27/12/2014

"Ação crianças"

«Ainda a 27 [de Março de 1944], no ghetto de Kovno [Kaunas, centro da Lituânia], duzentas milhas para dentro das linhas alemãs, todas as crianças judias com menos de catorze anos ainda sobreviventes foram capturadas pelos SS e mandadas para a morte. Trinta e sete polícias judeus, entre os quais se contava o chefe da Polícia do ghetto judeu e dois dos seus ajudantes, recusaram-se a participar na prisão das crianças. Foram imediatamente executados.



A "ação crianças" de Kovno realizou-se em dois dias. Vários milhares de crianças foram metidas nos vagões da morte. Apenas uma pequena parte sobreviveria, contando-se entre os sobreviventes Zahar Kaplanas, então com cinco anos de idade. Este rapazinho foi salvo por um não judeu, um lituano, que o conseguiu fazer sair do ghetto dentro de um saco.»

A Segunda Guerra Mundial, Martin Gilbert






Mais informações sobre o Ghetto de Kovno:

http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005174

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gueto_de_Kovno

Histórias do ghetto e links:

http://www.eilatgordinlevitan.com/kovno/kovno_pages/kovno_stories_links.html

20/12/2014

O sorriso da fada



Este é o canto do riacho
Este é o canto dela
Este é o canto último
Benção e tragédia
Ouço-a, sigo-a, entro nas suas águas
Com prazer e dor
O frio do Estige leva-me.
Finalmente, ela sorri.
Fada triste do riacho, tu
A minha primeira e última,
Sorriste-me.

O sorriso da fada,  de Ana Paula Roldão

13/12/2014

Donos de Portugal - Documentário

Quem manda em Portugal? Este é um excelente documentário que mostra as ligações de poucas (que como aponta acaba por ser uma única) famílias a comandarem os caminhos económicos, sociais e políticos de Portugal. 

Não mudaram, os nomes do século XXI são os mesmos nomes do século XIX.




«Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.» - www.donosdeportugal.net








05/12/2014

Zoos humanos



Hoje em dia, em pleno século XXI, pode-nos parecer incrível e aberrante, mas inda não há muito tempo que estes eram uma realidade nas cidades principais da Europa Ocidental... e não há muito tempo, pois ainda em 1958, em Bruxelas, como mostra a fotografia abaixo, os Zoos Humanos eram uma realidade e uma atração para muitos visitantes que se achavam vindos de uma "raça superior".

Uma criança negra africana num zoo na Bélgica em 1958. Os brancos alimentam-na com bananas, como a um macaco
Os Zoos humanos, também designados de exposições etnológicas, eram exibições públicas  de humanos, que ocorreram durante os séculos XIX e XX, geralmente naquilo que designavam como "em estado natural ou primitivo".



Estas exposições geralmente enfatizavam as diferenças entre os europeus ocidentais e os povos não europeus ou com um estilo de vida considerado primitivo.

Alguns zoos colocarm alguns indigenas entre os primatas e os descendentes de humanos.

Aconselho a ver o documentário Zoologicos Humanos



O Erro



Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade~E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto
Um novo deus é só uma palavra
Não procures nem crias: tudo é oculto.


Fernando Pessoa

02/12/2014

A Árvore de Natal




Quem pensa no Natal pensa logo em duas coisas: na árvore de Natal e no presérpio. Hoje iremos falar da árvore de Natal.

Geralmente uma árvore conífera de folhas perenes ou artificial este já era considerado um símbolo divino por civilizações antigas que habitavam nos continentes europeu e asiático no terceiro milénio a. C.. Estas crenças faziam a ligação entre as árvores e seres mitológicos. Sendo que a projecção vertical desde as raízes fincadas no solo, simbolizava a aliança entre os céus e a mãe terra.
Na Assíria a deusa Semiramis havia feito a promessa aos assírios de que, quem montasse uma árvore com enfeites e presentes dentro do seu lar, no dia do nascimento da deusa, esta iria abençoar aquela casa para sempre.
Por sua vez os egípcios associavam o cedro a Osíris, enquanto que os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis e a azinheira a Zeus.
Já mais no centro europeu, os germânicos colocavam presentes para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.

Mas o mais próximo da tradição atual, em que se usa o pinheiro, era efectuado na região dos países bálticos, em que os povos pagãos cortavam esta  árvore e levavam-na para os seus lares, nas vésperas do solstício de Inverno (22 de Dezembro) enfeitando-a de forma muito semelhante à atual árvore de Natal, tradição entretanto passada aos povos germânicos, que foi integrada já com o costume destes acima assinalado.

Existem várias versões para o "nascimento" da árvore de Natal:

  • No início do século XVIII, o moge benedito São Bonifácio, tentou acabar com esta tradição pagã, celebrada na Turíngia, para onde havia sido enviado como missionário. Com um machado cortou um pinheiro sagrado que os locais adoravam no alto de um monte, mas acabou por ter insucesso nas suas tentativas de erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e as folhas resistentes e perenes deste à eternidade de Jesus.
  • Acredita-se também que esta tradição tenha começado em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.
  • Outras versões, por sua vez, dizem que a moderna árvore de natal terá realmente surgido na Alemanha entre os século XVI e XVIII. Não se sabe exatamente em qual cidade ela tenha surgido.
No século XIX a tradição foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos, só tendo chegado à América Latina já no século XX.

Atualmente é uma tradição comum entre  católicos, protestantes e ortodoxos.



Fonte: wikipédia

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...