29/01/2015

Todos juntos

O movimento das placas tectónicas provoca a deslocação (e alteração) dos continentes. Durante a época Devoniana, que se deu entre 416 e 359 milhões de anos atrás, vários continentes juntaram-se, para virem a tornar-se aquilo que viria a ser o mega-continente Pangeia (mais tarde viriam a separar-se novamente tomando novas formas)

Mas já se perguntou onde estaria se estivesse a viver nessa época em que as plantas começavam a dominar o planeta?


16/01/2015

Rotas de Tráfico Ilegal


O tráfico ilegal é um problema sério a nível internacional, e apesar de toadas as  tentativas para o deter, as redes responsáveis por este conseguem sempre arranjar maneiras de contornar a lei, usando muitas vezes pessoas em situações desesperadas.

Desde sempre que este tem existido, mas a globalização veio a diversificar as rotas, ainda assim é possível ver que determinado tipo de tráfico tem uma maior incidência em determinadas regiões do mundo. Dessa forma pode-se constatar que:

  • as principais áreas em crescimento das rotas de ópio (heroína)  estão centradas no sudeste asiático, mais fortemente,  e sudoeste do mesmo continente, enquanto que as de coca (cocaína)  encontram-se no oeste da América do Sul. - 
  • o tráfico de mulheres, embora generalizado é mais incidente na Europa e Ásia, sendo que muitas da vítimas são provenientes da Rússia, Europa Central e sudeste asiático. De forma menos intensa são as vítimas provenientes da América do Sul e África. Característica a ter em conta, é que estas redes são extremamente globalizadas e intercontinentais.
  • Mais local, são as redes de imigrantes ilegais, em que se vê o Norte da América do Sul (e da Bolívia) a fornecer os imigrantes à América Central e do Norte. Já o Norte de África desloca os imigrantes para a Europa Ocidental e há um movimento entre a Europa do Leste. De onde também vêm imigrantes ilegais para a Europa Central é mais uma vez do Sudeste asiático, que também os desloca para a Austrália, e daí para a Nova Zelândia.
  • As rotas de heroína são um problema que ocorre essencialmente no Hemisfério Norte, em que a Ásia usa a África Central ocidental como "tranpolim" para a Europa e América do Norte.
  • Mais espalhadas, são as rotas da cocaína, tendo como ponto de chegada e partida a África do Sul e ocidente da África Central

verde: cocaína / vermelho: heroína / roxo: imigrantes ilegais / amarelo: mulheres e crianças / ponto verde: área em crescimento de cocaína / ponto vermelho: área em crescimento de ópio

15/01/2015

Evolução da Terra





O nascimento da Terra

Há cerca de 4.540 milhões de anos: A Terra forma-se. Serão necessárias algumas centenas de milhões de anos para que ela arrefeça e estejam reunidas as condições propícias à vida.

O início da vida

Há 3.800 milhões de anos: A vida floresce já nos oceanos, como sugerem os testemunhos conhecidos.
Há cerca de 2.500 milhões de anos: Formação das grandes massas continentais.

A explosão da vida nos oceanos

Há 540 milhões de anos: Aparecimento dos animais de esqueleto externo.
Há 520 milhões de anos: Aparecimento dos cordados, antepassados dos animais com coluna vertebral.
Há mais de 460 milhões de anos: Aparecimento dos peixes.
Há 440 milhões de anos: Aparecimento dos peixes com mandíbulas.

À conquista do ar e dos continentes

Há mais de 420 milhões de anos: As primeiras plantas a saírem da água para se instalar em terra são os musgos.
Há 420 milhões de anos: Primeiras impressões terrestres conhecidas - as de um artrópede saindo da água.
Há 370 milhões de anos: Aparecimento dos primeiros vertebrados com patas, os tetrápodes.
Há 320 milhões de anos: Aparecimento dos primeiros répteis.
De -355 a -295 milhões de anos: Desenvolvimento das grandes florestas do Carbónico.
Há 230 milhões de anos: Aparecimento dos dinossauros
Há 220 milhões de anos: Os pterossauros são os primeiros vertebrados verdadeiramente voadores.
Há 120 milhões de anos: Aparecimento dos primeiros fanerogâmicos (plantas que dão flor).

