02/03/2014

Leituras

Nas prateleiras da minha casa não se encontram só livros de Richard Dawkins, Carl Sagan, Friedrich Nietzsche, Jung Chang, Carl Grimberg... encontrarão igualmente livros de fantasia. Embora admita que já há algum tempo que deixei de os comprar, pois apesar de o mercado deste género ter aumentado em quantidade, diminuiu em qualidade. Hoje confunde-se fantasia com sexografia (ou mascara-se esta com aquela).
Não que seja púdica, e acredito que todos os tipos de literatura devem existir, mas detesto a parte hipócrita em que as pessoas viram a cara ou se fingem ofendidas com certos comportamentos, quando no fundo estão é atraídas por elas... Este género de literatura não é nova e já os antigos egípcios e romanos escreviam, sendo que entre estes Ovídio é muito conhecido... mas acabei por me afastar do meu tema principal (vão-me perdoar, mas estas contrariedades da nossa sociedade contemporânea do século XXI deixam-me muitas vezes perplexa - ou direi, hipocrisias?)
Viriam a ser passado
para a TV 
Voltando às minhas prateleiras... como disse, não só ciência, filosofia, história, autobiografias, e coisas afins... era ainda eu adolescente quando me ofereceram o primeiro livro de Marion Zimmer Bradley - ainda me lembro, um livro do Círculo de Leitores, A Fonte da Possessão... a esse seguiram-se outros. Fui apresentada ao género e como disse, nunca mais parei, até me cansar da falta de qualidade do género actualmente.
Mais tarde vim a descobrir, que era também autora de livros de ficção científica, género muito do meu agrado diga-se... Sempre que via um livro dela comprava, Brumas de Avalon, A Queda da Atlântida, A Senhora de Avalon, A Casa da Floresta, Presságio de Fogo, A Filha da Noite,  alguns livros da saga Darkover... 
Esta autora não só me apresentou a um novo estilo literário (que diga-se, aos 15/16 anos
último livro de M.Z.B.
ainda não conhecia quase nenhuns, lembro-me de na altura ler imensos policiais), como foi na adolescência que me apaixonei pela cultura céltica.
Uns anos mais tarde viria a conhecer Philip Pullman, que só posso dizer Excelente. Foi grande a minha alegria quando fizeram um filme sobre a Bússola Dourada, mas tristeza por não terem completo a triologia... adorei o filme... e adoro os livros deste escritor.
Mais tarde ainda vim a ler livros de Juliet Mariller, que não sendo Marion Z. Bradley parecia-me ser boa, mas infelizmente quem lê dois ou três livros desta autora, já os leu todos... mudam os nomes, os locais, mas é sempre a mesma coisa...
Claro devo acrescentar que também li o último livro de Marion Z. Bradley, a Sacerdotisa de Avalon, que foi completado postumamente por Diana L. Paxson.

"Nem só de pão vive o homem" (última grande obra de Tolstoi), eu digo "Nem só de realidade vive a mulher".

Sobre Marion Zimmer Bradley: Escritora norte-americana, nascida a 03.06.1930 falecida a 25.09.1999, tendo escrito mais de meia centena de livros.
Proveniente de uma família pobre, cedo começou a escrever estórias sencionalistas para ganhar dinheiro. Durante a década de 1950 escrevia estórias de sexo e mistério para sustentar o marido e filhos a revistas de grande tiragem. Na década de 1960, começou a escrever romances góticos para pagar um curso universitário.
Marion Zimmer Bradley tornou-se uma escritora de prestígio, e uma das mais lidas a nível internacional, com as Brumas de Avalon (as quais viriam a ser adaptadas para um filme).
Em 1985 escreveu A Filha da Noite, livro destinado a um público infantil, mas por muitos considerado para um publico mais adulto, baseado na Flauta Mágica de Mozart.
A série de ficção científica Darkover ainda hoje tem muitos seguidores.



Sem comentários:

Enviar um comentário

Desejo

«O condenado à morte deixou transparecer uma alegria comovida ao saber do indulto. Mas ao cabo de algum tempo, acentuando-se as melhora...