ondas electromagnéticas - aquelas que não precisam de um suporte material para se propagarem, como por exemplo a luz e as ondas de rádio.

29/11/2015

Energia e reações químicas

Entrada e saída de calor

A energia pode assumir muitas formas diferentes, que podem ser convertidas umas nas outras com vários graus de dificuldade. Uma conversão que efectuamos diariamente é a que transforma energia química em calor - a queima de combustível que produz dióxido de carbono e água.
A energia química é armazenada nas ligações que mantêm as moléculas unidas. Quando se queima um combustível, as ligações das moléculas do reagente - oxigénio e o próprio combustível - armazenam mais energia do que as ligações dos produtos - dióxido de carbono e água. A medida que a reação prossegue, o «excedente» de energia é libertado para o ambiente sob a forma de calor e luz. Qualquer reação - e não apenas a combustão - que liberta calor é designada por exotérmica. A situação oposta é a de uma reação endotérmica, em que os produtos se encontram a um nível energético mais elevado do que os reagentes e tem de se obter energia do ambiente exterior para a reação poder prosseguir.



Controlo da velocidade da reação

A velocidade a que uma reação tem lugar depende principalmente do tipo de reagentes em causa; o zinco, por exemplo, reage mais rapidamente com o ácido hidroclorídrico do que com o ácido acético. Mas existem vários outros fatores - o calor, a concentração e o uso de catalisadores - que podem afetar significativamente o ritmo da reação e que são utilizados pelos químicos para controlar as sínteses químicas.
As moléculas de uma reação de mistura estão em constante movimento, chocando regularmente umas nas outras. A reação tem lugar apenas quando as moléculas do reagente colidem umas com as outras a uma velocidade suficiente (e, portanto, com suficiente energia). Se se aquecer a reação pode-se aumentar a velocidade a que as moléculas se deslocam e, portanto, aumentar a probabilidade de uma colisão «bem sucedida». Assim, o ritmo de uma reação aumenta. Consegue-se o mesmo efeito aumentando a concentração dos reagentes, que colidem com mais frequência porque estão mais concentrados.

Eletrão

O eletrão é uma partícula subatómica, com os símbolos e- ou β-com uma carga elétrica elementar negativa. Os eletrões pertencem à primeira geração da família dos leptões, e geralmente pensa-se tratarem-se de partículas elementares pois não se conhecem nenhuns componentes ou subestruturas destes. A massa do eletrão é cerca de 1/1836 da massa do protão. As propriedades mecânicas quânticas do eletrão incluem um momentum angular (spin) intrínseco de um valor semi-inteiro em unidades de ħ, o que significa que é um fermião. Sendo fermiões, dois eletrões não podem ocupar o mesmo estado quântico, de acordo com o Princípio de Exclusão de Pauli. Como toda a matéria, os eletrões têm propriedades tanto de partículas como de ondas, podendo então colidir com outras partículas e podem ser defractados como luz. As propriedades de onda dos eletrões são mais facilmente observáveis através de experiências do que outras partículas como os neutrões e protões, pois a massa dos eletrões é muito menor, logo, tem um maior comprimento de onda De Broglie para as energias típicas.
Os eletrões têm um papel central em muitos fenómenos físicos, como os da eletricidade, magnetismo e condutividade térmica, também participam nas interações fraca, eletromagnética e gravitacional. Um eletrão gera um campo elétrico à sua volta e, se estiver em movimento em relação a um observador, gera um campo magnético. Os campos magnéticos externos defletem (desviam) os eletrões. 
Esta partícula elementar radia ou absorve energia na forma de fotões quando acelerados. Os equipamentos laboratoriais são capazes de conter e observar eletrões individuais, assim como através do uso de campos magnéticos, enquanto telescópios adequados podem detetar plasma no espaço exterior. Os eletrões têm muitas aplicações, incluindo a eletrónica, soldagem por feixe de eletrões, tubos de raios cat´dicos, microscópios eletrónicos, terapia por radiação, lasers, detetor de ionização de gás e aceleradores de partículas.
As interações entre eletrões e outras partículas subatómicas são de interesse para campos como a química e a física nuclear. A interação da Lei de Coulomb entre os protões positivos dentro de um núcleo atómico e os eletrões negativos compõem os átomos. A ionização ou alterações na proporção das partículas modificam a energia de liagação do sistema. A troca ou partilha de eletrões entre dois ou mais átomos é a principal causa das ligações químicas. O filósofo naturalista britânico Richard Laming foi o primeiro a hipotetizar o conceito de uma quantidade indivisivel de carga elétrica para explicar as propriedades químicas dos átomos, em 1838. O físico irland~es George Johnstone Stoney nomeou esta carga de "eletrão" em 1891 e J.J. Thomson e as sua equipa de físicos britânicos identificaram o eletrão como uma partícula em 1897. Os eletrões também podem participar em reações nucleares, como a nucleossíntese nas estrelas, onde são conhecidos como partículas beta. Os eletrões podem ser criados através do decaimento beta de isótopos radioativos e em colisões de alta energia, por exemplo quando os raios cósmicos entram na atmosfera. A antipartícula do eletrão é o positrão; é identico ao eletrão com a diferença que carrega energia elétrica de sinal oposto. Quando um eletrão colide com um positrão, ambas as partículas  podem ser totalmente aniquiladas, produzindo fotões de raios gama.

