11/11/2014

A vida

«Passei vinte anos sem desejar praticar os ensinamentos espirituais. Passei os vinte anos seguintes pensando que poderia praticar mais tarde. Passei outros vinte anos absorto noutras atividades e lamentando o fato de não ter praticado. Essa é a história da minha vida humana vazia.»

Gungtang


Quantos de nós não nos reconhecemos nestas palavras? Dá-se tanta atenção à parte material (incluindo o corpo físico) que remetemos sempre para segundo ou terceiro plano a melhoria mental, no entanto esta faz parte de nós. O espiritual (acredite-se ou não em almas), a promoção do bom funcionamento do outro lado não material - pensamento, sensação, sentimentos, emoções - é sempre descurado. Mesmo os mais religiosos, muitas vezes praticam determinados rituais, esquecendo-se da base, o ritual em si não é mais do que uma lembrança daquilo que devemos fazer. Tentar sempre melhorar o lado espiritual, tal como fazemos continuamente (ou deveríamos) com o lado físico. Para nos prevenirmos de doenças temos o cuidado de ter a alimentação correcta e protegermos o corpo, mas esquecemos-nos que o lado espiritual também fica doente, que deve ser cuidado constantemente, e como uma aspirina não é solução a médio longo prazo, também não o é um pequeno ritual em frente a um altar.



Se dedicássemos só um bocadinho de tempo à promoção da virtude espiritual que dedicamos à promoção do bem estar material, viveríamos bem melhor e faríamos com que os outros vivessem também, mas em sociedades materialistas como a ocidental, consumimos a nossa vida na melhorial física e material, dizendo sempre que «tenho de tratar da parte espiritual», mas tão absortos no material, deixamos sempre para depois e quando damos por isso já morremos.

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