Os mamíferos à conquista do mundo

Há 65 milhões de anos: Os mamíferos começam a conquistar o mundo.
Há 60 milhões de anos: Aparecimento dos primatas.
Há 45 milhões de anos: Aparecimento dos primeiros elefantes.
Há 20 milhões de anos: Aparecimento dos grandes símios modernos.

Ao mesmo tempo que a vida mudava, também mudavam os continentes:

Adicionar legenda

E o futuro da Terra? Como será?



14/01/2015

Índice de Desenvolvimento Humano 2013


O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar o grau de "desenvolvimento humano" dos países e de forma a ajudar a classificá-los como:

  • desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto)
  • em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto)
  • subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo)
Todos os anos, os países membros da ONU são classificados de acordo com estas medidas.

A partir de 2010, o IDH combina três dimensões:
  • Uma vida longa e saudável: expectativa de vida ao nascer;
  • Acesso ao conhecimento: anos médios de estudo e anos esperados de escolaridade
  • Um padrão de vida decente: PIB per capita.



Mapa Mundo do Índice do Desenvolvimento Humano (baseado nos dados de 2013, com publicação a 24/07/2014).


  0.900 ou superior
  0.850–0.899
  0.800–0.849
  0.750–0.799
  0.700–0.749
  0.650–0.699
  0.600–0.649
  0.550–0.599
  0.500–0.549
  0.450–0.499
  0.400–0.449
  0.350–0.399
  0.349 ou inferior
  Dados não acessíveis

Fonte: wikipédia

13/01/2015

Escravatura Moderna

A escravatura não é algo do passado. É uma realidade horrível para muitos em pleno século XXI.

Estima-se que 35,8 milhões de homens, mulheres e crianças estejam presas em actuais redes de escravatura modernas. Destes, 61% encontram-se em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Uzbequistão e Rússia.


Os dez primeiros

A prevalência da escravatura moderna é maior:
  1. Mauritânia
  2. Uzbequistão
  3. Haiti
  4. Catar
  5. Índia
  6. Paquistão
  7. República Democrática do Congo
  8. Sudão
  9. Síria
  10. República Centro-Africana
Em termos absolutos os países com um maior número de pessoas em estado de escravatura moderna:
  1. Índia
  2. China
  3. Paquistão
  4. Uzbequistão
  5. Rússia
  6. Nigéria
  7. República Democrática do Congo
  8. Indonésia
  9. Bangladesh
  10. Tailândia
Os países que estão a tomar menos medidas de combate à escravatura moderna
  1. Coreia do Norte
  2. Irão
  3. Síria
  4. Erítreia
  5. República Centro-Africana
  6. Líbia
  7. Guiné Equatorial
  8. Uzbequistão
  9. República do Congo
  10. Iraque
Os países que estão a tomar mais medidas de combate à escravatura moderna:
  1. Países Baixos
  2. Suécia
  3. EUA
  4.  Austrália
  5. Suiça
  6. Irlanda
  7. Noruega
  8. Reino Unido
  9. Georgia
  10. Áustria

08/01/2015

Caminhos-de-Ferro da Morte


«Espero  que se trate de um registo verídico», escreveu Dunlop, acerca da obra de Parkin, «do modo como o espiríto humano consegue erguer-se acima da vacuidade, do nada e do desespero, porque realmente nós tinhamos sido deixados sem nada».
Prisioneiros aguardando por assistência médica, por Ray Parkin

As viagens por mar dos prisioneiros. Por Ray Parkin

Um templo na selva Tamil, Hintok River, por Ray Parkin. Cerca de 90.000
rǒmusha morreram na construção dos caminhos de ferro Thai-Burma.


































Os Caminhos-de-Ferro da Birmânia, também conhecidos como os Caminhos-de-Ferro da Morte, Estrada de Ferro Thai-Burma, é uma ferrovia de 415 km de extensão entre Bangkok, Tailândia e Rangum, Birmânia (atual Myanmar), construída pelo Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, para dar suporte às suas tropas na Campanha da Birmânia.

Foram usados os trabalhos forçados de cerca de 180.000 trabalhadores asiáticos e 100.000 prisioneiros de guerra Aliados na construção dos caminhos de ferro. Destes, cerca de 90.000 asiáticos e 16.000 prisioneiros de guerra morreram como resultado direto do projeto. 





Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferrovia_da_Birm%C3%A2nia
http://hellfire-pass.commemoration.gov.au/
A Segunda Guerra Mundial, de Martin Gilbert



07/01/2015

Corrupção 2014

A Transparency International publicou os dados relativos à corrupção de 2014, em que são contabilizados os níveis de corrupção de 175 países.
A classificação é feita de (0), mais corrupto, a (100) menos corrupto. As pontuações mais baixas são um sinal de "subornos muito difundidos, falta de punição para corrupção e instituições públicas que não correspondem às necessidades dos cidadãos".
Nos extremos da lista encontram-se, a Somália e a Coreia do Norte com os piores valores e a Dinamarca e a Nova Zelândia com os melhores.

Portugal encontra-se na 31ª posição, com um resultado mais positivo que Israel, Espanha, Itália ou Coreia do Sul, mas atrás de países como o Qatar, Butão, França e EUA.

Na lista de países de língua oficial portuguesa, destaque para a posição de Cabo Verde (42º lugar e um dos melhores classificados africanos) e, pela negativa, do Brasil (69ª lugar), São Tomé e Príncipe (76º), Moçambique (119ª), Timor-Leste (133ª) ou Angola e Guiné-Bissau (161º).




Abaixo pode aceder à Tabela Interactiva da agência, assim como à infografia:

Link (interativo): Tabela Índice Corrupção 2014



02/01/2015

Atlântida - a fábula

Aqui neste exemplo é possível ver como o simples deixa de ser simples com o tempo, e o conto passa quase a realidade.
Muitas vezes acontece que um acontecimento real, com o contar e recontar torna-se um mito, mas também acontece o oposto.

Falo especificamente de Atlântida. Atlântida, o continente perdido, a terra maravilhosa que devido à corrupção dos homens foi condenada a ser submersa pelas furiosas águas do oceano (ou do mar, dependendo das versões). Muitas são as investigações e expedições efectuadas à procura deste continente (ou ilha perdida). Desta grande civilização que se perdeu devido a se ter deixado corromper.

Os investigadores dão diversas hipóteses para esta civilização perdida, sendo que as principais hipóteses estão em torno de que Platão ter-se-à inspirado na desaparecida civilização minóica, que se viu a cair em pouco tempo aquando da erupção de Thera, enquanto que outros defendem que o filósofo (e político) terá ido buscar inspiração com a destruição de Helique em 373 a.C. ou à fracassada invasão ateniense da Sicília em 415 a.C - 413 a.C.

Mas há outros que realçam o facto de que a Atlântida só ganhou realce na Idade Moderna. Alan Cameron: "só nos tempos modernos é que as pessoas começaram a levar a sério a história da Atlântida; ninguém o fez na Antiguidade".



Terá de facto Platão ido buscar inspiração a um acontecimento, ou será que a explicação é mais simples? Tal como a alegoria que fez da Caverna, em que contou a estória do homem que se atreveu a ver mais so que a sua própria sombra, esta não será mais uma alegoria, em que Platão não se estava a basear em qualquer acontecimento real, ou fábula, e ele mesmo terá inventado? Em que o relato fazia uma "critica velada a Atenas, ao seu mercantilismo, aos seus costumes políticos decadentes"?

Certamente que ninguém iria à procura da ilha Utopia de Thomas Moro, pois é, tal como o título diz, uma utopia (uma fantasía, um delírio, uma quimera; um lugar que não existe), no entanto, a procura da outra Utopia (Atlântida) já moveu muito dinheiro (e continua a mover).

Qual a diferença? A antiguidade e a interpretação dos homens, que desconhecendo (ou não querendo conhecer) a realidade criam muitas vezes as suas realidades.

Atlântida existiu? Não acredito. Atlântida é uma fábula, e como todas as fábulas não são verdadeiras, mas a mensagem (ensinamento se se quiser) que carregam é que é verdadeira. Porque não interpretar a fábula de Platão, tão real na sua altura quanto agora? Trocam-se as armas (espadas por moeda) e ver-se-à o quão verdadeiros estavam a ser Platão, e Thomas Moro então e agora?



Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...