Taquião


Um taquião é uma partícula hipotética que se move sempre mais rápido do que a luz.
George Sudarshan, num artigo de 1962 propôs pela primeira vez a existência de taquiões. A palavra vem do grego "Tachy" que significa "leve, rápido" e foi Gerald Feinberg que cunhou o termo. A maioria dos físicos pensa que os taquiões não podem existir pois não são consistentes com as teorias da física conhecidas. Se tal partícula existisse, poderia ser usada para construir um anti-telefone taquiónico e enviar sinais mais ráidos do que a luz, o que de acordo com a Relatividade Especial, iria levar a violações da causalidade. A transmissão  de informação para o passado é conhecido como o Paradoxo de Tolmen. No entanto, aplicando os resultados da mecânica quântica, é possível mostrar que se os taquiões existem então é, obrigatoriamente, válida uma das duas situações:
  1. Estão localizados e neste caso a informação transmitida por eles viaja com v
  2. Não estão localizados e carregam informação com v>c.

Teorias potencialmente consistentes que permitem a existência de partículas mais rápidas do que a luz, incluem aquelas que rompem com a Invariância de Lorentz, a simetria subjacente à Relatividade Especial, e aí a velocidade da luz não é uma barreira.
No artigo de 1967, em que Feinberg cunhou o termo, o autor propôs que os taquiões poderiam ser quanta de um campo quântico com massa ao quadrado negativo. No entanto, logo se percebeu que a excitação de tais campos de massa imaginária não propagam mais rápido do que a velocidade da luz e em vez disso, representam uma instabilidade conhecida como Condensação de Taquiões. Todavia, os campos de massa ao quadrado negativo são geralmente designados como taquiões, e de facto tem vindo a desemp+enhar um papel importante na física moderna.
Apesar dos argumentos teóricos contra a existência de partículas mais rápidas do que a velocidade da luz, têm sido conduzidas pesquisas experimentais no sentido de as encontrar, no entanto ainda não foi encontrada nenhuma prova que corrobore a sua existência.
Em Setembro de 2011, foi anunciado que um neutrino tinha viajado  mais rápido que a velocidade da luz, numa experiência no CERN, mas em actualizações posteriores do CERN, no projecto OPERA, foi dito que esses resultados se deveram a "um elemento defeituoso do sistema de cronometragem da fibra óptica da experiência".  É importante referir que muitos físicos deduzem a existência de uma ligação entre as propriedades do neutrino e os teóricos taquiões. 

27/11/2015

Ligações químicas


Os átomos unem-se para formar agregações atómicas.
Os elementos, ou corpos simples, são constituídos por átomos químicos de uma mesma classe. Os compostos, ou combinações químicas, são formados por átomos diferentes. A formação de agregações químicas estáveis deve-se ao facto de os átomos se atraírem e unirem. Esta atração entre átomos é a ligação química; a força de atração que mantém unidos os átomos denomina-se força de ligação; as forças de ligação são sempre de origem elétrica.
Os átomos unem-se porque a energia de dois ou mais átomos numa agregação atómica estável é menor do que a soma das energias de cada átomo em separado e na natureza tende-se a chagar às situações com o minimo de energia possível.
Energia de ligação -  energia libertada na formação de uma agregação atómica estável, que é igual à energia que se tem de fornecer para quebrar uma ligação, libertando os átomos que se encontravam unidos.
Na formação e ruptura de ligações intervêm todos os núcleos e todos os eletrões dos átomos. Os eletrões de valência são os eletrões do último nível energético. Na formação de uma ligação produz-se sempre uma alteração na distribuição eletrónica, em relação aos átomos isolados; os átomos, ao unirem-se, adquirem uma configuração eletrónica mais estável. Os gases nobres já possuem uma configuração eletrónica estável; por isso as suas associações são monoatómicas, embora se possam unir a outros elementos.

Ligações iónicas

As ligações iónicas formam-se por transferência de eletrões de um átomo para outro - um átomo cede um ou mais eletrões e outro aceita-os. O átomo que cedeu os seus eletrões torna-se um ião positivo - catião -, com um número de cargas positivas igual ao número de eletrões que perdeu. O átomo que aceitou os eletrões tornou-se um ião negativo - anião -, com um número de cargas negativas igual ao número de eletrões que recebeu.
Valência iónica - número de eletrões cedidos ou aceites, positiva ou negativos, respetivamente. O número de valência iónica positiva dos elementos dos grupos I A e II A é igual ao número do grupo. Desta forma, a do potássio é +1 e a do cálcio é +2. O número de eletrovalência dos elementos dos últimos grupos A é igual ao número do grupo, subtraindo-lhe 8. Por exemplo, a do cloro  é 7-8=-1, a do oxigénio é 6-8=-2.

Entidades fundamentais dos compostos iónicos - iões, que no estado sólido formam uma rede cristalina tridimensional, em cujos nós se encontram os iões, alternando-se positivos e negativos, atraídos por intensas forças eletroestáticas.
Energia reticular - mantém os iões no retículo cristalino, é a energia libertada pelos iões ao constituir este retículo cristalino.
Os compostos iónicos fundidos ou em solução conduzem a eletricidade.

Átomos

Teoria Atómica
De que se tenha conhecimento, a ideia do átomo surgiu pela primeira vez quando o filósofo grego Demócrito, no século V a.C. sugeriu que a matéria era constituída por partículas muito pequenas e indivisíveis, às quais chamou átomos. Na altura a teoria foi rejeitada por muitos, desde Platão a Aristóteles, a ideia prevaleceu e mais tarde, em 1808, o professor e cientista inglês John Dalton formulou uma definição para o átomo mais precisa do que a de Demócrito:
  • Os elementos são constituídos por partículas extremamente pequenas chamadas átomos. Todos os átomos de um dado elemento são idênticos, tendo a mesma dimensão, massa e propriedades químicas. Os átomos de um elemento são diferentes dos átomos de todos os outros elementos.
  • Os compostos são constituídos por átomos de mais de um elemento. Em qualquer composto, a razão entre os números de átomos de quaisquer dois elementos presentes é um número inteiro ou uma fracção simples.
  • Uma reação química envolve apenas a separação, combinação ou rearranjo dos átomos: não resulta na sua criação ou destruição.
A primeira hipótese diz que os átomos de um dado elemento são diferentes dos átomos de todos os outros elementos.
A segunda hipótese sugere que, para formar um certo composto, é necessário não apenas dos átomos dos elementos certos, mas também dos números específicos destes elementos. Trata-se de uma extensão da lei publicada em 1799 pelo francês Joseph Proust – a lei das proporções definidasamostras diferentes do mesmo composto contêm sempre a mesma proporção das massas dos seus elementos constituintes. Este ponto de Dalton, também apoia outra lei importante, a lei das proporções múltiplasse dois elementos se podem combinar para formar mais de um composto, as massas de um elemento que se combinam com uma dada massa do outro elemento estão na razão de números pequenos e inteiros. Assim, a teoria de Dalton fornece uma explicação simples para esta lei: compostos diferentes constituídos pelos mesmos elementos diferem no número de átomos de cada espécie com que se combinam
Por fim, a terceira hipótese é uma outra forma de exprimir a lei da conservação da massaa matéria não pode ser criada nem destruída.

25/11/2015

Partículas Elementares


Uma partícula elementar ou uma partícula fundamental é uma partícula que não tem nenhuma subestrutura. As partículas elementares conhecidas incluem os fermiões (quarks, leptões, antiquarks e antileptões), que são geralmente conhecidas como as partículas de matéria e partículas de antimatéria, assim como os bosões fundamentais (bosões de calibre e bosões Higgs), que geralmente são as "forças das partículas", isto é, as partículas que medeiam as interações entre os fermiões.
 Uma partícula que contenha duas ou mais partículas elementares é uma partícula composta.

A matéria quotidiana é composta por átomos, suposta anteriormente  como sendo a partícula elementar da matéria (átomo significa indivisível em grego). Embora a existência do átomo tenha permanecido um tema controverso até 1910, pois alguns físicos de renome consideravam as moléculas como ilusões matemáticas, e que a matéria seria, em última análise, composta por energia, rapidamente se veio a identificar os constituintes do átomo (embora quando se entrou na década de 1930 só o eletrão, o fotão e o protão fossem conhecidos). Por esta altura, a entrada da mecânica quântica em ação começa a alterar radicalmente a concepção que se tinha das partículas, em que uma única partícula podia estender um campo, como o faria uma onda, um paradoxo que ainda exige uma explicação satisfatória.

Forças Fundamentais


As forças fundamentais são o mecanismo pelo qual as partículas interagem entre si.
Cada fenómeno físico observado, desde a colisão de galáxias até ao movimento dos quarks, pode ser explicado por estas interações.
Tradicionalmente, a física moderna lista quatro interações fundamentais:
  • a gravitação
  • o electromagnetismo
  • a força nuclear fraca
  • a força nuclear forte
No entanto, existe uma crença muito forte de que o eletromagnetismo, a força fraca e a força forte sejam a manifestação de uma única interação, mais fundamental (como aconteceu com a eletricidade e o magnetismo).
O eletromagnetismo e as forças nucleares fracas têm-se mostrado como dois aspetos da força eletrofraca. De uma forma mais especulativa, a força eletrofraca e a força nuclear forte, podem vir a ser combinadas, usando as Teorias da Grande Unificação.
A gravitação quântica, por sua vez, tenta combinar a gravidade com as outras três forças.

TeoriaInteraçãoMediadorMagnitude RelativaComportamento de longo alcanceFaixa
Cromodinâmica quânticaForça Nuclear ForteGluão103811.4x10-15m
Eletrodinâmica quânticaForça EletromagnéticaFótão10361/r2Infinito
Teoria EletrofracaForça Nuclear FracaBósões W e Z1025(1/r)e-m W, Z r10-18m
Relatividade GeralGravidadeGravitão (hipotético)11/r2infinito
A visão da mecânica quântica moderna das três forças fundamentais (excepto a gravidade) é de que as partículas da matéria (fermiões) não interagem entre si, mas através da troca de partículas virtuais (bosões), designadas por condutores de interação ou mediadores de interação.  Por exemplo, o fotão faz a mediação da interação das cargas elétricas, e os gluões mediam a interação das cargas de cor.
Esta duplicidade da matéria (fermiões) com as partículas mediadoras (bosões) são entendidos como sendo o resultado de alguma simetria fundamental da natureza.

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...